Percorrer por data de Publicação, começado por "2025-12-12"
A mostrar 1 - 6 de 6
Resultados por página
Opções de ordenação
- Estudo das redes sociais de pessoas com doença mental em contexto de mercado competitivo de trabalhoPublication . Albuquerque, Tatiana Isabel Garrido Medeiros Seabra; Ornelas, José HenriqueO presente estudo teve como objetivo analisar de que modo a integração de pessoas com doença mental em contexto de trabalho competitivo, no âmbito de programas de emprego apoiado, influencia a frequência, a qualidade e a natureza das suas interações sociais. Pretendeu-se compreender se esta integração funciona não apenas como uma estratégia de inserção profissional, mas a um aumento e reforço das redes sociais, como um dispositivo de promoção da participação social, da inclusão comunitária e de recovery. Realizou-se um estudo quantitativo, de natureza transversal, com uma amostra de 31 participantes com diagnóstico psiquiátrico, inseridos em emprego competitivo através de um projeto de emprego apoiado. Recolheram-se dados sociodemográficos, clínicos e profissionais, bem como informações relativas à perceção de disponibilidade e adequação das relações sociais e ao nível de participação em interações informais com colegas de trabalho e ao afeto positivo associado a essas interações. Os resultados apresentaram uma perceção globalmente positiva da sua rede social, com níveis elevados de acesso a relações sociais e de satisfação com o apoio emocional disponível. Verificou-se também que, embora o nível de participação em interações sociais informais no local de trabalho tenha sido moderado, o afeto associado a essas interações foi elevado, sugerindo que as ocasiões de contacto informal no trabalho são vividas como experiências emocionais positivas e potencialmente integradoras. Constatou-se, adicionalmente, a existência de associações positivas e estatisticamente significativas entre a perceção de suporte social, sobretudo no domínio emocional, e o envolvimento em interações informais no trabalho, o que indica que redes sociais mais sólidas tendem a associar-se a maior participação social em contexto laboral. De forma geral, os resultados obtidos sustentam a relevância do emprego apoiado enquanto contexto de inclusão social, ao evidenciar que o trabalho competitivo, pode contribuir para o reforço das redes suporte, para o aumento das oportunidades de contacto social significativo e, consequentemente, para a promoção do bem-estar e da integração comunitária de pessoas com doença mental.
- Autoestima, aparência e visualização de conteúdos de beleza nas redes sociais: impacto no comportamento alimentarPublication . Mendes, Liane Filipa SequeiraIntrodução: A frequente procura pelo corpo ideal é algo bastante presente nos sujeitos que, como consequência, pode resultar no possível desenvolvimento de comportamentos alimentares desajustados. O presente estudo tem como objetivo avaliar o impacto da Autoestima, do Investimento Esquemático da Aparência (Saliência Autoavaliativa e Saliência Motivacional) e da Visualização de Conteúdos de Beleza nas Redes Sociais no Comportamento Alimentar (Descontrolo Alimentar, Restrição Cognitiva e Alimentação Emocional). Método: A amostra deste estudo é composta por 210 participantes entre os 18 e 69 anos de idade (Midade=34,71; DPidade=14,01). Primeiramente responderam a um Questionário Sociodemográfico e, de seguida, à Escala de Autoestima de Rosenberg; ao Inventário de Esquemas sobre a Aparência; ao Internet Addiction Test adaptado à Visualização de Conteúdos de Beleza nas Redes Sociais; e ao Three Factor Eating Questionnaire. Resultados: O modelo preditivo revelou um ajustamento aceitável à amostra (χ² = 1979,739, df = 1196, p < ,001; χ²/df = 1,655; CFI= ,870; TLI= ,861; RMSEA = ,056; SRMR= ,060). O Descontrolo Alimentar é impactado pela Visualização de Conteúdos de Beleza nas Redes Sociais (β= ,207; p= ,007) e pela Saliência Autoavaliativa (β= ,432; p< ,001); a Restrição Cognitiva é impactada pela Visualização de Conteúdos de Beleza nas Redes Sociais (β= ,288; p< ,001), pela Saliência Autoavaliativa (β= -,300; p= ,011) e pela Saliência Motivacional (β= ,509; p< ,001); e a Alimentação Emocional é impactada pela Saliência Autoavaliativa (β= ,497; p< ,001). Discussão: Destaca-se a importância de avaliar a relação das variáveis em estudo, para que exista uma maior compreensão, de modo a realizar uma prevenção e intervenção adequada e atempada no possível desenvolvimento de comportamentos alimentares desajustados.
