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- Além do prompt: Repensar a biblioteca como laboratório de pedagogia digital e literacia críticaPublication . Lopes, CarlosEsta comunicação apresenta uma redefinição crucial do papel das bibliotecas no ensino superior, transcendendo o estatuto de mero repositório de informação para se afirmarem como centros de competências, mediação e ética digital perante a ascensão da Inteligência Artificial (IA). A IA, ao invés de substituir, otimiza tarefas e realça o valor humano do bibliotecário. Nesta nova era da IA, a biblioteca assume o papel mais crítico e emergente de promoção da Literacia em IA e Ética Digital. Deve ser o ponto focal neutro para capacitar a comunidade sobre vieses algorítmicos e o uso ético e responsável da IA na investigação, abordando temas como plágio, integridade académica e a transparência. A IA é pode ser utilizada para a otimização de serviços, automatizando processos internos e libertando os profissionais para o apoio direto à pesquisa e ao ensino. Adicionalmente, a biblioteca torna-se central no apoio à investigação, colaborando na curadoria e disponibilização de grandes volumes de dados institucionais para projetos de IA, garantindo que os resultados sejam FAIR (Findable, Accessible, Interoperable, Reusable). Para cumprir esta missão, a biblioteca do século XXI deve ser um modelo híbrido integrado. O espaço físico (analógico) deve ser flexível e orientado para a ação, com Makerspaces e Learning Labs que promovam a produção e experimentação de conteúdos, e espaços de colaboração equipados com tecnologia. O espaço digital (virtual) é crucial para a acessibilidade e deve promover a Literacia Digital e Mediática através de formação sistemática, capacitando os utilizadores a lidar criticamente com a (des)informação e a selecionar informação válida. Finalmente, a biblioteca reforça o seu papel de curadoria digital ao atuar como curador de conteúdo, aplicando critérios rigorosos de autoridade e precisão para combater a sobrecarga informativa, e apoiando a avaliação académica ao ensinar a avaliar criticamente as fontes online.
- Perder-se no caminho: Uma investigação-ação sobre o consumo de álcool e o acesso ao tratamento entre migrantes em PortugalPublication . Soares, Raquel Alexandra Macedo; Miranda, Mariana PiresA população migrante em Portugal tem aumentado significativamente, trazendo novos desafios para os cuidados de saúde, particularmente no domínio da alcoologia. Este estudo qualitativo exploratório procura aprofundar os significados culturais atribuídos ao consumo de álcool e compreender as experiências de migrantes relativamente ao alcoolismo e aos serviços de saúde, com vista a informar a adaptação cultural de uma nova consulta especializada. Recorreu-se a uma metodologia de investigação-ação, combinando grupos focais e uma entrevista individual. A amostra comunitária, não probabilística por conveniência, integrou 16 líderes e membros ativos de associações que trabalham com migrantes e refugiados, na sua maioria dos PALOP, do Brasil, Sudeste Asiático e Leste Europeu. Os resultados da análise temática revelam que o consumo problemático de álcool entre migrantes é fortemente moldado por normas culturais e religiosas, sendo frequentemente associado a emoções de vergonha e a comportamentos de ocultação. O stress migratório emerge como o principal fator de risco, enquanto o estigma e as barreiras estruturais dificultam o acesso ao tratamento. Os resultados também demonstram como as associações comunitárias desempenharam um papel central, tanto na intervenção direta com as populações, como na mediação com os serviços de saúde, emergindo como interlocutores-chave na coconstrução de uma intervenção culturalmente sensível.
- O papel da flexibilidade psicológica e do evitamento experiencial na relação entre a exposição a eventos traumáticos e a sintomatologia de stress pós-traumático nas forças de segurançaPublication . Amaro, Jéssica Filipa Fernandes; Neto, David DiasIntrodução: Os profissionais das forças de segurança vivem eventos potencialmente traumáticos que colocam à prova a sua resiliência psicológica. Esta realidade torna-os particularmente vulneráveis ao desenvolvimento de perturbação de stress pós-traumático. No entanto, processos psicológicos como a flexibilidade psicológica e o evitamento experiencial têm sido descritos na literatura como fatores determinantes na forma como os indivíduos lidam com o impacto do trauma, podendo atenuar ou intensificar a sua expressão sintomatológica. Objetivo: Analisar o papel mediador da flexibilidade psicológica e do evitamento experiencial na relação entre a exposição a eventos traumáticos e os sintomas de PTSD, bem como a influência dos traços de personalidade. Método: Participaram 1074 profissionais da PSP e da GNR, através de questionário incluindo medidas de PTSD, exposição a eventos críticos, flexibilidade psicológica, evitamento experiencial e personalidade. Resultados: A exposição traumática associou-se positivamente à sintomatologia de PTSD. A flexibilidade psicológica e o evitamento experiencial mediaram parcialmente esta relação, sendo o evitamento o mediador mais forte. Os traços de personalidade - extroversão, amabilidade, conscienciosidade, estabilidade emocional e abertura à experiência - correlacionaram-se com os sintomas, destacando-se a estabilidade emocional como fator protetor. Conclusão: Este estudo evidencia que a flexibilidade psicológica, o evitamento experiencial e os traços de personalidade influenciam a adaptação ao trauma, contribuindo para uma compreensão mais aprofundada dos processos de ajustamento nas forças de segurança.
