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- Sweating it out: The influence of sex and emotions on human sweat productionPublication . Gomes, Nuno; Benrós, Miguel F.; Martins, Jorge S.; Semin, Gün R.; Semin, Gün Refik; Gomes, NunoHuman sweat conveys a wealth of information about its donors, including their emotional state at the time of release. While extensive research has examined the communicative potential of human sweat, the mechanisms underlying emotional sweat production remain underexplored. This study employed a data-driven approach with a large sample of sweat donors (N = 334; most participants were university students) to investigate the relation between sweat production and the emotional state of males and females across three conditions – fear, happiness, and rest. Four key questions were addressed: (i) Do males produce more sweat than females across emotional conditions? (ii) Does sweat production vary as a function of emotional experience? (iii) Is sweat production associated with self-ratings of emotional experience? and (iv) Are there sex differences in these associations? Results revealed that males produced significantly more sweat than females in fear-inducing conditions, which also showed the highest overall sweat production. Contrary to prior findings, happiness-related sweat production did not exceed that of rest in either sex, a discrepancy potentially due to contextual factors. Moreover, sweat production was positively associated with reported negative emotional experience during the fear-inducing sessions, but only for males. This suggests that male, but not female, donors may have the capacity to encode emotional intensity in sweat production. These findings provide new insights into the physiological and contextual factors that shape emotional communication through sweat, with potentially important implications for future research. Additionally, the observed sex asymmetries are discussed in light of a possible evolutionary explanation.
- Adaptation of the eco-anxiety scale to adult Portuguese native speakers: a validity and reliability studyPublication . Ferrajão, Paulo; Torres, Nuno; Martins, Amadeu QuelhasEco-anxiety is a multidimensional construct that includes emotional, behavioral and cognitive manifestations related to potential environmental calamities. There is a need to adapt and validate measures that evaluate eco-anxiety into Portuguese using a multi-trait approach. This study examined the psychometric properties of the Hogg Eco-Anxiety Scale (HEAS) in adult Portuguese speakers (18–83 years old). Data were collected on the Portuguese adaptation of the HEAS, environmental identity and psychological symptoms, and sociodemographic data. The construct validity of the HEAS was subsequently examined through exploratory and confirmatory factor analysis. The factorial structure of the original scale was the best explanation of the sample data. The scale showed good internal consistency and presented measurement invariance for both sex and age groups. The global score of the HEAS and the dimensions of emotional and behavioral symptoms were moderately associated with clinical symptoms. Females and younger participants presented higher levels of eco-anxiety apart from rumination symptoms. The results suggest the suitability of the HEAS as a valid measure to evaluate the different signs of eco-anxiety among adult Portuguese native speakers.
- Motivação alimentar: Satisfação na dieta, incongruência desejo-objetivo e afetividade negativaPublication . Silva, Inês Lobo Pratas da; Neto, David DiasApesar de ser consistentemente reconhecida como um dos preditores mais robustos da eficácia terapêutica, a compreensão da relação terapêutica na literatura tem-se mantido limitada, originando diferentes equívocos. Em resposta, têm sido propostos diversos enquadramentos teóricos com o intuito de clarificar esta relação e os seus componentes, destacando-se a relação real, a aliança terapêutica e a vinculação ao terapeuta como elementos fundamentais. O presente estudo procurou aprofundar esta compreensão ao investigar a interação entre estas variáveis através de um modelo de mediação, no qual a relação