Psicologia Clínica
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Percorrer Psicologia Clínica por orientador "Afonso, José Abreu"
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- O impacto da dismorfia corporal no eu corporalPublication . Moreira, Cátia Alexandra Saíba; Afonso, José AbreuObjetivo: Analisar o impacto da dismorfia corporal no Eu Corporal. Revisão bibliográfica: A dismorfia corporal é definida como uma preocupação excessiva com um defeito corporal imaginário por parte da pessoa provocando sofrimento de forma incongruente, exigindo acompanhamento clínico. Este quadro fomenta no indivíduo a necessidade de esquivar este defeito ou da sua perceção, distorcida pelo sujeito, com acessórios, maquilhagem, gestos, bem como a necessidade extrema de verificar se o defeito se encontra presente através da observação repetida ao espelho. Este quadro leva a um afastamento da vida social pela vergonha e medo de ser descoberto. A compreensão do corpo na psicanálise, especialmente em casos de dismorfia corporal, envolve um olhar para além do aspeto físico. O foco, nestes casos, está antes dinâmicas inconscientes que moldam a perceção corporal, os comportamentos alimentares e a experiência da dor física como algo prazeroso. Por outro lado, à luz das neurociências, a dismorfia corporal remete para capacidade do cérebro atualizar a imagem corporal face às mudanças sensoriais, com base no fenómeno dos “membros fantasma”. O intuito deste trabalho é de entender o quão estão relacionados os padrões de beleza corporal em atletas com a relação entre as conexões cerebrais e o Eu Corporal. Metodologia: O trabalho consiste num estudo transversal, com evolução para um estudo longitudinal, com uma amostra de 30 participantes de atletas federados, de ambos os sexos que preenchem um questionário online com as seguintes provas: Escala de Autoestima de Rosenberg; BREQ-4; escala de CARSAL/CARVAL; DAS-14 e a aplicação do teste de Rorschach presencialmente.
- A Influência da satisfação com a parentalidade no desenvolvimento infantil: O papel mediador da vinculação seguraPublication . Terrin, Maria Eduarda de Meris; Afonso, José AbreuNas últimas décadas, a parentalidade tem vindo a assumir um papel central na investigação psicológica, sendo reconhecida como um dos contextos mais determinantes para o desenvolvimento humano. Partindo da perspetiva da teoria da vinculação (Bowlby, 1969/1982) e do modelo processual de Belsky (1984, 2014), o presente estudo procurou analisar de que forma a satisfação com a parentalidade influencia o desenvolvimento infantil, considerando o papel mediador da vinculação segura. Pretendeu-se compreender se pais e mães que experienciam maior satisfação no seu papel parental tendem a estabelecer vínculos mais seguros com os filhos e se essa qualidade vincular se reflete em níveis mais elevados de desenvolvimento emocional, social e cognitivo das crianças. A amostra foi constituída por 60 cuidadores de crianças com idades compreendidas entre 1 e 6 anos, residentes em Portugal. Foram utilizados três instrumentos: a Parental Stress Scale (PSS; Berry & Jones, 1995), adaptação portuguesa de Algarvio et al., (2018); a Parent–Child Attachment Scale (PCAS; Cummings, 1980) e o Ages & Stages Questionnaires (ASQ-3; Squires et al., 2009). Os resultados indicaram uma associação negativa entre o stress parental e a vinculação, confirmando que cuidadores mais satisfeitos estabelecem vínculos mais seguros. Verificou-se ainda que a vinculação medeia parcialmente a relação entre satisfação parental e desenvolvimento infantil, sugerindo que a influência do bem-estar parental ocorre sobretudo através da qualidade da relação afetiva. A idade da criança e a escolaridade do cuidador emergiram como preditores significativos do desenvolvimento, reforçando o papel de fatores contextuais
- Um triângulo a dois?: Triangulação psíquica em crianças de famílias monoparentais femininasPublication . Baltazar, Matilde Couchinho; Afonso, José AbreuAs famílias monoparentais femininas por opção têm vindo a aumentar nas últimas décadas. Ao não corresponderem às ideologias da família nuclear tradicional (casal heterossexual com filhos biológicos), levantam uma série de preocupações relacionadas com o bem-estar e com o ajustamento psicológico das crianças que crescem sem uma figura paterna. O Complexo de Édipo constitui-se como a fase primordial do desenvolvimento sexual infantil permitindo que a criança aceda aos objetos de desejo e às identificações. A criança compete com o objeto de identificação pelo objeto de desejo, concretizando um movimento psíquico triangular. O desenvolvimento do Complexo de Édipo é, portanto, necessário para o acesso à triangulação psíquica e para um funcionamento psíquico saudável. Face à escassez de literatura psicanalítica nesta temática, o presente estudo teve como objetivos principais descrever os processos intrapsíquicos das crianças de famílias monoparentais femininas por opção e explorar os papéis parentais destas famílias. Para tal, foram avaliados a diferenciação psíquica, a relação com o Terceiro, as identificações objetais, o acesso aos interditos, os objetos de desejo e os objetos de rivalidade. Neste estudo de tipo qualitativo, foram entrevistadas seis mães e seis crianças de famílias monoparentais femininas por opção e foi realizada uma Análise Temática reflexiva. Foram identificados sete temas principais e nove subtemas nas narrativas dos participantes. Os resultados sugerem que as crianças de famílias monoparentais femininas por opção acedem à triangulação psíquica e concretizam os conflitos edipianos e que as funções parentais não se encontram exclusivamente atribuídas a papéis familiares específicos. São discutidas as implicações teóricas e clínicas, assim como as limitações do estudo e sugestões para investigações futuras.
