PORG - Artigos em revistas nacionais
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Percorrer PORG - Artigos em revistas nacionais por autor "Amaral, Virgílio Ribeiro"
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- O caso república e a retórica nos discursos políticos: Um estudo descritivoPublication . Amaral, Virgílio Ribeiro; Pereira, SusanaEste estudo teve como objectivo perceber, através de práticas discursivas veiculadas na imprensa oficial de dois grupos políticos – Partido Socialista e Partido Comunista Português –, a forma como estes dois partidos políticos construíram o significado de um incidente crítico que os opôs – o conflito no jornal “República” – no contexto revolucionário do pós 25 de Abril. Enquadrado nos pressupostos de “uma proposta pós moderna” de análise retórica de discurso (Billig, 1991, 2012), bem como das propostas da Análise Crítica de Discurso de Van Dijk (2006), em particular sobre as dicotomias argumentativas utilizadas pelas formações políticas em confronto, procedeu-se à reconstrução quer das polaridades ideológicas utilizadas pelos dois partidos, quer à interpretação dos momentos em que os discursos políticos se veiculam como maioritários vs. minoritários, e, desse modo, apresentar uma análise daqueles discursos com base no pressuposto de Billig (1991, 2012) de que a defesa de uma determinada posição só é entendível como oposição (explícita ou implicitamente) a uma posição contrária. No discurso socialista o caso “República” é construído como argumento retórico que invoca aquilo a que se opõe – o “totalitarismo” da atuação do PCP – promovendo uma mobilização que, num contexto de legitimidade eleitoral (Eleições para a Assembleia Constituinte, ganhas pelo Partido Socialista), convoca os portugueses à luta pela liberdade de expressão, através de uma generalização retórica do incidente. No discurso comunista, a retórica do argumento conspirativo (“aliança” do PS a forças que se opunham ao processo revolucionário) associado a uma bipolarização da realidade (Reacção vs. Revolução) em torno do caso, seve o propósito de legitimar a actuação revolucionária do Partido no âmbito do pós 25 de Abril (nomeadamente, tendo em conta a “aliança Povo – MFA”, recorrentemente evocada). A análise dos discursos, também tendo em conta os mecanismos retóricos identificados por Potter (1996) e Castro (2002), permitiu proceder à reconstrução do significado do conflito subjacente aos argumentários apresentados pelos dois grupos políticos em confronto. Em causa estão diferenças ideológicas e posições sobre a condução política futura do país, em torno de duas legitimidades: revolucionária vs. eleitoral.
- Que idade tem o trabalhador mais velho? Um contributo para a definição do conceito de trabalhador mais velhoPublication . Fula, António; Amaral, Virgílio Ribeiro; Abraao, AnaEste estudo procura contribuir para a definição do conceito de trabalhador mais velho, através da identificação das idades que definem esta fase da vida. Explora ainda a possibilidade de este conceito ser definido com recurso a uma linha imaginária que recuará no tempo de modo a proteger a auto- -estima e auto-imagem positiva. Participaram neste estudo 177 pessoas, com idades compreendidas entre os 17 e os 76 anos. A idade do trabalhador mais velho foi concebida como um intervalo, em que o limite inferior e superior foi aferido através de um questionário desenvolvido para o efeito. Os resultados apontam para que o trabalhador mais velho seja uma pessoa entre os 53 e os 65 anos de idade, sendo que essa categoria é atribuída a pessoas que se encontram numa fase transitória, perto do final da sua vida activa e da entrada na reforma. Os resultados mostram, por um lado uma correlação positiva baixa entre a idade dos participantes e o limite inferior da idade do “trabalhador mais velho”, e por outro, uma correlação negativa baixa entre a idade dos participantes e a amplitude do intervalo. Estes resultados sugerem que idade de entrada na categoria de trabalhador mais velho é definida por uma linha imaginária que vai recuando mediante o avanço da idade de quem a atribui.