real medeia a influência da vinculação ao terapeuta na aliança terapêutica. Recorreu-se a um desenho transversal, com uma amostra de 373 adultos que se encontravam atualmente em psicoterapia individual ou que a haviam concluído. Foi realizada uma path analysis para testar o modelo proposto. Os resultados revelaram efeitos indiretos significativos dos três estilos de vinculação — seguro, evitante e preocupado — na aliança terapêutica, mediados pela relação real. Especificamente, a relação real funcionou como mediadora parcial no caso da vinculação segura e como mediadora total nos casos de vinculação evitante e preocupada. Estes resultados sublinham o papel central da relação real na tradução da influência dos estilos de vinculação do cliente na qualidade da aliança terapêutica. Evidenciam ainda a importância de promover uma ligação genuína e autêntica na díade terapêutica e sugerem que diferentes configurações de apego podem depender da relação real em graus distintos na formação da aliança. O estudo reforça a necessidade de modelos teóricos e práticas clínicas mais diferenciadas que considerem a natureza dinâmica do vínculo terapêutico. Palavras-chave: Relação Terapêutica; Relação Real; Aliança Terapêutica; Vinculação ao
- A relação entre a flexibilidade psicológica, a atribuição de sentido e o tipo de vinculação do enlutado na Adaptação ao LutoPublication . Carregosa, Maria Leonor Ferreira; Neto, DavidO luto é uma resposta à perda, mas pode variar entre uma adaptação saudável e uma reação prolongada e desadaptada. Esta variação é influenciada por diversos fatores e características individuais. A flexibilidade psicológica surge como um recurso interno importante, permitindo que a pessoa lide com emoções e pensamentos dolorosos de forma adaptativa, mantendo comportamentos alinhados com os seus valores. Por outro lado, a vinculação, aprendida nas primeiras relações, molda a forma como o indivíduo se relaciona com os outros e enfrenta situações de perda. Estilos de vinculação inseguros estão associados a dificuldades na integração emocional da perda e a trajetórias de luto mais complicadas. A atribuição de sentido, por sua vez, desempenha um papel central na adaptação, sendo através dela que o enlutado integra a perda. O presente estudo teve como objetivo investigar a relação entre estas variáveis, analisando o papel mediador da atribuição de sentido na relação entre a flexibilidade psicológica e a adaptação ao luto, e o papel moderador da vinculação nesta relação. Para isso, foi conduzido um estudo quantitativo, transversal e correlacional com 165 participantes adultos que vivenciaram o luto. Os resultados evidenciaram que a flexibilidade psicológica não prediz diretamente a adaptação ao luto, mas influencia-a de forma indireta através da atribuição de sentido. Além disso, a vinculação ansiosa moderou negativamente esta relação, enquanto a vinculação evitante não apresentou efeito significativo. Estes achados destacam a importância de intervenções clínicas que promovam a flexibilidade psicológica e a reconstrução de significado, considerando os estilos de vinculação individuais.
- Body language in art: Integrating psychological and neuroscientific evidencePublication . Germano, Yuri Capovilla; Rodrigues, Vitor AmorimBody language is a universal form of communication, present across cultures and throughout human history, and also represented in artistic traditions. This paper aims to track similarities between the body language in both the social and in the artistic world, bringing scientific evidence from the fields of psychology and neuroscience and integrating into the the representation of body language in art. The first part of this essay will revisit the concept of Pathosformel proposed by Aby Warburg. The second part will review the findings from psychology and neuroscience about body language since its primordial development until recent studies. Finally, in the third section it will be traced the convergence of ideas from these classical theories between art and psychology, proposing that although approached through different lenses, body language has developed a similar ground between the fields of art and psychology.
