PSOC - Dissertações de Mestrado
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Recent Submissions
- Gosto de pensar, logo acredito: Dois estudos correlacionais entre necessidade de cognição e suspensão da descrençaPublication . Ferreira, Inês Sofia Diogo; Loureiro, FilipeA suspensão da descrença (SdB), entendida como a disposição para aceitar temporariamente premissas irreais de modo a manter uma experiência de entretenimento (Gerrig, 1993; Vorderer et al., 2003, 2004; Coleridge 1817, cit. por Tomko, 2007), tem sido amplamente discutida em contextos ficcionais, mas raramente explorada como traço disposicional e na sua relação com outras variáveis cognitivas. Esta investigação analisou a relação entre a SdB e a necessidade de cognição (NFC), examinando se níveis mais elevados de SdB se associam a uma maior disposição para apreciar e envolver-se em atividades cognitivamente exigentes (Cacioppo & Petty, 1982). Foram realizados dois estudos com medidas de autorrelato, utilizando a Escala de Necessidade de Cognição (Cacioppo et al., 1984) e a sua adaptação portuguesa (Silva & Garcia-Marques, 2006), bem como a Escala de Cronicidade da Suspensão da Descrença (Loureiro et al., 2025), nas versões portuguesa e inglesa. No estudo 1 participaram 326 estudantes universitários portugueses, enquanto que no estudo 2 participaram 218 norte-americanos da população geral. Os resultados de ambos os estudos indicaram uma correlação positiva e moderada entre NFC e SdB, com valores mais elevados na dimensão Social da SdB do que na dimensão Ficcional. Estes resultados sugerem que indivíduos com maior NFC, que gostam mais de pensar, tendem a suspender mais frequentemente a descrença, possivelmente devido à sua maior abertura cognitiva e motivação para explorar perspetivas alternativas. Esta investigação contribui assim para reforçar a SdB como um traço disposicional, aprofundando o seu enquadramento no domínio das diferenças individuais e expandindo a sua rede nomológica.
- Persuasão em alterações climáticas: contributos do ELM e da TPBPublication . Conchinhas, Constança de Santa Maria Marques; Loureiro, FilipeAs alterações climáticas são um enorme desafio e a mitigação dos seus efeitos nocivos exige a alteração do comportamento humano. No presente estudo, pretendemos compreender os efeitos de uma mensagem persuasiva sobre as alterações climáticas e os determinantes do comportamento pró-ambiental, beneficiando dos contributos do Modelo da Probabilidade de Elaboração (ELM), da Teoria do Comportamento Planeado (TPB) e do envolvimento dos participantes com o tema (SASSY). Este estudo experimental contou com 195 participantes, 123 dos quais do género feminino (63.1%), com idades entre os 18 e os 76 anos (M = 38.34, DP = 16.58). Para avaliar o envolvimento com o tema, aplicámos o SASSY (Chryst et al., 2018), que permite segmentar os participantes de acordo com as suas perceções face às alterações climáticas. Para testar o efeito da mensagem, adaptámos uma mensagem persuasiva, manipulada para ser composta por argumentos fortes ou fracos e sugerir elevado ou baixo consenso relativamente à adoção de comportamentos pró-ambientais. Aplicámos medidas de controlo para garantir a eficácia das manipulações e a equivalência das mensagens. Medimos o Controlo Comportamental Percebido (PBC) e, como variáveis dependentes, Atitudes, Intenção Comportamental e Comportamento Pró-ambiental. Os resultados demonstraram que as Atitudes e o PBC são preditores da Intenção Comportamental. Corroboraram também a relevância do SASSY, que foi preditor de Atitudes e da Intenção. O efeito persuasivo da mensagem foi apenas parcialmente confirmado. Os resultados refletem ainda a dificuldade de prever Comportamento, que só foi possível ao considerar simultaneamente todas as variáveis. Assim, o estudo realça a relevância de considerar o segmento dos participantes nas intervenções, a necessidade de investigar formas de intervir nos preditores de comportamento e a importância integrar diferentes abordagens e variáveis promissoras.
