PSOC - Dissertações de Mestrado
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- How social contexts affect the formation of false memories and the moderating role of prosocial tendenciesPublication . Manstein, Anna Mia; Garcia-Marques, TeresaThe following study is an investigation of context dependency in the formation of false memories and test if a prosocial context favors the formation of false memories compared to a selfish context. Furthermore, the prosociality of each participant was used as a moderator variable. In this study, false memories are formed by previously disseminated misinformation within the setup, based on the misinformation paradigm (Loftus et al., 1978). A total of 45 participants is presented with a pre-coded text about pro-social or selfish behavior, then watch one of two slide shows, followed by 50 sentences which contain misinformation, and complete a final memory test. A pro-social context is expected to lead to more false memories than a selfish context, supporting previous findings of consistency with human beliefs and supporting the assumption that humans are pro-social by nature. Results show no significant main effect of condition in the creation of false memories. However, interaction with the moderator reveals unexpected trends, suggesting that context influenced the formation of false memories differently depending on participants' prosociality. Specifically, participants with high prosociality scores reported more false memories in the selfish condition than in the social condition β = 0.68, SE = 0.07, t(42) = 2.42, p = .02, 95% CI [0.03, 0.33], supporting Hess ‘findings on the negativity bias (Hess et al., 2013). This study provides an initial investigation into how social context shapes false memories. The results may suggest that negativity bias has a stronger influence on memory than the need to conform to prosocial beliefs (Bregman, 2020; Reicher & Haslam, 2006). To validate these findings, further research with larger samples and more effective manipulations is needed.
- Poder de poder errar: A cultura de gestão do erro como contexto moderador na relação entre resolução de problemas e felt accountabilityPublication . Ferreira, Carolina Alexandra Póvoa; Caetano, AntónioA felt accountability (responsabilização sentida) tem vindo a destacar-se como um fator determinante para o desempenho e envolvimento dos colaboradores nas organizações. Contudo, a forma como esta se desenvolve pode depender das características do trabalho e do contexto organizacional. A presente dissertação teve como objetivo analisar a relação entre a resolução de problemas, enquanto característica do desenho do trabalho, e a felt accountability, bem como o papel moderador da cultura de gestão do erro nesta associação. O estudo seguiu um delineamento quantitativo, recorrendo a um questionário de autopreenchimento aplicado a 125 participantes de diferentes setores de atividade. Os dados foram analisados através dos programas SPSS e Jamovi, utilizando análises de regressão linear simples e hierárquica para testar o efeito direto e a interação moderadora. Os resultados revelaram uma relação positiva e significativa entre a resolução de problemas e a felt accountability. Adicionalmente, verificou-se um efeito de interação significativo, sugerindo que a cultura de gestão do erro reforça o impacto positivo da resolução de problemas sobre a accountability em contextos que encaram o erro de forma construtiva. Estes resultados contribuem para uma compreensão mais aprofundada dos mecanismos através dos quais o desenho do trabalho e o clima organizacional influenciam a perceção de responsabilidade dos colaboradores, evidenciando a importância de fomentar culturas organizacionais abertas ao erro como condição para o desenvolvimento individual e coletivo.
- Entre turnos e sirenes: A influência dos cronótipos e da saúde do sono na perceção de risco e no estado emocional de bombeiros sapadoresPublication . Santos, Carolina Almeida Oliveira; Loureiro, FilipeA presente investigação pretendeu estudar se a perceção de risco poderia ser explicada pela condição de sincronia/assincronia, mediada pelos estados de humor e se variava de acordo com a saúde do sono. Participaram 449 bombeiros profissionais, 432 eram do sexo masculino e 17 do sexo feminino, com idades compreendidas entre os 21 e os 62 anos (M = 39.45, DP = 9.12). Utilizou-se a versão reduzida do Morningness Eveningness questionnaire (rMEQ) (Loureiro & Garcia-Marques, 2015) para medir os cronótipos, para avaliar a saúde do sono recorreu-se à Satisfation Alerttness Timing Efficiency Duration (SATED) (Martins, 2017), a Profile of Mood States (POMS) (Faro Viana et al., 2001) para avaliar a perturbação de humor e por fim aplicou-se Escala de Perceção de Risco (Portell & Solé, 2001). Os resultados obtidos indicam que a escala de saúde do sono se correlaciona de forma significativa e positiva com a subescala Vigor (POMS) e de forma negativa com as restantes subescalas e escala total. Foram encontradas relações estatisticamente significativas tanto negativas como positivas entre a escala de perturbação de humor e a escala de perceção de risco. Os bombeiros em condição assíncrona, com baixos níveis de saúde do sono apresentam maior perturbação de humor nas subescalas de tensão, confusão, hostilidade, fadiga e depressão e menor sensação de vigor. Trabalhadores no turno de 24H apresentam uma maior perceção de risco geral do que os colegas nos turnos da manhã e uma maior sensação de que o trabalho pode prejudicar a sua saúde a longo prazo do que os outros turnos. Os resultados destacam a importância de alocar os trabalhadores aos turnos adequados ao seu cronótipo, de forma a potenciar o seu sono, que por sua vez melhora o humor. Adicionalmente propõe-se a redução da jornada laboral dos turnos de 24 horas de forma a evitar os impactos negativos na saúde.
