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PCLI - Dissertações de Mestrado

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  • Regulação emocional, medo de hipoglicemia e controlo glicémico
    Publication . Fernandes, Catarina Monteiro; Brandão, Tânia
    Perante o aumento crescente de diagnósticos de Diabetes Tipo 1 (DT1), a importância de evitar complicações, a complexidade da gestão da doença e a exigência emocional, este estudo pretende analisar a relação entre as estratégias parentais de Regulação Emocional (RE) (i.e., Reavaliação Cognitiva e Supressão Expressiva) e o Controlo Glicémico (CG) das crianças, através do papel mediador do Medo de Hipoglicemia (MH). Este estudo contou com a participação de 102 pais com idades compreendidas entre os 32 e os 61 anos, com filhos diagnosticados com DT1 e idades compreendidas entre 3 e 17 anos. Estes preencheram um Questionário Sociodemográfico, Questionário de Regulação Emocional (QRE) e o Hypoglycemia Fear Survey- Parent Revised Version (HFSP). Foram ainda recolhidas medidas de hemoglobina glicada (HbA1c) nos Hospitais onde as famílias se encontravam em acompanhamento. Na análise estatística foram realizados dois modelos de mediação, recorrendo ao IBM SPSS e à macro PROCESS. O primeiro modelo avaliou o papel mediador do MH na relação entre a Reavaliação Cognitiva e CG, e o segundo modelo analisou o papel do MH na relação entre a Supressão Expressiva e o CG. Os resultados dos modelos não revelaram efeitos de mediação. Contudo há uma associação significativa, no modelo 2, em que a utilização da estratégia de Supressão Expressiva se associou a níveis mais elevados de MH. Apesar dos resultados não revelarem efeitos de mediação, destacam a importância de explorar o impacto do fator emocional na gestão da doença, bem como outras variáveis que possibilitem reduzir o MH e manter os valores de HbA1c nos intervalos recomendados, de modo a proporcionar aos pais intervenções ajustadas às suas necessidades.
  • Ketamine-assisted psychotherapy in real-world setting: A retrospective observational cohort study
    Publication . Galo, Mónica Sofia Ramalho Lopes; Rodrigues, Vitor Amorim
    Introdução: Apesar da psicoterapia assistida por cetamina (PAC) constituir uma intervenção promissora na depressão, ansiedade e outras condições em saúde mental, a evidência empírica de setting em contexto real mantém-se limitada. Objetivos: Este estudo analisou a eficácia de um programa de PAC realizado numa clínica psiquiátrica em Lisboa, através da avaliação de outcomes terapêuticos primários e secundários. Métodos: Foi realizado um estudo observacional retrospectivo em contexto naturalístico, no qual se analisaram os dados de 98 pacientes, aos quais foi aplicado um protocolo KAP como parte da intervenção de rotina realizada durante mais de 2 anos. Os outcomes primários avaliaram alterações nos sintomas depressivos, na ansiedade e na evolução da psicoterapia do paciente, enquanto os outcomes secundários avaliaram o funcionamento diário geral. Resultados: O teste Wilcoxon signed rank revelou que todos os outcomes primários e secundários foram significativamente menores no final do tratamento (EoT) em comparação com a baseline (p < .001), com tamanhos de efeito entre médio (r = .386) e elevado (r = .585). A regressão linear múltipla mostrou que a idade foi o único fator que previu os pontuações de PHQ-9 no EoT (p = .007), enquanto o GAD-7 e o OQ®-45.2 no EoT foram influenciados pelas respectivas pontuações na baseline (p = .032 e p = .003). Entre os 68 (69,4%) pacientes que completaram o protocolo KAP, a responder analysis mostrou uma mudança clinicamente significativa em cada outcome primário no EoT em comparação com a baseline, e a recovery revelou reduções abaixo dos limiares clínicos de depressão, ansiedade e evolução da psicoterapia, juntamente com melhorias no funcionamento diário. Discussão: Este estudo oferece evidências em contexto de real-world que apoiam o valor terapêutico de um PAC na gestão de necessidades clínicas não atendidas, na depressão e na ansiedade, e contribui para a definição de boas práticas e para a personalização do tratamento com psicoterapia assistida por cetamina.