- Follow the light: Dark e light triad como preditores da progressão na carreiraPublication . Basílio, Leonor Pires; Sabino, AnaEste estudo analisou a influência dos traços de personalidade, especificamente a Dark Triad (maquiavelismo, narcisismo e psicopatia) e a Light Triad (humanismo, fé na humanidade e kantianismo), na progressão na carreira. Apesar da literatura sugerir benefícios de curto prazo para a Dark Triad em ambientes competitivos e vantagens de longo prazo para a Light Triad na criação de uma carreira sustentável, as pesquisas empíricas que comparam as duas continuam escassas. Uma amostra não probabilística por conveniência de 188 adultos trabalhadores preencheu a versão portuguesa validada das escalas: Dirty Dozen (DD); a Light Triad Scale (LTS); e a Career Growth Scale (CGS). Acompanhado por indicadores objetivos de progressão, tais como o número de promoções e o tempo entre elas. Contrariamente às hipóteses, os resultados sugeriram que nenhuma das características dark previa positivamente a progressão na carreira — o traço humanismo da Light Triad apareceu como o único indicador positivo consistente, correlacionando-se com os indicadores objetivos e percetivos de crescimento na carreira. Estes resultados destacam a importância crescente das disposições pró-sociais para o progresso profissional, desafiando as suposições tradicionais de que tendências manipuladoras ou assertivas levam a um sucesso profissional mais rápido.
- A relação entre as âncoras de carreira e o quiet quitting: O papel moderador da idadePublication . Assanali, Nayma Begam Vali; Sabino, AnaEsta investigação explora a relação entre as Âncoras de Carreira, tal como conceptualizadas por Edgar Schein, e o fenómeno emergente do Quiet Quitting, analisando o papel moderador da variável idade. As âncoras de carreira refletem dimensões profundas do autoconceito profissional, constituindo padrões relativamente estáveis de motivações, valores e competências que orientam decisões ao longo da vida organizacional. À luz da crescente descontinuidade nas trajetórias profissionais e da evolução das expectativas face ao trabalho, torna-se relevante compreender como estas âncoras influenciam atitudes laborais contemporâneas como o Quiet Quitting, entendido como o distanciamento emocional do trabalhador face às exigências organizacionais não contratuais. Através de um estudo quantitativo com recurso a escalas para a medição de Âncoras de Carreira e comportamentos associados ao Quiet Quitting, os resultados revelam padrões diferenciados consoante o tipo de âncora dominante. A análise moderadora demonstra que a idade exerce influência significativa em algumas relações entre as âncoras de carreira e comportamentos associados ao quiet quitting, especialmente nos indivíduos mais jovens, onde níveis elevados de competência de gestão se associam a menores níveis de desapego, assim como, a ligação entre o desafio puro e a falta de iniciativa revela-se mais forte e negativa As implicações práticas deste estudo sugerem a importância de práticas organizacionais mais personalizadas e sensíveis às diferentes fases da vida profissional, bem como a necessidade de alinhar as oportunidades de carreira com os perfis motivacionais dos trabalhadores. São também discutidas limitações metodológicas e propostas para investigações futuras, incluindo a utilização de modelos longitudinais e a incorporação de variáveis individuais, organizacionais e /ou contextuais como o bem-estar, o apoio organizacional percebido e a eficácia ou estilo de liderança.
- Sigilo salarial: Quando o segredo alimenta a insatisfação e a desconfiançaPublication . Fonseca, Miriam Santos da; Cesário, FranciscoO sigilo salarial constitui um fator relevante nas dinâmicas organizacionais, porém ainda é pouco explorado na literatura académica, especialmente no que diz respeito aos seus impactos sobre os trabalhadores. Assim, o presente estudo tem como objetivo analisar o impacto dessa prática na confiança dos colaboradores na organização onde trabalham e na sua chefia, bem como na sua satisfação laboral. Evidências indicam que práticas de sigilo salarial podem promover desconfiança, gerar insatisfação e fragilizar os laços de confiança entre os colaboradores, tanto com a organização quanto com a sua chefia. A amostra foi composta por 300 trabalhadores de diferentes empresas, onde todos eram residentes em Portugal e, no momento de responderem ao questionário, estavam empregados numa organização. Os resultados indicaram que o sigilo salarial está significativamente associado a menores níveis de satisfação no trabalho, bem como a menor confiança na organização e na chefia. Além disso, verificou-se que a confiança na chefia e na organização medeia a relação entre o sigilo salarial e a satisfação laboral, indicando que ambientes com organizações e chefias confiáveis podem mitigar os efeitos negativos do sigilo. Estas descobertas reforçam a relevância da política de transparência salarial como estratégia para fortalecer a confiança e a satisfação dos colaboradores, contribuindo para um clima organizacional mais positivo e produtivo.
