Literacia em Saúde
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- Alerta: Fake newsPublication . Almeida, Cristina Vaz de; Pinheiro, Diana; Brito, Duarte Vital; Godinho, Leonor Vaz; Subedi, Shristi; Costa, Vânia; Lima, VâniaApesar de uma enorme vaga de desinformação, sobretudo com o início e o decurso da pandemia, que difundem muito amplamente as falsas notícias, críticas para as consequências sobre a saúde, começamos a observar, sobretudo através das redes sociais, indivíduos e grupos de cidadãos alertam e denunciam essas fakenews. Este relatório integra a pesquisa de um conjunto de investigadores que procederam a uma avaliação, durante um período de tempo curto (janeiro a fevereiro de 2022), em redes sociais como o LinkedIn (mais dedicada a profissionais) e no facebook (mais generalizada) para retirar comentários de alerta, que denunciam o que pensam ser de notícia falsa. Verificamos um maior número de pessoas do género masculino a fazerem essas denúncias nas redes, mais críticos e incisivos nas denúncias, geralmente com uma carga negativa pronunciada e de chamada de atenção do público. Estes alertas vão sendo apreendidos pela população, e, poderão eventualmente ser uma força poderosa de crescimento de maior consciência sobre o perigo da desinformação.
- O hospital e as criançasPublication . Rocha, ElianaOs medos das crianças em relação ao hospital estão muitas vezes enraizados em crenças. É necessário desmitificá-los, por forma a permitir um contacto com o hospital que lhes transmita maior segurança, com maior informação, o que lhes facilitará a navegação pelos serviços de saúde. Estes aliás, são os princípios da literacia em saúde – acesso, compreensão e uso. Deste modo, através de um estudo qualitativo exploratório, em que foi utilizada a técnica de grupos focais, mas também uma abordagem quantitativa com recurso a um questionário, e alicerçados no Modelo ACP (Assertividade, Clareza e Positividade) da comunicação, foram investigados quais os principais medos das crianças de idade pré-escolar (3 a 5 anos), quais as estratégias utilizadas para minimizá-los ou combatê-los, através do ponto de vista dos pais e das crianças. Analisou-se também quais os tipos de histórias que as crianças gostam mais e os personagens mais significativos. Os resultados deste estudo, mostram que os principais medos em relação ao hospital das crianças em idade pré-escolar são: seringas, separação dos pais, profissionais de saúde e as estratégias que usam para diminuir o medo são: preparar a criança com antecedência, utilizar técnicas de distração, falar do material que vai encontrar. Permitiu ainda perceber que o tipo de histórias que gostam são as de animais, princesas e de lutas/força. Histórias de amor, de superpoderes e com um final feliz são as que mais as fazem sorrir. Assim, e com base nos resultados obtidos no estudo e sustentados na literatura, bem como nas bases da literacia em saúde, foram construídas quatro histórias que deram origem a este ebook, onde também é deixada uma sugestão para os pais/educadores com estratégias de como poderão ajudar a criança a lidar com o medo do hospital.
- Literacia em saúde digital entre adolescentes do 3º Ciclo do Ensino Básico e SecundárioPublication . Viana, Cláudia ElisabeteIntrodução: O acesso crescente à internet ampliou as possibilidades de promoção da literacia em saúde, entre os adolescentes, tornando relevante o conceito de literacia em saúde digital (eHealth Literacy), que se refere à capacidade de aceder, compreender, avaliar e utilizar informações de saúde online. Objetivo: Descrever os níveis de literacia em saúde digital de adolescentes do 3º ciclo e ensino secundário de um Agrupamento de Escolas do distrito de Viseu, explorando relações com as variáveis género, compreensão de informações em saúde e o uso problemático da internet. Métodos: Estudo descritivo-correlacional, quantitativo e transversal, realizado com 291 adolescentes, utilizando a eHealth Literacy Scale (eHEALS) e a análise estatística no SPSS 27. Resultados: A média global da eHEALS foi de 3,674, indicando perceções positivas sobre as competências de literacia em saúde digital. Os rapazes apresentam maior confiança no uso de informações online para tomada de decisões (t= 2,001; p= 0,046). A capacidade de avaliar criticamente a qualidade da informação digital relacionou-se positivamente com a compreensão da informação em saúde. O impacto no desempenho e nas relações correlacionou-se significativamente com os itens da eHEALS. Conclusão: Os adolescentes apresentaram boa literacia em saúde digital, destacando-se a avaliação crítica como essencial para decisões mais informadas e uso consciente da informação online.
- Literacia em saúde e práticas de sustentabilidade nas organizações, nas comunidadesPublication . Almeida, Cristina Vaz de; Ranha, Ana Cristina; Moita, Helena Castro; Paulo, Inês Miranda; Coelho, Isabel Pinto; Coelho, Joana; Freire, Joana; Gonçalves, Maria do Rosário; Braga, Mariana; Gil, Paula María; Silva, Rafaela; Paulino, Rita; Alves, Ana Maria; Gonçalves, Ana Maria; Leite, Diana; Escaleira, Marta; Silva, Sílvia; Medeiros, Teresa Rodrigues; Lopes, CarlosUma Agenda 2030 das Nações Unidas e os seus “17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável” servem para nos fazer refletir. No âmbito da Pós-Graduação em Literacia em Saúde na Prática, ISPA, na Unidade Curricular de Marketing em Saúde a oportunidade para debater o tema surge facilmente. Até porque estamos a falar de pessoas, de serviços, de valor, distribuição e promoção. A sustentabilidade encaixa em todas estas matérias que movimentam continuamente pessoas, produtos e serviços no mundo, e estes estão necessariamente acoplados em ideias, estratégias, e , sobretudo com a finalidade de implementação em algumas ações concretas. Para concretizar este objetivo solicitou-se aos participantes uma reflexão conjunta numa primeira fase, e, depois uma análise individual sobre o contributo de cada um no processo de melhorar a sustentabilidade dentro das suas comunidades e das organizações. Este e-book resulta assim no delineamento de estratégias muito concretas de melhorar, ampliar, reconhecer a importância de alguns dos 17 objetivos sustentáveis do milénio (17 ODS), e depois a sua aplicação no terreno em situações de “pequenos grandes passos” face ao efeito ampliado que tem cada uma destas soluções agora apresentadas e que podem ser replicadas por outras organizações. Num pensamento sempre crítico e construtivo, propõem-se assim um renovado desenvolvimento de competências de literacia em saúde, destes autores, que no final de 2023 aumentarão as boas e úteis fileiras dos Especialistas em Literacia em Saúde em Portugal.
