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PEDU - Dissertações de Mestrado

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  • O papel da música no desenvolvimento das competências de leitura e escrita numa turma do 1.º ciclo de uma escola TEIP
    Publication . Manso, Diana Monteiro; Salvador, Liliana
    Nas últimas décadas, o sistema de ensino português tem recebido um número crescente de crianças e jovens de origem migrante, o que coloca desafios acrescidos ao nível da integração escolar e da aprendizagem da língua de escolarização. Neste contexto, a presente dissertação procura responder a uma problemática central: de que forma estratégias educativas inovadoras, assentes na música, podem apoiar o desenvolvimento da leitura e da escrita, promovendo simultaneamente a inclusão educativa em turmas marcadas pela diversidade linguística e cultural. O estudo, de natureza qualitativa e quantitativa, assume a forma de um estudo de caso realizado numa escola da região da Grande Lisboa, integrada no projeto Territórios Educativos de Intervenção Prioritária (TEIP), envolvendo uma turma do 1.º ano de escolaridade composta por 18 alunos, dos quais 33,3% eram de origem migrante. Foi implementado um programa musical constituído por 11 sessões, com a duração média de 60 minutos, assentes em atividades que combinaram canções, jogos sonoros e exercícios de leitura e escrita associados a elementos musicais, tais como segmentação e recomposição de palavras, identificação de sílabas iniciais e finais, leitura de rimas e treino da correspondência grafema-fonema. Através desta abordagem lúdica e sequencial, pretendeu-se estimular de forma integrada competências de consciência fonológica, escrita, ampliação vocabular e motivação para a leitura, articulando desde cedo o treino fonológico com práticas de literacia emergente. Os resultados obtidos revelaram progressos significativos nestas áreas, corroborando investigações nacionais e internacionais e reforçando a ideia de que a música pode constituir-se como uma ferramenta pedagógica facilitadora da linguagem escrita. Para além dos ganhos individuais observados, sublinha-se ainda o seu contributo no plano social, ao favorecer a participação ativa e o envolvimento de crianças em contextos de diversidade linguística e cultural, promovendo assim práticas educativas mais inclusivas.
  • Tema da tese: Explicitação ortográfica, desempenho ortográfico e nível de leitura: Um estudo de correlações em contexto escolar
    Publication . Pinto, Carlota Santos de Figueiredo Albuquerque; Silva, Ana Cristina
    O presente estudo tem como objetivo a análise das relações entre a explicitação ortográfica, leitura e desempenho ortográfico em alunos do 3º ano de escolaridade com o método de ensino da Escola Moderna, um contexto que valoriza a reflexão linguística, a autonomia e a aprendizagem cooperativa. O estudo foi realizado partindo da premissa de que a consciência metalinguística constitui um fator essencial para a aprendizagem da leitura e da escrita. Deste modo, pretendeu-se compreender de que forma a explicitação ortográfica das regras ortográficas contextuais e morfossintáticas se associa positivamente ao desempenho na leitura e na escrita das regras contextuais e morfossintáticas da ortografia. A investigação seguiu um desenho correlacional recorrendo a instrumentos de avaliação de leitura e a tarefas especificas de explicitação ortográfica (regras contextuais e morfossintáticas) e de desempenho ortográfico (regras contextuais e morfossintáticas). Os resultados obtidos evidenciaram correlações significativas entre as três variáveis revelando que níveis mais elevados de explicitação ortográfica correspondem a um menor número de erros no desempenho ortográfico e que um melhor desempenho na escrita corresponde a um melhor desempenho na leitura. Além das análises principais, o estudo integrou uma análise complementar com o objetivo de identificar quais das regras ortográficas tinham maior dificuldade para os alunos. Esta análise revelou padrões claros de dificuldade, sobretudo nas regras morfossintáticas e em algumas regras contextuais, permitundo compreender com maior precisão quais as regras que requerem de um reforço ao nível pedagógico e de intervenção orientada. Estes dados oferecem contributo relevante para a implementação de práticas de ensino mais ajustadas e intencionais para os alunos. De forma global, a investigação reforça a relevância de práticas de ensino que promovam a reflexão consciente sobre o funcionamento da ortografia, levando a aprendizagens mais autónomas e sólidas.
