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Advisor(s)
Abstract(s)
Conhecer e justificar o Auto Esteriótipo e Esteriótipo entre paĆses, tem sido
uma necessidade constante das sociedades, exacerbada na actualidade
pela crescente interacção existente entre eles, quer do ponto de vista
económico, polĆtico ou cultural.
Esta necessidade manifestou-se tambƩm em Portugal, principalmente desde
a integração do nosso paĆs na Comunidade Europeia.
Na última década os Psicólogos Sociais Portugueses, dedicaram grande
extensão do seu trabalho a identificarem os Auto Esteriótipos e Esteriótipos,
entre paĆses passĆveis de terem uma maior interacção com Portugal, como
por exemplo, Espanha.
Por estudos anteriores, verificaram que a teoria da Identidade Social de
Tajfel, poderia associar-se perfeitamente aos resultados encontrados nesses
estudos.
O Auto Esteriótipo Nacional seria assim, mais positivo que o Esteriótipo dos
Espanhóis, que se apresentam como o nosso outgroup.
Palma Oliveira, Garcia Marques e Correia Jesuino, encontraram tambƩm
uma diferenciação interessante entre regiões, nomeadamente quando se vai
para Norte, Sul e Fronteiras.
Continuando a senda desses estudos, eis que surge o presente trabalho que
modificando os sujeitos (população geral), utiliza a profissão como
diferenciação e utiliza um grupo de anĆ”lise especĆfico, "MĆ©dicos inseridos no
grupo dos Profissionais de SaĆŗde".
Pretendeu-se manter a diferenciação por regiões, optando-se por Lisboa
(Sul); Porto (Norte) e Eivas (Fronteira).
Pretendemos analisar até que ponto a consistência dos Esteriótipos se
mantĆ©m embora seja inserido uma caracterização profissional especĆfica e
ainda se o conteúdo desses Esteriótipos são modificados pela profissão.
PermitirÔ também verificar futuramente esta evolução não só da população
geral mas também dentro do seio dos Profissionais de Saúde.
Para além dessa particularidade, surge como novidade, a utilização de
comparação entre o Auto e o Hetero Esteriótipo profissional e saber se o
Auto Esteriótipo profissional incute nos Profissionais de Saúde Portugueses,
uma imagem e uma identidade essencialmente positiva.
Assim, procurou-se conhecer e analisar o Auto Esteriótipo profissional dos
Médicos enquanto Profissionais de Saúde e o Esteriótipo dos Profissionais
de Saúde Espanhóis.
Com esta nova problemÔtica, verificamos a existência de uma realidade que
foi mencionada por Doise e Dechamps, na dƩcada de setenta, que Ʃ a
categorização cruzada.
Existindo dois grupos distintos de anƔlise e inserindo um deles a alvo da
anÔlise no ingroup dos sujeitos, procurou-se testar a existência ou não de
diminuição da categorização cruzada, ou seja de positividade.
Baseando-nos nestes aspectos, obtivemos como . resultados mais
significativos a confirmação da tendência de estudos anteriores.
Mantem-se uma positividade marcada do Auto Esteriótipo face ao
Esteriótipo, o que confirma a teoria da Identidade Social de Tajfel, como boa
preditora e enquadradora das diferenças dos conteúdos dos Esteriótipo.
Neste estudo, verificamos a não existência de categorização cruzada.
Existiu uma opção por parte dos Médicos e dos Profissionais de Saúde, de
uma categorização e não de outra.
Os Médicos e Profissionais de Saúde analisados, analisaram os
Profissionais de Saúde Espanhóis, como Profissionais de Saúde e não como
Espanhóis, optando por essa pertença ao grupo na sua avaliação.
Este trabalho consegue assim na nossa opinião, atingir os objectivos
propostos, principalmente na delimitação e consistência dos Autos
Esteriótipos Nacionais e Profissionais e dos EsterĆótipos Nacionais e
Profissionais dos Espanhóis.
No global e nos aspectos mais importantes, mantem-se consistente com os
outros estudos e não aceita a categorização cruzada como uma realidade.
Description
Dissertação de Mestrado em Comportamento Organizacional
Keywords
Pedagogical Context
Citation
Publisher
Instituto Superior de Psicologia Aplicada