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PSAU - Dissertações de Mestrado

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  • Papel da espiritualidade e da representação da doença no bem-estar mental de pessoas com doença crónica
    Publication . Machado, Maria João Salavessa
    A espiritualidade e a representação da doença apresentam contributos para o bem-estar de pessoas com doença crónica. Tem vindo a ser estudado a possível relação entre a espiritualidade e representação da doença. Este estudo pretende analisar se existe relação entre a espiritualidade e o bem-estar mental, mediada pela representação da doença. Participaram neste estudo de inquérito transversal 131 indivíduos entre os 22 e os 79 anos (M = 47.69; DP = 15.41) portadores de uma doença crónica. A espiritualidade foi medida com a versão portuguesa do questionário Spiritual Health And Life-Orientation Measure (SHALOM), a representação da doença com a adaptação portuguesa do Revised Illness Perception Questionnaire (IPQ-R) e o bem-estar mental com a versão portuguesa do Warwick-Edinburgh Mental Well-Being Scale (WEMWBS). A representação da doença correlacionou-se positivamente com o bem-estar, principalmente na dimensão representação emocional com um efeito moderado. A espiritualidade transcendental correlacionou-se de forma negativa e fraca com a duração aguda/crónica e com a coerência da doença de forma positiva e fraca. O domínio pessoal da espiritualidade relacionou-se negativamente com a coerência sendo esta relação fraca e de forma negativa e moderada com a representação emocional. A espiritualidade pessoal relacionou-se de forma positiva e forte com o bem-estar mental. A dissonância espiritual pessoal relacionou-se de forma negativa e forte com o bem-estar mental. Encontraram-se efeitos de mediação parcial da representação emocional na relação entre espiritualidade pessoal e o bem-estar mental e da representação emocional na relação entre dissonância espiritual e o bem-estar mental. São discutidas as limitações e implicações dos resultados obtidos.
  • PURI-PRO (Portuguese URinary Incontinence PROject) – Sympton Impact Ande Health Intervention For Midde-Aged Women With Urinary Incontinence
    Publication . Porto, Marta Monteiro da Silva Gonçalves; Pimenta, Filipa
    Urinary incontinence (UI) is highly prevalent yet frequently undertreated and underreported, imposing substantial biopsychosocial costs during midlife. Many women are socially active through defensive and hiding self-management coping strategies that provide short-term control but delay help-seeking. The PURI-PRO was designed as a sequential three-phase, mixed-methods investigation to understand the UI cognitive, emotional, and behavioural dimensions, and their interconnections through the lens of the Common-Sense Model (CSM); the role of beliefs and coping in UI psychosocial consequences; and to test an eHealth intervention. Participants were Portuguese women aged 40–65 years who were recruited online using snowball sampling and self reported occasional and frequent UI. Phase 1 employed a qualitative, quantitative and cross sectional design (Objective 1; n = 34) to explore illness representations, emotions, and coping, as well as their interconnectedness, through directed content and textual analysis. The Portuguese Brief Illness Perception Questionnaire (Brief IPQ) was validated (Objective 2; n = 1,511). Phase 2 consisted of cross-sectional studies (Objectives 3–8; n = 1,538–2,648) to validate the KHQ Symptom Severity Subscale (KHQ-SSS), develop the UI-Self-Management Coping Strategies Instrument (UI-SMCSI) and UI-Social Isolation Questionnaire (UI-SIQ), and test mediation (role of UI-SMC in the relationship between symptom severity and social isolation) and moderation (coping and beliefs buffering UI severity impact on sexual function/quality of life [QoL]). The impact of UI severity on workplace productivity was also explored. Structural Equation Modelling and measurement invariance were applied. Phase 3 was a 1:1 randomised controlled trial (Objectives 9–10; EG = 46, CG = 52) of an eight-week synchronous eHealth intervention grounded in the CSM, the Health Action Process Approach (HAPA), and Cognitive–Behavioural Therapy (CBT), using BCTTv1 behaviour change techniques. Outcomes were assessed at baseline, mid intervention, post-intervention, and follow-up using Conditional Latent Growth Modelling, with mediation analyses testing the role of risk perception and intention in the relationship between symptom severity and primary outcomes at follow-up. Phase 1 (Objectives 1–2) identified two largely independent dimensions—cognitive illness representations and behavioural strategies—with peripherally-located emotions. An appraisal mechanism linked control and timeline beliefs to coping, suggesting an extension of the CSM. In Phase 2 (Objectives 3–8), coping buffered the effect of UI severity on sexual function, whereas beliefs did not. Severity, beliefs and coping strategies directly impacted QoL. Coping fully mediated the association between symptoms’ severity and social isolation. Workplace productivity was also negatively impacted by UI severity. Phase 3 (Objectives 9–10) showed that the intervention reduced symptom severity, threatening illness representations, and defensive/hiding coping; improved condition-specific QoL and social isolation; and strengthened volitional self-regulation. Planning and action control mediated the pathway from early motivation to outcomes. In conclusion, PURI-PRO reframes UI as a multi determined clinical and changeable condition in which beliefs set the context, appraisals channel beliefs into behaviour, coping functions as mediator and moderator of psychosocial outcomes, while volition counterbalances the adverse effects of risk perception and intention. Contributions include an extension of the CSM, the development of three brief condition-specific PROMs, and experimental evidence that combining physiotherapy with evidence-based Health Psychology models in multidisciplinary teams enhances UI care and condition-specific QoL.
