Browsing by Issue Date, starting with "2025-08-06"
Now showing 1 - 4 of 4
Results Per Page
Sort Options
- O papel mediador da desconexão digital na relação entre o workaholism e os afetos em contexto organizacionalPublication . Canês, Madalena João Novo; Sabino, AnaNum mundo cada vez mais digital, a conectividade constante tornou-se uma característica habitual do ambiente de trabalho contemporâneo, impulsionada sobretudo pela crescente utilização de dispositivos móveis que mantêm as pessoas permanentemente ligadas. Neste contexto, é fundamental perceber fenómenos como o workaholism que têm vindo a ganhar destaque, particularmente no que se refere ao seu impacto sobre os afetos dos colaboradores. O presente estudo teve como principal objetivo investigar se as dimensões da Desconexão Digital funcionam como variáveis mediadoras na relação entre as dimensões do workaholism e os afetos positivos e negativos. Com base numa amostra de 184 participantes, os resultados revelaram que, no domínio dos afetos positivos, a Desconexão Digital, particularmente na dimensão das Restrições Tecnológicas, apresentou um efeito mediador significativo em todas as dimensões do workaholism (Motivacional, Cognitiva, Emocional e Comportamental). Em contrapartida, a dimensão Comunicação não evidenciou efeitos mediadores significativos. Relativamente aos afetos negativos, não foram identificados efeitos de mediação, indicando que a Desconexão Digital não desempenha um papel relevante nessa relação. Estes resultados reforçam a importância da gestão da conectividade digital como um fator protetor no contexto rganizacional, com especial impacto na promoção de experiências emocionais positivas no trabalho. A presente investigação contribui ainda para a reflexão sobre estratégias organizacionais que favoreçam uma cultura de desconexão digital, como forma de mitigar os efeitos adversos associados ao Workaholism.
- Exploração da relação entre cibercondria, crenças em saúde e somatização em adultos emergentesPublication . Cardoso, Inês Mesquita; Pimenta, FilipaIntrodução: À procura excessiva de conteúdos sobre saúde online, acompanhada de uma elevada preocupação e dificuldade em gerir a informação encontrada dá-se o nome de cibercondria. Este fenómeno emergente tem sido pouco explorado em jovens adultos, população altamente exposta a conteúdos digitais. Este estudo pretende explorar de que forma a cibercondria se relaciona com a perceção de autoeficácia, a gravidade percebida e a somatização, à luz do Modelo de Crenças em Saúde. Método: Neste estudo quantitativo exploratório participaram 536 jovens adultos portugueses, com idades compreendidas entre os 18-30 anos (M=24.10; DP=2.68), que responderam a questões sociodemográficas, clínicas e relativas a hábitos de pesquisa sobre saúde online, seguido da Cyberchondria Severity Scale (com as subescalas Sofrimento, Compulsão, Excessividade, Reconfirmação e Desconfiança do médico), Somatic Symptom Scale – 8 e do Questionário de Crenças sobre Saúde Mental. Resultados: O modelo final apresentou bom ajustamento (CFI=.97; TLI=.96; RMSEA=.04; SRMR=.06), indicando que diferentes dimensões da cibercondria predizem de forma distinta as variáveis em estudo. Destaca-se o sofrimento como principal preditor da somatização (β=.42, p < .001) e da gravidade percebida (β =.29, p < .001), e a desconfiança do médico como preditor negativo da perceção de autoeficácia e benefícios (β=–.53 , p < .001). O modelo explicou 17.6% da variância da somatização, 29.8% da autoeficácia/benefícios e 11.3% da gravidade percebida de doença mental. Discussão: Estes resultados reforçam a escassa literatura existente ao evidenciar que dimensões específicas da cibercondria afetam de forma distinta as crenças em saúde e a somatização. Face a este panorama, torna-se essencial implementar intervenções que aliem a promoção da literacia digital crítica ao reforço da confiança na relação médico-paciente, e ao desenvolvimento de competências para lidar com a informação médica online.
- Teatro playback, resiliência e empoderamento: Uma análise focada na comunidade LGBTQIA+Publication . Martins, Margarida Maria da Costa e Silva; Gonzalez, António JoséO Teatro Playback (TP) é uma prática teatral participativa que possibilita a partilha e ressignificação de histórias pessoais, promovendo a empatia, o apoio mútuo e o fortalecimento das identidades. Esta dissertação explora o impacto do TP na promoção da resiliência e do empoderamento em pessoas da comunidade LGBTQIA+, no contexto do projeto Dar Palco à Diferença. O estudo, de natureza qualitativa, recorreu a entrevistas semiestruturadas a seis performers LGBTQIA+ que integraram grupos de TP formados no âmbito deste projeto. A análise temática reflexiva, inspirada em Braun e Clarke (2006), revelou que o TP constitui um espaço seguro e afirmativo, potenciador da autoestima, da construção de redes de apoio e da validação identitária. Os resultados evidenciam que a prática continuada do TP contribui para mitigar os efeitos do stress de minorias, promover estratégias de coping positivas e reforçar o sentimento de pertença comunitária. O estudo sublinha ainda a importância de garantir a continuidade das intervenções e de integrá-las em programas estruturados de promoção da saúde mental e dos direitos humanos, particularmente em contextos sociopolíticos adversos. O TP emerge assim como uma ferramenta relevante na intervenção psicossocial junto da comunidade LGBTQIA+.
- Relações entre estilo de comunicação do treinador e a motivação para o desporto e comportamento alimentar: Uma análise de moderaçãoPublication . Sá, Mathilde Pica de Oliveira; Encantado, JorgeO segredo não está no talento, mas na motivação para a prática. A motivação autónoma é um conceito bastante presente nos dias de hoje, mas que por ser inata e espontânea nas suas formas de se manifestar, pode alterar-se dependendo do contexto em que nos inserimos. A presente Dissertação de Mestrado engloba o estudo do papel do estilo de comunicação do treinador na motivação para o desporto e para o comportamento alimentar, à luz da Teoria da Autodeterminação. Recorremos a uma amostra de 89 participantes com idades compreendidas entre os 18 e os 35 anos, maioritariamente do género masculino (n = 60; 67.4%). Os inquiridos responderam a um questionário online que englobou as seguintes variáveis: (a) Estilo de comunicação do treinador; (b) Satisfação das necessidades psicológicas básicas para o exercício; (c) Motivação para o exercício; (d) Motivação para o comportamento alimentar. Os principais resultados destacam: (a) Correlações positivas entre a satisfação das necessidades psicológicas básicas e a motivação autónoma; (b) Correlações negativas entre o estilo de comunicação controladora do treinador e a motivação autónoma, mais significativo ao nível da alimentação; (c) O género e a necessidade de autonomia evidenciaram efeitos de moderação nessas relações, com impacto mais negativo do estilo controlador em atletas que percecionam mais autonomia (b = –0.202, p = .012) e do género feminino (b = –.525, p = .003). No presente contexto desportivo, reforça-se a importância de um clima motivacional de suporte à autonomia que promova comportamentos de saúde sustentados, tanto na sua prática como na regulação alimentar do/a praticante.
