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- Da infância à maternidade: A influência do trauma na infância na perceção de autoeficácia materna e na saúde mental durante o puerpérioPublication . Mosca, Catarina Matos; Miguel, MartaOs julgamentos percebidos sobre as habilidades parentais têm a capacidade de influenciar o desempenho nas tarefas parentais, as respostas de cuidado e a qualidade das interações entre pais e filhos. A perceção de autoeficácia materna encontra-se fortemente associada às experiências na infância da própria mãe e influencia não só o bem-estar psicológico da mesma como ainda o desenvolvimento da criança. Adicionalmente, o período pós-parto é uma fase vulnerável na qual as consequências do trauma podem ser transmitidas intergeracionalmente. O presente estudo pretende contribuir para a compreensão da relação entre as experiencias traumáticas durante a infância, a perceção de autoeficácia materna e a saúde mental durante o puerpério. Recorreu-se a uma amostra de 106 mães portuguesas com até 12 meses pós-parto. Os dados foram recolhidos em inquérito por questionário em formulário online composto por um questionário de caraterização sociodemográfica e pelos seguintes instrumentos de medida: Questionários de Trauma na Infância (CTQ-SF), Escala de Autoeficácia Materna Percebida (PMPS-E) e Escala de Ansiedade, Depressão e Stress (EADS). Os resultados evidenciaram uma correlação negativa entre o trauma e a perceção de autoeficácia materna, bem como entre a autoeficácia materna e a sintomatologia psicológica, e uma correlação positiva entre o trauma e a sintomatologia psicológica. Os resultados sugerem, ainda, que a autoeficácia materna pode ser influenciada pela estrutura familiar, no entanto o mesmo não se verificou consoante a paridade, rendimento ou escolaridade. A presente amostra evidenciou também que complicações durante a gestação ou parto refletem níveis mais elevados de sintomatologia psicológica, nomeadamente ansiedade, depressão e stress, enquanto o tipo de parto não apresentou resultados estatisticamente significativos face a esta variável.
- Maternidade ferida: A relação entre a violência obstétrica e o ajustamento materno e atitudes face à maternidadePublication . Carvalho, Inês Sofia Belo; Miguel, MartaA Violência Obstétrica tem sido associada a diversas consequências psicológicas negativas para as mulheres que a experienciam, podendo comprometer a sua experiência face à maternidade. Este estudo teve como objetivo investigar a associação entre a Perceção de Violência Obstétrica durante o parto e o seu efeito no Ajustamento Materno e nas Atitudes Maternas. A amostra foi composta por mulheres com mais de 19 anos, que deram à luz no último ano. Os dados foram obtidos através de um questionário online, composto pela Escala de Violência Obstétrica, que visa avaliar a Perceção dos cuidados recebidos durante o parto, a escala MAMA, que mede o Ajustamento e as Atitudes Maternas, e por questões de caraterização sociodemográfica. O método adotado foi o quantitativo, transversal e correlacional. Os resultados apontaram para uma correlação entre a experiência de Violência Obstétrica e o Ajustamento e Atitudes Maternas, indicando que mulheres expostas a cuidados abusivos durante o parto apresentam maior risco de desajustamento Materno e Atitudes menos positivas face à Maternidade. Estes resultados podem auxiliar na implementação de políticas públicas e intervenções clínicas direcionadas para a melhoria dos cuidados obstétricos e para o apoio psicológico às mulheres, promovendo uma experiência de maternidade mais saudável e positiva.
