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- Handwashing adherence during the COVID-19 pandemic: A longitudinal study based on protection motivation theoryPublication . Szczuka, Zofia; Siwa, Maria; Abraham, Charles; Baban, Adriana; Brooks, Sydney; Cipolletta, Sabrina; Danso, Ebrima; Dombrowski, Stephan U.; Gan, Yiqun; Gaspar, Tania; Gaspar de Matos, Margarida; Griva, Konstadina; Jongenelis, Michelle; Keller, Jan; Knoll, Nina; Ma, Jinjin; Miah, Mohammad Abdul Awal; Morgan, Karen; Peraud, William; Quintard, Bruno; Shah, Vishna; Schenkel, Konstantin; Scholz, Urte; Schwarzer, Ralf; Taut, Diana; Tomaino, Silvia C.M.; Vilchinsky, Noa; Wolf, Hodaya; Luszczynska, Aleksandra; Gaspar, taniaRationale The associations between the number of COVID-19 cases/deaths and subsequent uptake of protective behaviors may reflect cognitive and behavioral responses to threat-relevant information. Objective Applying protection motivation theory (PMT), this study explored whether the number of total COVID-19 cases/deaths and general anxiety were associated with cross-situational handwashing adherence and whether these associations were mediated by PMT-specific self-regulatory cognitions (threat appraisal: perceived vulnerability, perceived illness severity; coping appraisal: self-efficacy, response efficacy, response costs). Method The study (#NCT04367337) was conducted in March–September 2020 among 1256 adults residing in 14 countries. Self-reports on baseline general anxiety levels, handwashing adherence across 12 situations, and PMT-related constructs were collected using an online survey at two points in time, four weeks apart. Values of COVID-19 cases and deaths were retrieved twice for each country (one week prior to the individual data collection). Results Across countries and time, levels of adherence to handwashing guidelines were high. Path analysis indicated that smaller numbers of COVID-19 cases/deaths (Time 0; T0) were related to stronger self-efficacy (T1), which in turn was associated with higher handwashing adherence (T3). Lower general anxiety (T1) was related to better adherence (T3), with this effect mediated by higher response efficacy (T1, T3) and lower response cost (T3). However, higher general anxiety (T1) was related to better adherence via higher illness severity (T1, T3). General anxiety was unrelated to COVID-19 indicators. Conclusions We found a complex pattern of associations between the numbers of COVID-19 cases/deaths, general anxiety, PMT variables, and handwashing adherence at the early stages of the pandemic. Higher general anxiety may enable threat appraisal (perceived illness severity), but it may hinder coping appraisal (response efficacy and response costs). The indicators of the trajectory of the pandemic (i.e., the smaller number of COVID-19 cases) may be indirectly associated with higher handwashing adherence via stronger self-efficacy.
- Louca, frágil, vítima, impulsiva, má. Um estudo sobre as atitudes da guarda prisional face a mulheres ofensorasPublication . Knittel, Sofia Oliveira; Sousa, Daniel Cunha Monteiro deOs Guardas Prisionais detêm extrema importância no processo de reclusão dos indivíduos que cometeram crimes, contribuindo para a sua ressocialização. Contudo, não são imunes a crenças e atitudes disseminadas socialmente acerca de diversos tópicos, como a criminalidade feminina, sendo que estas poderão enviesar o seu comportamento. O presente estudo teve como principais objetivos explorar as atitudes destes elementos face ao crime cometido por mulheres, além de as relacionar com outras variáveis de relevo, como o sexo e o posicionamento político. Para tal, recorremos a um questionário composto pelo instrumento “Atitudes sobre o Crime Feminino” (ACF), por uma medida breve de avaliação da personalidade – TIPI-P – e por questões de natureza sociodemográfica, aplicado a 132 Guardas Prisionais e em seis Estabelecimentos Prisionais. Primeiramente, aferimos a estrutura fatorial da escala ACF, tendo-se obtido quatro fatores distintos da versão original. Posteriormente, observámos uma tendência avaliativa predominantemente negativa, principalmente em participantes jovens e mulheres, que expressaram maior concordância com a visão patológica da mulher que comete crimes e, consequentemente, com a dupla punição. Contrapondo, os homens mais velhos tenderam a percecionar a mulher como vítima, além de possuírem mais conhecimentos técnicos adequados, mostrando-se mais tolerantes. Em suma, verifica-se uma atuação diferenciada face a mulheres que cometem crimes, assente na complexa relação entre género, papéis de género e criminalidade. Assim, ora é reforçada a visão da “mulher frágil”, ora é julgada a “mulher má”, levando-nos a crer que ‘serse mulher’ (ainda) não suscita respostas legais neutras por parte do Sistema de Justiça.
- Análise das entrevistas de duas mulheres chilenas e duas mulheres búlgaras após a leitura do Mito do TraucoPublication . Constantino, Rodrigo Miguel Diuana; Marques, Maria EmíliaOs mitos são uma linguagem simbólica que têm uma relação íntima com o inconscien te. Desde Freud, que a psicanálise recorre à mitologia grega para explicar e compreender fenómenos psíquicos. Contudo, muitas culturas têm a sua própria mitologia, pelo que uma compreensão psicanalítica desta ajudará a compreender o ser humano na sua di versidade cultural. Assim, o objetivo deste estudo foi explorar o mundo interno de duas mulheres chilenas e duas mulheres búlgaras apos a leitura do mito do Trauco originário da ilha de Chiloé, e compreender quais as temáticas psíquicas que o mito do Trauco evocava nas participantes. Para isto, utilizou-se o método de entrevista de narrativa de associação livre (Fani) proposto por Hollway e Jefferson (2000). Todas as participantes, cada uma à sua forma, abordaram a temática da sexualidade e da representação do masculino e do feminino.
- Quem sou eu? Sentimento de pertença e genealogia em adultosPublication . Duarte, Diana Alcobia da Graça Paulo Monteiro; Frasquilho, DianaA pertença é uma necessidade básica do ser humano. Ao longo da idade adulta, esta pode variar com base nos contextos e vivências do sujeito. A atividade de realização de genealogia tem vindo a ser um passatempo cada vez mais comum em todo o mundo levando milhões de pessoas a interessarem-se por conhecerem os seus antepassados e coletarem as suas histórias. O presente estudo tem como objetivo observar a ligação entre estas duas variáveis: o sentimento de pertença e a realização de genealogia em adultos como também observar a sua ligação com a saúde mental. Para tal, foram utilizados como instrumentos de avaliação, o Instrumento de Avaliação do Sentimento de Pertença (IASP), o instrumento Mental Health Inventory (MHI-5), e um questionário sociodemográfico que compreende perguntas específicas relacionadas com a realização de busca genealógica. A amostra foi constituída por 494 adultos. Foram encontradas correlações positivas entre o sentimento de pertença e a frequência da realização de genealogia e a idade, como também uma correlação negativa entre sentimento de pertença e saúde mental. É sugerida a utilização de variáveis mediadoras entre sentimento de pertença e genealogia de forma a melhor compreender esta relação. O estudo demonstra importância para a Psicologia clínica revelando como a realização de genealogia poderá ser um fator associado a níveis de sentimento de pertença mais elevados em adultos. O estudo apresenta implicações teóricas importantes visto abordar fatores pouco conhecidos em Portugal tais como a genealogia e o sentimento de pertença em adultos.