  • Barreiras à procura de tratamento para a incontinência urinária feminina
    Publication . Ramos, Maria Margarida Pinto; Pimenta, Filipa
    Introdução: A investigação aponta que três em cada quatro mulheres não procuram tratamento para a incontinência urinária (IU), apesar do impacto que a IU tem na vida das mulheres. Este estudo teve como objetivo desenvolver e avaliar as propriedades psicométricas do Questionário de Barreiras à Procura de Tratamento para a incontinência Urinária Feminina (BPT-UI) e explorar as relações entre perceção de Impacto da IU na Qualidade de Vida (v.i.), Conhecimento sobre IU (v.i.), uso de estratégias de coping (v.i.) e barreiras à procura de tratamento (v.d). Método: Estudo com 186 mulheres com IU que não procuraram tratamento, com idades compreendidas entre os 30 e 65 anos (M=49.12 DP=8.951), que responderam a um questionário sociodemográfico, ao International Consultation On Incontinence Questionnaire -Urinary Incontinence Short Form (ICIQ-IU SF), ao King´s Health Questionnaire (KHQ-UI), ao Prolapse and Incontinence Knowledge Quizz–UI (PIKQ-UI), UISelf Management Coping Strategies Instrument (UI-SMCSI) e um Questionário sobre Barreiras à Procura de Tratamento (BPT-IU). Resultados: A Análise Fatorial Exploratória realizada (KMO=.805, Teste de Esfericidade de Barlett p<.001) demonstrou uma solução de 8 fatores (40 itens) que explicou 65% da variância total. O questionário demonstrou ter boa fiabilidade (73
  • Influência dos padrões de comunicação, em casais, no stress eating em adultos com excesso de peso ou obesidade
    Publication . Gonçalves, Matilde de Pina; Pimenta, Filipa
    Introdução: O excesso de peso e a obesidade apresentam, atualmente, uma ameaça crescente à saúde e ao bem-estar dos indivíduos. Estudos sugerem que os parceiros têm um papel importante, demonstrando como o comportamento de um pode influenciar o comportamento do outro na promoção e manutenção da perda de peso. Nesse sentido, a comunicação entre o casal emerge como um dos pilares fundamentais nos esforços para a mudança de comportamento de saúde. Assim, o principal objetivo deste estudo é investigar se os padrões de comunicação (entre o casal) predizem o stress eating (do indivíduo), em adultos com excesso de peso ou obesidade. Método: Este é um estudo quantitativo que se dirige a adultos da população portuguesa. Os participantes devem encontrar-se num relacionamento de compromisso e apresentar excesso de peso (IMC ≥ 25kg/m2 ) ou obesidade (IMC ≥ 30kg/m2 ). A amostra é composta por 276 participantes, com idades entre os 18 e os 69 anos, e um IMC entre 25,47kg/m2 e os 50, 31kg/m2. Foram utilizadas três escalas que permitiram avaliar as variáveis dependentes e independentes: Escala de Alimentação e Estresse de Salzburg (SSES), a Three Factor Eating Questionnaire-R21 (TFEQ-R21) e o Questionário de Padrões de comunicação-Versão Curta (QPC-VC). Resultados: O ajustamento do Modelo de Equações Estruturais apresentou ser adequado à amostra em estudo (RMSEA = 0,059; P(rmsea<0,05) = 0,108; CFI = 0,865; TLI = 0,855; SRMR = 0,063). Variáveis associadas aos padrões de comportamento alimentar, como descontrolo Alimentar (β = -0,231; p = 0,002); e Alimentação Emocional (β = 0,933; p = <0,001), e variáveis associadas a Eventos de Vida Positivos (β = -0,090; p = 0,031) demonstram predizer o Stress Eating. Contudo, os Padrões de Comunicação, em casais, não demonstram predizer o Stress Eating de indivíduos portugueses com excesso de peso ou obesidade. Discussão: Outras variáveis associadas ao Stress Eating (e.g., alimentação emocional) devem ser estudadas no futuro, uma vez que esta temática se apresenta como bastante atual. O mesmo deve continuar a acontecer com uma linha de investigação associada as variáveis do casal, no que diz respeito a mudanças de comportamentos de saúde dos indivíduos, orientando o estudo para variáveis mais abrangentes.