- As atitudes dos pais e dos professores face à Inclusão da educação para a morte e luto no currículo escolarPublication . Costa, Raquel Veríssimo Rodrigues Vieira; Coelho, AlexandraIntrodução: As experiências de morte e do luto são ambos fenómenos universais, no entanto, continuam a ser evitados pela sociedade, em particular no que diz respeito às crianças. A educação para a morte e Luto (EML) pretende apoiar as crianças e adolescentes e as suas famílias a lidarem de forma mais adaptativa e saudável com o processo de perda e da morte. Porém, são escassos os estudos que analisam as atitudes dos pais e professores face à inclusão desta temática no contexto escolar. Objetivo: Analisar as atitudes dos professores e dos pais face à inclusão da EML no currículo escolar, e verificar a sua relação com as variáveis sociodemográficas, atitudes perante a morte e o bem-estar espiritual. Método: Os dados foram recolhidos através de um questionário online formulado no Qualtrics, sendo a amostra composta por 147 participantes, 112 pais que tenham filhos a frequentar o ensino obrigatório em Portugal e 35 professores a lecionar nesse mesmo nivel de ensino. Foram aplicadas escalas de avaliação das atitudes sobre a Educação para a Morte para pais e professores, Escala de Avaliação do Perfil de Atitudes Acerca da Morte e Questionário do Bem-estar Espiritual. Resultados: Os resultados revelam atitudes neutras face à inclusão da EML no currículo escolar em Portugal. O bem-estar espiritual correlacionou-se positivamente com a necessidade de inclusão da educação para a morte, no entanto, o medo da morte e o evitamento não estavam corelacionadas. As atitudes para a educação para a morte explicam 13% da variância para a necessidade de formação da educação para a morte para pais e professores, enquanto, para a inclusão da educação para a morte nos diferentes anos escolares explica 16%, em que o bemestar espiritual e a neutralidade são os preditores. Conclusão: A presente investigação contribui para o conhecimento dos fatores que influenciam as atitudes dos pais e dos professores face a inclusão da EML no currículo escolar português, com importantes implicações para a prática clínica e políticas educativas.
- Ser ou não ser transfóbico, eis a questão: estereótipos de género e atitudes transfóbicas.Publication . Azevedo, Joana Filipa Morais e Cunha Correia de; Leal, Isabel PereiraObjetivo: O presente estudo apresenta como principal objetivo perceber a atitude da população portuguesa face a pessoas Transgénero, compreender a relação entre Estereótipos de Género e o Generismo e Transfobia, tendo em conta diversas variáveis ociodemográficas (idade, sexo, orientação sexual, habilitações e identificação religiosa). Método: Para compreender tal relação, os participantes, adultos portugueses (N=802), foram inquiridos, com uma escala de Estereótipos de Género e uma escala de Generismo e Transfobia sobre a sua atitude face a pessoas Transgénero e sobre os Estereótipos de Género que reconheciam ter face à caracterização de traços femininos” e traços “masculinos”. Resultados: A atitude observada apresentou baixos níveis de Transfobia e observou-se uma perceção elevada de Estereótipos de Género. Para além disso, verificou-se uma correlação positiva entre Estereótipos de Género e Generismo e Transfobia, indicando que a existência de mais Estereótipos de Género está associada a uma atitude mais Transfóbica. Observou-se que homens, pessoas heterossexuais, pessoas de maior idade, com menos habilitações académicas e pessoas com afiliações religiosas tendem a apresentar uma atitude mais negativa face à comunidade transgénero. Conclusão: Este estudo permitiu observar a relação existente entre Estereótipos de Género e Generismo e Transfobia, foi também observado que a atitude da presente amostra é pouco transfóbica face ao expectável e foi possível observar que o sexo, a idade, a orientação sexual, as habilitações académicas e a identificação religiosa impactam a existência de uma atitude transfóbica.
- A influência do conhecimento nas atitudes da população geral Portuguesa face aos cuidados paliativosPublication . Fernandes, Maria Luísa Aires Barros; Coelho, Alexandra MouraIntrodução: A falta de conscientização e de conhecimento acerca dos Cuidados Paliativos contribui para a criação e perpetuação de mitos e crenças incorretas, influenciando negativamente a acessibilidade adequada e atempada a estes serviços de saúde, bem como as atitudes redutivas face a estes serviços. Objetivo: Compreender a influência dos conhecimentos e mitos nas atitudes da população geral portuguesa e verificar a sua relação com o bem-estar espiritual e as variáveis sociodemográficas. Método: A amostra deste estudo é constituída por 165 participantes adultos de nacionalidade portuguesa. Foram utilizados os seguintes instrumentos: Questionário Sociodemográfico, Escala de Conhecimentos e Mitos sobre Cuidados Paliativos, Percepções sobre Cuidados Paliativos do Inquérito do Estudo sobre o Estigma dos Cuidados Paliativos e Questionário de Bem-Estar Espiritual. Resultados: Verificou-se uma correlação estatisticamente significativa positiva moderada entre os conhecimentos e as atitudes favoráveis da população geral portuguesa, e uma correlação estatisticamente significativa negativa moderada com as atitudes redutivas acerca dos cuidados paliativos. Não existe uma correlação estatisticamente significativa entre o bem-estar espiritual e as atitudes favoráveis e as atitudes redutivas. Em relação às variáveis sociodemográficas, foi encontrada uma correlação estatisticamente significativa positiva moderada entre a idade e as atitudes favoráveis, e uma correlação significativa negativa com as atitudes redutivas. As mulheres apresentam atitudes mais favoráveis em relação aos Cuidados Paliativos comparativamente com os homens. A regressão linear múltipla indicou que somente o conhecimento explica 34% da variância das atitudes redutivas e que o conhecimento, a idade, a localidade, o género e o grau de instrução explicam 27% da variância das atitudes favoráveis. Conclusão: O presente estudo apresenta um contributo muito relevante no que diz respeito ao conhecimento e às atitudes da população geral portuguesa face aos Cuidados Paliativos, fornecendo importantes informações e resultados para a prática clínica e políticas de educação e saúde.
