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- Putting mental health deinstitutionalisation back on track: A scoping review of what empirically hinders and drives deinstitutionalisation of adults who experience mental illnessPublication . Sá-Fernandes, Luís; Sacchetto, Beatrice; Pires, Johann; Ornelas, José; Vargas-Moniz, MariaMental health deinstitutionalisation continues to be a global human rights priority. After over half a century, the discharge to the community often means the transition to smaller-scale institutions, segregation environments, and limited opportunities for community inclusion. This scoping review aims to identify what hinders and drives the deinstitutionalisation process of adults experiencing mental health challenges. Method: A scoping review was conducted following the Joanna Briggs Institute methodology and reported under the PRISMA extension for scoping reviews (PRISMA-ScR). A systematic search of four electronic databases, PubMed, APA PsycINFO, Web of Science, and Scopus, was undertaken between January and March 2024. Only empirical studies focusing on the deinstitutionalisation process of adults with mental health challenges, published in English, from 1991 to 2024 were eligible for inclusion. A template in Microsoft Excel was created for data extraction. Results were descriptively synthesised and organised into the system change framework’s four fundamental dimensions (norms, resources, regulations, and operations). A total of 57 studies were included. Most of those included studies, 53% were qualitative ( = 30), 60% were published from 2014 to 2024 ( = 34), 26% were from North Americas ( = 15), and 25% were from Europe ( = 14). Factors that hindered mental health deinstitutionalisation included the exclusiveness of the medical model, social discrimination, insufficient community services, transinstitutionalisation, lack of support for community inclusion, most funds allocated to institutionalisation, economic incentives for institutionalisation, institutional policies, inefficient governance, professional control, and limited advocacy. Drivers included a model for community inclusion, an inclusive society, resourcing community alternatives, independent housing, individualised context-oriented support, economic pressures, policy and legal reform, consumer participation in services, and consumer advocacy. The study findings constitute an important basis to inform the ongoing or future deinstitutionalisation processes of adults with mental illness diagnoses.
- A experiência do acolhimento residencial vivências, desafios e aprendizagensPublication . Sousa, Ângela Sofia Fernandes de; Moniz, Maria João VargasO Acolhimento Residencial constitui uma medida de proteção essencial para crianças e jovens em situação de vulnerabilidade, sendo simultaneamente um espaço de segurança e de desenvolvimento, mas também de desafios e tensões. Este estudo tem como objetivo compreender de que forma os jovens que viveram em acolhimento residencial em Portugal percecionam e significam essa experiência no seu percurso de vida. Ao valorizar as suas narrativas individuais, reconhece-se a importância de uma abordagem qualitativa para aceder a experiências subjetivas que dificilmente são captadas por dados quantitativos, permitindo, de forma complementar, observar até que ponto a vivência real se aproxima das garantias previstas no quadro legal. Foram realizadas seis entrevistas semiestruturadas a jovens adultos com experiência de acolhimento residencial, e os dados foram analisados segundo a metodologia de análise temática. O enquadramento teórico contemplou diferentes dimensões do acolhimento, incluindo as relações interpessoais, a identidade, os comportamentos de risco, as redes de apoio, a transição para a vida autónoma e o impacto das práticas institucionais no desenvolvimento global dos jovens. A análise das narrativas revelou uma experiência complexa e ambivalente, marcada por simultâneas oportunidades de crescimento e dificuldades significativas. As relações interpessoais destacaram-se como um eixo central, oscilando entre vínculos de referência e experiências de desamparo e distanciamento emocional. No domínio da identidade, emergiram tanto trajetórias de resiliência e autoconhecimento como sentimentos de solidão e perceções de não merecimento. As redes de apoio mostraram-se diversas, com a presença de figuras familiares, pares e profissionais que continuaram a exercer papéis relevantes após o acolhimento. Verificou-se ainda que os comportamentos de risco funcionaram, em muitos casos, como estratégias de regulação emocional e influência pelos pares. A transição para a vida independente foi descrita como um momento de grande vulnerabilidade, marcado por lacunas na preparação prática e emocional. Por fim, os jovens reconheceram aprendizagens e oportunidades de desenvolvimento, mas salientaram também regras rígidas, falta de atenção individualizada, distanciamento afetivo dos profissionais e insuficiência de apoio psicológico, apontando caminhos de melhoria para um acolhimento mais humano, participativo e sensível às suas necessidades.