  • O impacto da dismorfia corporal no eu corporal
    Publication . Moreira, Cátia Alexandra Saíba; Afonso, José Abreu
    Objetivo: Analisar o impacto da dismorfia corporal no Eu Corporal. Revisão bibliográfica: A dismorfia corporal é definida como uma preocupação excessiva com um defeito corporal imaginário por parte da pessoa provocando sofrimento de forma incongruente, exigindo acompanhamento clínico. Este quadro fomenta no indivíduo a necessidade de esquivar este defeito ou da sua perceção, distorcida pelo sujeito, com acessórios, maquilhagem, gestos, bem como a necessidade extrema de verificar se o defeito se encontra presente através da observação repetida ao espelho. Este quadro leva a um afastamento da vida social pela vergonha e medo de ser descoberto. A compreensão do corpo na psicanálise, especialmente em casos de dismorfia corporal, envolve um olhar para além do aspeto físico. O foco, nestes casos, está antes dinâmicas inconscientes que moldam a perceção corporal, os comportamentos alimentares e a experiência da dor física como algo prazeroso. Por outro lado, à luz das neurociências, a dismorfia corporal remete para capacidade do cérebro atualizar a imagem corporal face às mudanças sensoriais, com base no fenómeno dos “membros fantasma”. O intuito deste trabalho é de entender o quão estão relacionados os padrões de beleza corporal em atletas com a relação entre as conexões cerebrais e o Eu Corporal. Metodologia: O trabalho consiste num estudo transversal, com evolução para um estudo longitudinal, com uma amostra de 30 participantes de atletas federados, de ambos os sexos que preenchem um questionário online com as seguintes provas: Escala de Autoestima de Rosenberg; BREQ-4; escala de CARSAL/CARVAL; DAS-14 e a aplicação do teste de Rorschach presencialmente.
  • Regulação emocional, medo de hipoglicemia e controlo glicémico
    Publication . Fernandes, Catarina Monteiro; Brandão, Tânia
    Perante o aumento crescente de diagnósticos de Diabetes Tipo 1 (DT1), a importância de evitar complicações, a complexidade da gestão da doença e a exigência emocional, este estudo pretende analisar a relação entre as estratégias parentais de Regulação Emocional (RE) (i.e., Reavaliação Cognitiva e Supressão Expressiva) e o Controlo Glicémico (CG) das crianças, através do papel mediador do Medo de Hipoglicemia (MH). Este estudo contou com a participação de 102 pais com idades compreendidas entre os 32 e os 61 anos, com filhos diagnosticados com DT1 e idades compreendidas entre 3 e 17 anos. Estes preencheram um Questionário Sociodemográfico, Questionário de Regulação Emocional (QRE) e o Hypoglycemia Fear Survey- Parent Revised Version (HFSP). Foram ainda recolhidas medidas de hemoglobina glicada (HbA1c) nos Hospitais onde as famílias se encontravam em acompanhamento. Na análise estatística foram realizados dois modelos de mediação, recorrendo ao IBM SPSS e à macro PROCESS. O primeiro modelo avaliou o papel mediador do MH na relação entre a Reavaliação Cognitiva e CG, e o segundo modelo analisou o papel do MH na relação entre a Supressão Expressiva e o CG. Os resultados dos modelos não revelaram efeitos de mediação. Contudo há uma associação significativa, no modelo 2, em que a utilização da estratégia de Supressão Expressiva se associou a níveis mais elevados de MH. Apesar dos resultados não revelarem efeitos de mediação, destacam a importância de explorar o impacto do fator emocional na gestão da doença, bem como outras variáveis que possibilitem reduzir o MH e manter os valores de HbA1c nos intervalos recomendados, de modo a proporcionar aos pais intervenções ajustadas às suas necessidades.
  • Medindo a autoeficácia dos psicoterapeutas: Adaptação e validação da CASES-R
    Publication . Maniés, Marta Alexandra Correia; Neto, David Dias
    A autoeficácia de terapeutas é um conceito essencial para um bom resultado terapêutico e a sua melhor compreensão, incluindo os fatores que a podem influenciar, esta torna-se importante para a psicoterapia. Deste modo, o presente estudo objetiva analisar a validade e fiabilidade da escala Counselor Activity Self-Efficacy – Revised (CASES-R), tal como explorar a relação entre a autoeficácia e competências sócio-emocionais, empatia e qualidade de vida no trabalho. Para tal participaram 213 formandos em psicoterapia, que contribuíram através do preenchimento de instrumentos de autorrelato para a avaliação de autoeficácia, competências sócio-emocionais, empatia e qualidade de vida no trabalho. A análise permitiu confirmar índices de ajustamento aceitáveis, confirmando a estrutura de cinco fatores da versão reduzida e excelente consistência interna à CASES-R. O estudo indica ainda a existência de correlações positivas entre a autoeficácia e competências sócio emocionais e a componente satisfação por compaixão incluída na empatia, ao passo que burnout, stress traumático secundário e desconforto pessoal reduzem a autoeficácia. Foram ainda expostas diferenças significativas entre homens e mulheres relativamente aos níveis de autoeficácia, apresentando os homens pontuações mais altas, tal como a experiência clínica mostrou estar correlacionada positivamente com a autoeficácia. Concluindo, a CASES-R mostrou ser válida e altamente fiável para o contexto português. Ainda a influência positiva das competências sócio-emocionais, bem-estar profissional e experiência clínica, tal como as diferenças relativamente ao género, sugerem áreas promissoras para futuras investigações e uma prática terapêutica mais informada.
