Logo do repositório
 
A carregar...
Miniatura
Publicação

PURI-PRO (Portuguese URinary Incontinence PROject) – Sympton Impact Ande Health Intervention For Midde-Aged Women With Urinary Incontinence

Utilize este identificador para referenciar este registo.
Nome:Descrição:Tamanho:Formato: 
13783_Marta Porto_Tese.pdf17.46 MBAdobe PDF Ver/Abrir

Orientador(es)

Resumo(s)

Urinary incontinence (UI) is highly prevalent yet frequently undertreated and underreported, imposing substantial biopsychosocial costs during midlife. Many women are socially active through defensive and hiding self-management coping strategies that provide short-term control but delay help-seeking. The PURI-PRO was designed as a sequential three-phase, mixed-methods investigation to understand the UI cognitive, emotional, and behavioural dimensions, and their interconnections through the lens of the Common-Sense Model (CSM); the role of beliefs and coping in UI psychosocial consequences; and to test an eHealth intervention. Participants were Portuguese women aged 40–65 years who were recruited online using snowball sampling and self reported occasional and frequent UI. Phase 1 employed a qualitative, quantitative and cross sectional design (Objective 1; n = 34) to explore illness representations, emotions, and coping, as well as their interconnectedness, through directed content and textual analysis. The Portuguese Brief Illness Perception Questionnaire (Brief IPQ) was validated (Objective 2; n = 1,511). Phase 2 consisted of cross-sectional studies (Objectives 3–8; n = 1,538–2,648) to validate the KHQ Symptom Severity Subscale (KHQ-SSS), develop the UI-Self-Management Coping Strategies Instrument (UI-SMCSI) and UI-Social Isolation Questionnaire (UI-SIQ), and test mediation (role of UI-SMC in the relationship between symptom severity and social isolation) and moderation (coping and beliefs buffering UI severity impact on sexual function/quality of life [QoL]). The impact of UI severity on workplace productivity was also explored. Structural Equation Modelling and measurement invariance were applied. Phase 3 was a 1:1 randomised controlled trial (Objectives 9–10; EG = 46, CG = 52) of an eight-week synchronous eHealth intervention grounded in the CSM, the Health Action Process Approach (HAPA), and Cognitive–Behavioural Therapy (CBT), using BCTTv1 behaviour change techniques. Outcomes were assessed at baseline, mid intervention, post-intervention, and follow-up using Conditional Latent Growth Modelling, with mediation analyses testing the role of risk perception and intention in the relationship between symptom severity and primary outcomes at follow-up. Phase 1 (Objectives 1–2) identified two largely independent dimensions—cognitive illness representations and behavioural strategies—with peripherally-located emotions. An appraisal mechanism linked control and timeline beliefs to coping, suggesting an extension of the CSM. In Phase 2 (Objectives 3–8), coping buffered the effect of UI severity on sexual function, whereas beliefs did not. Severity, beliefs and coping strategies directly impacted QoL. Coping fully mediated the association between symptoms’ severity and social isolation. Workplace productivity was also negatively impacted by UI severity. Phase 3 (Objectives 9–10) showed that the intervention reduced symptom severity, threatening illness representations, and defensive/hiding coping; improved condition-specific QoL and social isolation; and strengthened volitional self-regulation. Planning and action control mediated the pathway from early motivation to outcomes. In conclusion, PURI-PRO reframes UI as a multi determined clinical and changeable condition in which beliefs set the context, appraisals channel beliefs into behaviour, coping functions as mediator and moderator of psychosocial outcomes, while volition counterbalances the adverse effects of risk perception and intention. Contributions include an extension of the CSM, the development of three brief condition-specific PROMs, and experimental evidence that combining physiotherapy with evidence-based Health Psychology models in multidisciplinary teams enhances UI care and condition-specific QoL.
