Percorrer por data de Publicação, começado por "2025-11-27"
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- Beyond the destination: A qualitative study on how experiencing leisure traveling shapes mental health among older adultsPublication . von Humboldt, Sofia; Ilyas, Namrah; Maria Pereira Leal, IsabelLeisure traveling holds the potential to positively influence the emotional and mental health of older adults, a population increasingly recognized for its unique well-being challenges. This study aims to: a) assess the emotional experiences of leisure traveling among older adults; and b) analyze how leisure traveling influences the mental health of older adults. A total of 784 older adults from three nationalities, aged 65 to 82 years (M = 71.4; SD = 4.47), participated in the study. In-depth semi-structured interviews were conducted, and content analysis was employed. For the first objective, eight themes emerged: (1) Less loneliness and isolation (88.3%); (2) Increased selfconfidence (84.9%); (3) Meaningful relationships (75.2%); (4) Opportunities for physical activity (70.1%); (5) Personal growth (66.4%); (6) Improved sense of agency (61.2%); (7) Enhanced coping skills (59.5%); and (8) Increased perceived well-being (57.3%). For the second objective, four themes emerged: (1) Less depressive symptoms (78.3%), (2) Reduced stress and anxiety (77.3%), (3) Cognitive flexibility (75.3%), and (4) Improved sleep quality (63.9%). Portuguese older adults focused on less loneliness and isolation (88.3%) and reduced stress and anxiety (77.3%). English older adults emphasized meaningful relationships (75.2%) and less depressive symptoms (78.3%), while Brazilian participants highlighted opportunities for physical activity (70.1%) and cognitive flexibility (75.3%). Leisure traveling enriches older adults’ lives by enhancing mental health, highlighting its vital role in promoting multifaceted well-being in later life.
- De repente, fico sem palavras: Impacto psicológico do trabalho com refugiados em profissionais na linha da frentePublication . Pinto, Mateus Barbosa Osório; Matos, LisaNos últimos anos, o número de pessoas a cruzarem fronteiras internacionais para fugir de situações de conflito, pobreza e perseguição tem crescido exponencialmente e, com esse crescimento, o papel dos países que têm acolhido estas populações também tem aumentado significativamente. Os e as profissionais que trabalham no acolhimento e integração de populações refugiadas estão expostos a uma multiplicidade de stressores e desafios passíveis de comprometerem o seu bem-estar e saúde mental. O presente estudo qualitativo visou compreender o impacto psicológico do confronto com os desafios do dia a dia do acolhimento e integração de pessoas refugiada em Portugal. Foram entrevistados 32 profissionais, a trabalhar sobretudo na região de Lisboa, entre fevereiro e março de 2025. Através da análise temática, foram identificados seis temas relacionados com: motivações (Tema 1: Desejo de contribuir para um mundo melhor); stressores (Tema 2: Confronto com os desafios do dia a dia e Tema 3: “De repente, fico sem palavras”); e impacto na saúde mental (Tema 4: Desidealização da profissão, Tema 5: Alteração das visões do mundo e Tema 6: “Quando terminas o dia, sais totalmente vazio”). Os resultados sugerem descrença no sistema de acolhimento português, alteração das visões do mundo dos e das profissionais e elevado desgaste emocional, com sintomas de stress traumático secundário e trauma vicariante. O presente estudo demonstra a necessidade de alteração de medidas políticas e do sistema de acolhimento, assim como a promoção de contextos de trabalho mais protetores da saúde mental e bem-estar dos profissionais.