  • O papel do professor e dos pares na inclusão de alunos migrantes
    Publication . Laranjeira, Ricardo Nuno da Silva Campos Fontes; Gaitas, Sérgio
    O aumento da migração, vem introduzir na escola, uma maior diversidade linguística e cultural, criando barreiras sociais e de aprendizagem, à inclusão de alunos migrantes que não dominam a língua nativa. Considerando que estas barreiras podem ser ultrapassadas mais facilmente, com o auxílio dos pares, importa que sejam desenvolvidos ambientes positivos de inclusão, o mais cedo possível, nas escolas. Em Portugal vigora a lei 54/2018, que vem estipular o direito de todos os alunos em aceder e participar nos mesmos contextos educativos, sublinhando que a escola é para todos. Para que o contexto educativo se torne mais inclusivo, cabe aos professores executarem uma avaliação contínua e sistemática, com o objetivo de determinar quais as estratégias, de diferenciação pedagógica, que devem ser implementadas, bem como, a melhor forma de as adaptar às necessidades dos alunos. A presente investigação tem como objetivo caracterizar as estratégias de ensino, mobilizadas pelos professores, em turmas de 1º ciclo com alunos migrantes de língua materna não portuguesa. Também é objetivado, a descrição das experiências sociais de alunos migrantes de 1º ciclo com os seus pares nativos. De modo a responder aos objetivos, foram realizados dois estudos de caso, em turmas de 3º e 4º ano letivo, em que se constituíram como participantes os 20 alunos e a professora titular, de cada uma das turmas. Foram realizadas observações, em sala de aula, recreio e refeitório, com recurso a duas grelhas de observação criadas para o efeito. Realizaram se 17 entrevistas no total, aos vários participantes, professores, alunos de língua portuguesa e migrantes. Foi também criado um sociograma de cada uma das turmas em análise. Da análise dos dados obtidos foi possível categorizar o modo como as professoras colocavam em prática as estratégias escolhidas, foi possível verificar a existência de apoio entre pares em sala de aula, ainda que sejam estabelecidas interações diferentes entre as turmas. Por último, foi possível descrever as interações sociais entre os alunos migrantes e os seus colegas. Os resultados obtidos indicam que existem estratégias que promovem a inclusão dos alunos, e que outras poderão representar um fator de exclusão. Os resultados também indicam que os pares podem ser um meio importante na inclusão dos colegas migrantes, através do apoio prestado dentro e fora da sala de aula.
  • Acessibilidade digital na Universidade Agostinho Neto: Proposta de implementação de ferramentas tecnológicas para inclusão de estudante com defeciências visual
    Publication . Silva, António Fábio da; Silva, José Castro
    Este estudo investigou a necessidade de se implementar ferramentas tecnológicas na Universidade Agostinho Neto (UAN), em Angola, para garantir a acessibilidade digital e a inclusão de estudantes com deficiência visual. Adotou-se um desenho metodológico misto, combinando métodos qualitativos e quantitativos. Entre março de 2023 e setembro de 2024, aplicaram-se inquéritos a 140 participantes - 120 estudantes com deficiência visual, 10 docentes, 5 gestores e 5 técnicos de informática - selecionados de uma população de 1223 elementos, complementados por entrevistas semiestruturadas. A análise descritiva, aliada a uma etapa exploratória de teste de soluções, revelou barreiras estruturais e pedagógicas, nomeadamente, turmas sobrelotadas, infraestruturas tecnológicas inadequadas, ausência de software acessível, estruturas curriculares inflexíveis e a necessidade de formação em tecnologias inclusivas junto da comunidade académica. Com base nos resultados obtidos, desenvolvemos um modelo estruturado, composto por quatro eixos estratégicos, designadamente: sugestão de adoção de tecnologias assistivas; criação de plataformas digitais acessíveis, em conformidade com a Web Content Accessibility Guideline; formação contínua de docentes e técnicos de informática; e a inclusão de práticas pedagógicas adaptadas. A relevância do estudo reside na análise aprofundada do contexto institucional da Universidade Agostinho Neto e na construção de soluções reais, orientadas para a aplicabilidade prática no ensino superior angolano. A concretização dessas mudanças exige responsabilidade institucional e governativa e garantias de financiamento sustentável.