- O riso que envolve segurança: Segurança psicológica como mediador do clima de humor com work engagementPublication . Rasteiro, Inês Batista; Andrade, José Luis NunesO presente estudo teve como propósito investigar o impacto da Segurança Psicológica na relação entre o Clima de Humor e o Work Engagement no contexto organizacional, adotando uma abordagem inovadora ao focar no clima de humor, em vez de analisar os estilos individuais de humor, como é comum na literatura. A amostra consistiu de 241 participantes de diversas empresas portuguesas, com predominância feminina (71%), sendo utilizados os seguintes instrumentos: Team Psychological Safety (Edmondson, 1999), Humor Climate Questionnaire (Cann et al., 2014) e Utrecht Work Engagement Scale (UWES-3) (Schaufeli et al., 2017). As análises estatísticas indicaram que a Segurança Psicológica exerce um papel mediador na relação entre o Clima de Humor e o Work Engagement, com diferentes direções de mediação: duas positivas e duas negativas, conforme as dimensões do clima de humor. Esses resultados evidenciam que um clima de humor positivo pode favorecer o envolvimento no trabalho, enquanto um clima negativo tende a reduzi-lo, ressaltando assim a importância de promover um ambiente de trabalho psicologicamente seguro. Uma limitação do presente estudo é a amostragem por conveniência, o que compromete a validade externa. Futuras pesquisas devem investigar as interações entre segurança psicológica e clima de humor em contextos culturais diversos, incluindo amostras não ocidentais ou então estudos longitudinais. Estudar o impacto do humor em relações transversais e bottom-up, são necessários para compreender melhor as dinâmicas organizacionais.
- Liderança transformacional e desempenho e o efeito mediador do Person Organization FitPublication . Resende, Cristiano Manuel Sarmento; Andrade, LuísO presente estudo tem como principal objetivo investigar a relação existente entre a Liderança Transformacional e o Desempenho e o papel mediador do Person Organization Fit, nesta relação, nos contextos laborais. Com essa finalidade formularam-se as seguintes hipóteses: (1) a liderança transformacional tem um efeito positivo e significativo no desempenho; (2) a liderança transformacional tem um efeito positivo e significativo no Person Organization Fit; (3) o Person Organization Fit tem um efeito positivo e significativo no desempenho; (4) o Person Organization Fit tem um efeito mediador na relação entre a liderança transformacional e o desempenho. Para tal, realizou-se um estudo quantitativo, com base numa amostra de 244 participantes, profissionalmente ativos, com idades superiores a 18 anos. Estes, responderam a um questionário online, de forma voluntária. Os resultados indicam-nos que a perceção de liderança transformacional tem um efeito positivo e significativo tanto no Po-Fit como no desempenho percecionado. O PO-Fit tem um efeito positivo e significativo no desempenho, assim como um efeito de mediação total na relação entre a perceção de liderança transformacional e a perceção de desempenho. Conclui-se que quando um líder é percecionado como transformacional pelos seus liderados, estes sentem um maior ajustamento à organização e a sua perceção de desempenho melhora.
