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- A relação entre a autoestima e o consumo de álcool em estudantes universitários: O papel do autocontroloPublication . Martins, Cláudia Sofia Coelho; Martins, Jorge SimõesO consumo problemático de álcool é bastante frequente, particularmente em estudantes universitários, e tem diversas consequências negativas. O principal objetivo deste estudo foi o de perceber o papel que a capacidade de autocontrolo desempenha na relação entre a autoestima e o consumo de álcool em estudantes universitários. Mais concretamente, esperava-se que indivíduos com baixa autoestima e baixo autocontrolo iriam apresentar um consumo de álcool mais elevado em comparação com os indivíduos com baixa autoestima e elevado autocontrolo. A amostra é composta por 750 estudantes universitários e os resultados emonstraram, tal como o esperado, que os indivíduos com elevado autocontrolo reportaram um menor consumo de álcool do que os indivíduos com baixo autocontrolo. Por outro lado, e ao contrário do que seria expectável, os indivíduos com elevada autoestima reportaram um maior consumo de álcool do que os indivíduos com baixa autoestima. O efeito da interação entre a autoestima e o autocontrolo demonstrou-se significativo, sendo que quanto mais elevada for a autoestima, também mais elevado é o consumo típico de álcool e o consumo excessivo de álcool. Estas associações são mais fortes para os indivíduos que apresentam menores níveis de autocontrolo em comparação com os que têm altos níveis de autocontrolo. Os resultados obtidos no presente estudo reforçam a importância de considerar a autoestima e o autocontrolo como fatores determinantes na compreensão do consumo de álcool em estudantes universitários, e enfatizam a necessidade de considerar estas variáveis em programas de prevenção focados na redução do consumo de álcool nesta população em específico.
- A relação entre a autoestima e o consumo de álcool em estudantes universitários: O papel do autocontroloPublication . Martins, Cláudia Sofia CoelhoO consumo problemático de álcool é bastante frequente, particularmente em estudantes universitários, e tem diversas consequências negativas. O principal objetivo deste estudo foi o de perceber o papel que a capacidade de autocontrolo desempenha na relação entre a autoestima e o consumo de álcool em estudantes universitários. Mais concretamente, esperava-se que indivíduos com baixa autoestima e baixo autocontrolo iriam apresentar um consumo de álcool mais elevado em comparação com os indivíduos com baixa autoestima e elevado autocontrolo. A amostra é composta por 750 estudantes universitários e os resultados demonstraram, tal como o esperado, que os indivíduos com elevado autocontrolo reportaram um menor consumo de álcool do que os indivíduos com baixo autocontrolo. Por outro lado, e ao contrário do que seria expectável, os indivíduos com elevada autoestima reportaram um maior consumo de álcool do que os indivíduos com baixa autoestima. O efeito da interação entre a autoestima e o autocontrolo demonstrou-se significativo, sendo que quanto mais elevada for a autoestima, também mais elevado é o consumo típico de álcool e o consumo excessivo de álcool. Estas associações são mais fortes para os indivíduos que apresentam menores níveis de autocontrolo em comparação com os que têm altos níveis de autocontrolo. Os resultados obtidos no presente estudo reforçam a importância de considerar a autoestima e o autocontrolo como fatores determinantes na compreensão do consumo de álcool em estudantes universitários, e enfatizam a necessidade de considerar estas variáveis em programas de prevenção focados na redução do consumo de álcool nesta população em específico
- Orientações hedónicas e eudaimónicas, propósito de vida e florescimento psicológico em adultos portuguesesPublication . Romão, Rodrigo Palma; Gouveia, Maria JoãoO bem-estar psicológico é um conceito multifacetado e influenciado por múltiplas dimensões, entre as quais se destacam as orientações hedónica e eudaimónica. Estas orientações refletem diferentes formas de estruturar a experiência e de procurar bem-estar, seja através da satisfação e prazer imediato (hedonia), seja pela busca de crescimento pessoal e sentido de vida (eudaimonia). Embora amplamente estudadas a nível internacional, as relações entre estas orientações, o propósito de vida e o florescimento psicológico permanecem pouco exploradas em Portugal, justificando a relevância deste estudo. O presente trabalho teve como objetivo analisar a relação entre as orientações hedónica e eudaimónica e o florescimento psicológico, testando o papel mediador do propósito de vida. Participaram 114 adultos portugueses, que responderam a um questionário composto por medidas sociodemográficas e pelas versões portuguesas da HEEMA (orientações hedónica e eudaimónica), da BEP (propósito de vida) e da MHC–SF (florescimento psicológico). Os resultados indicaram que apenas a orientação eudaimónica apresentou um contributo significativo para o florescimento psicológico, mediado totalmente pelo propósito de vida. A orientação hedónica, embora positivamente associada ao florescimento, não revelou efeitos significativos de mediação. Estes achados reforçam a importância do propósito de vida como mecanismo explicativo que liga motivações eudaimónicas ao bem-estar duradouro. Os resultados são discutidos à luz da literatura contemporânea sobre o florescimento e sugerem implicações relevantes para intervenções psicológicas focadas no desenvolvimento do sentido e da realização pessoal.