  • Atitudes e nível de autoeficácia dos educadores face à educação inclusiva
    Publication . Silva, Inês Martins da; Gaitas, Sérgio
    A inclusão na educação pré-escolar é facilitada pela presença constante dos educadores na vida das crianças, que ao satisfazerem as suas necessidades individuais, promovem o sucesso escolar, a aprendizagem ao longo da vida e garantem o seu envolvimento nas atividades escolares. No entanto, em Portugal ainda existe um grande percurso a percorrer face à inclusão de crianças na educação pré-escolar, pois os apoios prestados às crianças para satisfazer as suas necessidades ainda é insuficiente e existe uma carência de formação dos educadores na área da educação inclusiva. Porém, o bem-estar das crianças e a qualidade de práticas pedagógicas inclusivas podem ser afetadas pelas atitudes e o nível de autoeficácia dos educadores, o que pode criar impedimentos na inclusão de crianças na educação pré-escolar. Face a isto, o presente estudo pretendeu explorar as atitudes e os níveis de autoeficácia dos educadores relativamente à educação inclusiva, através de um Questionário Q-Sort. O estudo contou com a participação de 29 educadores, entre os 21 e os 65 anos (M = 44.11; DP = 15.531). Nos resultados foram identificados três perfis de educadores: (1) Fator 1 – Defensores da inclusão com uma prática insegura; (2) Fator 2 – Defensores de uma inclusão seletiva com uma prática eficaz e (3) Fator 3 – Defensores da inclusão com uma prática desafiadora. Deste modo, esta investigação procura contribuir para o desenvolvimento de estratégias direcionadas para melhorar a preparação e o apoio dos educadores para práticas inclusivas no contexto educativo
  • A relevância das TIC no 1º Ciclo do Ensino Básico: Perceções de docentes e alunos
    Publication . Rodrigues, Xavier Alexandre Lourenço; Silva, José Castro
    O presente estudo, suportado na prática de ensino supervisionada, tem como objetivo analisar a relevância e perceções sobre a importância da utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) no 4º ano do 1º ciclo, do Ensino Básico (EB). Foca-se nas perceções dos principais atores do processo educativo – docentes e alunos – sobre o papel das TIC no ensino e aprendizagem, bem como nos desafios e oportunidades associados à sua implementação, com base em dados recolhidos por entrevistas, observação e análise documental. Em relação ao enquadramento teórico, procurou-se efetuar uma revisão das políticas e orientações nacionais e internacional, que sustentam a integração das TIC na edução escolar destacando programas como o Plano Tecnológico da Educação (PTE) e o Plano de Ação para a Transição Digital (PATD) que visam a capacitação tecnológica das escolas e a formação de professores e alunos. As TIC são entendidas como ferramentas cognitivas e transversais que devem contribuir para o esenvolvimento de competências digitais, pensamento crítico, criatividade e cidadania digital. São abordadas conceções pedagógicas que fundamentam a utilização das TIC, como o construtivismo, a pedagogia do desenvolvimento de competências e a pedagogia do aprender a aprender, que enfatizam o papel ativo do aluno na construção do conhecimento e a importância de metodologias inovadoras e integradoras. Discutem-se as dificuldades e deságios na prática docente para a integração das TIC, como a falta de tempo, a formação inadequada, a resistência à mudança e aos problemas Técnicos, além da necessidade de alinhamento entre o que está contemplado nos documentos oficiais e o que ocorre na prática. Os resultados demonstram que os docentes e alunos reconhecem que as TIC contribuem para aumentar a motivação e desenvolver competências digitais. Os professores destacam o seu valor pedagógico, mas apontam limitações como falhas técnicas, falta de equipamentos e necessidade de formação contínua. Já os alunos mostram entusiasmo pelas aulas que recorrem a ferramentas digitais, apreciando a diversidade de atividades, os jogos educativos e os projetos criativos, embora expressem receios relacionados com a dependência digital e as dificuldades técnicas. A análise evidencia pontos de consenso, como o impacto positivo das TIC na aprendizagem, mas também diferenças: os docentes defendem equilíbrio e foco, enquanto os alunos preferem maior autonomia no uso das tecnologias. Conclui-se que a integração das TIC no ensino básico é globalmente positiva, exigindo, contudo, investimento em recursos, formação e estratégias que conciliem autonomia dos alunos com orientação pedagógica eficaz
