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- Motivação alimentar: Satisfação na dieta, incongruência desejo-objetivo e afetividade negativaPublication . Silva, Inês Lobo Pratas da; Neto, David DiasApesar de ser consistentemente reconhecida como um dos preditores mais robustos da eficácia terapêutica, a compreensão da relação terapêutica na literatura tem-se mantido limitada, originando diferentes equívocos. Em resposta, têm sido propostos diversos enquadramentos teóricos com o intuito de clarificar esta relação e os seus componentes, destacando-se a relação real, a aliança terapêutica e a vinculação ao terapeuta como elementos fundamentais. O presente estudo procurou aprofundar esta compreensão ao investigar a interação entre estas variáveis através de um modelo de mediação, no qual a relação real medeia a influência da vinculação ao terapeuta na aliança terapêutica. Recorreu-se a um desenho transversal, com uma amostra de 373 adultos que se encontravam atualmente em psicoterapia individual ou que a haviam concluído. Foi realizada uma path analysis para testar o modelo proposto. Os resultados revelaram efeitos indiretos significativos dos três estilos de vinculação — seguro, evitante e preocupado — na aliança terapêutica, mediados pela relação real. Especificamente, a relação real funcionou como mediadora parcial no caso da vinculação segura e como mediadora total nos casos de vinculação evitante e preocupada. Estes resultados sublinham o papel central da relação real na tradução da influência dos estilos de vinculação do cliente na qualidade da aliança terapêutica. Evidenciam ainda a importância de promover uma ligação genuína e autêntica na díade terapêutica e sugerem que diferentes configurações de apego podem depender da relação real em graus distintos na formação da aliança. O estudo reforça a necessidade de modelos teóricos e práticas clínicas mais diferenciadas que considerem a natureza dinâmica do vínculo terapêutico. Palavras-chave: Relação Terapêutica; Relação Real; Aliança Terapêutica; Vinculação ao
- A relação entre a flexibilidade psicológica, a atribuição de sentido e o tipo de vinculação do enlutado na Adaptação ao LutoPublication . Carregosa, Maria Leonor Ferreira; Neto, DavidO luto é uma resposta à perda, mas pode variar entre uma adaptação saudável e uma reação prolongada e desadaptada. Esta variação é influenciada por diversos fatores e características individuais. A flexibilidade psicológica surge como um recurso interno importante, permitindo que a pessoa lide com emoções e pensamentos dolorosos de forma adaptativa, mantendo comportamentos alinhados com os seus valores. Por outro lado, a vinculação, aprendida nas primeiras relações, molda a forma como o indivíduo se relaciona com os outros e enfrenta situações de perda. Estilos de vinculação inseguros estão associados a dificuldades na integração emocional da perda e a trajetórias de luto mais complicadas. A atribuição de sentido, por sua vez, desempenha um papel central na adaptação, sendo através dela que o enlutado integra a perda. O presente estudo teve como objetivo investigar a relação entre estas variáveis, analisando o papel mediador da atribuição de sentido na relação entre a flexibilidade psicológica e a adaptação ao luto, e o papel moderador da vinculação nesta relação. Para isso, foi conduzido um estudo quantitativo, transversal e correlacional com 165 participantes adultos que vivenciaram o luto. Os resultados evidenciaram que a flexibilidade psicológica não prediz diretamente a adaptação ao luto, mas influencia-a de forma indireta através da atribuição de sentido. Além disso, a vinculação ansiosa moderou negativamente esta relação, enquanto a vinculação evitante não apresentou efeito significativo. Estes achados destacam a importância de intervenções clínicas que promovam a flexibilidade psicológica e a reconstrução de significado, considerando os estilos de vinculação individuais.
- Body language in art: Integrating psychological and neuroscientific evidencePublication . Germano, Yuri Capovilla; Rodrigues, Vitor AmorimBody language is a universal form of communication, present across cultures and throughout human history, and also represented in artistic traditions. This paper aims to track similarities between the body language in both the social and in the artistic world, bringing scientific evidence from the fields of psychology and neuroscience and integrating into the the representation of body language in art. The first part of this essay will revisit the concept of Pathosformel proposed by Aby Warburg. The second part will review the findings from psychology and neuroscience about body language since its primordial development until recent studies. Finally, in the third section it will be traced the convergence of ideas from these classical theories between art and psychology, proposing that although approached through different lenses, body language has developed a similar ground between the fields of art and psychology.