- A influência dos traumas infantis na adoção de padrões de evitamento nos relacionamentos íntimos de jovens adultosPublication . Djaló, Cláudia Sofia Rodrigues; Miguel, Marta TrindadeEste estudo investiga o impacto dos traumas infantis na adoção de padrões de vinculação inseguros, especialmente evitantes, nos relacionamentos íntimos de jovens adultos. Apesar da Teoria da Vinculação e pesquisas subsequentes sugerirem que experiências negativas na infância podem conduzir à insegurança nas relações interpessoais na vida adulta, existe ainda uma lacuna no que toca à compreensão de como diferentes tipos de traumas podem originar um comportamento evitante. Ao diferenciar os tipos de traumas e relacioná-los com estes comportamentos, o estudo contribui para uma compreensão mais discriminada dos mecanismos implícitos na formação de vínculos afetivos inseguros. O objetivo prende-se com a identificação e análise da relação entre os traumas infantis e a adoção de um estilo de vinculação evitante, considerando as possíveis variações por género, orientação sexual e situação relacional, que permite analisar de que forma os fatores socioculturais podem influenciar e moldar essa relação. A investigação inclui uma amostra constituída por jovens adultos dos 18 aos 29 anos, aos quais foram aplicados um Questionário Sociodemográfico, a Escala de Trauma de Infância (CTQ) e a Escala de Experiências em Relacionamentos Próximos (ECR). Os resultados confirmaram que as experiências traumáticas na infância têm uma forte correlação com os padrões de evitamento nos relacionamentos amorosos, especialmente no caso da negligência emocional e abuso emocional. No entanto, fatores como a orientação sexual e o género não revelaram ter impacto. Contrariamente, a situação relacional e a duração do relacionamento influenciam de maneira significativa o estilo de vinculação evitante.
- Voices of recovery: Exploring the therapeutic experiences of adult women with a history of nonsuicidal self-injuryPublication . Rebelo, Maria de Lancastre Montanha; Duarte, EvaNon-suicidal self-injury (NSSI) is the behavior in which one purposely hurts oneself without the intent of dying, resulting in physical damage to the body. Psychological support for NSSI is crucial for its reduction and cessation. However, research has shown that patients who engage in psychological support report therapeutic experiences in which they felt judged, ignored, misunderstood or disregarded by mental health professionals, leading to increased dropouts and further self-harm engagement. Thus, it is important to understand these experiences and to explore its impact on their self-harm behavior and emotional well-being. Objective: The present study aimed to explore how adult women with a history of NSSI perceive their experiences with psychological support, focusing on its impact on their NSSI and emotional well-being. Methods: To do this, a series of semi-directive interviews were conducted to 11 adult women, between the ages of 25 and 60 years old (31.1), who had previously engaged in psychological support in Portugal, and had a history of NSSI. Results: Through content analysis, results revealed that psychological support is crucial for reducing NSSI in which a positive therapeutic relationship as well as the strategies and tools used were considered vital for managing their NSSI. However, certain difficulties within the therapeutic relationship, like perceived stigma and judgement from the mental health professionals, were significant hurdles for the course of intervention and ultimately increased dropout behavior. Conclusion: This study offers key insights for clinical practice underlining the need for tailored and empathic psychological interventions for adult women with a history of NSSI.
- Insatisfação corporal: relação com bem-estar psicológico, perceção de peso e autoestigma relacionado com o peso.Publication . Agostinho, Margarida Maia; Dias Neto, DavidA satisfação corporal é reconhecida como um fator protetor importante para o bem-estar psicológico, sobretudo em mulheres expostas a padrões estéticos normativos e a experiências de discriminação relacionadas com o peso. Vários estudos têm relacionado insatisfação corporal com variáveis como bem-estar psicológico, perceção de peso e autoestigma relacionado com o peso, poucos abordam essas dimensões de forma integrada e comparativa entre mulheres com e sem excesso de peso. Este estudo teve como objetivo analisar a relação entre estas variáveis e a insatisfação corporal, considerando ainda o papel moderador do bem-estar psicológico. A amostra foi constituída por 319 mulheres adultas, recrutadas online. As participantes completaram um questionário composto por escalas que avaliaram bem-estar psicológico, perceção de ameaça associada ao peso, autoestigma baseado no peso e insatisfação corporal. Os resultados mostraram que uma perceção reduzida de controlo pessoal sobre o peso e níveis mais baixos de bem-estar psicológico estão associados com maior insatisfação corporal. Entre as mulheres com excesso de peso, o autoestigma revelou-se um preditor robusto da insatisfação corporal, sendo a auto-desvalorização a componente mais influente. A análise de moderação mostrou que o bem-estar psicológico tem um efeito direto na insatisfação corporal, mas não modera significativamente a relação entre estigma e imagem corporal. Este estudo contribui para a compreensão das dinâmicas psicossociais associadas à imagem corporal em diferentes grupos de mulheres, com implicações relevantes para a intervenção clínica e preventiva.
