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- Riscos psicossociais em atletas de e-sports, atletas tradicionais e jogadores casuaisPublication . Félix, Tomás Miguel Mascarenhas; Loureiro, FilipeEsta investigação tem como principal objetivo de estudo analisar a presença e a influência dos riscos psicossociais em diferentes contextos desportivos, comparando atletas de e-sports, atletas tradicionais e jogadores casuais. Procurou-se ainda verificar as relações entre burnout, ansiedade, depressão e stress, bem como a associação entre os riscos psicossociais e a satisfação com a vida. O estudo tem uma amostra de 97 participantes (76 do sexo masculino, 20 do sexo feminino e 1 “Outros”), subdividindo-se em atletas tradicionais (n = 21), atletas de esports (n = 22) e jogadores casuais de videojogos (n = 54), com idades compreendidas entre os 15 e os 55 anos (M = 23.2, DP = 7.71). Os participantes responderam ao Questionário de Burnout para Atletas (Raedeke & Smith, 2001), à Escala de Ansiedade, Depressão e Stress (EADS; Lovibond & Lovibond, 1995), à Escala de Satisfação com a Vida (ESV; Diener et al., 1985) e ao Questionário de Perceção de Rendimento Desportivo (QPRD; Gomes, 2016). Os resultados indicam que atletas de e-sports e tradicionais apresentam perfis psicológicos semelhantes nas dimensões de burnout, stress, ansiedade e depressão, distinguindo-se dos jogadores casuais, que evidenciam níveis inferiores de exaustão e desvalorização. Verificaram-se correlações positivas entre burnout, ansiedade, depressão e stress, confirmando a interdependência destas variáveis. A depressão e a perceção de desempenho são preditores significativos da satisfação com a vida.
- Adesão à terapia: O papel da aparência física e do tom de voz do psicólogoPublication . Farinha, Mariana de Almeida; Garcia-Marques, TeresaO estudo teve como objetivo compreender de que forma a aparência física e o tom de voz do psicólogo influenciam a perceção e escolha do psicólogo como a decisão de aderir à terapia. Partindo da premissa de que a comunicação não verbal e o aspeto do profissional podem afetar as primeiras impressões e, consequentemente, a escolha de um psicólogo, foram manipuladas duas variáveis independentes: a aparência física e o tom da voz da psicóloga, considerando-se o papel mediador da impressão da sua personalidade. A investigação foi concebida por questionário online, onde os participantes observaram imagens e escutaram áudios de uma psicóloga gerada por inteligência artificial, analisando a tendência na escolha para acompanhamento psicológico. A intenção de adesão de acordo com os resultados não foi significativamente influenciada pela aparência física da psicóloga. Contudo, a voz revelou a sua influência na maior predisposição para o início da terapia caso seja mais agradável. Entre o tom de voz e aparência física não se comprovou relação, pelo que o aspeto físico não contribuiu para uma melhor recetividade da voz. A análise de mediação confirmou relativamente à adesão que a variável com maior impacto no modelo foi a impressão da personalidade da psicóloga. Esta perceção revelou-se o fator mais determinante na decisão de escolher e aderir ao processo terapêutico. De forma geral, os resultados demonstram que tanto o tom de voz como a perceção da personalidade da psicóloga influenciam a escolha e a adesão ao processo terapêutico, sendo esta última o fator mais determinante.
- A Influência da satisfação com a parentalidade no desenvolvimento infantil: O papel mediador da vinculação seguraPublication . Terrin, Maria Eduarda de Meris; Afonso, José AbreuNas últimas décadas, a parentalidade tem vindo a assumir um papel central na investigação psicológica, sendo reconhecida como um dos contextos mais determinantes para o desenvolvimento humano. Partindo da perspetiva da teoria da vinculação (Bowlby, 1969/1982) e do modelo processual de Belsky (1984, 2014), o presente estudo procurou analisar de que forma a satisfação com a parentalidade influencia o desenvolvimento infantil, considerando o papel mediador da vinculação segura. Pretendeu-se compreender se pais e mães que experienciam maior satisfação no seu papel parental tendem a estabelecer vínculos mais seguros com os filhos e se essa qualidade vincular se reflete em níveis mais elevados de desenvolvimento emocional, social e cognitivo das crianças. A amostra foi constituída por 60 cuidadores de crianças com idades compreendidas entre 1 e 6 anos, residentes em Portugal. Foram utilizados três instrumentos: a Parental Stress Scale (PSS; Berry & Jones, 1995), adaptação portuguesa de Algarvio et al., (2018); a Parent–Child Attachment Scale (PCAS; Cummings, 1980) e o Ages & Stages Questionnaires (ASQ-3; Squires et al., 2009). Os resultados indicaram uma associação negativa entre o stress parental e a vinculação, confirmando que cuidadores mais satisfeitos estabelecem vínculos mais seguros. Verificou-se ainda que a vinculação medeia parcialmente a relação entre satisfação parental e desenvolvimento infantil, sugerindo que a influência do bem-estar parental ocorre sobretudo através da qualidade da relação afetiva. A idade da criança e a escolaridade do cuidador emergiram como preditores significativos do desenvolvimento, reforçando o papel de fatores contextuais
- A influência do match point nos níveis de ansiedade e stress dos jogadores de ténis: Efeito moderador do medo de falharPublication . Roque, Ricardo António Estanqueiro Moura; Almeida, PedroO presente estudo tem como objetivo analisar o impacto do match point nos níveis de ansiedade e stress em atletas de ténis, explorando se estas variáveis se alteram consoante a situação do ponto que se encontra (Servir ou Responder) e a vantagem (Match point adversário ou Seu Match point). Adicionalmente, investigou-se o papel moderador do Medo de Falhar, uma vez que a literatura aponta que atletas com níveis elevados dessa característica tendem a interpretar momentos de elevada pressão como ameaçadores. A amostra foi composta por 128 atletas, com idades entre 16 e 69 anos (M = 30.49, DP = 12.66), sendo 80 do sexo masculino (62.5%) e 48 do sexo feminino (37.5%). Os dados foram recolhidos através de um questionário desenvolvido no Qualtrics, que incluiu informações sociodemográficas e desportivas, o Questionário Multidimensional do Medo de Falhar no Desporto (QMFD), bem como a exposição a um dos quatro cenários. Os participantes, apoiados por imagens de um capo de ténis, responderam depois a escalas do Inventario do Estado de Ansiedade Competitiva (CSAI-2) e Depressão Ansiedade e Stress (DASS-21), além de avaliarem a clareza da visualização proposta. Os resultados revelaram que a ansiedade e a autoconfiança variam consoante o contexto, sendo mais desfavoráveis quando o atleta enfrenta o match point adversário ou quando responde ao serviço. O Medo de Falhar apresentou forte correlação positiva com ansiedade e stress, sobretudo em dimensões associadas à autoconfiança e ao receio de serem julgados. Observou-se ainda que as mulheres reportavam níveis mais elevados de Medo de Falhar, Ansiedade e Stress, acompanhando com menor autoconfiança, enquanto a experiência no ténis demonstrou um efeito protetor. A autoconfiança destacou-se como variável central na regulação emocional e manutenção da confiança em cenários de elevada pressão competitiva.
