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Entradas recentes

Current state of the art and implications for clinical practice of internet- and mobile-based psychological interventions
Publication . Salgado, João; Gomes, Marta; Csabai, Márta; Daele, Tom Van; Doyle, Frank; Eimontas, Jonas; Elster, Rikke Nørgaard; Gosar, David; Haddouk, Lise; Karekla, Maria; Dias Neto, David Manuel; Stankovic, Sanda
Abstract: In 2018, the European Federation of Psychologists’ Associations (EFPA) published a report summarising the evidence on Internet- and mobile-based psychological interventions (IMIs) for the prevention and treatment of mental health disorders. Given the rapid developments in this field, an updated narrative review was conducted to provide a broad overview of the literature addressing multiple perspectives on the use of IMIs. The review outlines the definition, types, purposes, and current evidence of IMIs; examines the emerging role of AI; and discusses practical considerations, including limitations and challenges (e.g., adverse effects, legal and ethical issues), implementation barriers, inequalities and inclusion, and their current use in routine care. Results across these domains paint a nuanced picture, summarising the potential as well as the pitfalls of IMIs. In the discussion, key conclusions emerge: IMIs that include therapist guidance tend to achieve higher adherence and more reliable clinical outcomes, while matching support to users’ needs is crucial for scalability. Tailoring content and sustaining engagement are critical determinants of success. Effective implementation of IMIs requires careful attention to ethical concerns and thoughtful integration of AI. Practical barriers, such as limited access and the digital divide, must also be addressed to ensure these interventions are adopted fairly and equitably. Overcoming these challenges will require continued cooperation among researchers, clinicians, users, policymakers, and IT stakeholders.
Sintomas de PHDA e pró-socialidade: o papel mediador da desregulação emocional
Publication . Gameiro, Sofia Margarida Barradas; Mares, Inês Manita
A PHDA é concebida como uma das perturbações com mais impacto no que diz respeito ao funcionamento social, associando-se frequentemente a dificuldades ao nível da regulação emocional. Neste sentido, o presente estudo procurou compreender a relação entre a sintomatologia de PHDA e a pró-socialidade, explorando o possível papel mediador da desregulação emocional nesta associação. Participaram nesta investigação um total de 104 adultos com idades compreendidas entre os 18 e os 43 anos de idade, recrutados por conveniência em contexto não clínico. Foram utilizadas medidas de autorrelato para desatenção/ hiperatividade-impulsividade (ASRS-v1.1), desregulação emocional (DERS-SF) e pró-socialidade (SRA) e aplicada uma tarefa experimental para avaliação do comportamento compensatório (Cyberball Pró-social). Os resultados obtidos evidenciaram uma associação positiva entre desatenção e pró-socialidade no Cyberball. A hiperatividade/impulsividade exibiu um efeito direto negativo sobre a pró-socialidade no modelo de mediação. A desregulação emocional correlacionou-se positivamente com ambas as dimensões sintomatológicas da PHDA, mas não mediou a relação entre sintomas e comportamento pró-social. A medida de autorrelato para a pró-socialidade não evidenciou associações significativas com os sintomas de PHDA. Em adultos sem diagnóstico, os resultados sugerem que a desatenção pode associar-se a respostas pró-sociais compensatórias ao passo que a impulsividade surge como potencial fator de risco da pró-socialidade. A desregulação emocional, embora ligada à sintomatologia de PHDA, não explica diretamente o comportamento pró-social. Este estudo abre caminho para novas linhas de investigação devido ao aparecimento de associações inesperadas que desafiam algumas conceções teóricas tradicionalmente aceites.
As lutas espirituais e saúde mental: um estudo sobre o papel moderador do nível de religiosidade
Publication . Rodrigues, Inês Pereira Pires; Garcia-Marques, Teresa
Este estudo propõe-se a explorar a relação entre as lutas espirituais e a saúde mental, comparando indivíduos com diferentes níveis de envolvimento religioso. Um total de 194 indivíduos, cristãos e não cristãos de ambos os géneros, responderam à Escala de Envolvimento Religioso de Duke (DUREL), ao Inventário de Saúde Mental - short form (MHI-SF) e à Escala de Lutas Espirituais- Short form (RSS). Os resultados obtidos permitiram observar que as lutas espirituais predizem negativamente a saúde mental, confirmando que experiências de conflito espiritual, estão associadas a maior sofrimento psicológico. Verificou-se, ainda, que níveis mais elevados de envolvimento religioso estão associados a níveis mais baixos de lutas espirituais. E, adicionalmente verificou-se que o envolvimento religioso não alterou a relação entre as lutas espirituais e a saúde mental, mantendo-se esta associação estável, independentemente do nível de religiosidade.
