Logo do repositório
 
A carregar...
Miniatura
Publicação

Experiências adversas na infância e comportamento criminal na idade adulta: O papel do sexo biológico

Utilize este identificador para referenciar este registo.
Nome:Descrição:Tamanho:Formato: 
27767_Beatriz Campos_dissertação.pdfDissertação apresentada no Ispa - Instituto Universitário, para a obtenção do grau de MESTRE EM PSICOLOGIA, na Especialidade em Psicologia Clínica613.42 KBAdobe PDF Ver/Abrir

Resumo(s)

A presente revisão sistemática analisou a relação entre experiências adversas na infância (EAIs) e comportamento criminal na idade adulta, examinando o papel moderador do sexo nessa associação. A pesquisa seguiu as diretrizes PRISMA 2020, com critérios de elegibilidade pré-definidos, pesquisa estruturada em bases internacionais extração/síntese transparentes; apenas estudos com amostras adultas e resultados desagregados por sexo foram incluídos. No total, 13 estudos (1997–2024) em contextos prisionais, comunitários e de coorte foram analisados. Os resultados convergem em três pontos principais: (i) a acumulação de EAIs associase de forma robusta a maior probabilidade e variedade de envolvimento criminal; (ii) o sexo modera estas associações de forma não generalizada, mas específica ao tipo de adversidade, ao contexto amostral e ao tipo de crime (p.ex., ligações mais fortes com abuso sexual e violência familiar nas mulheres; maior saliência de criminalidade/consumo parental, pares e vitimização adolescente nos homens); (iii) parte substantiva dos efeitos ocorre por vias indiretas, mediadas por sofrimento psicológico, consumo de substâncias e afiliação a pares antissociais. Em conjunto, os achados reforçam as EAIs como fatores de risco multiformes para a delinquência adulta e sublinham a necessidade de modelos explicativos sensíveis ao sexo e de intervenções informadas pelo trauma e responsivas ao género. Limitações: heterogeneidade das medidas de EAI e de outcomes criminais, escassez de testes formais de interação sexo×EAIs, dependência de autorrelatos e predominância de amostras norte-americanas, condicionando a comparabilidade e a síntese quantitativa
This systematic review examined the association between adverse childhood experiences (ACEs) and adult criminal behavior, with a focus on the moderating role of sex. Following PRISMA 2020 guidance, we applied pre-specified eligibility criteria, conducted structured searches, and used transparent extraction and synthesis procedures; only adult samples reporting sex-disaggregated findings were retained. Thirteen studies (1997–2024) from prison, community, and cohort settings were included. Three conclusions emerged consistently: (i) accumulation of ACEs is robustly associated with increased likelihood and greater variety of criminal involvement; (ii) sex moderates these associations in a context- and adversity-specific manner (e.g., stronger links with sexual abuse and family violence among women; greater salience of parental criminality/substance use, peer influences, and adolescent victimization among men); and (iii) effects frequently operate through indirect pathways, mediated by psychological distress, substance use, and antisocial peer affiliation. Overall, findings underscore ACEs as multifaceted risk factors for adult offending and highlight the need for sex-responsive explanatory models and trauma-informed, genderresponsive interventions. Key limitations include heterogeneous ACE and outcome measures, infrequent formal tests of sex×ACE interactions, reliance on self-reports, and the predominance of U.S.-based samples, which constrain comparability and quantitative synthesis

Descrição

Dissertação apresentada no Ispa - Instituto Universitário, para obtenção do grau de MESTRE EM PSICOLOGIA Especialidade em Psicologia Clínica

Palavras-chave

Experiências adversas na infância Sexo Comportamento criminal Revisão sistemática. Adverse childhood experiences Sex Criminal behavior Systematic Review

Contexto Educativo

Citação

Projetos de investigação

Unidades organizacionais

Fascículo