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Psicoterapia em língua gestual: Construção da relação terapêutica com sujeitos com uma surdez profunda bilateral e análise dos seus aspectos transferenciais

dc.contributor.authorMedeiros, Alexandra
dc.date.accessioned2011-07-26T18:40:48Z
dc.date.available2011-07-26T18:40:48Z
dc.date.issued2005
dc.descriptionDissertação de Mestrado em Psicopatologia e Psicologia Clínicapor
dc.description.abstractOs princípios básicos da terapia em geral, são aplicados quer a surdos quer a ouvintes, sendo que é na sua implementação que podemos encontrar as maiores diferenças, devido à necessidade de compreender como o paciente surdo recebe e conceptualiza a informação. A presente investigação procura analisar o processo envolvido na construção da relação terapêutica com sujeitos com uma surdez profunda bilateral e seus aspectos transferencias. A questão de investigação, surge na sequência da pratica clínica, onde se pode verificar empiricamente diferenças na forma como os sujeitos surdos aderem ao apoio psicológico e percepcionam a figura do terapeuta - ouvinte, transferindo nele todas aquelas desigualdades socioculturais, manifestas no setting terapêutico na forma de isolamento comunicacional. De forma a operacionalizar estas questões orientadoras, procedeu-se à análise das percepções dos sujeitos, de si mesmo, do terapeuta, da relação entre eles, bem como de alguns conceitos como confiança e comunicação, que pela natureza da própria surdez interferem directamente nas relações interpessoais, comparando-as com as percepções feitas na população ouvinte. Para além disso procurou-se ver se essas percepções em cada um dos grupos diferiam consoante a sua experiência pessoal no que respeita ao apoio psicoterapêutico, analisando mais uma vez, as diferenças entre os dois grupos. Para avaliar estas percepções, recorreu-se à Escala de Diferencial Semântico, para 9 conceitos analisados, por força das atribuições feitas, segundo o factor avaliativo e potência, para os quais cada um dos conceitos remete. Os resultados encontrados vão no sentido das premissas colocadas inicialmente, encontrando diferenças nas percepções entre os dois grupos, que parecem indicar uma tendência para maiores resistências à mudança. As maiores evidências parecem no entanto, centrar-se nas diferentes percepções da "Surdez" associando-a à Comunicação e Confiança, no sentido inverso. Ou seja quanto mais emocional for a percepção da surdez, mais racional será a percepção das relações interpessoais. Daqui resultam as diferenças essenciais da experiência de ser surdo, onde o sentido da surdez assenta num sentir diferente das relações interpessoais. A experiência da relação terapêutica difere nestes sujeitos, não por força de uma diferença do conceito em si, já que esta assume-se como semelhante nos dois grupos, enquanto construção única, independente da condição de ouvir. As diferenças prendem-se antes com as características dos dois intervenientes, e por isso mesmo com a experiência daquela relação particular. Assim os maiores desafios que se colocam na psicoterapia em língua gestual assenta na relação entre ambos estar sempre marcada por diferenças culturais, num sentir particular das relações que o surdo traz para as sessões terapêuticas, que se manifesta pelo domínio da língua. O uso da língua parece então reflectir uma experiência relacional distinta, se entendermos o desinvestimento afectivo à luz do conceito de mãe morta de Green, como o reflexo da ausência de um código linguístico, ou mesmo de uma comunicação afectiva, entre a mãe e o bebé. A relação é possível, mesmo sem a palavra, mas para isso é preciso que o terapeuta aceda às vivências precoces de "mãe morta", funcionando como um reparador daquela experiência "branca", dando cor ao mundo relacionai do sujeito. Este conceito de mãe morta encontra muitas similaridades no trabalho clínico com a população surda, principalmente quando analisado nos seus aspectos transferenciais, pelo que, tal como o autor, defendemos a necessidade de alterar modelos para nos adaptarmos a uma experiência de "aniquilamento psíquico", de forma a lhes darmos vida. É necessário fazer estes sujeitos sentirem-se narcisicamente investidos, ainda que para tal tenhamos que lutar contra contra a "infecção inconsciente" que falava Jung, vendo a experiência de "Ser Surdo" como "muito especial". A experiência de Ser Surdo parece assim, constituir o centro da análise terapêutica.por
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10400.12/680
dc.language.isoporpor
dc.publisherInstituto Superior de Psicologia Aplicadapor
dc.subjectPsicologia clínicapor
dc.subjectSurdospor
dc.subjectAliança terapêuticapor
dc.subjectLinguagempor
dc.subjectDesenvolvimentopor
dc.subjectPsicoterapiapor
dc.subjectPsicanálisepor
dc.subjectInstrumentospor
dc.subjectClinical psychologypor
dc.subjectDeafpor
dc.subjectTherapeutic alliancepor
dc.subjectLanguagepor
dc.subjectDevelopmentpor
dc.subjectPsychotherapypor
dc.subjectPsychoanalysispor
dc.subjectInstrumentspor
dc.titlePsicoterapia em língua gestual: Construção da relação terapêutica com sujeitos com uma surdez profunda bilateral e análise dos seus aspectos transferenciaispor
dc.typemaster thesis
dspace.entity.typePublication
oaire.citation.conferencePlaceLisboapor
rcaap.rightsopenAccesspor
rcaap.typemasterThesispor

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