- Oscilações emocionais na perimenopausa/menopausa tradução, adaptação e validação para a população portuguesa da escala de depressão na perimenopausa (MENO-D)Publication . Quinta, Helena Isabel Bonacho dos Anjos Antunes; Ornelas, José HenriquePartindo da premissa de que compreender as crenças, perceções e vivências masculinas é essencial para a prevenção da violência por parceiro íntimo (VPI) contra as mulheres, o presente estudo teve como objetivo analisar de que forma as atitudes e experiências dos homens se relacionam com a legitimação e a prevalência de diferentes formas de violência. Procurou-se igualmente explorar a influência de variáveis sociodemográficas - nomeadamente a idade e a escolaridade - sobre a forma como os homens interpretam e experienciam situações de VPI. Trata-se de um estudo quantitativo de natureza exploratória, desenvolvido através da aplicação de um questionário online composto pelas escalas Attitudes Toward Dating Violence Scale (Price et al., 1999) e Severity of Violence Against Women Scale (Marshall, 1992). Participaram 108 homens portugueses, com idades compreendidas entre os 20 e os 69 anos. Os resultados evidenciaram uma maior legitimação da violência psicológica, comparativamente às formas física e sexual, bem como a predominância de comportamentos de controlo nas experiências relatadas. Observou-se que os participantes de idade mais avançada tendem a apresentar maior tolerância face à violência psicológica e a comportamentos de controlo, sugerindo a persistência de crenças e normas tradicionais de género associadas à dominação masculina. Estes resultados apontam para a relevância de intervenções preventivas centradas na reflexão sobre masculinidade e nas dinâmicas de poder nas relações íntimas. Promover uma educação relacional crítica e equitativa poderá contribuir para desconstruir crenças patriarcais e reduzir a legitimação de comportamentos coercivos, reforçando o compromisso social com a igualdade e a prevenção da violência.
- Atitudes e experiências em relação à violência por parceiro íntimo contra as mulheresPublication . Videira, Ana Carolina dos Anjos; Ornelas, José HenriquePartindo da premissa de que compreender as crenças, perceções e vivências masculinas é essencial para a prevenção da violência por parceiro íntimo (VPI) contra as mulheres, o presente estudo teve como objetivo analisar de que forma as atitudes e experiências dos homens se relacionam com a legitimação e a prevalência de diferentes formas de violência. Procurou-se igualmente explorar a influência de variáveis sociodemográficas - nomeadamente a idade e a escolaridade - sobre a forma como os homens interpretam e experienciam situações de VPI. Trata-se de um estudo quantitativo de natureza exploratória, desenvolvido através da aplicação de um questionário online composto pelas escalas Attitudes Toward Dating Violence Scale (Price et al., 1999) e Severity of Violence Against Women Scale (Marshall, 1992). Participaram 108 homens portugueses, com idades compreendidas entre os 20 e os 69 anos. Os resultados evidenciaram uma maior legitimação da violência psicológica, comparativamente às formas física e sexual, bem como a predominância de comportamentos de controlo nas experiências relatadas. Observou-se que os participantes de idade mais avançada tendem a apresentar maior tolerância face à violência psicológica e a comportamentos de controlo, sugerindo a persistência de crenças e normas tradicionais de género associadas à dominação masculina. Estes resultados apontam para a relevância de intervenções preventivas centradas na reflexão sobre masculinidade e nas dinâmicas de poder nas relações íntimas. Promover uma educação relacional crítica e equitativa poderá contribuir para desconstruir crenças patriarcais e reduzir a legitimação de comportamentos coercivos, reforçando o compromisso social com a igualdade e a prevenção da violência.