- Abordagem steam, bem-estar laboral e compromisso profissional: Um estudo exploratório com docentes do ensino secundário em portugalPublication . Santos, Maria do Mar Fernandes dos; Silva, José CastroA abordagem STEAM tem sido promovida como uma abordagem pedagógica capaz de responder às exigências do século XXI, ao integrar as artes nas áreas técnico-científicas. A sua implementação no ensino secundário português ainda é limitada, e pouco se sabe sobre o papel das perceções dos professores nesse processo. Este estudo teve como objetivo analisar a relação entre as perceções de professores do ensino secundário sobre STEAM, o Bem-Estar Laboral e o Compromisso Profissional dos Docentes. Procurou-se também perceber se estas variáveis variam consoante a oferta educativa (científico-humanística vs. artística), a rede de ensino (pública vs. privada/cooperativa) e a área disciplinar. A investigação envolveu 105 professores do ensino secundário em Portugal. Os dados foram recolhidos através de um questionário online, que incluiu escalas para avaliar perceções sobre a STEAM (Familiaridade, Atitudes e Confiança), Bem-Estar Laboral e Compromisso Profissional. Os resultados mostraram correlações positivas entre as perceções sobre STEAM, o Bem-Estar Laboral e o Compromisso dos docentes. Estes dados sugerem que professores com maior bem-estar e compromisso estão mais recetivos à adoção de práticas STEAM. O estudo reforça a importância de investir na formação contínua dos docentes e em condições de trabalho que favoreçam a inovação. Os resultados contribuem para a compreensão dos fatores que influenciam a implementação da abordagem STEAM no ensino secundário português.
- Atividade física e motivação: Um estudo comparativo entre contextos indoor e outdoorPublication . Sousa, Catarina Alexandra Refachinho de Mourão de; Lemos, RaquelEnquadramento: No mundo atual a inatividade física revela-se uma das grandes epidemias do século, sendo importante divulgar os benefícios físicos e mentais que uma prática regular pode trazer. A atividade física pode ser realizada em diferentes contextos (indoor e outdoor) sendo que cada um destes ambientes está associado a diferentes fenómenos psicológicos. A presente investigação procurou debruçar-se sobre os perfis motivacionais e diferentes construtos psicológicos dos praticantes de atividade física, comparando os resultados dos dois contextos. Método: Este estudo é do tipo exploratório observacional, transversal e por inquérito online, em que a amostra, recolhida por conveniência, resultou num total de 157 participantes portugueses, em que 110 eram praticantes de modalidade indoor e 47 de outdoor. Utilizámos escalas que mediram as barreiras percebidas (EPB), as necessidades psicológicas básicas (BPNES), a regulação comportamental (BREQ3) e os benefícios esperados à prática de exercício físico (OEE2). Resultados: Da comparação entre os dois grupos, observou-se que o grupo de prática desportiva indoor apresentou níveis mais altos nas três necessidades psicológicas básicas, na expetativa de resultados, bem como na motivação introjetada, integrada, autónoma e identificada, comparativamente ao grupo praticante de outdoor. Foram verificadas correlações significativas entre as variáveis estudadas em ambos os grupos, com correlações mais fortes no grupo outdoor em comparação ao grupo indoor. De um modo geral as relações entre as variáveis mostraram-se mais robustas no grupo outdoor, evidenciando uma maior consistência nas correlações analisadas. Conclusão: Com este estudo foi possível percebermos características e alguns construtos psicológicos sobre os perfis motivacionais de participantes em dois contextos de atividade física (indoor e outdoor), sendo evidenciado no nosso estudo que o ambiente indoor está associado a perfis motivacionais mais favoráveis e maior bem-estar psicológico.
