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- E agora, o que é que eu faço? Conhecimento emocional, envolvimento parental e reações às emoções de valência negativa da criança pré-escolarPublication . Arnaud, Márcia Maria Barata de Jesus; Santos, António JoséO conhecimento das emoções é um aspeto muito importante da vida social das crianças, porque esta compreensão constitui um guia para os seus comportamentos em interações sociais. As primeiras experiências com emoções ocorrem dentro do seio familiar assim, a família compõe uma forte influência no desenvolvimento do conhecimento emocional das suas crianças. Este estudo pretende explorar como é que as reações dos pais às emoções negativas dos filhos e o seu envolvimento se relacionam com o seu conhecimento emocional. Participaram neste estudo 50 famílias e foram utilizados os seguintes instrumentos: o Teste do Conhecimento Emocional (Maló-Machado, Veríssimo, & Denham, 2006) realizado com as crianças a Escala de Envolvimento Parental - Actividades de Cuidados e de Socialização (Monteiro, Veríssimo e Pessoa & Costa, 2008) e o Teste das Reacções dos Pais às Emoções Negativas das Crianças (Fabes et al., 1990). Os resultados mostram que quanto menor a perceção das mães de partilha dos cuidados diretos e disciplina, maior a sua utilização de estratégias de coping negativas para lidar com as emoções de valência negativa das suas crianças, quanto maior a perceção de partilha dos cuidados mais estratégias construtivas eram adotadas. As estratégias de minimização das mães correlacionam-se com mais dificuldades no conhecimento emocional e as estratégias construtivas correlacionam-se com um maior conhecimento emocional. Assim, conclui-se que a perceção de partilha do envolvimento influencia as estratégias de coping utilizadas que irão ter impacto no desenvolvimento do conhecimento emocional das crianças.
- A relação entre a obesidade e a aceitação social em crianças de idade pré-escolarPublication . Jesus, Catarina Soares de; Santos, António JoséNa primeira infância os grupos de pares têm vindo a ser reconhecidos como um contexto de socialização importante. As experiências sociais positivas que ocorrem neste contexto durante estas idades são consideradas críticas para o desenvolvimento social, cognitivo e moral subsequente. A presente investigação teve como principal objetivo analisar a relação entre a obesidade e a aceitação e rejeição social, bem como a relação entre a obesidade e as amizades recíprocas e unilaterais em crianças com idade pré-escolar. A amostra é constituída por 53 crianças (28 raparigas e 25 rapazes), pertencentes a uma faixa etária entre os 2 e os 6 anos de idade, que frequentam o ensino pré-escolar de três infantários da Madeira e um no Montijo. Como instrumento foi utilizado o “Questionário Perceção e Preocupação com Peso e Dieta”, preenchido pelos pais. Adicionalmente, com cada criança individualmente, foram aplicadas medidas sociométricas (Nomeações positivas, Nomeações negativas e Escala de apreciação). Cada criança foi pesada e medida, com o objetivo de calcular o seu IMC, para que posteriormente cada uma fosse inseridas num dos 3 níveis possíveis de IMC (Normal, Excesso de Peso e Obesidade). Os resultados demostraram que as crianças com obesidade não se diferenciam das restantes no que diz respeito à aceitação social, às amizades recíprocas e unilaterais e correlacionam-se negativamente no que diz respeito à rejeição social.
