Percorrer por data de Publicação, começado por "2025-12-05"
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- Riscos psicossociais em atletas de e-sports, atletas tradicionais e jogadores casuaisPublication . Félix, Tomás Miguel Mascarenhas; Loureiro, FilipeEsta investigação tem como principal objetivo de estudo analisar a presença e a influência dos riscos psicossociais em diferentes contextos desportivos, comparando atletas de e-sports, atletas tradicionais e jogadores casuais. Procurou-se ainda verificar as relações entre burnout, ansiedade, depressão e stress, bem como a associação entre os riscos psicossociais e a satisfação com a vida. O estudo tem uma amostra de 97 participantes (76 do sexo masculino, 20 do sexo feminino e 1 “Outros”), subdividindo-se em atletas tradicionais (n = 21), atletas de esports (n = 22) e jogadores casuais de videojogos (n = 54), com idades compreendidas entre os 15 e os 55 anos (M = 23.2, DP = 7.71). Os participantes responderam ao Questionário de Burnout para Atletas (Raedeke & Smith, 2001), à Escala de Ansiedade, Depressão e Stress (EADS; Lovibond & Lovibond, 1995), à Escala de Satisfação com a Vida (ESV; Diener et al., 1985) e ao Questionário de Perceção de Rendimento Desportivo (QPRD; Gomes, 2016). Os resultados indicam que atletas de e-sports e tradicionais apresentam perfis psicológicos semelhantes nas dimensões de burnout, stress, ansiedade e depressão, distinguindo-se dos jogadores casuais, que evidenciam níveis inferiores de exaustão e desvalorização. Verificaram-se correlações positivas entre burnout, ansiedade, depressão e stress, confirmando a interdependência destas variáveis. A depressão e a perceção de desempenho são preditores significativos da satisfação com a vida.
- Adesão à terapia: O papel da aparência física e do tom de voz do psicólogoPublication . Farinha, Mariana de Almeida; Garcia-Marques, TeresaO estudo teve como objetivo compreender de que forma a aparência física e o tom de voz do psicólogo influenciam a perceção e escolha do psicólogo como a decisão de aderir à terapia. Partindo da premissa de que a comunicação não verbal e o aspeto do profissional podem afetar as primeiras impressões e, consequentemente, a escolha de um psicólogo, foram manipuladas duas variáveis independentes: a aparência física e o tom da voz da psicóloga, considerando-se o papel mediador da impressão da sua personalidade. A investigação foi concebida por questionário online, onde os participantes observaram imagens e escutaram áudios de uma psicóloga gerada por inteligência artificial, analisando a tendência na escolha para acompanhamento psicológico. A intenção de adesão de acordo com os resultados não foi significativamente influenciada pela aparência física da psicóloga. Contudo, a voz revelou a sua influência na maior predisposição para o início da terapia caso seja mais agradável. Entre o tom de voz e aparência física não se comprovou relação, pelo que o aspeto físico não contribuiu para uma melhor recetividade da voz. A análise de mediação confirmou relativamente à adesão que a variável com maior impacto no modelo foi a impressão da personalidade da psicóloga. Esta perceção revelou-se o fator mais determinante na decisão de escolher e aderir ao processo terapêutico. De forma geral, os resultados demonstram que tanto o tom de voz como a perceção da personalidade da psicóloga influenciam a escolha e a adesão ao processo terapêutico, sendo esta última o fator mais determinante.