O papel da prática deliberada na autoavaliação e no desenvolvimento de competências interpessoais facilitadoras
Publication . Rosa, Maria Margarida De Laranjeira Marques Cordeiro; Sousa, Daniel Cunha Monteiro de
Problema: Apesar da prática deliberada (PD) ter demonstrado eficácia em diferentes contextos formativos, o seu impacto na formação de psicoterapeutas continua pouco explorado, sobretudo no que diz respeito ao desenvolvimento das competências interpessoais facilitadoras (FIS) e à perceção do próprio desempenho. Objetivos: Avaliar a influência da PD na evolução das FIS e analisar a correspondência entre as autoavaliações e as heteroavaliações das mesmas competências. Método: Foi conduzido um estudo pré-experimental quantitativo, com uma amostra de 22 psicólogos em formação avançada em psicoterapia. Foram utilizados o Facilitative Interpersonal Skills Performance Task (FIS-PT) (Anderson & Patterson, 2013) e o Facilitative Interpersonal Skills Self-Report (FIS-SR) (Anderson et al., 2019), para comparar as heteroavaliações e autoavaliações das FIS antes e após o treino em Prática Deliberada (PD). Resultados: Os resultados confirmaram uma melhoria significativa das competências interpessoais Facilitadoras (FIS) após o treino em Prática Deliberada (PD), especialmente nas pontuações do FIS-PT, com destaque nas dimensões de persuasão e esperança e expetativas positivas. Embora não tenham surgido diferenças significativas entre a autoavaliação (FIS-SR) e heteroavaliação (FIS-PT), observou-se uma tendência para uma perceção mais realista e confiante das próprias competências.
“Words do bring me down”: Estudos de caso de assédio moral
Publication . Storino, Carla Cristina; Trigo, Miguel
Âmbito: Os contextos sociolaborais colocam desafios importantes aos trabalhadores. A par dessas exigências técnicas, existem pressões psicossociais geradoras de conflito que estimulam mecanismos de auto regulação, que tendem a provocar respostas de desajustamento e burnout. Objetivo: O primeiro estudo, preparatório, desenvolve uma entrevista semiestruturada para caracterizar as experiências e vivências pessoais de conflito sociolaboral. O segundo estudo, constitui o tema central e analisa as vivências no ambiente laboral de trabalhadores que viveram episódios com contorno de assédio moral. Com base nestas experiências, nos deteremos sobre os processos de ajustamento emocional face à pressão laboral. Plano: O primeiro estudo baseia-se num grupo focal, com cinco participantes que exercem a sua atividade profissional em recursos humanos ou em assistência social. O segundo estudo é desenvolvido, apoiado em quatro estudos de caso, sendo dois pares de participantes (uma mulher e um homem em cada par), um com bom ajustamento e outro com dificuldades emocionais associadas ao contexto laboral. Instrumentos: O primeiro estudo basea-se numa entrevista semi-estruturada que serviu de base à discussão sobre o guião a desenvolver para recolher as histórias de conflito laboral. No segundo estudo, com base no guião previamente preparado, realizamos entrevistas semiestruturadas e desenvolveu uma grelha para análise das entrevistas. Procedimento: A partir da rede pessoal e profissional de contatos foram selecionados os participantes de ambos os estudos. No primeiro estudo, o grupo focal aconteceu online e, no segundo estudo, as entrevistas decorreram online e presencialmente. Resultados: A partir das entrevistas orientadas pelo guião de entrevista elaborado no primeiro estudo, os dados obtidos foram examinados e classificados numa grelha de análise por categorias vinculadas à história de vida, ao sofrimento emocional e às estratégias de enfrentamento.Conclusão: Segundo as duas abordagens propostas iniciais, verificamos que o cenário produtivo tem estimulado os trabalhadores a um comportamento competitivo, estabelecendo uma linha tênue com as situações de assédio moral. Contudo, a adoção de estratégias pelas vítimas tem-se mostrado relevante no seu reajustamento emocional.