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- A influência do treino experiencial com prática deliberada na experienciação emocional em intervenções de curta duraçãoPublication . Soares, Andreia Maria da Rocha; Sousa, Daniel Cunha Monteiro deProblema: Apesar do reconhecimento da importância da experienciação emocional como factor de mudança na psicoterapia, persistem lacunas sobre como a formação clínica influencia esta dimensão, especialmente em intervenções breves conduzidas por estagiários. Faltam ainda dados normativos sobre o processo nessas condições específicas em Portugal. Objectivos: O estudo visa analisar de que forma a formação clínica estruturada com prática deliberada afecta a profundidade da experienciação emocional. Pretende-se averiguar: (1) se há aumento progressivo da experienciação emocional dos pacientes ao longo das sessões; (2) se níveis mais elevados de experienciação emocional se associam a uma aliança terapêutica mais forte; (3) se esses níveis também estão ligados a uma maior redução de sintomas dos pacientes. Método: Foi adotado um delineamento quantitativo quase-experimental com 5 estagiários e 15 pacientes adultos numa clínica universitária. Foram analisadas quatro sessões por paciente, avaliadas por três investigadores independentes. Utilizaram-se instrumentos padronizados (OQ- 45, EDRE, WAI-SR, EXP) e foram aplicados modelos lineares mistos para avaliar mudanças longitudinais e relações entre variáveis. Resultados: Observou-se uma redução significativa do sofrimento psicológico (OQ-45) e um aumento dos índices de aliança terapêutica (WAI-SR), sobretudo nas dimensões de tarefas e vínculo. Não se registaram alterações significativas na profundidade da experienciação emocional, nem associações robustas desta com a melhoria sintomática ou com a aliança, salvo uma relação negativa marginal entre consenso de objetivos e experienciação emocional média. Estes resultados sugerem estabilidade da experienciação emocional em contextos breves, realçando o papel dos processos colaborativos na mudança clínica.
- Relações entre a vinculação, a amizade e o autoconceito em adolescentesPublication . Peres, Charlotte Sarah Chehab; Santos, Antonio José dosA adolescência constitui uma fase crítica para o desenvolvimento do autoconceito e da autoestima, no qual a vinculação e a qualidade das amizades assumem um papel central. O presente estudo teve como objetivo analisar o impacto da vinculação e da qualidade da amizade no autoconceito dos adolescentes, considerando diferenças em função da idade e do género. Deste modo, participaram 128 adolescentes portugueses (género: 84 do feminino e 44 do masculino), com idades compreendidas entre os 15 e os 18 anos, estes responderam a instrumentos, como a Escala de Vinculação de Kerns, o Questionário da Qualidade da Amizade e a Escala de Autoconceito para Adolescentes. A análise dos dados incluiu Análise Fatorial Confirmatória, correlações e Modelos Lineares Gerais (GLM) para explorar efeitos multivariados e univariados. Os resultados demonstraram que a vinculação apresenta um impacto mais forte e abrangente no autoconceito e na autoestima, em oposição à qualidade da amizade. Assim, a vinculação segura associou-se positivamente à autoestima global e à aparência física, sugerindo que a vinculação é fundamental no ajustamento psicológico dos adolescentes. A qualidade da amizade, embora não significativa de modo geral, revelou uma associação com a amizade íntima, reforçando a importância da proximidade e da partilha emocional nas amizades. Por fim, verificaram-se diferenças de género, sendo que as raparigas reportaram níveis mais elevados de intimidade, ajuda e orientação nas amizades, enquanto os rapazes apresentaram valores superiores na competência atlética. Relativamente à idade, a competência escolar foi inferior nos adolescentes de 15 anos, comparativamente aos de 17/18 anos.
- Vamos conversar? A comunicação parental sobre sexualidade: O impacto na experiência sexual dos filhos em idade adultaPublication . Gomes, Margarida Guerreiro Campos Palma; Von Humboldt, SofiaA comunicação parental sobre sexualidade durante o crescimento dos filhos associase a comportamentos sexuais seguros na adolescência e a uma vivência sexual positiva na adultez, contudo, a maioria dos estudos centram-se nas perspetivas dos pais ou adolescentes. Assim, torna-se relevante aprofundar estas associações na experiência dos filhos em início de idade adulta e em contexto nacional. Assente na Teoria dos Padrões de Comunicação Familiares, este estudo analisa o efeito da comunicação parental sobre sexualidade no autoconceito e satisfação sexual dos filhos adultos. O estudo segue um desenho misto: na componente quantitativa participaram 100 filhos que completaram: Questionário Sociodemográfico, Questionário de Comunicação Parental e Autoconceito Sexual e a Nova Escala de Satisfação Sexual- versão reduzida, analisadas através do SPSS; na dimensão qualitativa contou-se com 11 participantes que realizaram entrevistas semiestruturadas, analisadas através de Análise Temática Reflexiva. Os resultados demonstram uma maior comunicação parental sobre sexualidade nos filhos jovens adultos face aos filhos adultos; sustentam que famílias com alta orientação para conversa apresentam níveis superiores de comunicação e autoconceito sexual; validam correlação positiva entre comunicação parental e comunicação parental sobre sexualidade; revelam que níveis mais altos de comunicação parental sexual predizem maior satisfação e o autoconceito dos filhos; evidenciam a importância de uma comunicação parental empática para uma vivência positiva da sexualidade em contraste com o silêncio ou julgamento; salientam que mais do que a frequência da comunicação importa a qualidade e que na ausência de diálogo familiar, os filhos recorrem a fontes extrafamiliares, porém não substituem o papel dos cuidadores.
- Papel da espiritualidade e da representação da doença no bem-estar mental de pessoas com doença crónicaPublication . Machado, Maria João SalavessaA espiritualidade e a representação da doença apresentam contributos para o bem-estar de pessoas com doença crónica. Tem vindo a ser estudado a possível relação entre a espiritualidade e representação da doença. Este estudo pretende analisar se existe relação entre a espiritualidade e o bem-estar mental, mediada pela representação da doença. Participaram neste estudo de inquérito transversal 131 indivíduos entre os 22 e os 79 anos (M = 47.69; DP = 15.41) portadores de uma doença crónica. A espiritualidade foi medida com a versão portuguesa do questionário Spiritual Health And Life-Orientation Measure (SHALOM), a representação da doença com a adaptação portuguesa do Revised Illness Perception Questionnaire (IPQ-R) e o bem-estar mental com a versão portuguesa do Warwick-Edinburgh Mental Well-Being Scale (WEMWBS). A representação da doença correlacionou-se positivamente com o bem-estar, principalmente na dimensão representação emocional com um efeito moderado. A espiritualidade transcendental correlacionou-se de forma negativa e fraca com a duração aguda/crónica e com a coerência da doença de forma positiva e fraca. O domínio pessoal da espiritualidade relacionou-se negativamente com a coerência sendo esta relação fraca e de forma negativa e moderada com a representação emocional. A espiritualidade pessoal relacionou-se de forma positiva e forte com o bem-estar mental. A dissonância espiritual pessoal relacionou-se de forma negativa e forte com o bem-estar mental. Encontraram-se efeitos de mediação parcial da representação emocional na relação entre espiritualidade pessoal e o bem-estar mental e da representação emocional na relação entre dissonância espiritual e o bem-estar mental. São discutidas as limitações e implicações dos resultados obtidos.