- A Influência da satisfação com a parentalidade no desenvolvimento infantil: O papel mediador da vinculação seguraPublication . Terrin, Maria Eduarda de Meris; Afonso, José AbreuNas últimas décadas, a parentalidade tem vindo a assumir um papel central na investigação psicológica, sendo reconhecida como um dos contextos mais determinantes para o desenvolvimento humano. Partindo da perspetiva da teoria da vinculação (Bowlby, 1969/1982) e do modelo processual de Belsky (1984, 2014), o presente estudo procurou analisar de que forma a satisfação com a parentalidade influencia o desenvolvimento infantil, considerando o papel mediador da vinculação segura. Pretendeu-se compreender se pais e mães que experienciam maior satisfação no seu papel parental tendem a estabelecer vínculos mais seguros com os filhos e se essa qualidade vincular se reflete em níveis mais elevados de desenvolvimento emocional, social e cognitivo das crianças. A amostra foi constituída por 60 cuidadores de crianças com idades compreendidas entre 1 e 6 anos, residentes em Portugal. Foram utilizados três instrumentos: a Parental Stress Scale (PSS; Berry & Jones, 1995), adaptação portuguesa de Algarvio et al., (2018); a Parent–Child Attachment Scale (PCAS; Cummings, 1980) e o Ages & Stages Questionnaires (ASQ-3; Squires et al., 2009). Os resultados indicaram uma associação negativa entre o stress parental e a vinculação, confirmando que cuidadores mais satisfeitos estabelecem vínculos mais seguros. Verificou-se ainda que a vinculação medeia parcialmente a relação entre satisfação parental e desenvolvimento infantil, sugerindo que a influência do bem-estar parental ocorre sobretudo através da qualidade da relação afetiva. A idade da criança e a escolaridade do cuidador emergiram como preditores significativos do desenvolvimento, reforçando o papel de fatores contextuais
- A influência do match point nos níveis de ansiedade e stress dos jogadores de ténis: Efeito moderador do medo de falharPublication . Roque, Ricardo António Estanqueiro Moura; Almeida, PedroO presente estudo tem como objetivo analisar o impacto do match point nos níveis de ansiedade e stress em atletas de ténis, explorando se estas variáveis se alteram consoante a situação do ponto que se encontra (Servir ou Responder) e a vantagem (Match point adversário ou Seu Match point). Adicionalmente, investigou-se o papel moderador do Medo de Falhar, uma vez que a literatura aponta que atletas com níveis elevados dessa característica tendem a interpretar momentos de elevada pressão como ameaçadores. A amostra foi composta por 128 atletas, com idades entre 16 e 69 anos (M = 30.49, DP = 12.66), sendo 80 do sexo masculino (62.5%) e 48 do sexo feminino (37.5%). Os dados foram recolhidos através de um questionário desenvolvido no Qualtrics, que incluiu informações sociodemográficas e desportivas, o Questionário Multidimensional do Medo de Falhar no Desporto (QMFD), bem como a exposição a um dos quatro cenários. Os participantes, apoiados por imagens de um capo de ténis, responderam depois a escalas do Inventario do Estado de Ansiedade Competitiva (CSAI-2) e Depressão Ansiedade e Stress (DASS-21), além de avaliarem a clareza da visualização proposta. Os resultados revelaram que a ansiedade e a autoconfiança variam consoante o contexto, sendo mais desfavoráveis quando o atleta enfrenta o match point adversário ou quando responde ao serviço. O Medo de Falhar apresentou forte correlação positiva com ansiedade e stress, sobretudo em dimensões associadas à autoconfiança e ao receio de serem julgados. Observou-se ainda que as mulheres reportavam níveis mais elevados de Medo de Falhar, Ansiedade e Stress, acompanhando com menor autoconfiança, enquanto a experiência no ténis demonstrou um efeito protetor. A autoconfiança destacou-se como variável central na regulação emocional e manutenção da confiança em cenários de elevada pressão competitiva.
