PDES - Dissertações de Mestrado
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Browsing PDES - Dissertações de Mestrado by Sustainable Development Goals (SDG) "03:Saúde de Qualidade"
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- Comer e cuidar: Associações entre a vinculação dos cuidadores e práticas parentais alimentares em crianças em idade escolarPublication . Lacerda, Joana de Almeida Santos Nunes de; Guedes, MaryseEstudos prévios mostram que as representações de vinculação dos cuidadores influenciam a sensibilidade e a responsividade parentais, podendo refletir-se nas práticas alimentares adotadas com as crianças. Compreender estas interações é crucial para promover hábitos saudáveis e autorregulação. No estado atual do conhecimento, persistem lacunas sobre o papel específico da vinculação do adulto nas práticas parentais alimentares em cuidadores de crianças em idade escolar. Assim, O presente estudo pretendeu ultrapassar estas lacunas, analisando as relações entre a vinculação do adulto e práticas parentais alimentares. Participaram 102 cuidadores de crianças entre os 6 e aos 10 anos. Foram aplicados o Experiences in Close Relationships – Relationship Structures Questionnaire (ECR-RS) para avaliar a vinculação adulta e o Comprehensive Feeding Practices Questionnaire (CFPQ) para avaliar as práticas parentais alimentares. Os resultados indicaram predominância de práticas responsivas (equilíbrio/variedade, ambiente, monitorização, modelagem, envolvimento) refletindo sensibilidade e ajustamento às necessidades infantis. Verificou-se associação negativa entre ansiedade de vinculação e controlo da criança, sugerindo que cuidadores mais ansiosos tendem a conceder menor autonomia alimentar. Adicionalmente, observaram-se relações entre variáveis sociodemográficas e práticas alimentares: cuidadores com maior escolaridade adotaram práticas mais responsivas, enquanto a idade da criança se associou negativamente ao uso de pressão e monitorização. No geral, os resultados indicam uma influência limitada das dimensões da vinculação parental nas práticas parentais alimentares, sugerindo que outros fatores contextuais e desenvolvimentais possam ter um papel mais determinante na adoção das práticas alimentares. Esta evidência reforça a importância de promover uma parentalidade sensível e responsiva, ajustada às necessidades emocionais e alimentares da criança.
- Empathy and internalising problems in preadolescence: Exploring gender variationsPublication . Godinho, Shahna Oliveira; Fernandes, MaríliaEmpathy is a complex, multidimensional construct that plays a fundamental role in emotional and social development, comprising both cognitive and affective components. Cognitive empathy involves understanding another person’s emotional state, while affective empathy refers to the shared emotional experience in response to another’s feelings (Eisenberg et al., 2015; Shamay-Tsoory, 2011). Although typically associated with prosocial behaviour, elevated levels of affective empathy may also contribute to psychological vulnerability, particularly internalising problems such as anxiety, depression, and somatic complaints (Achenbach, 1966; Tone & Tully, 2014). Internalising problems are characterised by inward-focused emotional distress and self-directed symptoms, often difficult to detect through external observation. This study explored the associations between cognitive and affective empathy and internalising problems in a normative sample of pre-adolescents, with a focus on gender differences and informant perspectives. Using self-, teacher-, and parent-reported data, it examined how empathy dimensions relate to internalising difficulties and whether these relationships vary by gender or informant. Results showed that participants reported relatively high empathy, with girls scoring higher than boys, particularly in affective empathy. Affective empathy and self-reported internalising problems were significantly higher among children who reported being victims of bullying, and internalising problems were also higher among those receiving psychological support. Associations between empathy and internalising problems were only observed in self-reports, where affective empathy positively predicted internalising symptoms after controlling for gender. No significant effects were found in parent- or teacher-reports, and gender did not moderate the relationship. These findings provide a nuanced understanding of empathy’s role in developmental psychopathology and have implications for early identification and intervention strategies targeting emotional well-being in youth.
