PDES - Dissertações de Mestrado
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Browsing PDES - Dissertações de Mestrado by advisor "Fernandes, Marília"
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- Associações entre empatia, simpatia e os comportamentos internalizantes e externalizantes dos jovensPublication . Martins, Raquel da Conceição Flores; Fernandes, MaríliaTanto os comportamentos externalizantes e internalizantes, como a empatia afetiva e cognitiva e a simpatia têm sido estudados ao longo do tempo por vários autores. Este estudo foca-se precisamente nos dois tipos de comportamentos, nas duas dimensões da empatia e na simpatia relativamente à idade e género, tendo como objetivo compreender se existe diferença entre os comportamentos externalizantes e internalizantes, a empatia afetiva e cognitiva e na simpatia no que diz respeito à idade (dos 10 aos 13 anos) e ao género das crianças/jovens. Neste estudo participaram 199 pessoas, sendo 101 raparigas e 98 rapazes. Para avaliar os pontos fortes e os pontos fracos das crianças/jovens foi utilizado o instrumento Strengths and Difficulties Questionnaire (SDQ, Goodman et al., 1998 adaptado por Marzocchi et al., 2004), para avaliar a empatia foi aplicado o Questionnaire to Assess Affective and Cognitive Empathy in Children (QACEC, Zoll & Enz, 2010 adaptado por Veiga & Santos, 2011) e por fim, para avaliar a simpatia foi aplicado o Child-Report Sympathy Scale (Eisenberg et al., 1996; Zhou et al., 2003). Das hipóteses que foram colocadas neste estudo, apenas três se comprovaram tendo em conta a literatura e os resultados obtidos.
- Empathy and internalising problems in preadolescence: Exploring gender variationsPublication . Godinho, Shahna Oliveira; Fernandes, MaríliaEmpathy is a complex, multidimensional construct that plays a fundamental role in emotional and social development, comprising both cognitive and affective components. Cognitive empathy involves understanding another person’s emotional state, while affective empathy refers to the shared emotional experience in response to another’s feelings (Eisenberg et al., 2015; Shamay-Tsoory, 2011). Although typically associated with prosocial behaviour, elevated levels of affective empathy may also contribute to psychological vulnerability, particularly internalising problems such as anxiety, depression, and somatic complaints (Achenbach, 1966; Tone & Tully, 2014). Internalising problems are characterised by inward-focused emotional distress and self-directed symptoms, often difficult to detect through external observation. This study explored the associations between cognitive and affective empathy and internalising problems in a normative sample of pre-adolescents, with a focus on gender differences and informant perspectives. Using self-, teacher-, and parent-reported data, it examined how empathy dimensions relate to internalising difficulties and whether these relationships vary by gender or informant. Results showed that participants reported relatively high empathy, with girls scoring higher than boys, particularly in affective empathy. Affective empathy and self-reported internalising problems were significantly higher among children who reported being victims of bullying, and internalising problems were also higher among those receiving psychological support. Associations between empathy and internalising problems were only observed in self-reports, where affective empathy positively predicted internalising symptoms after controlling for gender. No significant effects were found in parent- or teacher-reports, and gender did not moderate the relationship. These findings provide a nuanced understanding of empathy’s role in developmental psychopathology and have implications for early identification and intervention strategies targeting emotional well-being in youth.
- Qualidade da amizade e asociações com os sentimentos de solidão e comportamentos online na adolescênciaPublication . Correia, Bárbara Filipa Neves; Fernandes, MaríliaOs estudos realizados no âmbito da qualidade da amizade na adolescência têm demonstrado que quando estas são caracterizadas por elevados níveis de Validação Pessoal/Cuidado e Partilha de Intimidade, permite aos adolescentes promoverem a autoconfiança, fortalecer competências sociais e experienciar a própria identidade (Rabaglietti et al, 2007; Fonzi, 1996). As amizades durante a adolescência são ainda essenciais para o desenvolvimento de rapazes e raparigas (Hartup, 1993). Embora a amizade tradicional/offline ainda permaneça, o desenvolvimento da internet permitiu conduzir a novos tipos de amizade. Estes tipos de amizade podem ter enormes implicações para os sentimentos de solidão nos adolescentes. Neste sentido, a presente dissertação apresentou como principal objetivo compreender as diferenças existentes entre a qualidade de amizade em diferentes contextos e as respetivas associações com os sentimentos de solidão na adolescência. A amostra contou com a participação de 320 adolescentes (56.2% do sexo feminino; 95.3% de nacionalidade portuguesa) entre os 10 e os 16 anos (M=12.64; DP=1.30), recrutados de duas instituições localizadas na Área Metropolitana Lisboa. Os participantes reportaram sobre a qualidade da amizade (FQQ, Parker & Asher, 1993; adaptado por Freitas, et al., 2013), sobre os seus comportamentos online (adaptado de Valkenburg & Peter, 2007, Williams, 2006 e Kaye & Quinn, 2020) e sobre os seus sentimentos de solidão (RPQL, Hayden-Thoms, 1989; adaptado por Ribeiro et al.,2019). Os nossos resultados mostram que os adolescentes apresentaram valores elevados nas dimensões positivas da qualidade da amizade e valores baixos na dimensão negativa. Em relação à dimensão de Partilha de Intimidade, as amizades online aproximaram-se mais das amizades mistas do que as amizades online com as amizades offline. As raparigas apresentaram melhores valores de qualidade da amizade, em comparação com os rapazes. Quanto às associações entre a qualidade da amizade e os comportamentos online, os jovens com amizades mistas apresentaram maior tempo nas redes sociais e a comunicar com os amigos. Em relação aos comportamentos online, as raparigas apresentarem maior tempo nas redes sociais e os rapazes maior tempo a jogar. A conversa com a amigos e uso de redes sociais relacionou-se com a idade do adolescente. O sentimento de integração nos dois contextos parece ser mais importante para gerar solidão do que a proximidade emocional. Constatou-se que os adolescentes com amizades offline demonstram maiores níveis de sentimentos de solidão na intimidade com pares, em relação às amizades nos outros contextos. Neste sentido, apresentaram maior tempo na internet de forma a compensar os défices de socialização. As raparigas e os adolescentes mais velhos apresentaram serem mais solitárias no contexto da família.