- O impacto da dismorfia corporal no eu corporalPublication . Moreira, Cátia Alexandra Saíba; Afonso, José AbreuObjetivo: Analisar o impacto da dismorfia corporal no Eu Corporal. Revisão bibliográfica: A dismorfia corporal é definida como uma preocupação excessiva com um defeito corporal imaginário por parte da pessoa provocando sofrimento de forma incongruente, exigindo acompanhamento clínico. Este quadro fomenta no indivíduo a necessidade de esquivar este defeito ou da sua perceção, distorcida pelo sujeito, com acessórios, maquilhagem, gestos, bem como a necessidade extrema de verificar se o defeito se encontra presente através da observação repetida ao espelho. Este quadro leva a um afastamento da vida social pela vergonha e medo de ser descoberto. A compreensão do corpo na psicanálise, especialmente em casos de dismorfia corporal, envolve um olhar para além do aspeto físico. O foco, nestes casos, está antes dinâmicas inconscientes que moldam a perceção corporal, os comportamentos alimentares e a experiência da dor física como algo prazeroso. Por outro lado, à luz das neurociências, a dismorfia corporal remete para capacidade do cérebro atualizar a imagem corporal face às mudanças sensoriais, com base no fenómeno dos “membros fantasma”. O intuito deste trabalho é de entender o quão estão relacionados os padrões de beleza corporal em atletas com a relação entre as conexões cerebrais e o Eu Corporal. Metodologia: O trabalho consiste num estudo transversal, com evolução para um estudo longitudinal, com uma amostra de 30 participantes de atletas federados, de ambos os sexos que preenchem um questionário online com as seguintes provas: Escala de Autoestima de Rosenberg; BREQ-4; escala de CARSAL/CARVAL; DAS-14 e a aplicação do teste de Rorschach presencialmente.
- Sintomas de PHDA e pró-socialidade: o papel mediador da desregulação emocionalPublication . Gameiro, Sofia Margarida Barradas; Mares, Inês ManitaA PHDA é concebida como uma das perturbações com mais impacto no que diz respeito ao funcionamento social, associando-se frequentemente a dificuldades ao nível da regulação emocional. Neste sentido, o presente estudo procurou compreender a relação entre a sintomatologia de PHDA e a pró-socialidade, explorando o possível papel mediador da desregulação emocional nesta associação. Participaram nesta investigação um total de 104 adultos com idades compreendidas entre os 18 e os 43 anos de idade, recrutados por conveniência em contexto não clínico. Foram utilizadas medidas de autorrelato para desatenção/ hiperatividade-impulsividade (ASRS-v1.1), desregulação emocional (DERS-SF) e pró-socialidade (SRA) e aplicada uma tarefa experimental para avaliação do comportamento compensatório (Cyberball Pró-social). Os resultados obtidos evidenciaram uma associação positiva entre desatenção e pró-socialidade no Cyberball. A hiperatividade/impulsividade exibiu um efeito direto negativo sobre a pró-socialidade no modelo de mediação. A desregulação emocional correlacionou-se positivamente com ambas as dimensões sintomatológicas da PHDA, mas não mediou a relação entre sintomas e comportamento pró-social. A medida de autorrelato para a pró-socialidade não evidenciou associações significativas com os sintomas de PHDA. Em adultos sem diagnóstico, os resultados sugerem que a desatenção pode associar-se a respostas pró-sociais compensatórias ao passo que a impulsividade surge como potencial fator de risco da pró-socialidade. A desregulação emocional, embora ligada à sintomatologia de PHDA, não explica diretamente o comportamento pró-social. Este estudo abre caminho para novas linhas de investigação devido ao aparecimento de associações inesperadas que desafiam algumas conceções teóricas tradicionalmente aceites.
- As lutas espirituais e saúde mental: um estudo sobre o papel moderador do nível de religiosidadePublication . Rodrigues, Inês Pereira Pires; Garcia-Marques, TeresaEste estudo propõe-se a explorar a relação entre as lutas espirituais e a saúde mental, comparando indivíduos com diferentes níveis de envolvimento religioso. Um total de 194 indivíduos, cristãos e não cristãos de ambos os géneros, responderam à Escala de Envolvimento Religioso de Duke (DUREL), ao Inventário de Saúde Mental - short form (MHI-SF) e à Escala de Lutas Espirituais- Short form (RSS). Os resultados obtidos permitiram observar que as lutas espirituais predizem negativamente a saúde mental, confirmando que experiências de conflito espiritual, estão associadas a maior sofrimento psicológico. Verificou-se, ainda, que níveis mais elevados de envolvimento religioso estão associados a níveis mais baixos de lutas espirituais. E, adicionalmente verificou-se que o envolvimento religioso não alterou a relação entre as lutas espirituais e a saúde mental, mantendo-se esta associação estável, independentemente do nível de religiosidade.