  • Sentimento de comunidade, qualidade de vida e sucesso académico no ensino superior
    Publication . Pereira, Carina Amaral; Vargas-Moniz, Maria João
    A transição para o ensino superior é vista como uma fase marcante na vida dos estudantes, que implica grandes e complexas transformações que ocorrem ao longo do seu percurso educacional. Um elevado sentimento de comunidade, estando fortemente associado a inúmeros benefícios para as pessoas e comunidades, pode ser um fator relevante na qualidade de vida e sucesso dos estudantes no ensino superior. Neste âmbito, o presente estudo, teve como principal objetivo analisar o Sentimento de comunidade dos estudantes para com a sua instituição de ensino superior, procurando compreender a relação deste conceito com a perceção de qualidade de vida (QV) e desempenho académico dos estudantes, bem como analisar fatores sociodemográficos relevantes. Os dados foram recolhidos utilizando um inquérito por questionário, composto por 4 secções: Questionário Sociodemográfico, Desempenho Académico, Instrumento de avaliação da qualidade de vida (WOOQOL-Bref) e a Sense of Community Index (SCI-2), aplicado a 153 estudantes universitários, a frequentar o 1º,2º e 3º ano da Licenciatura em Psicologia no ISPA – Instituto Universitário de Ciências Psicológicas, Sociais e da Vida. Os resultados obtidos neste estudo revelam que existe um sentimento de comunidade moderado, por parte dos estudantes, com todas as suas dimensões a contribuírem significativamente para a criação do mesmo. Estudantes em situações económicas mais desfavorecidas, com estatuto trabalhador-estudante e a frequentar o 2º e 3º ano de licenciatura foram os que apresentaram um SC mais baixo. O SC demonstrou ser um fator preditivo do desempenho académico, com os estudantes que reprovaram a apresentar níveis mais baixos de SC, quando comparados com estudantes que não reprovaram. O Sentimento de Comunidade, demonstrou ainda estar associado de forma positiva a vários domínios da Qualidade de Vida, onde estudantes com um sentimento de comunidade mais elevado apresentaram uma melhor perceção de qualidade de vida, nomeadamente da qualidade das suas relações-sociais, do seu bem-estar psicológico e do seu meioambiente.
  • O significado de vida na população idosa: Um estudo qualitativo
    Publication . Sancho, Ana Sofia Ferreira Mendes; Leal, Isabel Pereira
    Com o envelhecimento, manter a perceção da vida com significado pode ser desafiante. Este estudo explora como a população idosa atribui significado à sua vida, quais os fatores que contribuem para uma vida mais significativa e quais contribuem para uma perceção de vida com menos significado. Foram realizadas entrevistas a trinta idosos com idades entre os 80 e os 97 anos de idade, depois analisadas de acordo com o método de análise temática (abordagem bottom-up). Identificaram-se seis temas e trinta e cinco subtemas. Os resultados revelaram que as mágoas não resolvidas e sonhos não cumpridos têm impacto negativo no significado de vida dos idosos. O luto é o evento mais marcante que os idosos destacam nas suas vidas, conduzindo a sentimentos de solidão e desamparo. A adaptação surgiu no contexto de luto, sendo mais fácil quando os relacionamentos conjugais demonstravam falta de comunicação e conflitos. A infância assume proporções significativas na avaliação do significado de vida, sendo os conflitos familiares e obrigação em trabalhar precocemente dois fatores com influência negativa nesta fase de vida. A fonte de significado mais frequentemente reportada é a família, seguida do orgulho, religião e saúde. Autonomia e independência surgem também como fontes muito valorizadas, bem como nos receios do futuro. Por fim, o cumprimento das etapas de vida tradicionais mostrou ter uma importância central nas suas vidas. Este estudo contribui para o conhecimento sobre o que torna a vida de um idoso significativa e o que impacta negativamente a avaliação do significado.