  • Bem-estar docente: uma teia da sua multidimensionalidade
    Publication . Nogueira, Rita de Carvalho Cruz; Silva, José Castro
    O bem-estar docente necessita de ser mais bem compreendido, não só porque existem diversos desafios nos sistemas de educação atuais, mas também devido ao impacto que tem na qualidade do ensino e, consequentemente, na aprendizagem dos alunos. No entanto, não existe um consenso sobre a sua definição e as dimensões que o compõem. O presente estudo teve como objetivo descrever a multidimensionalidade do bem-estar docente e avaliar a reciprocidade e força das relações entre as variáveis das suas dimensões (bem-estar social, bem-estar físico e mental, bem-estar cognitivo e bemestar subjetivo). Com este intuito, obteve-se a participação voluntária de 1822 docentes portugueses, desde o ensino pré-escolar ao fim do ensino secundário, 81,9% do género feminino e 18,1% do género masculino, que responderam a um questionário de oito escalas relativas às dimensões do bem-estar docente. Os resultados comprovaram que todas as variáveis estavam significativamente correlacionadas e, com recurso à análise de redes, foi possível ilustrar as diversas conexões entre variáveis, o que suportou a estrutura teórica de dimensões do bem-estar docente. Além disso, a variável Envolvimento dos Estudantes destacou-se como sendo uma variável chave na rede do bem-estar, devido à sua elevada centralidade de força, seguida da Relação com o Diretor – também se confirmou que ambas as variáveis eram preditoras significativas do bem estar mental. Em suma, comprovou-se a multidimensionalidade do bem-estar docente, a reciprocidade das relações das suas variáveis e revelaram-se variáveis chave que podem ser relevantes para investigações futuras.
  • Retenção escolar, mindset e diferenciação pedagógica: crenças dos professores do ensino básico
    Publication . Augusto, Margarida Marques Camacho Lopes; Pipa, Joana
    A escola desempenha um papel central na promoção do sucesso educativo e no desenvolvimento integral dos alunos. No entanto, a diversidade das características e dos perfis de aprendizagem constitui um desafio para as escolas, exigindo respostas educativas que garantam equidade e inclusão. Entre as medidas tradicionalmente adotadas, a retenção escolar é uma das práticas mais discutidas e controversas, que não depende apenas de políticas nacionais ou de evidência científica, mas também das crenças e atitudes dos professores. Assim, compreender como as crenças sobre retenção escolar e o mindset docente se relacionam com a adoção de práticas de diferenciação pedagógica é fundamental para delinear caminhos pedagógicos mais ajustados à realidade das escolas e às exigências da inclusão. O presente estudo correlacional analisa as relações entre as crenças dos professores acerca da retenção escolar, o seu mindset relativamente à inteligência dos alunos e a adoção de práticas de diferenciação pedagógica. Pretende-se, ainda, explorar o impacto da experiência docente e do conhecimento científico acerca dos efeitos da retenção escolar nessas crenças. Participaram 426 professores do ensino básico (79.6% do sexo feminino), com experiência docente entre 0 e 44 anos (M = 24.62, DP = 11.2). O questionário aplicado consistia num conjunto de escalas adaptadas da literatura, que avaliavam as crenças acerca da Retenção Escolar, o Mindset e Práticas de Diferenciação Pedagógica. Os resultados revelaram algumas associações estatisticamente significativas, embora de magnitude fraca, entre determinadas crenças sobre a retenção escolar e a adoção de práticas de diferenciação pedagógica, bem como entre o mindset de desenvolvimento e a frequência dessas práticas. O conhecimento científico sobre os efeitos da retenção escolar não apresentou relação significativa com as crenças docentes. Quanto à experiência docente e às diferenças entre ciclos de ensino a lecionar, observaram-se variações em algumas dimensões das crenças sobre a retenção escolar. Este estudo contribui para a compreensão do papel das crenças e do mindset na adoção de práticas de diferenciação pedagógica, destacando implicações relevantes para a formação de professores e para a definição de políticas educativas que privilegiem alternativas à retenção escolar.
