Percorrer por autor "Gomez, Rita M. M."
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- Ajustamento conjugal: Características psicométricas da versão portuguesa da Dyadic Adjustment ScalePublication . Gomez, Rita M. M.; Leal, Isabel PereiraA Dyadic Adjustment Scale (DAS; Spanier, 1976) é considerada uma das melhores medidas de avaliação da qualidade da relação conjugal. O objectivo deste estudo foi analisar o comportamento psicométrico da versão portuguesa da DAS. A amostra incluiu um total de 207 participantes (103 mulheres e 104 homens) casados ou a viver maritalmente com o companheiro/a há pelo menos seis meses. Os resultados de análises factoriais confirmatórias revelaram um bom ajustamento da estrutura multidimensional originalmente proposta. O alfa para a escala global de 32 itens foi .897, e variou entre .655 e .849 para as quatro sub-escalas. Os restantes dados (incluindo sobre a fidelidade teste-reteste e associação das notas com várias variáveis) indicaram também que a versão portuguesa da DAS apresenta características psicométricas equivalentes às da versão original. Adicionalmente, os resultados deste estudo sugerem que a sub-escala de Satisfação (10 itens) pode ser usada como uma versão curta da DAS quando o objectivo for avaliar o ajustamento conjugal em termos globais. ------ ABSTRACT ------ The Dyadic Adjustment Scale (DAS; Spanier, 1976) is considered to be one of the best measures of marital quality. The goal of this study was to analyze the psychometric properties of the Portuguese version of the DAS. The sample was constituted of 207 participants (103 women and 104 men) who were married to or cohabiting with the partner for at least six months. Confirmatory factor analyses revealed a good fit of the multidimensional factor structure proposed originally. The alpha was .897 for the global scale, and varied between .655 and .849 for the four sub-scales. Additional analyses (including of testretest reliability and the association of scores with various variables) provided further evidence for similar psychometric properties of the Portuguese version of the DAS as compared to the original version. The results of the present study also suggest that the Satisfaction sub-scale (10 itens) can be used as a short-form of the original DAS when the aim
- Paternidade, gravidez e o síndroma de couvade: Estudo exploratório sobre a ocorrência de sintomas em pais-expectantes portuguesesPublication . Gomez, Rita M. M.; Figueiredo, EuricoEnquadrado teoricamente numa abordagem da paternidade, da gravidez e do Sindoma de Couvade, foi conduzido um estudo exploratório sobre a ocorrência de sintomas em pais-expectantes portugueses, o qual obedeceu a um desenho de investigação característico de um estudo observacional descritivo-de comparação entre grupos e analítico-transversal. Foi constituída uma amostra de 11 pais-expectantes no primeiro trimestre da gravidez, 21 pais-expectantes no segundo trimestre da gravidez, 20 pais-expectantes no terceiro trimestre na gravidez e 22 homens-não-expectantes, todos de nacionalidade portuguesa, maiores de idade e casados ou em união de facto, tendo-se recorrido a um método mail type para a amostragem e recolha dos dados. Pretendo-se determinar se os sintomas vivenciados por pais-expectantes portugueses são atribuíveis à gravidez e enquadráveis no construto Síndroma de Couvade, compararam-se os pais-expectantes em cada trimestre da gravidez e os homens-não-expectantes, no tipo e número de sintomas vivenciados, e analisou-se a relação entre o número de sintomas vivenciados e outros acontecimentos de vida que não a gravidez. Pretendendo-se analisar se a incidência de sintomas nos pais-expectantes portugueses apresenta uma evolução em curva U ao longo da gravidez (considerada típica do Síndroma de Couvade), compararam-se pais-expectantes em cada trimestre da gravidez no número de sintomas vivenciados. Pretendendo-se determinar o efeito de planeamento da gravidez (planeada vs não-planeada), estatuto da paternidade (primípara vs não-primípara) e idade na incidência de sintomas durante a gravidez, compararam-se os pais-expectantes cuja gravidez tinha sido planeada e os pais-expectantes