- Sentir para comer ou comer para sentir? A influência do stress percebido, alexitímia e interocepção no comportamento alimentarPublication . Lemos, Maria Teresa de Noronha Loff Mascarenhas de; Oliveira, GonçaloO stress percebido tem sido identificado como um fator determinante na adoção de comportamentos alimentares mal adaptativos, juntamente com as dificuldades na regulação emocional presentes em indivíduos alexitímicos com baixos níveis de interocepção. O presente estudo pretende analisar de que forma estes três fatores predizem e influenciam o comportamento alimentar. A amostra foi constituída por 253 participantes da população geral, que completaram um questionário divulgado através de grupos e plataformas online, composto pelo: Consentimento Informado, por um Questionário Sociodemográfico, e pelas escalas de Perceived Stress Scale (PSS-10), Toronto Alexithymia Scale (TAS-20), Multidimensional Assessment of Interoceptive Awareness (MAIA) e Three-Factor Eating Questionnaire (TFEQ-21). Os resultados foram de encontro às hipóteses propostas, revelando que níveis mais elevados de stress percebido estão associados a uma maior tendência para um tipo de alimentação emocional e descontrolada, bem como a níveis superiores de alexitímia e inferiores de interocepção. Verificou-se ainda que o stress percebido e o índice de massa corporal (IMC) foram preditores significativos do comportamento alimentar mal adaptativo. Esta dissertação pretende reforçar a importância da consciência corporal e da regulação emocional na prevenção do desenvolvimento de perturbações de comportamento alimentar.
- Intimidade com chatbots: Personalidade, pertença e antropomorfismo em jovens portuguesesPublication . Romeu, Joana Gonçalves de Menezes Montenegro; Pimenta, FilipaIntrodução: A evolução dos chatbots tem oferecido respostas rápidas e personalizadas, que poderão ser valorizadas por adultos emergentes, que exploram relações e privilegiam o contacto virtual. Este estudo teve como objetivos:1) explorar como traços de personalidade, necessidade de pertença e antropomorfismo predizem a perceção de intimidade com chatbots;2) adaptar instrumentos de avaliação para a interação humanochatbot. Método: Participaram 480 adultos emergentes portugueses (18-29 anos; Midade=23,18; DP=3,35) que responderam a um questionário sociodemográfico, de saúde e uso de chatbot, seguido do Inventário de Personalidade, Need to Belong Scale, Questionário de Antropomorfismo, Human-Robot Interaction Evaluation Scale e Functional Analytic Psychotherapy Intimacy Scale. Resultados: Sexo Masculino (β=-0,081; p=0,020), maior Frequência de Uso (β=0,177; p<0,001), Necessidade de pertença (β=0,135; p=0,003), Sociabilidade (β=0,306; p<0,001) e Vivacidade (β=0,242; p<0,001) predisseram maior Honestidade e Genuinidade na interação com o chatbot. Maior Frequência de Uso (β=0,114; p=0,004), Abertura à Experiência (β=0,107; p=0,011), Necessidade de pertença (β=0,092; p=0,041), Sociabilidade (β=0,247; p<0,001), Estranheza (β=0,098; p=0,007) e Vivacidade (β=0,385; p<0,001) predisseram maior Expressão de Sentimentos Positivos com o chatbot. Sexo masculino (β=-0,167; p=0,001) predisse menos Pensamentos e Sentimentos Escondidos e maior Estranheza (β=-0,225; p<0,001) predisse mais Pensamentos e Sentimentos Escondidos na interação com a inteligência artificial. Conclusão: Características individuais e pistas situacionais influenciam a perceção de intimidade, aproximando as relações humanas às interações humano-chatbot e reforçando a importância de um maior investimento na investigação nesta área que implica múltiplos desafios ao nível do impacto sobre as interações, proteção de dados, entre outros, e sobre a qual a literatura é ainda escassa.
- Gosto de pensar, logo acredito: Dois estudos correlacionais entre necessidade de cognição e suspensão da descrençaPublication . Ferreira, Inês Sofia Diogo; Loureiro, FilipeA suspensão da descrença (SdB), entendida como a disposição para aceitar temporariamente premissas irreais de modo a manter uma experiência de entretenimento (Gerrig, 1993; Vorderer et al., 2003, 2004; Coleridge 1817, cit. por Tomko, 2007), tem sido amplamente discutida em contextos ficcionais, mas raramente explorada como traço disposicional e na sua relação com outras variáveis cognitivas. Esta investigação analisou a relação entre a SdB e a necessidade de cognição (NFC), examinando se níveis mais elevados de SdB se associam a uma maior disposição para apreciar e envolver-se em atividades cognitivamente exigentes (Cacioppo & Petty, 1982). Foram realizados dois estudos com medidas de autorrelato, utilizando a Escala de Necessidade de Cognição (Cacioppo et al., 1984) e a sua adaptação portuguesa (Silva & Garcia-Marques, 2006), bem como a Escala de Cronicidade da Suspensão da Descrença (Loureiro et al., 2025), nas versões portuguesa e inglesa. No estudo 1 participaram 326 estudantes universitários portugueses, enquanto que no estudo 2 participaram 218 norte-americanos da população geral. Os resultados de ambos os estudos indicaram uma correlação positiva e moderada entre NFC e SdB, com valores mais elevados na dimensão Social da SdB do que na dimensão Ficcional. Estes resultados sugerem que indivíduos com maior NFC, que gostam mais de pensar, tendem a suspender mais frequentemente a descrença, possivelmente devido à sua maior abertura cognitiva e motivação para explorar perspetivas alternativas. Esta investigação contribui assim para reforçar a SdB como um traço disposicional, aprofundando o seu enquadramento no domínio das diferenças individuais e expandindo a sua rede nomológica.