- Quando a dark triad entra em campo: Diferença na prevalência de traços “negros” em treinadores e atletas, motivação e desempenho percebido dos atletasPublication . Silva, Raquel Alexandra Bértolo da; Loureiro, FilipeOs traços que constituem a Dark Triad (i.e., Maquiavelismo, Psicopatia, Narcisismo) têm sido amplamente investigados no contexto desportivo. Todavia, a literatura sobre a diferença da prevalência de traços “negros” entre treinadores e atletas, bem como o impacto dessa diferença nos outcomes do atleta, é inexistente. Assim, o presente estudo teve dois objetivos: 1) Estudar o efeito da diferença de traços da Dark Triad entre treinadores e atletas sobre o Desempenho Percebido dos atletas, e 2) Testar o efeito mediador da motivação nesta relação. Participaram no estudo 139 atletas de ambos os sexos (Midade = 23.00, DP = 4.84) de diversas modalidades desportivas. Os participantes responderam a um questionário online no qual realizaram uma auto e heteroavaliação dos traços “negros” nos seus treinadores através de uma escala adaptada da Dirty Dozen (Jonason & Webster, 2010), reportaram a sua motivação desportiva por intermédio da Sports Motivation Scale II-P (Pettelier et al., 2013) e o seu desempenho percebido através do Questionário de Perceção de Rendimento Desportivo (Gomes, 2016). Os resultados sugerem que a diferença da prevalência de psicopatia entre treinadores e atletas se relaciona negativamente com o desempenho percebido pelos atletas. A diferença relativa aos restantes traços “negros” não se relacionou com a motivação desportiva ou com o desempenho percebido. Análises adicionais evidenciaram que, de uma forma geral, a perceção de traços “negros” no treinador se relacionou com a desmotivação dos atletas e com uma perceção de pior desempenho desportivo. O presente estudo realça assim a importância de considerar os traços “negros” dos treinadores e a sua influência no desempenho e motivação dos atletas.
- Fit entre o estilo de tomada de decisão do atleta e da equipa: Impacto na perceção do desempenho em desportos coletivosPublication . Cuba, Beatriz Hilário; Loureiro, FilipeA presente investigação estuda a relação que a adequação (fit) entre o estilo de tomada-de-decisão individual (intuitivo e analítico) e a perceção de tomada-de-decisão da equipa (intuitiva e analítica) estabelece com a perceção de desempenho desportivo. Para além de identificar essa relação, este estudo testa se a autoeficácia coletiva e perceção de semelhança e complementaridade são mediadores da mesma. O estudo conta com uma amostra de 90 voluntários praticantes de uma atividade desportiva coletiva (63 do sexo masculino, 26 do sexo feminino, e 1 “outro”), com idades compreendas entre os 18 e os 48 anos. Os participantes responderam ao Questionário de Perceção de Rendimento Desportivo (QPRD; Gomes, 2016), ao Collective Efficacy Questionnaire for Sports (CEQS; Short et al., 2005), ao Questionário de Perceção de Complementaridade e Semelhança (adaptado de Piasentin & Chapman, 2007) e ao Inventário de Tomada-deDecisão no desporto (individual e equipa; adaptado de Pacini & Epstein, 1999). Os resultados demonstraram uma correlação positiva significativa entre o fit de intuição e análise e a perceção de desempenho coletivo. O fit de intuição correlacionouse também positivamente com as perceções de complementaridade e semelhança e com as dimensões de autoeficácia coletiva referentes ao esforço e preparação. Por sua vez, o fit de análise correlacionou-se positiva e significativamente com a perceção de semelhança e marginalmente com a perceção de complementaridade e a dimensão de esforço da autoeficácia coletiva. O efeito do fit de intuição e de análise sobre o desempenho foi mediado apenas pela dimensão de esforço da autoeficácia coletiva.
- Estarão o perfecionismo e o desempenho lado a lado?Publication . Henriques, Margarida Martins; Caetano, AntónioEste estudo tem como objetivo estudar se existe uma interação entre o perfecionismo e o desempenho de Jogadores de Futebol das camadas jovens. Por conseguinte, verificou-se também se o bem-estar afetivo tem um papel moderador na relação anteriormente referida (perfecionismo - desempenho). Os dados foram recolhidos através de um protocolo online, respondido por 144 jogadores de futebol das camadas jovens, abrangendo jogadores desde os escalões mais iniciantes (sub 14) até aos que estão no limiar entre formação e profissionalização (sub 23), de um único clube de futebol. Os resultados suportam a primeira hipótese, indicando uma associação significativa entre perfecionismo e desempenho. A segunda hipótese foi igualmente confirmada, mostrando que o bem-estar afetivo modera esta relação. A investigação evidenciou consequências práticas notáveis nomeadamente, a inclusão de programas de apoio psicológico, onde se abordem tanto a definições de metas realistas quanto a autoavaliações construtivas.