  • Contributos para a validação da prova de leitura com recurso a imagens (plim) em crianças do 1.º ano do ensino básico
    Publication . Abrantes, Beatriz Filipa Marques; Salvador, Liliana
    Com este estudo pretendemos contribuir para a validação da Prova de Leitura com recurso a Imagens (PLIm) na avaliação da competência inicial de leitura e identificação de crianças que se encontram em risco de desenvolver dificuldades na aprendizagem da leitura. Pretendemos, igualmente, analisar as associações entre a prova principal, as competências psicolinguísticas e outras duas provas de avaliação da leitura. Neste estudo participaram 107 crianças a frequentar o 1º ano do Ensino Básico de escolas públicas do concelho de Oeiras. Os dados relativos às competências psicolinguísticas, à prova principal e a uma outra prova de leitura foram recolhidos no início do 2º semestre e no final do ano letivo aplicou-se uma prova de leitura final. Foi realizada uma análise dos itens que compõem a prova, dos perfis de leitura definidos e das associações entre as competências psicolinguísticas e as provas de leitura. Realizamos também análises de regressão hierárquica para identificar as variáveis preditoras do desempenho em leitura no final do ano. Os resultados obtidos mostram que: (1) existem quatro perfis de leitura distintos; (2) a prova PLIm mostrou-se sensível na identificação de baixos desempenhos; (3) a prova PLIm apresentou associações positivas com as competências psicolinguísticas e as outras provas de leitura; (4) a prova PLIm foi a variável que melhor previu a leitura no final do ano letivo. Estes resultados permitem-nos evidenciar que o conhecimento das letras e a consciência fonémica são as competências mais relacionadas com a aquisição da leitura e que o desempenho na prova PLIm conseguiu predizer significativamente a leitura no final do ano letivo, demonstrando-se uma prova eficaz para a identificação de possíveis casos de crianças em risco.
  • Relação entre as práticas de avaliação formativa dos professores e a autorregulação dos alunos, do 2º e 3º Ciclo, na aprendizagem da Matemática
    Publication . Neuparth, Guilherme Maria Tavares Sottomayor; Monteiro, Vera
    O presente estudo pretende analisar de que forma a avaliação formativa e a autorregulação da aprendizagem na aprendizagem da matemática se relacionam com o sexo e o ano de escolaridade dos alunos, bem como explorar a relação existente entre estas duas variáveis principais. Para tal, foi escolhido um método de recolha de dados comparativo e correlacional. Para a avaliação dos conceitos a serem trabalhados, foram desenvolvidas duas escalas, uma da avaliação formativa e outra da autorregulação, sendo que estes instrumentos foram aplicados a 625 alunos do 6º, 7º, 8º e 9º anos de escolaridade. Quanto às dimensões da avaliação formativa os resultados revelaram não existir diferenças entre rapazes e raparigas, mas observaram-se diferenças entre anos de escolaridade: os alunos do 6.º ano percecionaram mais práticas de Feedback e Envolvimento, enquanto os do 9.º ano valorizaram mais o Planeamento e a Monitorização. Relativamente à autorregulação da aprendizagem, os alunos destacaram usar mais estratégias comportamentais, enquanto a dimensão Motivacional Controlada apresentou valores mais baixos. As raparigas revelaram níveis ligeiramente mais elevados de autorregulação, e não se observaram diferenças significativas entre anos de escolaridade, exceto na dimensão Motivacional Controlada, que diminuiu à medida que o nível escolar aumentava. Por fim, constataram-se correlações significativas, positivas, entre a perceção das práticas de avaliação formativa e as estratégias de autorregulação, sugerindo que a avaliação formativa pode favorecer o desenvolvimento da autorregulação dos alunos na aprendizagem da matemática e vice-versa.