- Histórias que contam: A experiência de vida de adultos com dificuldade intelectualPublication . Morais, Joana Filipa Pedroso; Ornelas, José HenriqueEnquadramento: Observa-se pouca evidência que sustente a participação de adultos com Dificuldade Intelectual no processo de produção de conhecimento, no que se refere à identificação dos seus desafios, necessidades, defesa dos seus direitos e construção de práticas que promovam a sua inclusão. Assim, surge a necessidade de desenvolver investigações que tenham como princípio a escuta e a construção de respostas mais ajustadas e humanizadas às suas vivências, contribuindo para a compreensão aprofundada e integrada da Dificuldade Intelectual. Objetivo: O objetivo central da presente investigação consiste em refletir sobre a experiência vivida e documentada por adultos diagnosticados com Dificuldade Intelectual, através do contacto com as suas histórias e de modo a compreender as necessidades face aos desafios, perspetivas e sentimentos associados à sua experiência de vida. Método: O presente estudo de natureza qualitativa, contou com a participação de 5 adultos com um diagnóstico de Dificuldade Intelectual, com idades compreendidas entre os 25 e os 61 anos, através da realização de entrevistas abertas para a composição de narrativas como dado para o desenvolvimento de uma análise temática reflexiva. Resultados: A recolha e análise dos dados resultou em quatro relevantes temas, entre eles, os Desafios à Igualdade de Oportunidades de Emprego, a Vida Independente como Expressão de Autodeterminação, o Desenvolvimento de Relacionamentos Interpessoais e a Participação Social e o Voluntariado enquanto Prática Inclusiva. Conclusão: Evidencia-se que a experiência de vida dos participantes é marcada por barreiras que dificultam a sua autodeterminação para atingir uma vida independente com os mesmos direitos e oportunidades de emprego, o desenvolvimento de relacionamentos interpessoais e a participação ativa na sociedade. Como resposta, o foco deve descentrar-se das dificuldades individuais e focar-se na qualidade de interação entre a pessoa e o seu desenvolvimento.
- Vivências da bissexualidade e do estigma nas relações interpessoaisPublication . Chantre, Pedro Miguel Correia Carneiro; Von Humboldt, SofiaOs membros da comunidade bissexual enfrentam um desafio único: serem estigmatizados não só pela comunidade heterossexual, mas também por outros membros da comunidade LGBT. Existem poucos estudos focadas exclusivamente nas experiências e relações interpessoais dos indivíduos bissexuais. Desta forma a presente dissertação tem como objetivo principal explorar de que forma é experienciado o estigma nas várias dimensões das relações interpessoais, nomeadamente, nas relações amorosas, nas relações familiares, nas relações de amizade e nas relações com a comunidade LGBTQ+.Apesar das várias teorias existentes para conceptualizar o estigma utilizou-se a teoria de stress nas minorias de Meyer (2003).Método: Foram realizadas entrevistas semi-estruturadas com oito participantes com a orientação sexual bissexual, acima de 18 anos de idade, tendo no mínimo duas relações românticas. Resultados: revelaram que qualquer relação interpessoal das participantes podia ser prejudicada devido ao estigma existente. Também se verificou que a comunidade LGBT é um tema polarizante entre as participantes e a importância do desenvolvimento romântico nas relações dos indivíduos bissexuais. As principais limitações deste trabalho, focaram-se na metodologia, visto que foi utilizada uma abordagem subjetiva e na amostra, devido à sua homogeneidade, quer a nível de gênero, como de idade e de escolaridade.