- O papel mediador do afeto negativo na relação entre a intensificação do trabalho e o equilíbrio entre a vida no trabalho e a vida extratrabalhoPublication . Rocha, Ana Carolina FernandesA intensificação do trabalho tem sido amplamente associada a consequências adversas para o bem-estar dos trabalhadores, nomeadamente ao nível do equilíbrio vida no trabalho e a vida extratrabalho (Abdoolla & Govender, 2017; Macky & Boxall, 2008). Neste contexto, a presente dissertação tem como objetivo analisar o papel mediador do bem-estar afetivo negativo na relação entre a intensificação do trabalho e o equilíbrio entre aqueles domínios da vida pessoal. Com base no Modelo das Exigências e Recursos Laborais (Demerouti e colaboradores, 2001; Bakker & Demerouti, 2017) e na Teoria da Conservação dos Recursos (Hobfoll, 1989, 2002), partiu-se do pressuposto de que a intensificação representa uma exigência laboral capaz de gerar desgaste emocional e afetar negativamente a conciliação entre a vida no trabalho e a vida extratrabalho. O estudo, de natureza correlacional e transversal, contou com a participação de 269 trabalhadores de diversas organizações. Os dados foram recolhidos através de um questionário online que incluiu escalas validadas de equilíbrio entre a vida no trabalho e a vida extratrabalho (Brough e colaboradores, 2014), intensificação do trabalho (Kubicek e colaboradores, 2015) e bem-estar afetivo negativo (Warr, 2013). A análise estatística foi realizada com recurso ao SPSS e à macro PROCESS 4.2 (Hayes, 2018). Os resultados reforçam que exigências laborais intensificadas comprometem o equilíbrio entre a vida no trabalho e a vida extratrabalho, tanto de forma direta como através do aumento de afetos negativos. As principais limitações dizem respeito ao delineamento transversal, à amostragem por conveniência e ao uso exclusivo de autorrelato; futuros estudos deverão recorrer a metodologias longitudinais e multi-fonte. Destacam-se implicações práticas para a gestão das cargas e ritmos de trabalho, o reforço de recursos organizacionais (autonomia, suporte da chefia) e a promoção da regulação emocional.
- Quiet quitting e desempenho contextual: O papel moderador da anti-work orientationPublication . Simões, Ana Patrícia Felgueiras; Cesário, FranciscoO presente estudo teve como objetivo principal analisar a relação entre o fenómeno do Quiet Quitting e o Desempenho Contextual dos colaboradores, procurando compreender de que forma a Anti-work Orientation influencia ou modera esta relação. Procurando explorar como é que as atitudes face ao trabalho e os níveis de envolvimento se refletem em comportamentos organizacionais. A amostra foi constituída por 454 participantes, ativos no mercado de trabalho. Os resultados demonstraram uma relação negativa e significativa entre o Quiet Quitting e o Desempenho Contextual, confirmando parcialmente a hipótese inicial. Observou-se ainda um efeito de moderação da Anti-work Orientation na dimensão Amotivação do Quiet Quitting, reforçando o impacto negativo desta dimensão sobre o desempenho contextual. Por outro lado, a dimensão Falta de Iniciativa revelou um efeito negativo direto, mas não moderado. Estes resultados evidenciam a importância de compreender as novas atitudes face ao trabalho e os seus efeitos sobre os comportamentos organizacionais. Destacam-se implicações práticas para a gestão de recursos humanos, nomeadamente a necessidade de promover ambientes laborais que valorizem a motivação intrínseca, a autonomia e o equilíbrio entre vida pessoal e profissional, de modo a reduzir a propensão do Quiet Quitting e a potenciar o Desempenho Contextual.