- A autoanálise e o aprofundamento emocional através do processo e da contemplação reflexiva na pintura livre e expressivaPublication . Maldonado, Margarida Almeida; Rocha, Teresa AlmeidaO estudo em causa tem como propósito explorar as experiências subjetivas psicológicas e emocionais decorrentes da prática de pintura livre e expressiva, bem como na contemplação reflexiva das suas obras, procurando compreender de que modo esta experiência se relaciona com processos de autoanálise e aprofundamento emocional e se há perceção de bem-estar associado a estes processos. Para tal participaram oito indivíduos, com idades compreendidas entre os 43 e os 67 anos, que independentemente de formação artística pintam de forma assídua e profundamente comprometida para com o ato criativo. A investigação assenta numa metodologia qualitativa com base na Análise Fenomenológica Interpretativa, permitindo uma leitura aprofundada das narrativas e significados vividos pelos participantes. Os resultados revelam uma relação íntima entre o fazer artístico – enquanto processo e contemplação – e fenómenos de autoconhecimento, integração e reorganização dos afetos, tendo-se apurado cinco conjuntos de significado fulcrais: a pintura enquanto necessidade, estrutura e significado existencial; os elementos externos enquanto prolongamento do interno, salientando a dimensão sensorial, corporal e material do fazer artístico; a expressão do inconsciente e do simbólico, traduzida na concretização e exteriorização de conteúdos internos; a pintura enquanto reorganização afetiva, demarcada pela liberdade do ato, processamento emocional e libertação emocional/catarse; e, por fim, a contemplação reflexiva, em que a obra se torna objeto-espelho do Eu, da sua identidade e da relação Eu–mundo–Outro, abrindo diálogo entre Eu-obra e Eu-Outro. Em última análise, conclui-se que a pintura livre e expressiva potencia processos de autoanálise e aprofundamento emocional, é lugar simbólico de encontro entre realidade externa e mundo interno, corpo e psique, promovendo a integração do Eu, o seu bem-estar psicológico e dando sentido às suas vivências.
- Experiências adversas na infância e comportamento criminal na idade adulta: O papel do sexo biológicoPublication . Campos, Beatriz Schneeberger de Ataíde Patrício; Basto Pereira, MiguelA presente revisão sistemática analisou a relação entre experiências adversas na infância (EAIs) e comportamento criminal na idade adulta, examinando o papel moderador do sexo nessa associação. A pesquisa seguiu as diretrizes PRISMA 2020, com critérios de elegibilidade pré-definidos, pesquisa estruturada em bases internacionais extração/síntese transparentes; apenas estudos com amostras adultas e resultados desagregados por sexo foram incluídos. No total, 13 estudos (1997–2024) em contextos prisionais, comunitários e de coorte foram analisados. Os resultados convergem em três pontos principais: (i) a acumulação de EAIs associase de forma robusta a maior probabilidade e variedade de envolvimento criminal; (ii) o sexo modera estas associações de forma não generalizada, mas específica ao tipo de adversidade, ao contexto amostral e ao tipo de crime (p.ex., ligações mais fortes com abuso sexual e violência familiar nas mulheres; maior saliência de criminalidade/consumo parental, pares e vitimização adolescente nos homens); (iii) parte substantiva dos efeitos ocorre por vias indiretas, mediadas por sofrimento psicológico, consumo de substâncias e afiliação a pares antissociais. Em conjunto, os achados reforçam as EAIs como fatores de risco multiformes para a delinquência adulta e sublinham a necessidade de modelos explicativos sensíveis ao sexo e de intervenções informadas pelo trauma e responsivas ao género. Limitações: heterogeneidade das medidas de EAI e de outcomes criminais, escassez de testes formais de interação sexo×EAIs, dependência de autorrelatos e predominância de amostras norte-americanas, condicionando a comparabilidade e a síntese quantitativa