- Orientações motivacionais e relações interpessoais: Contributos para o desempenho académico no ensino superiorPublication . Costa, Marta Carina Marques da; Gouveia, Maria JoãoO desempenho académico no Ensino Superior tem sido associado, na literatura, à interação entre fatores individuais e relacionais que contribuem para a adaptação e envolvimento dos estudantes. Este estudo teve como objetivo analisar de que forma as orientações motivacionais para o bem-estar, de natureza hedónica e eudaimónica, se associam à qualidade das relações interpessoais no contexto do Ensino Superior e ao desempenho académico percebido. Participaram 137 estudantes do Ensino Superior, que completaram medidas de orientação motivacional (HEEMA), relações interpessoais (FAR) e desempenho académico (autorrelato). Os resultados evidenciaram que a orientação eudaimónica se associa positivamente à qualidade das relações interpessoais, enquanto a orientação hedónica revelou associações mais circunscritas ao relacionamento com os colegas. Verificou-se ainda que uma perceção mais positiva da relação com os professores está associada a um melhor desempenho académico, não se observando o mesmo efeito nas relações entre colegas. Contudo, não foram encontradas associações diretas entre as orientações motivacionais e o desempenho académico. Estes resultados sugerem que o impacto das orientações motivacionais para o bem-estar poderá refletir-se principalmente através das relações académicas que os estudantes constroem, sobretudo no vínculo estabelecido com os professores. Em termos globais, o estudo reforça o papel das dimensões relacionais na adaptação ao Ensino Superior e evidencia a relevância de modelos que integrem fatores motivacionais e relacionais na compreensão do percurso académico dos estudantes.
- Empatia e adversidade na infância na compreensão da criminalidade online e offlinePublication . Santos, Daniela Rodrigues Montenegro dos; Basto Pereira, MiguelAs experiências adversas na infância desempenham um papel importante na criminalidade enquanto fator de risco para a sua perpetração. Já a empatia tem sido apontada com um fator de proteção na sua relação com os comportamentos desviantes. Desta forma, o presente estudo tem como objetivo compreender o impacto da empatia e das experiências adversas na infância na prática de crimes offline e online e contribuir para o desenvolvimento de intervenções mais eficazes. A amostra, recolhida na comunidade, é constituída por 316 participantes que responderam a quatro instrumentos: Questionário Sociodemográfico, ACE-10, BES-7 e Índice de Comportamentos Online e Offline. Os resultados demonstram uma relação entre a criminalidade online e offline e as experiências adversas na infância, mas não com a empatia, sugerindo que esta poderá exercer um papel indireto ou dependente do contexto. Tais resultados refletem a importância do desenvolvimento de modelos explicativos do crime que contemplem a criminalidade digital e de intervenções junto de crianças em situações vulneráveis a fim de reduzir a probabilidade de trajetórias de risco associadas à delinquência
- Aceitabilidade do Programa RAISE: Perceções de educadoras e professoras portuguesas com experiência com crianças dos 3 aos 8 anosPublication . Silva, João Carlos Gomes da; Fernandes, CarlaA promoção de competências socioemocionais infantis está associada a contributos significativos, incluindo um maior bem-estar emocional e comportamentos sociais mais ajustados. Em Portugal, a implementação de programas de Aprendizagem Social (SEL) tem crescido substancialmente, porém, persiste a necessidade de programas cientificamente sustentados que promovam competências socioemocionais, envolvendo ativamente educadores e professores. O programa RAISE visa colmatar esta lacuna, capacitando agentes educativos de conhecimentos e estratégias para apoiar o bem-estar e o desenvolvimento das crianças, assim como a sua própria saúde mental (Speidel et al., 2024). Neste sentido, o presente estudo explorou as perceções de aceitabilidade de educadoras/professoras portuguesas de crianças dos 3-8 anos sobre o programa RAISE. A amostra incluiu 12 profissionais, com idade média de 46 anos. As participantes foram distribuídas, por conveniência, em três grupos de foco, conduzidos seguindo um guião semiestruturado desenvolvido de acordo com as guidelines na literatura (Krueger, 1998; Vaughn et al., 1996). A análise temática indutiva conduziu à identificação de 16 temas e 17 subtemas. Através de triangulação metodológica, de forma geral, os resultados demonstram que as participantes consideraram os objetivos, os conteúdos, as atividades e os materiais como globalmente adequados. Quanto ao seu formato, metade da amostra sugeriu um formato híbrido (online e presencial). Sobre a estrutura, propuseram modificações relativamente à ordem dos módulos e periodicidade de sessões de follow-up. Os resultados obtidos são promissores quanto à aceitabilidade do programa em Portugal e serve como premissa para o desenvolvimento de futuros programas de aprendizagem socioemocional, apoiando agentes educativos na promoção de trajetórias desenvolvimentais adaptativas.