- Empathy and internalising problems in preadolescence: Exploring gender variationsPublication . Godinho, Shahna Oliveira; Fernandes, MaríliaEmpathy is a complex, multidimensional construct that plays a fundamental role in emotional and social development, comprising both cognitive and affective components. Cognitive empathy involves understanding another person’s emotional state, while affective empathy refers to the shared emotional experience in response to another’s feelings (Eisenberg et al., 2015; Shamay-Tsoory, 2011). Although typically associated with prosocial behaviour, elevated levels of affective empathy may also contribute to psychological vulnerability, particularly internalising problems such as anxiety, depression, and somatic complaints (Achenbach, 1966; Tone & Tully, 2014). Internalising problems are characterised by inward-focused emotional distress and self-directed symptoms, often difficult to detect through external observation. This study explored the associations between cognitive and affective empathy and internalising problems in a normative sample of pre-adolescents, with a focus on gender differences and informant perspectives. Using self-, teacher-, and parent-reported data, it examined how empathy dimensions relate to internalising difficulties and whether these relationships vary by gender or informant. Results showed that participants reported relatively high empathy, with girls scoring higher than boys, particularly in affective empathy. Affective empathy and self-reported internalising problems were significantly higher among children who reported being victims of bullying, and internalising problems were also higher among those receiving psychological support. Associations between empathy and internalising problems were only observed in self-reports, where affective empathy positively predicted internalising symptoms after controlling for gender. No significant effects were found in parent- or teacher-reports, and gender did not moderate the relationship. These findings provide a nuanced understanding of empathy’s role in developmental psychopathology and have implications for early identification and intervention strategies targeting emotional well-being in youth.
- Vinculação e amizade como fatores de proteção da violência no namoro entre adolescentesPublication . Quinteiro, Catarina Isabel Monteiro Dinis; Santos, António José dosA Teoria da Vinculação postula que os seres humanos possuem uma predisposição inata para a formação de vínculos afetivos essenciais para o desenvolvimento. A qualidade desse vínculo contribui para a criação de um padrão de vinculação que, posteriormente, servirá de modelo para as suas futuras relações, como o namoro. Um padrão de vinculação seguro reflete-se numa representação mental positiva de si mesmo e do mundo em redor. A amizade surge, mais tarde, como uma nova forma de base segura, uma vez que traduz ligações recíprocas voluntárias baseadas na confiança, lealdade e proximidade. Deste modo, o objetivo primordial deste projeto de dissertação assenta na verificação dos padrões de vinculação e da qualidade da amizade enquanto fatores de proteção do envolvimento dos adolescentes em relações de namoro onde predominam comportamentos violentos. A amostra é composta por 60 estudantes com idades compreendidas entre os 14 e os 17 anos. Os instrumentos utilizados foram um questionário sociodemográfico, Kerns Security Scale (KSS), Friendship Quality Questionnaire (FQQ), Triangulated Version of the European Bullying Intervention Project Questionnaire e o Conflict in Adolescent Dating Relationship Inventory (CADRI - S). Os resultados revelam que a relação entre segurança e vitimização em relações de namoro foi moderada pelo próprio comportamento abusivo do adolescente, de forma que aqueles que são menos seguros e mais abusivos apresentaram maior risco de sofrer violência.