- Ser mulher, ser psicóloga.vivências perante comportamentos sexualmente inapropriadosPublication . Morna, Margarida Luís Matos Freitas; Martins, Ana CristinaOs comportamentos sexualmente inapropriados de pacientes dirigidos a psicólogas constituem um fenómeno pouco investigado, apesar do seu impacto ético, emocional e clínico. Inserido num contexto em que a prática psicológica é influenciada por dinâmicas de género, poder e intimidade, o presente estudo teve como objetivo compreender em profundidade as vivências subjetivas das psicólogas clínicas perante episódios de comportamentos sexualmente inapropriados no contexto terapêutico. Para o efeito, recorreu-se a um desenho qualitativo baseado na Análise Fenomenológica Interpretativa (AFI), que permite explorar o significado atribuído pelas participantes às suas experiências. A análise das entrevistas revelou quatro temas centrais: (1) relato da experiência vivida; (2) respostas emocionais das psicólogas; (3) vivência da relação terapêutica; e (4) dualidade e ligação entre ser psicóloga e ser mulher. Os resultados reforçam que os CSI representam um desafio significativo para a prática clínica, exigindo uma formação, supervisão e reflexão institucional mais aprofundadas sobre políticas de prevenção e apoio.
- O impacto da relação entre job crafting e autoeficácia sobre o bem-estar dos guardas prisionais portugueses.Publication . Morais, Marta Vanessa Costa; Rodrigues, Andreia de CastroO presente estudo investigou de que forma a autoeficácia e o job crafting influenciam o bem-estar afetivo no trabalho dos guardas prisionais portugueses. A pertinência da investigação é extrema, visto que a categoria profissional de guarda prisional em Portugal é reconhecida mundialmente como uma das atividades ocupacionais mais exigências, apresentando um elevado risco para a saúde mental e física dos profissionais. O estudo propõe-se a identificar a autoeficácia e o job crafting como recursos pessoais que podem mitigar este impacto negativo. O estudo adotou uma abordagem quantitativa e exploratória para testar as hipóteses propostas, incluindo um modelo de mediação. A amostra utilizada foi não probabilística por conveniência e consistiu em 93 guardas prisionais portugueses de diversos estabelecimentos prisionais. As variáveis foram medidas por instrumentos validados: a Escala de Bem Afetivo no Trabalho para o bem-estar afetivo no trabalho, a Escala de Autoeficácia Geral (EAG) para a autoeficácia e o Job Crafting Questionnaire para o job crafting. As relações diretas foram testadas através de Correlações de Pearson, e o efeito mediador da autoeficácia foi examinado recorrendo ao Modelo 4 da macro PROCESS, utilizando 5000 reamostragens bootstrapping. Os guardas prisionais da amostra apresentaram níveis médios de autoeficácia, job crafting e bem-estar ocupacional, os testes de correlação foram estatisticamente significativos e positivos, sustentando as H1, H2 e H3. Verificou-se que a autoeficácia se correlaciona positivamente com o job crafting (r = .344, p = < .001), e que ambos predizem níveis superiores de bem-estar afetivo no trabalho. No caso da mediação, não se verificou um efeito da mediação da autoeficácia na relação entre o job crafting e o bem-estar, uma vez que o efeito indireto não foi estatisticamente diferente de 0. O estudo destaca a importância dos recursos pessoais e das práticas de redesenho do trabalho para promover o bem-estar num contexto profissional altamente exigente. A inexistência da mediação (H4) sugere que, no ambiente prisional, a força do contexto (exigências externas e conflito de papéis) pode ser tão dominante que o efeito mediado pela autoeficácia não se manifeste estatisticamente, deixando as relações diretas como os caminhos primários. Os resultados contribuirão para o desenvolvimento de estratégias de promoção da saúde mental no sistema prisional português.