- Persuasão em alterações climáticas: contributos do ELM e da TPBPublication . Conchinhas, Constança de Santa Maria Marques; Loureiro, FilipeAs alterações climáticas são um enorme desafio e a mitigação dos seus efeitos nocivos exige a alteração do comportamento humano. No presente estudo, pretendemos compreender os efeitos de uma mensagem persuasiva sobre as alterações climáticas e os determinantes do comportamento pró-ambiental, beneficiando dos contributos do Modelo da Probabilidade de Elaboração (ELM), da Teoria do Comportamento Planeado (TPB) e do envolvimento dos participantes com o tema (SASSY). Este estudo experimental contou com 195 participantes, 123 dos quais do género feminino (63.1%), com idades entre os 18 e os 76 anos (M = 38.34, DP = 16.58). Para avaliar o envolvimento com o tema, aplicámos o SASSY (Chryst et al., 2018), que permite segmentar os participantes de acordo com as suas perceções face às alterações climáticas. Para testar o efeito da mensagem, adaptámos uma mensagem persuasiva, manipulada para ser composta por argumentos fortes ou fracos e sugerir elevado ou baixo consenso relativamente à adoção de comportamentos pró-ambientais. Aplicámos medidas de controlo para garantir a eficácia das manipulações e a equivalência das mensagens. Medimos o Controlo Comportamental Percebido (PBC) e, como variáveis dependentes, Atitudes, Intenção Comportamental e Comportamento Pró-ambiental. Os resultados demonstraram que as Atitudes e o PBC são preditores da Intenção Comportamental. Corroboraram também a relevância do SASSY, que foi preditor de Atitudes e da Intenção. O efeito persuasivo da mensagem foi apenas parcialmente confirmado. Os resultados refletem ainda a dificuldade de prever Comportamento, que só foi possível ao considerar simultaneamente todas as variáveis. Assim, o estudo realça a relevância de considerar o segmento dos participantes nas intervenções, a necessidade de investigar formas de intervir nos preditores de comportamento e a importância integrar diferentes abordagens e variáveis promissoras.
- Mulheres vítimas de violência doméstica: Fatores facilitadores da permanência na relação abusivaPublication . Roque, Joana Filipa dos Santos; Basto Pereira, MiguelA presente investigação teve como objetivo principal mapear, explorar e avançar no conhecimento e evidência científica sobre os fatores que determinam a permanência da vítima de violência doméstica, do sexo feminino, na relação abusiva. Concretamente, procurou-se perceber e explorar o conceito de violência doméstica, analisando os fatores preditores da permanência na relação abusiva. Estes objetivos foram prosseguidos através de um estudo qualitativo, que envolveu a revisão sistemática sobre o tema central da dissertação. Para tal, usou-se as bases de dados (APA PsycINFO, APA PsycArticles, MEDLINE e Web of Science), com os seguintes descritores: Domestic violence, Intimate partner violence, Domestic abuse, Spousal abuse, Stay, Persist, End, Return, Remain e Battered Women. Os resultados obtidos sugerem que fatores como dependência emocional e económica, nível de escolaridade, empregabilidade, número de dependentes (filhos), perturbações mentais e distorções cognitivas afetam a decisão de permanência na relação abusiva. Procedeu-se à discussão dos resultados, atendendo às investigações empíricas no tema. Por fim, são identificadas as limitações deste estudo e apontadas direções relevantes para estudos futuros