  • Vivências da bissexualidade e do estigma nas relações interpessoais
    Publication . Chantre, Pedro Miguel Correia Carneiro; Von Humboldt, Sofia
    Os membros da comunidade bissexual enfrentam um desafio único: serem estigmatizados não só pela comunidade heterossexual, mas também por outros membros da comunidade LGBT. Existem poucos estudos focadas exclusivamente nas experiências e relações interpessoais dos indivíduos bissexuais. Desta forma a presente dissertação tem como objetivo principal explorar de que forma é experienciado o estigma nas várias dimensões das relações interpessoais, nomeadamente, nas relações amorosas, nas relações familiares, nas relações de amizade e nas relações com a comunidade LGBTQ+.Apesar das várias teorias existentes para conceptualizar o estigma utilizou-se a teoria de stress nas minorias de Meyer (2003).Método: Foram realizadas entrevistas semi-estruturadas com oito participantes com a orientação sexual bissexual, acima de 18 anos de idade, tendo no mínimo duas relações românticas. Resultados: revelaram que qualquer relação interpessoal das participantes podia ser prejudicada devido ao estigma existente. Também se verificou que a comunidade LGBT é um tema polarizante entre as participantes e a importância do desenvolvimento romântico nas relações dos indivíduos bissexuais. As principais limitações deste trabalho, focaram-se na metodologia, visto que foi utilizada uma abordagem subjetiva e na amostra, devido à sua homogeneidade, quer a nível de gênero, como de idade e de escolaridade.
  • Sinto que posso fazer a diferença: Estudo qualitativo sobre impacto do trabalho direto com pessoas refugiadas
    Publication . Alves, Rodrigo Borges de Brito Justino; Sousa, Daniel Monteiro Cunha de
    Problema: Embora a prática deliberada (PD) apresente eficácia reconhecida noutros domínios, o seu contributo específico para o desenvolvimento de competências clínicas em psicoterapeutas em formação continua pouco clarificado. Objetivos: Avaliar se a PD promove melhorias nas competências interpessoais facilitadoras, analisar a congruência entre autoavaliação (FIS-SR) e heteroavaliação (FIS) e, de forma exploratória, examinar a evolução da discrepância entre ambas ao longo do tempo. Método: Conduziu-se um estudo quantitativo de natureza pré-experimental, utilizando as medidas Facilitative Interpersonal Skills Performance Task e Facilitative Interpersonal Skills Self-Report. As avaliações foram recolhidas em três momentos distintos da formação, permitindo comparar a progressão objetiva com a perceção subjetiva de competência. Resultados: Identificou-se uma melhoria estatisticamente ignificativa das FIS ao longo dos três momentos, corroborando a eficácia da PD no reforço destas competências. As autoavaliações mantiveram-se consistentemente superiores às heteroavaliações, refletindo um padrão de sobrestimação. Observou-se ainda uma tendência exploratória de redução da discrepância entre medidas, sobretudo explicada pela melhoria objetiva captada pela FIS. Conclusões: Os resultados sugerem que a prática deliberada constitui um método promissor na promoção das competências interpessoais facilitadoras, embora persistam desafios na calibração metacognitiva dos formandos. Investigações futuras deverão recorrer a amostras mais amplas e delineamentos mais controlados, explorando ainda variáveis adicionais que possam influenciar o desenvolvimento destas competências.