- Vinculação, resiliência e burnout em estudantes universitáriosPublication . Sá, Susana Manuela de Sousa; Brandão, TâniaNo contexto do ensino superior, caracterizado por desafios emocionais, cognitivas e sociais, observa-se uma prevalência preocupante de burnout entre estudantes universitários. Definido como um estado de exaustão emocional, físico e mental associado ao stress crónico, este fenómeno tem impacto negativo em múltiplos domínios, incluindo o bem-estar psicológico, o desempenho académico e as relações interpessoais. A resiliência, entendida como a capacidade de adaptação e recuperação perante adversidades, assume um papel particularmente protetor em estudantes com estilos de vinculação insegura — ansiosa e evitante —, que apresentam maior vulnerabilidade ao burnout. Este estudo teve como objetivo analisar a relação entre vinculação insegura, burnout e resiliência, examinando especificamente o papel mediador dos fatores da resiliência — competência pessoal (CP) e aceitação de si e da vida (ASV). Participaram 563 estudantes universitários portugueses (77.3% mulheres), com idades entre 18 e 67 anos. Foram aplicados um questionário sociodemográfico e as versões portuguesas de escalas de autorrelato que avaliam a vinculação, a resiliência e o burnout. Os resultados revelaram níveis moderados de burnout, sobretudo nas dimensões pessoal (M = 3.14; DP = .71) e académica (M = 3.08; DP = .81), com diferenças significativas entre grupos em função do género, idade, relação estável, condição cohabitante, envolvimento em atividades extracurriculares, pensamentos de desistência e diagnóstico de doença. A resiliência, no fator aceitação de si e da vida, destacou-se como mediadora parcial da relação entre vinculação ansiosa e burnout (β = 0.01; IC95% [0.01; 0.03]) e mediadora total da relação entre vinculação evitante e burnout (β = 0.04; IC95% [0.02; 0.07]). O fator competência pessoal não apresentou efeito mediador significativo. Conclui-se que a vinculação insegura parece ser um fator de risco significativo para o burnout em estudantes, sendo a resiliência — sobretudo a dimensão aceitação de si e da vida — um mecanismo explicativo desta associação. Estes resultados reforçam a relevância de intervenções que integrem competências de resiliência emocional e considerem os padrões de vinculação, como elementos fundamentais na prevenção do burnout.
- Qualidade da vinculação, regulação emocional, agressividade e competência social em crianças de idade pré-escolarPublication . Martins, Valéria de Henriques Lopes; Santos, Antonio José dosA Teoria da Vinculação fundamenta-se na ideia de que o ser humano nasce com uma predisposição inata para formar relações, uma característica evolutivamente desenvolvida como mecanismo de sobrevivência, que leva à criação de laços afetivos com uma ou mais figuras de vinculação. As crianças aprendem a reconhecer e a regular as suas emoções através da interação com os cuidadores, o que influencia a sua competência social e outros comportamentos, como a agressividade. O presente estudo visa aprofundar a compreensão destas variáveis, analisar de que forma se relacionam entre si e verificar a existência de diferenças associadas ao sexo. Participaram neste estudo 30 crianças, com idades compreendidas entre os 4 e os 6 anos. Os instrumentos utilizados para a realização deste estudo foram, nomeadamente: Attachment Story Completion Task - ASCT (Bretherton et al., 1990); Emotion Regulation Checklist - ERC (Shields & Cicchetti, 1997) e Social Competence and Behavior Evaluation Scale - SCBE (LaFreniere & Dumas, 1996). Os resultados evidenciaram uma relação positiva significativa entre a qualidade da vinculação e a competência social, sem efeito moderador da regulação emocional.
