PCLI - Dissertações de Mestrado
URI permanente para esta coleção:
Navegar
Percorrer PCLI - Dissertações de Mestrado por Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) "16:Paz, Justiça e Instituições Eficazes"
A mostrar 1 - 2 de 2
Resultados por página
Opções de ordenação
- De repente, fico sem palavras: Impacto psicológico do trabalho com refugiados em profissionais na linha da frentePublication . Pinto, Mateus Barbosa Osório; Matos, LisaNos últimos anos, o número de pessoas a cruzarem fronteiras internacionais para fugir de situações de conflito, pobreza e perseguição tem crescido exponencialmente e, com esse crescimento, o papel dos países que têm acolhido estas populações também tem aumentado significativamente. Os e as profissionais que trabalham no acolhimento e integração de populações refugiadas estão expostos a uma multiplicidade de stressores e desafios passíveis de comprometerem o seu bem-estar e saúde mental. O presente estudo qualitativo visou compreender o impacto psicológico do confronto com os desafios do dia a dia do acolhimento e integração de pessoas refugiada em Portugal. Foram entrevistados 32 profissionais, a trabalhar sobretudo na região de Lisboa, entre fevereiro e março de 2025. Através da análise temática, foram identificados seis temas relacionados com: motivações (Tema 1: Desejo de contribuir para um mundo melhor); stressores (Tema 2: Confronto com os desafios do dia a dia e Tema 3: “De repente, fico sem palavras”); e impacto na saúde mental (Tema 4: Desidealização da profissão, Tema 5: Alteração das visões do mundo e Tema 6: “Quando terminas o dia, sais totalmente vazio”). Os resultados sugerem descrença no sistema de acolhimento português, alteração das visões do mundo dos e das profissionais e elevado desgaste emocional, com sintomas de stress traumático secundário e trauma vicariante. O presente estudo demonstra a necessidade de alteração de medidas políticas e do sistema de acolhimento, assim como a promoção de contextos de trabalho mais protetores da saúde mental e bem-estar dos profissionais.
- Dor Invisível: O trauma de mãos dadas com a guerraPublication . Graça, Patrícia Mariana Marques da Costa; Ornelas, José HenriqueIntrodução: Os militares devido à natureza das suas funções, podem enfrentar sérios desafios emocionais relacionados às experiências vivenciadas durante o exercício da sua profissão, mais propriamente missões em zonas de conflito, intervenções em situações de crise e distanciamento da rede de apoio pessoal, que são fatores que frequentemente expõem estes profissionais a eventos potencialmente traumáticos. A ausência de suporte psicológico adequado pode agravar os impactos destas experiências, aumentando o risco de danos emocionais. Método: Este estudo foi conduzido com uma amostra de seis militares portugueses apenas do género masculino. Para a colheita destes dados, foram realizadas entrevistas via videochamada, mas que permitissem que estes pudessem abordar as suas histórias de forma detalhada, tendo então recorrido a entrevistas com questões de caráter mais aberto. A entrevista incluiu questões sociodemográficas, avaliações nos períodos pré, durante e pós guerra. Este método permitiu captar uma visão mais abrangente dos fatores que influenciam a saúde emocional dos militares ao longo das suas experiências durante as missões Resultados: Os resultados demonstraram que todas as experiências vivenciadas durante as suas estadias no teatro de operações, varia de militares para militares, dado que, cada militar é exposto a situações de diferentes níveis que podem ou não ser consideradas traumáticas como também difere consoante as suas características individuais. Alguns militares relataram terem estado envolvidos diretamente em conflitos que ameaçassem a vida humana, enquanto outros relataram situações críticas mas que não feriam moralmente nem fisicamente os militares. Durante os relatos os militares foram mencionados sintomas ou mudanças comportamentais como, a ansiedade, alterações observadas por familiares e impotência que indicam impacto psicológico não trivial. Apesar dos relatos, nenhum militar procurou apoio psicológico profissional
