PCLI - Dissertações de Mestrado
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- Validação e adaptação do inventário da dissolução do ego para a língua portuguesa (EDI-PT)Publication . Graciano, Beatriz Palminha; Encantado, JorgeObjetivo: Em Portugal, existe uma lacuna significativa relativamente aos instrumentos psicométricos existentes para avaliar os efeitos agudos provenientes das substâncias psicadélicas. Deste modo, para a presente dissertação, objetivou-se a avaliação das propriedades psicométricas do Inventário da Dissolução do Ego (EDI-PT) por forma a inferir-se sobre a sua validade. Métodos: O presente estudo decorreu em colaboração com a Faculdade de Motricidade Humana (FMH), Imperial College of London e o Instituto Universitário de Psicologia Aplicada (ISPA). A recolha de informação deu-se através do método web-based. Um total de 115 participantes responderam ao instrumento. Foram calculados o teste de KMO e o teste de esfericidade de Bartlett, assim como, se averiguaram a assimetria e curtose por forma a garantir a normalidade da distribuição dos dados. Realizou-se também uma Análise Fatorial Confirmatória por forma a inferir-se sobre o ajustamento do modelo aos dados. Por fim, calcularam-se a fiabilidade, validade convergente e validade discriminante, como também se realizou uma análise convergente com o instrumento Mystical Experiences Questionnaire (MEQ30). Resultados: De um modo geral, o EDI-PT apresentou propriedades psicométricas consideradas aceitáveis, tendo valores de consistência interna bons. Através de uma análise de carácter exploratório, considerou-se uma estrutura trifatorial para o modelo do EDI-PT com o intuito de garantir o seu ajustamento aos dados. Evidenciam-se cargas fatoriais com valores moderados e a existência de uma cross-loading. A validade convergente e discriminante foram asseguradas. As correlações entre fatores preconizam valores positivos e baixos. Já a análise convergente revela que o fator Dissolução de Ego se correlaciona positivamente e significativamente com os quatro fatores do MEQ30. Conclusões: Apesar do instrumento apresentar propriedades psicométricas aceitáveis, este contrasta com a sua versão original por apresentar uma estrutura trifatorial. Identificam-se aspetos problemáticos que devem ser alvo de reavaliação em estudos futuros, nomeadamente, os valores baixos das cargas fatoriais e a presença de uma cross-loading. Sugere-se a reestruturação semântica dos itens para que a sua valência seja ilustrativa dos fatores a que se comprometem a medir.
- Validação e adaptação da versão portuguesa da Psychological Insight ScalePublication . Vilhena, Margarida Alexandra Coelho; Encantado, JorgeContexto: Nas últimas décadas temos assistido a um ressurgimento do interesse na ciência psicadélica. Para o desenvolvimento de estudos futuros envolvendo fatores psicológicos como potenciais mecanismos facilitadores de mudança comportamental e promotores de bem-estar psicológico, torna-se necessário, a validação e adaptação de instrumentos psicométricos. Este estudo tem como objetivos: i) traduzir e adaptar a Psychological Insight Scale (PIS) para a língua e cultura portuguesas e ii) analisar as propriedades psicométricas (validade fatorial, confiabilidade e validade de construto dos itens traduzidos para português). Métodos: Os dados foram recolhidos em contexto cerimonial através de um questionário de resposta online em vários momentos antes e após a cerimónia. Resultados: ACP :73,3% da variância é explicada pela componente principal e demonstrou uma boa consistência interna muito alta de Cronbach =0,993) entre os 6 itens da estrutura unifatorial do instrumento. Validade Concorrente: quanto maior o nível de insight psicológico no individuo, menor é a resistência psicológica (rho=,700, p<,001); relação significativa entre o insight psicológico e as experiências transpessoais e místicas (rho=,338, p<,001) e eventos mais desafiantes (rho=,207, p<,049) durante a experiência psicadélica. Validade Preditiva: correlação Spearman PIS-6 (1 dia após a cerimónia) significativa com o bem-estar psicológico (WEMBWBS+2semanas) rho=,156, P<,001); Correlação moderada (rho=,401, p<,001) entre mudança comportamental positiva (PIS-item7) influenciada pelo insight psicológico e o (WEMBWBS+2semanas) (rho=,401, p<,001). Validade Pós-ditiva: PIS-6 (1 dia após a cerimónia) prevê mudanças subsequentes no (WEMBWBS+2semanas) ,219, F (1, 78) = 3,919, p =,051, R² =,036) bem como PIS-6 (2 semanas após a cerimónia) prevê mudanças subsequentes no (WEMBWBS+2semanas) ( ,252F (1,78)=5,30, p=,024, R² = ,052), (WEMBWBS+2semanas). A mudança comportamental PIS-item-7 (2 semanas após a cerimónia) prevê o bem-estar (WEMBS+2semanas) após a cerimónia ,420, F (1,78) =16,671, p<,001, R²=,166). Conclusão: Instrumento de medida fiável para a população portuguesa.
