APPsyCI - Capítulo de Livro
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Percorrer APPsyCI - Capítulo de Livro por Domínios Científicos e Tecnológicos (FOS) "Ciências Sociais::Psicologia"
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- Cyberbullying em Portugal durante a pandemia: 2ºconfinamentoPublication . António, Raquel; Guerra, Rita; Moleiro, CarlaA utilização de plataformas digitais está associada a diversos benefícios (e.g., aumento do bem-estar pessoal), mas o cyberbullying é um dos riscos mais comuns associados à mesma. O cyberbullying consiste na utilização da tecnologia para assediar, ameaçar ou vitimizar outra pessoa de forma repetida e intencional. Este tipo de bullying realizado através de meios digitais pode acontecer em qualquer lugar e a qualquer hora, para além dos portões das escolas; possibilita o anonimato do/a agressor(a) e pode gerar diversos efeitos negativos nas vítimas, como ansiedade. Em 2020, um estudo realizado em Portugal relativo ao 1º período de confinamento obrigatório e de ensino à distância revelou que 61% dos jovens afirmavam ter sido vítimas de cyberbullying e que oito em cada dez foi testemunha deste tipo de comportamento online[1]. Em Portugal, o relatório EU Kids Online 2019, que inquiriu jovens entre os 9 e 17 anos, revelou que o cyberbullying predomina sobre o bullying tradicional (presencial). Mais de um quinto dos que sofre deste tipo de agressão indicou que esta ocorre várias vezes por mês, através de chamadas, mensagens ou por outra via. Durante o período de confinamento decorrente da pandemia da Covid-19, vários especialistas alertam para o facto de milhões de crianças e jovens terem sido afectadas pelo fecho de escolas, passando a ter aulas e socializar mais online, deixando-as mais vulneráveis e expostas a serem vítimas de cyberbullying. A principal contribuição deste estudo é analisar a frequência de cyberbullying em jovens portugueses durante o 2º período de confinamento obrigatório decorrente da pandemia do coronavírus, ou seja, entre janeiro e abril de 2021.
- Experiências de estudantes portugueses e espanhóis de ciências sociais sobre literacia informacional e utilização de tecnologias móveis no ensino superior: análise qualitativa após a COVID-19Publication . Lopes, Carlos; Cavaleiro Marechal, David; Antunes, Maria da Luz; Sanches, TatianaObjetivo: Analisar comparativamente as experiências e percepções de estudantes portugueses e espanhóis de Ciências Sociais quanto ao uso e inclusão de tecnologias móveis nos processos de ensino-aprendizagem e refletir sobre o papel das bibliotecas de ensino superior e seus profissionais nesse contexto. Método: Metodologia exploratória de grupos focais socioconstrutivos, com base em uma amostra de dezoito estudantes finalistas dos cursos de Psicologia e Pedagogia. Resultados: Os estudantes vivenciam lacunas significativas em suas habilidades no uso de tecnologias móveis. Eles percebem limitações atitudinais e tecnológicas em seus professores. Há também algumas diferenças nas atitudes em relação à inclusão de tecnologias móveis nos processos de ensino-aprendizagem. Os estudantes espanhóis demonstraram melhores habilidades, enquanto os estudantes portugueses demonstraram maior nível de autopercepção. Discussão/Conclusões: Como consequência da pandemia, destaca-se a necessidade de aproximação aluno-professor e as limitações técnicas de alguns professores, tornando necessária uma mentalidade aberta a novos dispositivos e ferramentas tecnológicas nos processos de ensino. As instituições acadêmicas, e os bibliotecários em particular, devem se esforçar para entender o alcance e as possibilidades das tecnologias móveis para aumentar a motivação dos estudantes e adquirir competência informacional. Esta reflexão é prioritária para otimizar os processos de ensino e aprendizagem.