cuja gravidez não tinha sido não-planeada, por um lado, e os pais-primíparos e os pais-não-primíparos, por outro, no número de sintomas vivenciados., e determinou-se o grau de relação entre esta variável e a idade. Para avaliar o tipo e número de sintomas vivenciados foi feita a adaptação do The Symptomatology Inventory (Black, Holditch-Davis, Sandelowski e Harris, 1995), cuja versão foi intitulada 'Inventário de Sintomatologia', e para avaliar os acontecimentos de vida foi utilizada uma versão traduzida do Life Experiences Survey (Sarason, Jonhson e Siegel, 1978). Os resultados sugeriram que, em termos médios, os pais-expectantes portugueses vivenciam sintomatologia geral em quantidade equivalente aos homens não-expectantes, embora pareçam ser mais afectados na motivação sexual e social. Em termos de evolução ao longo da gravidez, parece haver uma maior vulnerabilidade à vivência de sintomas no segundo trimestre, mas que não é significativa. Os resultados sugeriram ainda que a incidência de sintomas durante a paternidade-expectante não se associa à idade, planeamento da gravidez ou estatuto da paternidade. Finalmente, os resultados indicaram a pertinência de se explorar a relação entre estatuto gravídico masculino e percepção de outros acontecimentos de vida. Concluiu-se que, na sua globalidade, os resultados obtidos não provinham confirmação empírica do Síndroma de Couvade, apesar do reconhecimento de que muitos homens-expectantes podem vivenciar constrangimentos físicos e emocionais durante a gravidez. Considerou-se, no que respeita à investigação sobre o Síndroma de Couvade, que estudos futuros deveriam avaliar a percepção dos pais-expectantes do próprio estado geral de saúde e o recurso a tratamento para lidar com os sintomas, e que continuará a ser relevante o estudo das alterações fisiológicas masculinas durante a gravidez e dos factores que medeiam essas mudanças. Considerou-se, no que respeita à prática clínica, a necessidade de um melhor enquadramento das vivências masculinas da gravidez, e de disponibilizar sistemas de apoio mais cedo e a mais vocacionados para lidar com a situação marital durante a gravidez e com a futura parentalidade.
- Vinculação parental durante a gravidez: Versão portuguesa da forma materna e paterna da Antenatal Emotional Attachment ScalePublication . Gomez, Rita M. M.; Leal, Isabel PereiraNeste estudo apresentam-se os resultados da adaptação para a população portuguesa das formas materna e paterna da Antenatal Emotional Attachment Scale (AEAS; J.T. Condon, 1993). As duas formas portuguesas da AEAS (ou Escala de Vinculação Pré-Natal) apresentam um bom nível de consistência interna e de estabilidade teste-reteste. Foi estudada também a associação das notas da vinculação pré-natal com a idade, tempo de gestação, experiência parental, ajustamento conjugal, depressão materna e envolvimento paterno no pós-parto. Os resultados não são contra-intuitivos e vão ao encontro do que tem sido reportado na literatura. No geral, pode concluir-se que as duas formas portuguesas da AEAS são medidas fidedignas e válidas para avaliar a vinculação pré-natal. Os resultados com a versão portuguesa, contudo, não apoiam o modelo multidimensional apresentado por Condon (1993) e sugerem que a vinculação pré-natal tal como medida pela AEAS é unidimensional. ------ ABSTRACT ------ The maternal and the paternal forms of the Antenatal Emotional Attachment Scale (AEAS; J.T. Condon, 1993) were adapted for use with Portuguese expectant parents. Both Portuguese forms of the AEAS have a good level of internal consistenc y and test-retest stability. We also analysed the association of the scores in AEAS with time of gestation, age, parental experience, marital adjustment, maternal depression and paternal involvement after the birth. The results are not counter-intuitive and are in line with previous research. In general, the results indicate that the Portuguese forms of the AEAS are reliable and valid measures of prenatal attachment. However, this study does not support the multidimensional model presented by Condon and suggests, instead, that prenatal attachment as measured by the AEAS is unidimensional.