- Sintomas de PHDA e pró-socialidade: o papel mediador da desregulação emocionalPublication . Gameiro, Sofia Margarida Barradas; Mares, Inês ManitaA PHDA é concebida como uma das perturbações com mais impacto no que diz respeito ao funcionamento social, associando-se frequentemente a dificuldades ao nível da regulação emocional. Neste sentido, o presente estudo procurou compreender a relação entre a sintomatologia de PHDA e a pró-socialidade, explorando o possível papel mediador da desregulação emocional nesta associação. Participaram nesta investigação um total de 104 adultos com idades compreendidas entre os 18 e os 43 anos de idade, recrutados por conveniência em contexto não clínico. Foram utilizadas medidas de autorrelato para desatenção/ hiperatividade-impulsividade (ASRS-v1.1), desregulação emocional (DERS-SF) e pró-socialidade (SRA) e aplicada uma tarefa experimental para avaliação do comportamento compensatório (Cyberball Pró-social). Os resultados obtidos evidenciaram uma associação positiva entre desatenção e pró-socialidade no Cyberball. A hiperatividade/impulsividade exibiu um efeito direto negativo sobre a pró-socialidade no modelo de mediação. A desregulação emocional correlacionou-se positivamente com ambas as dimensões sintomatológicas da PHDA, mas não mediou a relação entre sintomas e comportamento pró-social. A medida de autorrelato para a pró-socialidade não evidenciou associações significativas com os sintomas de PHDA. Em adultos sem diagnóstico, os resultados sugerem que a desatenção pode associar-se a respostas pró-sociais compensatórias ao passo que a impulsividade surge como potencial fator de risco da pró-socialidade. A desregulação emocional, embora ligada à sintomatologia de PHDA, não explica diretamente o comportamento pró-social. Este estudo abre caminho para novas linhas de investigação devido ao aparecimento de associações inesperadas que desafiam algumas conceções teóricas tradicionalmente aceites.
- As lutas espirituais e saúde mental: um estudo sobre o papel moderador do nível de religiosidadePublication . Rodrigues, Inês Pereira Pires; Garcia-Marques, TeresaEste estudo propõe-se a explorar a relação entre as lutas espirituais e a saúde mental, comparando indivíduos com diferentes níveis de envolvimento religioso. Um total de 194 indivíduos, cristãos e não cristãos de ambos os géneros, responderam à Escala de Envolvimento Religioso de Duke (DUREL), ao Inventário de Saúde Mental - short form (MHI-SF) e à Escala de Lutas Espirituais- Short form (RSS). Os resultados obtidos permitiram observar que as lutas espirituais predizem negativamente a saúde mental, confirmando que experiências de conflito espiritual, estão associadas a maior sofrimento psicológico. Verificou-se, ainda, que níveis mais elevados de envolvimento religioso estão associados a níveis mais baixos de lutas espirituais. E, adicionalmente verificou-se que o envolvimento religioso não alterou a relação entre as lutas espirituais e a saúde mental, mantendo-se esta associação estável, independentemente do nível de religiosidade.