- Solidão e reconhecimento de expressões faciais: um estudo com base na teoria da deteção do sinalPublication . Drazynski, Jakub Jan; Almeida, PedroA solidão tem sido associada a diversas consequências negativas para a saúde física e mental, bem como a alterações cognitivas que afetam a perceção social. O presente estudo teve como objetivo analisar a relação entre solidão e o reconhecimento de expressões faciais. A aplicação da Teoria da Deteção do Sinal (TDS) neste contexto permitiu ultrapassar limitações dos métodos tradicionais e distinguir entre diferentes componentes do processamento emocional. No estudo participaram 125 adultos, que completaram UCLA Loneliness Scale-16, Brief Symptom Inventory-18 (subescalas de depressão e ansiedade) e uma tarefa de reconhecimento facial com expressões de alegria, raiva, tristeza, medo e neutra em diferentes intensidades (20%, 40%, 60%). Os resultados revelaram um efeito da solidão na perceção emocional, verificando-se um aumento na atribuição incorreta de expressões como neutras. A análise com recurso à TDS mostrou que as diferenças encontradas não resultam de uma menor capacidade de discriminação entre estímulos, mas sim de uma tendência de resposta mais liberal para identificar expressões emocionais como neutras. Estas diferenças têm implicações relevantes para a compreensão das dificuldades sociais associadas à solidão e sugerem possíveis aplicações no desenvolvimento de intervenções direcionadas à melhoria do reconhecimento emocional e integração social.
- Liderança transformacional e empoderamento comunitário em duas associações da Área Metropolitana de Lisboa: Um estudo comparativo entre líderes e lideradosPublication . Martins, Henrique Chaves Frota Castanheira; Loureiro, FilipeA liderança transformacional tem sido apontada como fator-chave para a capacidade de ação coletiva em organizações comunitárias, enquanto o empoderamento comunitário traduz essa capacidade em domínios organizacionais e relacionais. O presente estudo propõe-se a investigar a relação entre a perceção de liderança transformacional e de empoderamento comunitário, reportada tanto por líderes como por liderados, em duas associações de moradores da Área Metropolitana de Lisboa. Utilizando um método de amostragem por conveniência e por “bola de neve”, foram aplicadas as escalas Multifactor Leadership Questionnaire (MLQ) e Empowerment Assessment Rating Scale (EAvEC) a líderes e liderados, recorrendo-se a correlações por papel/função e a análises de variância como controlo para medir ambas as variáveis. As principais limitações prenderam-se com o processo de amostragem, o tamanho da amostra, o delineamento transversal, e a fiabilidade moderada de algumas subdimensões. Os resultados sustentam parcialmente a hipótese para os liderados, evidenciando maior proximidade entre liderança transformacional e “Estruturas Organizacionais”, enquanto, entre líderes, não se observaram associações estatisticamente robustas. As análises de controlo indicaram diferenças contextuais em “Influência Idealizada” e variações por papel/função em alguns domínios relacionais. Em termos práticos, os dados apontam para a importância de investir na partilha de uma visão clara, rotinas de coordenação e capacitação dos membros, com foco no reforço das estruturas organizacionais.