- Recuperação por categorias, relato livre e efeito protetor da memóriaPublication . Feio, Marcelo José Tavares Abreu de Faria; Almeida, Telma de SousaO testemunho ocular é uma peça central na investigação criminal, mas a sua fiabilidade é ameaçada pela degradação natural da memória e pela contaminação pós-evento. O efeito protetor da memória sugere que uma recordação inicial pode fortalecer o traço mnésico. O presente estudo teve como principal objetivo explorar um potencial efeito protetor da memória no relato de testemunhas oculares, através da comparação de um grupo de participantes submetidos a uma tentativa inicial de recordação 48 horas após o evento (Grupo CE) e participantes que não tiveram acesso à mesma (Grupo SE), analisando a quantidade e precisão do seu relato um mês após o evento. Paralelamente, pretendeu-se explorar potenciais diferenças entre o contributo da técnica de Recuperação por Categorias Fornecidas (RCF) e a técnica do Relato Livre (RL) para a existência deste efeito protetor. Para tal, 151 participantes assistiram a um vídeo de um crime não-violento e foram aleatoriamente divididos em três grupos: Grupo CE – RCF, Grupo CE – RL e Grupo SE. Os resultados revelaram que ao fim de um mês, o Grupo SE recordou uma quantidade de detalhes significativamente maior do que o Grupo CE. Contudo o Grupo CE evidenciou uma precisão do relato significativamente maior do que o Grupo SE. Na análise comparativa para as contribuições das técnicas entre os grupos CE – RCF e CE – RL, não se verificaram diferenças estatisticamente significativas, nem na quantidade nem na precisão dos relatos obtidos um mês após o evento.
- Do antisocial traits influence discriminatory behaviors against sexual minorities? – A systematic reviewPublication . Afonso, Catarina de Almeida; Basto-Pereira, MiguelDiscrimination against sexual minorities has mainly been studied as a consequence of situational or circumstantial factors. However, few authors have highlighted the relevance of studying personality traits leading to this type of discrimination. In particular, antisocial traits, which capture the socially undesirable traits of antisocial behavior, may influence the display of discriminatory behaviors against the LGBTQ+ community. Following the PRISMA guidelines, a systematic review studying the relation between antisocial traits and their influence on discriminatory behavior against sexual minorities was conducted. EBSCOhost, Web of Science, PubMed, and Scopus were searched by two independent reviewers from their start until December 2024. Quantitative studies, measuring the relationship between antisocial traits and discriminatory behavior against the LGBTQ+ community were included. Studies with samples composed of individuals younger than 17 years old were excluded. Six articles were considered eligible for inclusion, and six predictors were evaluated. Psychopathy and Low levels of Agreeableness showed consistent significant relations to discriminatory behavior against sexual minorities. Machiavellianism and narcissism were consistent in all but one facet. Conscientiousness showed inconsistent findings, and sadism obtained no significant results. Major differences were found only in Conscientiousness across all studies considered. This work suggests that Dark Tetrad traits, as well as Low levels of Agreeableness, are positively related to higher levels of discriminatory behaviors against sexual minorities. Futures research should focus on attending to the limitations found, as well as recruiting more heterogeneous samples.