- O papel da prática deliberada na autoavaliação e no desenvolvimento de competências interpessoais facilitadorasPublication . Rosa, Maria Margarida De Laranjeira Marques Cordeiro; Sousa, Daniel Cunha Monteiro deProblema: Apesar da prática deliberada (PD) ter demonstrado eficácia em diferentes contextos formativos, o seu impacto na formação de psicoterapeutas continua pouco explorado, sobretudo no que diz respeito ao desenvolvimento das competências interpessoais facilitadoras (FIS) e à perceção do próprio desempenho. Objetivos: Avaliar a influência da PD na evolução das FIS e analisar a correspondência entre as autoavaliações e as heteroavaliações das mesmas competências. Método: Foi conduzido um estudo pré-experimental quantitativo, com uma amostra de 22 psicólogos em formação avançada em psicoterapia. Foram utilizados o Facilitative Interpersonal Skills Performance Task (FIS-PT) (Anderson & Patterson, 2013) e o Facilitative Interpersonal Skills Self-Report (FIS-SR) (Anderson et al., 2019), para comparar as heteroavaliações e autoavaliações das FIS antes e após o treino em Prática Deliberada (PD). Resultados: Os resultados confirmaram uma melhoria significativa das competências interpessoais Facilitadoras (FIS) após o treino em Prática Deliberada (PD), especialmente nas pontuações do FIS-PT, com destaque nas dimensões de persuasão e esperança e expetativas positivas. Embora não tenham surgido diferenças significativas entre a autoavaliação (FIS-SR) e heteroavaliação (FIS-PT), observou-se uma tendência para uma perceção mais realista e confiante das próprias competências.
- “Words do bring me down”: Estudos de caso de assédio moralPublication . Storino, Carla Cristina; Trigo, MiguelÂmbito: Os contextos sociolaborais colocam desafios importantes aos trabalhadores. A par dessas exigências técnicas, existem pressões psicossociais geradoras de conflito que estimulam mecanismos de auto regulação, que tendem a provocar respostas de desajustamento e burnout. Objetivo: O primeiro estudo, preparatório, desenvolve uma entrevista semiestruturada para caracterizar as experiências e vivências pessoais de conflito sociolaboral. O segundo estudo, constitui o tema central e analisa as vivências no ambiente laboral de trabalhadores que viveram episódios com contorno de assédio moral. Com base nestas experiências, nos deteremos sobre os processos de ajustamento emocional face à pressão laboral. Plano: O primeiro estudo baseia-se num grupo focal, com cinco participantes que exercem a sua atividade profissional em recursos humanos ou em assistência social. O segundo estudo é desenvolvido, apoiado em quatro estudos de caso, sendo dois pares de participantes (uma mulher e um homem em cada par), um com bom ajustamento e outro com dificuldades emocionais associadas ao contexto laboral. Instrumentos: O primeiro estudo basea-se numa entrevista semi-estruturada que serviu de base à discussão sobre o guião a desenvolver para recolher as histórias de conflito laboral. No segundo estudo, com base no guião previamente preparado, realizamos entrevistas semiestruturadas e desenvolveu uma grelha para análise das entrevistas. Procedimento: A partir da rede pessoal e profissional de contatos foram selecionados os participantes de ambos os estudos. No primeiro estudo, o grupo focal aconteceu online e, no segundo estudo, as entrevistas decorreram online e presencialmente. Resultados: A partir das entrevistas orientadas pelo guião de entrevista elaborado no primeiro estudo, os dados obtidos foram examinados e classificados numa grelha de análise por categorias vinculadas à história de vida, ao sofrimento emocional e às estratégias de enfrentamento.Conclusão: Segundo as duas abordagens propostas iniciais, verificamos que o cenário produtivo tem estimulado os trabalhadores a um comportamento competitivo, estabelecendo uma linha tênue com as situações de assédio moral. Contudo, a adoção de estratégias pelas vítimas tem-se mostrado relevante no seu reajustamento emocional.