A incontinência urinária (IU) é altamente prevalente, mas é frequentemente subnotificada e subtratada, acarretando custos biopsicossociais significativos para as mulheres na meia-idade. Muitas mulheres permanecem socialmente ativas através de estratégias de autogestão defensivas e de ocultação, que permitem o controlo a curto prazo, mas adiam a procura de ajuda. O PURI-PRO foi desenvolvido como um estudo sequencial em três fases, de métodos mistos, com o objetivo de compreender as dimensões cognitivas, emocionais e comportamentais da IU e as suas interligações tendo como base o Modelo do Senso Comum (MSC); analisar o papel das crenças e das estratégias de autogestão nas consequências psicossociais da IU; e testar uma intervenção em formato digital. As participantes foram mulheres portuguesas entre os 40 e os 65 anos, recrutadas online através da técnica de amostragem em bola de neve, que auto-reportaram episódios ocasionais ou frequentes de IU. Na Fase 1 (Objetivos 1–2), foi utilizado um desenho qualitativo, quantitativo e transversal (n = 34) para explorar representações da doença, emoções e estratégias de autogestão, assim como as suas interconexões, através de análise de conteúdo e análise textual dirigida. Paralelamente, foi validada a versão portuguesa do Brief Illness Perception Questionnaire (Brief IPQ; n = 1.511). A Fase 2 (Objetivos 3–8) consistiu em estudos transversais (n = 1.538–2.648) para validar a KHQ Symptom Severity Subscale (KHQ-SSS), desenvolver o UI-Self-Management Coping Strategies Instrument (UI-SMCSI) e o UI-Social Isolation Questionnaire (UI-SIQ), e em testar efeitos de mediação (papel da UI-SMC na relação entre a gravidade dos sintomas e o isolamento social) e de moderação (estratégias e crenças como fatores de proteção face ao impacto da gravidade da IU na função sexual e na qualidade de vida [QV]). O impacto da gravidade da IU na produtividade laboral também foi avaliado. Para tal, aplicou-se a Análise de Equações Estruturais e testes de invariância de medida. A Fase 3 (Objetivos 9–10) correspondeu a um ensaio clínico aleatorizado (1:1; GE = 46, GC = 52) de uma intervenção síncrona em formato digital, com a duração de oito semanas, assente no Modelo do Senso Comum (MSC), no Modelo HAPA e na Terapia Cognitivo Comportamental (TCC), recorrendo a técnicas de mudança comportamental da taxonomia BCTTv1. Os resultados foram avaliados na linha de base, a meio da intervenção, pós-intervenção e no follow-up, através de Modelos de Crescimento Latente Condicionais. Foram ainda realizadas análises de mediação para testar o papel da perceção de risco e da intenção na relação entre a gravidade dos sintomas e os resultados primários em follow-up. Os resultados da Fase 1 revelaram duas dimensões maioritariamente independentes — representações cognitivas da doença e estratégias comportamentais — com as emoções a emergirem numa posição periférica. O mecanismo de appraisal ligou crenças de controlo e de duração às estratégias comportamentais, sugerindo uma extensão do CSM. Na Fase 2, as estratégias de autogestão mitigaram o impacto da gravidade da IU sobre a função sexual, enquanto as crenças não tiveram esse efeito. Gravidade, crenças e estratégias influenciaram diretamente a QV. As estratégias mediaram totalmente a associação entre a gravidade dos sintomas e o isolamento social. A produtividade laboral também foi negativamente afetada pela gravidade da IU. Os resultados da Fase 3 demonstraram que a intervenção reduziu a gravidade dos sintomas, as representações ameaçadoras da doença e as estratégias defensivas/de ocultação; melhorou a QV específica da condição e reduziu o isolamento social; e fortaleceu a autorregulação volitiva. O planeamento e o controlo da ação mediaram a transição da motivação inicial para os resultados obtidos. Em conclusão, o PURI-PRO conceptualiza a IU como uma condição clínica multideterminada e passível de modificação, em que as crenças estabelecem o enquadramento, as avaliações canalizam as crenças em comportamento, as estratégias de autorregulação atuam como mediador e moderador das consequências psicossociais e a volição contrabalança os efeitos adversos da perceção de risco e da intenção. Entre os principais contributos destacam-se a extensão do CSM, o desenvolvimento de três instrumentos de autorrelato específicos para a IU e a evidência experimental de que as integrações da fisioterapia conservadora com modelos de Psicologia da Saúde baseados na evidência, em equipas multidisciplinares, melhoram os cuidados da IU e a QV específica à condição.

Descrição

Dissertation presented to Ispa -Instituto Univeristários for the degree of Doctor in Psychology, specialty in Health Psychology,

Palavras-chave

Incontinência urinária Função sexual Crenças Isolamento Qualidade de vida

Contexto Educativo

Citação

Projetos de investigação

Unidades organizacionais

Fascículo