- Relação entre as orientações para o bem-estar, a dependência do smartphone, a empatia e o autocontrolo em jovens com restrição de uso do telemóvel numa escolaPublication . Giannetti, Giovanna Pires; Patrão, IvoneO uso do telemóvel tornou-se amplamente disseminado entre adolescentes, constituindo-se como o principal meio de comunicação, entretenimento e interação social. No entanto, a utilização excessiva tem sido associada à dependência, dificuldades de atenção, menor desempenho escolar, redução da empatia, défices de autocontrolo e impactos negativos no bem-estar físico e psicológico. Em resposta a essas preocupações, Portugal implementou, em 2024, uma recomendação nacional para restringir o uso de telemóveis nos 1.º e 2.º ciclos do ensino básico, alinhando-se a políticas já adotadas noutros países europeus.O presente estudo teve como objetivo analisar a relação entre dependência do telemóvel, autocontrolo, empatia e as orientações hedónica e eudaimónica em adolescentes com idades entre 10 e 17 anos (M = 12,66; DP = 1,64). Recorreu-se a uma metodologia mista, envolvendo a aplicação de instrumentos validados para avaliação de variáveis psicossociais e questionários qualitativos destinados a recolher as perceções de alunos, pais e professores acerca dosefeitos da restrição do uso de telemóveis. Os resultados revelaram uma associação significativa entre a dependência do smartphone e a orientação eudaimónica, indicando que níveis mais elevados desta orientação correspondem a níveis inferiores de dependência. Não se verificou relação direta entre a orientação hedónica e a dependência. Contudo, observou-se que essa relação adquire significância quando o autocontrolo desadaptativo é considerado explicativo na relação entre ambas. Este, por sua vez, apresentou associação com a dependência do smartphone, configurando um dado inédito na literatura. Por sua vez, revelou-se positivamente uma associação entre a relação com a orientação hedónica e a adependência do telemóvel, através da mediação da empatia. Adicionalmente, esta apresentou mediar parcialmente a associação entre a orientação eudaimónica e a dependência de telemóvel.
- Além do medo de falhar: robustez mental e relação treinador-atletaPublication . Figueiredo, Mariana Maria Bento Bello; Gouveia, Maria JoãoO medo de falhar constitui uma experiência psicológica relevante no contexto desportivo, podendo afetar o bem-estar e o rendimento dos atletas. A literatura tem apontado a robustez mental e a qualidade da relação treinador-atleta como fatores cruciais na forma como os atletas lidam com esse medo. Realizou-se um estudo quantitativo correlacional que teve como objetivo analisar o papel da robustez mental e da qualidade de relação treinador-atleta sobre o medo de falhar. A amostra foi composta por 100 atletas, todos federados, praticantes de desportos coletivos, com idades compreendidas entre os 18 e 65 anos (M =24.22; DP =7.3). As variáveis em estudo foram avaliadas pelas versões portuguesas do Mental Toughness Index (Gucciardi et al., 2015; Rodrigues, 2019), do Coach–Athlete Relationship Questionnaire (Jowett & Ntoumanis, 2004; Pinho et al., 2024) e do Performance Failure Appraisal Inventory (Conroy et al., 2002; Correia, 2016). Os resultados revelaram que como esperado, a robustez mental está associada negativamente ao medo de falhar, indicando que atletas mais mentalmente robustos experienciam níveis inferiores de medo de falhar. A qualidade da relação treinador-atleta, composta pelas dimensões, proximidade (respeito e confiança), compromisso (cognitivo, intenções a longo prazo) e complementariedade (comportamento, ações cooperativas), embora positivamente associadas à robustez mental, não apresentaram uma relação direta significativa com o medo de falhar. A análise de regressão confirmou que apenas a robustez mental se relaciona significativamente com o medo de falhar. Estes resultados reforçam a importância de integrar fatores pessoais e relacionais no desenvolvimento psicológico dos atletas, como na prática em contextos desportivos.