- Agentes fictícios: Inferência espontânea de traço e suspensão da descrençaPublication . Almeida, Diogo Alberto Dinis; Garcia-Marques, TeresaQuando interagimos e percecionamos outros, inferimos de forma automática e inconsciente traços de personalidade; um processo conhecido como inferência espontânea de traços. Os estudos documentam a ocorrência de inferências espontâneas de traço sobre atores humanos mas não sobre personagens de livros, filmes de fantasia e ficção científica com os quais nos envolvemos, ou figuras mitológicas. Neste trabalho colmatamos este facto contrastando o processo de inferência de traços de personalidade em relação a humanos com a sua ocorrência face a agentes fictícios. Para o efeito, utilizou-se o paradigma da recordação com pistas para ambos os atores, junto de uma amostra de 92 participantes recrutados em contexto laboratorial e online. Os participantes leram um conjunto de frases implicativas de traços, que podiam ter uma contextualização real (e.g., “A Mariana acertou em todas as respostas do teste de matemática”) ou fictícia (e.g., “A medusa acertou em todas as respostas do teste de alquimia”) e foram solicitados a recordarem-se das frases. A recordação foi apoiada por uma pista disposicional (“inteligente”) ou semântica (“testagem”). Os resultados sugerem a ausência de diferenças entre humanos e agentes fictícios. Porém, quando se controlou para a capacidade dos participantes suspenderem a sua descrença, que é fundamental para o nosso envolvimento com mundos fictícios, os dados sugerem que a frequência desta suspensão não modera a ocorrência de inferências para agentes presentes nestes contextos, mas provoca uma melhor memorização das frases. Os dados são discutidos à luz de processos de perceção social enquanto interagimos com narrativas e da antropomorfização de personagens
- Should i stay or should i go a influência das práticas de gestão de recursos humanos na intenção de saída e o papel da identidade e da dignidade. Um modelo de mediação moderadaPublication . Nunes, Maria Ana Martins; Lopes, Sara, L.O presente estudo teve como objetivo analisar a relação entre as práticas de Gestão de Recursos Humanos (PGRH), a construção motivada da identidade (CMI), a perceção de dignidade no trabalho (PDT) e a intenção de saída (IS) dos colaboradores. Pretendeu-se, adicionalmente, testar um modelo integrado que avaliasse o papel mediador da CMI e o papel moderador da PDT na relação entre as PGRH e a intenção de saída. A amostra foi constituída por 159 colaboradores de diferentes setores de atividade, que responderam a um questionário composto quatro escalas. Os resultados mostraram que as PGRH predizem positivamente a CMI, sobretudo através das práticas orientadas para o desenvolvimento. No entanto, não se verificou uma relação direta significativa entre as PGRH e a IS, nem entre a CMI e a IS. Ainda assim, foi identificado um efeito indireto significativo das PGRH na IS através da CMI, configurando um padrão de mediação inconsistente. Verificou-se também que a PDT modera a relação entre as PGRH e a CMI, fortalecendo esta associação em níveis mais elevados de dignidade; porém, o índice de mediação moderada não foi significativo, não se confirmando o efeito moderador no modelo completo. Estes resultados reforçam a relevância das práticas de desenvolvimento na ativação de processos identitários, ao mesmo tempo que evidenciam a complexidade das relações entre identidade, dignidade e intenção de saída. Implicações teóricas e práticas são discutidas, destacando-se a importância de uma abordagem estratégica e humanizada de GRH que promova ambientes significativos, dignos e alinhados com a construção identitária dos colaboradores.
- Riscos psicossociais em atletas de e-sports, atletas tradicionais e jogadores casuaisPublication . Félix, Tomás Miguel Mascarenhas; Loureiro, FilipeEsta investigação tem como principal objetivo de estudo analisar a presença e a influência dos riscos psicossociais em diferentes contextos desportivos, comparando atletas de e-sports, atletas tradicionais e jogadores casuais. Procurou-se ainda verificar as relações entre burnout, ansiedade, depressão e stress, bem como a associação entre os riscos psicossociais e a satisfação com a vida. O estudo tem uma amostra de 97 participantes (76 do sexo masculino, 20 do sexo feminino e 1 “Outros”), subdividindo-se em atletas tradicionais (n = 21), atletas de esports (n = 22) e jogadores casuais de videojogos (n = 54), com idades compreendidas entre os 15 e os 55 anos (M = 23.2, DP = 7.71). Os participantes responderam ao Questionário de Burnout para Atletas (Raedeke & Smith, 2001), à Escala de Ansiedade, Depressão e Stress (EADS; Lovibond & Lovibond, 1995), à Escala de Satisfação com a Vida (ESV; Diener et al., 1985) e ao Questionário de Perceção de Rendimento Desportivo (QPRD; Gomes, 2016). Os resultados indicam que atletas de e-sports e tradicionais apresentam perfis psicológicos semelhantes nas dimensões de burnout, stress, ansiedade e depressão, distinguindo-se dos jogadores casuais, que evidenciam níveis inferiores de exaustão e desvalorização. Verificaram-se correlações positivas entre burnout, ansiedade, depressão e stress, confirmando a interdependência destas variáveis. A depressão e a perceção de desempenho são preditores significativos da satisfação com a vida.