  • Que mundo vou deixar?: impacto psicológico do crescimento de movimentos de extrema-direita em mulheres torturadas pela pide
    Publication . Camões, Carolina Marques Vicente Dias; Matos, Lisa
    Introdução. O crescimento de movimentos de extrema-direita na atualidade constitui uma ameaça aos princípios democráticos e um potencial fator de risco para a coesão social e para a saúde mental da população. Em Portugal, este fenómeno político é percebido como especialmente ameaçador por ativistas que lutaram contra a ditadura do Estado Novo (1933-1974). Objetivo. Este estudo qualitativo explorou o impacto psicológico do atual contexto político português, caracterizado pela ascensão de partidos políticos de extrema-direita, nas visões do mundo de mulheres presas e torturadas pela PIDE pré-1974. Método. Dez mulheres ex-presas políticas, com idades entre 68 e 89 anos, foram entrevistadas entre fevereiro e maio de 2025. Resultados. Os dados foram analisados recorrendo à análise temática, tendo sido identificados três temas: (1) Desilusão democrática, associado à perceção da perda de pensamento crítico e do coletivo; (2) “Que mundo vou deixar?”, relacionado à aliança entre maternidade e ativismo político, e adaptação da luta ao envelhecimento; e (3) O legado da luta, associado com preocupações sobre transmissão da memória da resistência e desilusão com uma juventude que percecionam como distante dos valores democráticos. Discussão. Os resultados, interpretados segundo o modelo teórico de atribuição de sentido de Park (2010), sugerem que o ajustamento psicológico das participantes envolve um processo contínuo de reorganização de sentido perante o presente contexto político. A perceção de ameaça à democracia é seguida por estratégias de reafirmação de valores e preservação identitária, com implicações clínicas e sociais para a compreensão dos processos de ajustamento psicológico e preservação da memória coletiva.
  • Figuras de vinculação em contexto de divórcio: Perceções de base segura e porto seguro em crianças e jovens
    Publication . Silva, Luna Reis de Jesus da; Santos, Antonio José dos
    O presente estudo teve como objetivo analisar as perceções da vinculação de crianças e adolescentes em função do estado civil dos pais, considerando as dimensões de base segura e porto seguro nas figuras materna e paterna. Pretendeu-se, adicionalmente, explorar o papel do sexo e da idade como variáveis moderadoras, de modo a compreender de que forma estas influenciam as representações de segurança e disponibilidade parental após o divórcio. A amostra foi composta por 107 participantes, entre os 10 e os 14 anos, avaliados através da Kerns Security Scale (KSS), aplicada separadamente às figuras materna e paterna. Os resultados revelaram diferenças estatisticamente significativas nas dimensões paternas, indicando perceções menos seguras nos filhos de pais divorciados em comparação com os filhos de pais casados. As dimensões maternas, por sua vez, mantiveram-se estáveis, refletindo possivelmente a continuidade da disponibilidade e do suporte afetivo. Não se observaram diferenças significativas em função da idade ou do sexo, embora as raparigas tenham apresentado uma ligeira tendência para percecionar a relação materna como mais segura. De forma geral, os resultados sugerem que o impacto do divórcio na vinculação depende menos do estado civil dos pais e mais da qualidade das relações parentais. A manutenção de pelo menos uma figura de vinculação sensível e previsível pode ter constituído um fator protetor essencial, permitindo reorganizar os modelos internos e preservar o sentimento de segurança. Estas descobertas reforçam a relevância da teoria da vinculação como quadro interpretativo para compreender os processos de adaptação emocional em contextos de mudança familiar.
  • Complexidade línguistica e testemunho infantil em portugal: Análise de declarações para memória futura
    Publication . Santos, Marta Afonso Daniel dos; Almeida, Telma Sousa
    Objetivo: O presente estudo apresenta como principal objetivo explorar a relação entre a complexidade linguística das perguntas colocadas pelos juízes portugueses, no âmbito do procedimento legal de Declarações para Memória Futura (DMF), e a quantidade de informação partilhada pelas crianças alegadamente vítimas de abuso sexual, e ainda se estas se relacionam com a idade. Método: Para compreender esta relação, foram analisadas 147 entrevistas de DMF, realizadas no âmbito de processos judiciais ocorridos entre 2009 e 2014. A complexidade linguística foi avaliada através de 8 medidas quantitativas dos componentes de cada enunciado (número de perguntas, frases gramaticais, orações, frases, falsos começos, palavras, comprimento das palavras, comprimento médio das frases). Resultados: A complexidade linguística observada relacionou-se com a quantidade de detalhes partilhada de forma inversa, sugerindo que quando a complexidade aumenta, a quantidade de detalhes partilhados diminui. De igual forma, a complexidade linguística relacionou-se de forma inversa com a idade, sugerindo também que quanto maior a complexidade linguística, mais nova tende a ser a criança. Para além disto, a idade encontra-se ainda relacionada com a quantidade de detalhes, quanto mais velha a criança, maior a quantidade de detalhes partilhados. Conclusão: Em conjunto, estes resultados permitiram compreender as relações entre a complexidade linguística, a idade e a quantidade de detalhes partilhados pelas crianças em contexto judicial portug, contribuindo para uma melhor compreensão da influência da linguagem judicial no testemunho infantil e reforçando ainda mais a importância de práticas baseadas em evidência científica.