- O uso de chatbot entre portugueses e brasileiros: Um estudo exploratórioPublication . Souza, José Pilla de Azevedo e; Pimenta, FilipaIntrodução: O Problematic Use of Conversational Artificial Inteligence (PUCAI) é o uso excessivo de chatbot, causando frequentemente consequências indesejáveis na vida quotidiana. O PUCAI pode ter caráter social, laboral/ educacional e pode diminuir o contacto humano. O objetivo deste estudo é criar um instrumento para medir o PUCAI, verificar fatores que predizem o PUCAI e analisar as diferenças entre as amostras portuguesa e brasileira. Método: Adultos entre 18 e 45 anos preencheram um questionário online que incluiu questões sociodemográficas, Escala de Alterações Funcionais pelo Uso Problemático de Internet – AFUPI (adaptado para medir o uso problemático emocional/ comportamental de chatbot), Social Phobia Inventory (avaliou a ansiedade social), UCLA Loneliness Scale (avaliou a solidão), escalas de Uso de Chatbot (desenvolvida neste estudo, para avaliar o uso problemático Social/ relacional, Laboral/ Acadêmica, Íntima/ romântica de chatbot). Resultados: PUCAI emocional associou-se com solidão (βBr=0,49; p < ,001; βPt=0,43; p < ,001) e pela ausência de relacionamento amoroso (βBr=-0,18; p=,02). Mulheres (βBr=0,14; p= ,03), Adultos (34-45 anos) (βPt=0,24; p=,05) e participantes com maiores níveis de solidão (βBr=0,25; p < ,001; β Pt=0,15; p = ,09) são quem mais apresentaram PUCAI comportamental. Conclusão: A solidão prediz o PUCAI comportamental e emocional do chatbot, o que pode isolar mais o indivíduo e agravar seus níveis de solidão. Foi elaborado um novo instrumento nesta temática que poderá ser validado num estudo futuro. Se verificou diferenças significativas nas duas amostras, que colaboram na identificação de grupos de risco para futuras pesquisas e intervenções, em amostras semelhantes.
- Vinculação e vulnerabilidade para a dependência de substâncias: O papel da regulação emocionalPublication . Pedro, Isabel Maria Oliveira Neto Farraia; Garcia-Marques, TeresaO presente estudo teve como objetivo investigar de que forma o estatuto socioeconómico percebido influencia o desempenho cognitivo em contextos normativos. Partindo dos contributos de Garcia-Marques et al. (2023), Piff et al. (2012) e Kraus et al. (2009), pretendeu-se compreender como diferenças de poder e estatuto social moldam a sensibilidade a normas, regras e constrangimentos simbólicos, de modo a afetar a eficácia cognitiva em tarefas abstratas. Para este efeito, foi conduzido um estudo experimental com 137 participantes, distribuídos aleatoriamente por duas condições de manipulação de estatuto, sendo uma a perceção de estatuto socioeconómico mais elevado vs. mais baixo, com base na MacArthur Scale of Subjective Social Status. Os participantes realizaram uma tarefa de matrizes inspiradas no formato de Raven, compostas por símbolos deônticos e não deônticos, criados para o efeito deste estudo. Os resultados confirmaram a eficácia da manipulação do estatuto percebido e evidenciaram a influência do tipo de símbolo no desempenho cognitivo. Verificou-se que participantes de estatuto elevado adotaram uma postura mais exploratória, enquanto os de estatuto mais baixo mostraram maior sensibilidade a normas. Os resultados contribuíram para uma compreensão mais integrada das relações entre normas, poder e cognição. Sentir-se poderoso diminui a sensibilidade ao contexto, levando a que num contexto associado às normas sociais a sensação de maior poder induz menor investimento na tarefa do que num contexto sem normas sociais. Possivelmente, estes contextos levam a que os indivíduos assumam o contornar ou ignorar regras, prejudicando o seu desempenho nesta tarefa.