- Psicopatologia e qualidade de vida: Contribuições para a validação do SCL-90 na população portuguesaPublication . Silva, Mariana Filipa Conceição; Trigo, MiguelÂmbito: As perturbações psicológicas envolvem alterações do pensamento, do comportamento e das emoções, gerando sofrimento psicológico e impacto significativo no funcionamento global dos indivíduos. Estas alterações manifestam-se frequentemente em dificuldades emocionais, relacionais, académicas e laborais, comprometendo a qualidade de vida e o bem-estar. Em Portugal, mais de um quinto da população apresenta uma perturbação do foro mental, situação muitas das vezes subdiagnosticada devido ao estigma, à baixa literacia em saúde mental e à subnotificação de sintomas. Objetivo: Estudo 1. Realização da revisão final da tradução e adaptação linguística do Questionário de 90 Sintomas (SCL-90). Estudo 2. Comparar o relato de queixas psicopatológicas e a perceção de qualidade de vida em três amostras: comunitária com e sem queixa psicológica e clínica. Plano: O estudo 1 é qualitativo e exploratório, consistindo num grupo focal com oito participantes finalistas do Mestrado em Psicologia Clínica, com a finalidade de adaptar linguística e culturalmente a versão portuguesa do SCL-90. O estudo 2 é quantitativo, de natureza correlacional e transversal, com uma única observação. Participaram 774 adultos portugueses, distribuídos em três grupos: amostra comunitária sem queixa psicológica (n = 433), amostra comunitária com queixa psicológica (n = 138) e amostra clínica (n = 203). A recolha de dados decorreu em formato online e presencialmente na ULS de São José, Hospital Júlio de Matos. O protocolo incluiu um questionário de dados sociodemográficos e clínicos, o Questionário de 90 Sintomas, a Escala de Stresse Percecionado, o Inventário de Saúde Mental e o Instrumento de Avaliação da Qualidade de Vida da Organização Mundial de Saúde. Resultados: Verificaram-se diferenças significativas entre os três grupos, tanto na expressão psicopatológica, como na perceção de qualidade de vida. A amostra clínica apresentou níveis mais elevados de sintomatologia e menor perceção de qualidade de vida, seguida da amostra comunitária com queixa psicológica e, por último, da amostra sem queixa. As correlações entre sintomas e qualidade de vida foram negativas e significativas em todos os domínios. Foram ainda observadas diferenças entre géneros, com tendência para sintomas mais internalizantes nas mulheres e externalizantes nos homens. Conclusão: A sintomatologia psicopatológica compromete de forma significativa a perceção de qualidade de vida, reforçando a importância do rastreio psicológico e da implementação de estratégias de intervenção precoce em contextos clínicos e comunitários.
- Distorção de memórias em mulheres vítimas de violência domésticaPublication . Milagre, Dercy Rossana Costa; Trigo, MiguelA investigação sobre o narcisismo tem procurado compreender as suas origens e os fatores que influenciam o seu desenvolvimento. Entre esses fatores, o abuso infantil tem sido apontado como um dos mais relevantes, embora a literatura apresente resultados contraditórios quanto à sua relação com as diferentes dimensões do narcisismo. Assim, compreender de que forma as experiências adversas na infância influenciam o desenvolvimento destas dimensões torna-se essencial para clarificar essas inconsistências. O presente estudo teve como principal objetivo analisar a relação entre os diferentes tipos de abuso infantil e o narcisismo grandioso e vulnerável na idade adulta, procurando igualmente identificar quais as formas de abuso que melhor predizem cada uma das dimensões do narcisismo. Participaram 186 indivíduos da população geral, onde 136 identificam-se com o género feminino e 50 com o género masculino, com idades entre os 18 e os 65 anos (M = 28,45; DP = 10,61). Foram utilizados o Questionário de Trauma Infantil – versão breve (CTQ-SF) para avaliar o abuso infantil, o Questionário da Personalidade Narcísica 13 (NPI-13) para medir o narcisismo grandioso o Questionário do Narcisismo Vulnerável (HSNS) para avaliar o narcisismo vulnerável. Os resultados indicaram que o narcisismo grandioso não apresentou correlações significativas com nenhum tipo de abuso infantil. Por outro lado, o narcisismo vulnerável apresentou correlações positivas com o abuso emocional, a negligência emocional e a negligência física. No modelo de regressão, apenas o abuso emocional revelou ser um preditor significativo do narcisismo vulnerável, explicando 8,6% da variância. Os resultados reforçam a evidência de que as experiências de abuso e negligência na infância tendem a associar-se a traços de vulnerabilidade narcísica, caracterizados por insegurança, medo de rejeição e necessidade de validação externa. Em contraste, o narcisismo grandioso não apresentou relação com experiências de vitimização, podendo estar mais fortemente associado a outros fatores. Estes achados destacam a importância de distinguir as dimensões do narcisismo e de considerar o papel específico das experiências adversas precoces no seu desenvolvimento.