  • (Des)Iguald@de de género e a maternidade – atitudes de mulheres e homens portugueses
    Publication . Dinis, Joana Filipa Ventura Mesquita; Leal, Isabel Pereira
    Enquadramento: As atitudes dos homens e das mulheres são preponderantes para compreender as assimetrias que as questões ligadas à maternidade e parentalidade podem trazer à noção de igualdade de género, bem como estereótipos associados. Depreende-se que a função biológica e reprodutora poderá desencadear disparidades entre ambos os sexos. Os estereótipos de género poderão ser preditores de uma realidade desigualitária, que reconhece a mulher como eixo central nas temáticas inerentes à maternidade e parentalidade. Objetivos: Investigar as atitudes das mulheres e homens portugueses pela lente da maternidade, e como é que as mesmas fracionam as ideologias de igualdade de género e, consequentemente, perpetuam noções de estereótipos de género. Método: A amostra é composta por 802 participantes, 591 do sexo feminino (73,7%) e 211 do sexo masculino (26,3%). Os dados incluíram um questionário sociodemográfico, a Escala de Igualdade de Género (bidimensional de 7 itens) e Escala de Estereótipos de Género (unidimensional com 14 itens) concebidas e validadas nesta investigação. Foram também utilizados os 9 itens excluídos da Escala de Igualdade de Género, encarados como questões independentes, devido à pertinência para o estudo dos temas abordados nos mesmos. Resultados: Correlações estatisticamente significativas entre as variáveis de igualdade de género, estereótipos de género e parentalidade. Homens apresentam atitudes mais igualitárias e estereotipam menos do que as Mulheres, no entanto o mesmo não se verifica na dimensão da parentalidade. Itens excluídos apresentam correlações maioritariamente negativas e valores semelhantes entre os sexos em termos de atitudes igualitárias, no entanto, destacam-se alguns itens relativos às questões biológicas, amamentação e gravidez
  • A relação entre a doença crónica e as vivências afetivas e sexuais na idade avançada
    Publication . Ferreira, Izabel Cristina de Paula; Von Humboldt, Sofia
    Este estudo explora a relação entre envelhecimento, doenças crónicas e sexualidade na população idosa, destacando a importância de compreender a sexualidade de forma ampla, indo além da mera atividade sexual e integrando os desejos e vivências afetivas. As alterações corporais e o aparecimento de doenças crónicas impactam a sexualidade e a afetividade dos idosos, destacando a necessidade de estudos sobre a forma como estas doenças influenciam negativamente tais experiências. Assim, o presente estudo propõe analisar a hipótese de que a presença de doenças crónicas está associada a um impacto negativo nas vivências afetivas e sexuais dos idosos. Deste modo, pretende-se responder à hipótese com os objetivos: (1) Analisar as Vivências Afetivas e Sexuais que ocorreram na vida dos idosos e a importância que estas têm ou tiveram para os mesmos; (2) Examinar a relação entre Doenças Crónicas e as Vivências Afetivas e Sexuais. Método: O estudo segue um delineamento quantitativo transversal, no qual contempla uma amostra por conveniência. A amostra do estudo é constituída por 95 participantes cognitivamente saudáveis, com idade compreendida entre os 65 e os 93 anos. Após o consentimento das instituições e dos participantes, foram administrados o questionário sociodemográfico, a Avaliação Breve do Estado Mental (MMSE), e alguns itens da Escala de Vivência Afetivas e Sexuais do Idoso (EVASI). Foi efetuada a correlação de Spearman´s e por apontar dados não significantes nas suas correlações, não foi aplicado a análise de Regressão Linear. Resultados: O primeiro objetivo aponta que a maioria dos participantes têm uma perceção positiva sobre a influência da sexualidade em sua autoestima, assim como, no seu sentimento de estar vivo e no seu bem-estar. De salientar que a maioria tem mais de duas Doenças Crónicas, e estas não impossibilitam a sua sexualidade. No que se se refere ao segundo objetivo os resultados apontaram correlações de diferentes magnitudes entre as variáveis de cada subescala: na subescala da prática da sexualidade a autoestima e o bem-estar, apresentam uma significância positiva (sig. = 0,050), enquanto que as correlações com as Doenças Crónicas não são significativas, concernindo em correlações negativas entre moderada e fracas. Logo decidiu-se por não fazer a Análise da Regressão Linear. Conclusão: Apesar de a literatura apontar para uma relação significativa entre as doenças crónicas e as vivências afetivas e sexuais dos idosos, este estudo não corroborou estas ideias. Os resultados mostraram que a doença crónica não interfere significativamente nestas vivências, não havendo associação negativa entre elas na população estudada