- Entre o dever e o poder: Diferença de comportamentos entre indivíduos de alto e baixo estatuto socioeconómico em contextos de normas deônticasPublication . Costa, Joana Leal Rodrigues de Coimbra; Garcia-Marques, TeresaO presente estudo teve como objetivo investigar de que forma o estatuto socioeconómico percebido influencia o desempenho cognitivo em contextos normativos. Partindo dos contributos de Garcia-Marques et al. (2023), Piff et al. (2012) e Kraus et al. (2009), pretendeu-se compreender como diferenças de poder e estatuto social moldam a sensibilidade a normas, regras e constrangimentos simbólicos, de modo a afetar a eficácia cognitiva em tarefas abstratas. Para este efeito, foi conduzido um estudo experimental com 137 participantes, distribuídos aleatoriamente por duas condições de manipulação de estatuto, sendo uma a perceção de estatuto socioeconómico mais elevado vs. mais baixo, com base na MacArthur Scale of Subjective Social Status. Os participantes realizaram uma tarefa de matrizes inspiradas no formato de Raven, compostas por símbolos deônticos e não deônticos, criados para o efeito deste estudo. Os resultados confirmaram a eficácia da manipulação do estatuto percebido e evidenciaram a influência do tipo de símbolo no desempenho cognitivo. Verificou-se que participantes de estatuto elevado adotaram uma postura mais exploratória, enquanto os de estatuto mais baixo mostraram maior sensibilidade a normas. Os resultados contribuíram para uma compreensão mais integrada das relações entre normas, poder e cognição. Sentir-se poderoso diminui a sensibilidade ao contexto, levando a que num contexto associado às normas sociais a sensação de maior poder induz menor investimento na tarefa do que num contexto sem normas sociais. Possivelmente, estes contextos levam a que os indivíduos assumam o contornar ou ignorar regras, prejudicando o seu desempenho nesta tarefa.
- O processamento de expressões emocionais – associação com traços de ansiedadePublication . Barros, Noémi Lisandra Gomes DiasO processamento das expressões emocionais tem um papel essencial na regulação das interações sociais e na adaptação do meio ambiente. Contudo, indivíduos que possuem traços de ansiedade podem demonstrar alterações no processamento das emoções, revelando uma sensibilidade maior aos estímulos emocionais e uma tendência a serem hipervigilantes. Esta dissertação pretende investigar a influência que os traços de ansiedade têm na deteção de emoções a diferentes distâncias, uma questão pouco explorada na literatura, mas importante para compreender como é que a perceção emocional ocorre em contextos mais ecológicos. Trinta e sete participantes (12 homens; 25 mulheres) realizaram uma tarefa de deteção de expressões emocionais a diferentes distâncias, na qual foi pedido que categorizassem se o estímulo apresentado constituía uma face emocional ou neutra. Após a tarefa, os participantes preencheram um questionário que tinha como finalidade avaliar a ansiedade traço (STICSA-T). Os resultados demonstraram que embora a ansiedade traço não tenha apresentado um efeito principal significativo, verificou-se uma interação entre a ansiedade e a distância, apontando que a influência da ansiedade na deteção emocional expressa-se sobretudo nas maiores distâncias. Elevados traços de ansiedade estão associados a défices na deteção de emoções a longas distâncias. Os resultados também indicaram que quanto maior o nível da distância, menor é a capacidade de deteção geral. Em suma estes resultados, salientam a importância de compreender o impacto da ansiedade na perceção emocional, destacando a necessidade do desenvolvimento de intervenções clínicas mais adequadas às diferenças individuais.