- Abuso infantil e o narcisismo no adultoPublication . Matos, Ana Rita Duque de; Trigo, MiguelA investigação sobre o narcisismo tem procurado compreender as suas origens e os fatores que influenciam o seu desenvolvimento. Entre esses fatores, o abuso infantil tem sido apontado como um dos mais relevantes, embora a literatura apresente resultados contraditórios quanto à sua relação com as diferentes dimensões do narcisismo. Assim, compreender de que forma as experiências adversas na infância influenciam o desenvolvimento destas dimensões torna-se essencial para clarificar essas inconsistências. O presente estudo teve como principal objetivo analisar a relação entre os diferentes tipos de abuso infantil e o narcisismo grandioso e vulnerável na idade adulta, procurando igualmente identificar quais as formas de abuso que melhor predizem cada uma das dimensões do narcisismo. Participaram 186 indivíduos da população geral, onde 136 identificam-se com o género feminino e 50 com o género masculino, com idades entre os 18 e os 65 anos (M = 28,45; DP = 10,61). Foram utilizados o Questionário de Trauma Infantil – versão breve (CTQ-SF) para avaliar o abuso infantil, o Questionário da Personalidade Narcísica 13 (NPI-13) para medir o narcisismo grandioso o Questionário do Narcisismo Vulnerável (HSNS) para avaliar o narcisismo vulnerável. Os resultados indicaram que o narcisismo grandioso não apresentou correlações significativas com nenhum tipo de abuso infantil. Por outro lado, o narcisismo vulnerável apresentou correlações positivas com o abuso emocional, a negligência emocional e a negligência física. No modelo de regressão, apenas o abuso emocional revelou ser um preditor significativo do narcisismo vulnerável, explicando 8,6% da variância. Os resultados reforçam a evidência de que as experiências de abuso e negligência na infância tendem a associar-se a traços de vulnerabilidade narcísica, caracterizados por insegurança, medo de rejeição e necessidade de validação externa. Em contraste, o narcisismo grandioso não apresentou relação com experiências de vitimização, podendo estar mais fortemente associado a outros fatores. Estes achados destacam a importância de distinguir as dimensões do narcisismo e de considerar o papel específico das experiências adversas precoces no seu desenvolvimento.
- A terapia não escolhe idade? A influência da idade do psicólogo na perceção de calorosidade, competência e intenção de escolhaPublication . Serôdio, Nuno Daniel Martins; Martins, Ana Cristina CarvalhoA idade é uma pista social imediata que influencia julgamentos interpessoais e pode ativar estereótipos (WHO, 2021). Contudo, pouco se sabe sobre como a idade do psicólogo afeta perceções dos clientes. Este estudo investigou como a idade de psicólogos clínicos influenciam perceções iniciais de calorosidade e competência (Fiske et al., 2002), e se estas predizem a intenção de escolha e continuidade terapêutica. Num delineamento 2 (género) × 3 (idade), 211 participantes avaliaram um de seis perfis com fotografia e currículo. Uma análise fatorial confirmou duas dimensões – calorosidade e uma integração de honestidade e sinceridade na competência. A idade e o género influenciaram as primeiras impressões: psicólogas seniores foram vistas como mais calorosas, enquanto perfis seniores foram avaliados como menos competentes do que colegas jovens e de meia-idade. No entanto, apenas a calorosidade e competência, não a idade, previram intenção de escolher e continuar com o psicólogo. Os achados sugerem que a idade enviesa a primeira impressão, mas que a escolha para terapia depende essencialmente de qualidades interpessoais percebidas.