  • O papel do significado de vida e da espiritualidade no crescimento pós-traumático no luto
    Publication . Almeida, Maria Larcher das Neves Matos; Almeida, Margarida Ferreira de
    Introdução: A vivência do luto de um ente-querido pode ser um evento potencialmente desestabilizador. A capacidade de encontrar e atribuir significado à perda, como a recuperação e/ou busca de significado espiritual, pode facilitar a sua compreensão Este processo pode, em alguns casos, ser impulsionador de um crescimento pós-traumático. Objetivo: O objetivo deste estudo é a analise da presença do significado e a relação entre o crescimento pós-traumático, o significado da vida e a espiritualidade, numa população em luto. Método: Uma amostra de 269 adultos em processo de luto participaram neste estudo, completando questionários que avaliam o crescimento póstraumático (PTGI-X), o significado de vida (MILQ) e a espiritualidade (FACIT-Sp-12). Resultado: Os resultados evidenciaram que a presença de significado de vida e a espiritualidade predizem o crescimento pós-traumático, explicando 16,3% da sua variância. A espiritualidade explica 19,8% da variância do crescimento pós-traumático. Discussão: A presença de significado de vida e a fé contribuem para o desenvolvimento de crescimento pós-traumático no luto. Abordagens clínicas de ajustamento ao luto devem considerar a sua significância.
  • Cibercondria: Possível relação com a Literacia Digital em Saúde e Doença Crónica?
    Publication . Evangelho, Margarida Pamplona de Meireles Pacheco; Pimenta, Filipa
    Introdução: A cibercondria caracteriza-se por um padrão comportamental de pesquisas online de informações sobre saúde, de caracter repetitivo e excessivo, que escalam um estado de sofrimento e ansiedade no indivíduo. A literacia digital em saúde é a capacidade de compreender e avaliar informações sobre saúde em plataformas online. Este estudo tem por objetivo investigar a possibilidade de uma relação entre estes construtos, analisar se a doença crónica apresenta uma influência no grau de cibercondria e determinar a possível existência de diferenças no nível de literacia digital em saúde entre as amostras com doença crónica e sem doença crónica. Método: O estudo incluiu uma amostra não probabilística de 302 participantes (Midade=33,51; SDidade=10,78), recolhida através da internet, dos quais 52,6% são do sexo feminino e 21,2% têm pelo menos uma doença crónica. Os participantes preencheram as escalas eLiteracia em Saúde, Cyberchondria Severity Scale Short-Form (CSS-12) e Clinical Outcome Routine Evaluation – Outcome Measure (CORE-OM); os dados referentes à doença crónica foram recolhidos a partir do questionário de caracterização sociodemográfica e clínica. Resultados: O modelo proposto apresentou um ajustamento aceitável (GFI= ,825; CFI= ,886; TLI= ,877; X 2 /df=1,906; RMSEA= ,055). Os resultados concluíram que adultos com maior nível de literacia digital em saúde (β= ,241; p= ,001) e maior ansiedade (β= ,296; p= ,001) apresentavam maior cibercondria. A doença crónica não apresentou uma relação com a cibercondria (β= ,017; p= ,771). O nível de literacia digital em saúde concluiu-se marginalmente significativo entre as amostras com e sem doença crónica (p= ,071). Discussão: Apesar da literacia digital em saúde ser considerada um fator protetor à saúde, uma correlação positiva entre esta e a cibercondria revela que um nível elevado de literacia contribui para o comportamento compulsivo de pesquisas online sobre saúde. Recomenda-se a promoção de uma melhor educação no uso das tecnologias, uma consciencialização sobre a cibercondria e medidas que reduzam a ansiedade relacionada com a saúde. Futuras investigações sobre o construto da cibercondria serão cruciais para um melhor entendimento do mesmo, bem como dos seus fatores de risco e consequências para a saúde dos indivíduos.