- Representações de vinculação dos pais e práticas de punição física perante comportamentos de desobediência de crianças em idade pré-escolar e escolar (3 aos 10 anos)Publication . Henriques, Catarina Isabel Marques; Guedes, MaryseA punição física é uma forma de violência contra as crianças, condenada em vários países. A investigação examinou os correlatos sociodemográficos da punição física. Continuam por clarificar as associações entre as representações de vinculação maternas e a punição física em amostras comunitárias, especialmente em Portugal. Esta dissertação procurou (1) descrever as atribuições, reações emocionais e práticas disciplinares maternas perante comportamentos de desobediência, em função do sexo e faixa etária da criança, e (2) investigar as associações entre representações de vinculação maternas e as atribuições, reações emocionais e práticas disciplinares maternas. Participaram 133 mães de crianças entre os 3 e os 10 anos que preencheram online a Escala de Experiências Próximas e as Vinhetas de Comportamento de Desobediência das Crianças. As mães de crianças em idade escolar relataram atribuições e reações emocionais mais negativas e práticas verbalmente (mas não fisicamente) mais punitivas do que as mães de crianças em idade pré-escolar. Contrariamente à literatura, a propensão das mães para recorrer a práticas fisicamente punitivas foi mais elevada para as raparigas do que para os rapazes em contexto privado. Os relatos de ansiedade, especialmente na relação com o pai, associaram-se a uma menor propensão para recorrer a práticas verbalmente mais punitivas. Os relatos de evitamento, especialmente na relação com a mãe, associaram-se a uma menor propensão para considerar os comportamentos como graves, descrever reações emocionais negativas e recorrer à retirada de privilégios. Estes resultados parecem reforçar a necessidade de estudos em amostras comunitárias e de intervenções desenvolvimentalmente e contextualmente sensíveis.
- A segurança da vinculação com os cuidadores e a autoestima em pré-adolescentesPublication . Jesus, Beatriz Beira de; Ribeiro, OlíviaO objetivo deste estudo foi investigar se a vinculação à mãe e ao pai está associada à autoestima dos pré-adolescentes entre os 10 e os 12 anos, levando à formulação da hipótese de que existe uma associação positiva entre a segurança da vinculação à mãe e ao pai e a autoestima global das crianças. Os dados foram recolhidos numa amostra de 205 crianças (M = 11.18, DP = .77), através de 2 questionários de autopreenchimento: a Escala de Segurança de Kerns revista (KSS) e a Escala de Autoconceito e de Autoestima para crianças (SPP-FC). Através de uma correlação de Pearson foi possível perceber que havia uma associação positiva entre a segurança da vinculação à mãe e ao pai e a autoestima das crianças, excetuando entre a segurança da vinculação à mãe e a Competência Atlética das crianças. Através de uma regressão linear múltipla foi ainda possível verificar que uma maior segurança na vinculação prediz uma maior autoestima. Desta forma confirmou-se a hipótese inicial de que a segurança à mãe e ao pai está positivamente associada à autoestima das crianças, isto é, neste estudo verificou-se que uma maior segurança no Porto de Abrigo dos pais, prediz uma maior autoestima nos pré-adolescentes. Desta forma, este estudo oferece insights para o desenvolvimento de intervenções direcionadas à prevenção de uma baixa autoestima numa fase crucial da adolescência e até mesmo intervenções e programas de apoio parental de forma a identificar momentos críticos das relações, uma vez que estas estão associadas à autoestima dos jovens.
- Vinculação, Amizade e Solidão em Adolescentes Portugueses: Perspetivas no Contexto DigitalPublication . Almeida, Tomás Reis Prudêncio Dias deA adolescência constitui uma etapa crucial do desenvolvimento, marcada por profundas mudanças nas relações sociais que influenciam fortemente o ajustamento emocional e a formação da identidade. O presente estudo investigou as associações entre representações de vinculação, qualidade da amizade e solidão em adolescentes portugueses, considerando igualmente os comportamentos online. Participaram 72 adolescentes, com idades entre os 10 e os 15 anos que preencheram questionários de autorrelato sobre a vinculação aos pais - Security Scale Questionnaire (SSQ; Kerns et al., 2015; Fernandes et al., 2020), a qualidade da sua melhor amizade - Friendship Quality Questionnaire (FQQ; Parker & Asher, 1993; Freitas et al., 2013), a solidão percebida nos contextos familiar e dos pares - Relational Provision Loneliness Questionnaire (RPLQ; Hayden-Thomson, 1989; Ribeiro et al. 2019), e informações sobre o seu comportamento online. Os resultados indicaram que representações de vinculação seguras se associaram positivamente à qualidade da amizade e negativamente à solidão. Amizades de maior qualidade associaram-se a níveis mais baixos de solidão, tanto no contexto familiar como no dos pares. Verificou-se ainda que a frequência de conversas online com amigos se relacionou negativamente com a solidão percebida entre pares, evidenciando a relevância da comunicação digital no ajustamento social dos adolescentes. Estes resultados reforçam o papel protetor da vinculação segura e das amizades de qualidade na redução da solidão, sublinhando a importância de integrar o contexto digital na compreensão das experiências relacionais na adolescência.
