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Reconciliação pós-conflito e dominância social num grupo de crianças de quatro anos de idade em meio pré-escolar

dc.contributor.authorSousa, Sara Raquel Fragoso de
dc.date.accessioned2011-10-01T14:20:45Z
dc.date.available2011-10-01T14:20:45Z
dc.date.issued2007
dc.descriptionDissertação de Mestrado em Etologiapor
dc.description.abstractEspécies gregárias, de forma geral, desenvolvem estratégias de resolução de conflitos de modo a minimizar os custos resultantes da competição por recursos limitados. As crianças, em ambiente pré-escolar, interagem e também partilham recursos com os seus pares. Por conseguinte, são frequentes as situações de conflito para ganhar ou manter o acesso a recursos limitados, pelo que se torna necessário desenvolver estratégias de gestão de conflitos. À semelhança do que acontece noutras espécies de primatas, uma das estratégias utilizadas para este fim é a reconciliação, ou seja, interacções afiliativas entre os oponentes. O objectivo deste estudo foi analisar a variação da frequência de reconciliação em crianças do pré-escolar, em função do estatuto de dominância, tanto ao nível individual como diádico. O grupo estudado era constituído por 25 crianças de 4 anos (M=50,24 meses), 14 raparigas e 11 rapazes, frequentando um jardim de infância situado nos arredores de Lisboa - Portugal. A recolha de dados decorreu durante o primeiro período escolar, através de observação directa, enquanto as crianças se encontravam em períodos de actividade livre, em contexto de sala. Para analisar a reconciliação utilizou-se o método PC-C (Post-conflict/Matched Control, de Waal & Yoshihara, 1983), em que foi feita uma amostragem focal (10 minutos) de um dos oponentes durante o pós-conflito (PC) e o respectivo controlo (C), nas mesmas condições. Como índice de reconciliação do grupo/díade/indivíduo, calculou-se a tendência conciliatória corrigida - TCC (Veneema et al., 1994). Para determinar as relações de dominância utilizou-se o David's Score (Gammell et al., 2003). Este índice baseia-se nos resultados de interacções agonísticas que têm como resposta a submissão, considerando a força relativa dos pares. A partir destes valores, os indivíduos foram agrupados em 4 classes, de forma a contornar algumas limitações decorrentes de uma ordenação linear. Em ambos casos foram considerados conflitos de ocorrência espontânea (a//-occurrences method: Altmann, 1974). Para o grupo, obteve-se uma tendência conciliatória corrigida de 55%, no entanto, ao nível individual a tendência conciliatório variou de 11 a 100%, enquanto ao nível diádico foi desde 0 a 100%. A partir da análise dos dados obtidos, verificou-se que, neste grupo, os indivíduos dominantes têm uma tendência conciliatória mais elevada, isto é, recorrem mais à reconciliação como forma de resolver os conflitos, não se verificando o efeito do género nesta tendência. Ao contrário do esperado, estes indivíduos, para além de estratégias coercivas, utilizam estratégias pró-sociais, neste caso evidenciadas pela reconciliação. Estes resultados poderão estar relacionados com o facto de os indivíduos dominantes serem mais activos e terem um papel social relevante no grupo. Desta forma, podem optar por uma diversidade de estratégias que lhes permita ter sucesso, encontrando um balanço entre os seus objectivos sociais e a manutenção de relações sociais positivas, ao utilizar uma combinação de estratégias coercivas e pró-sociais na resolução de conflitos (Hawley, 1999). Adicionalmente, verificou-se na análise diádica, que quanto menor é a diferença no estatuto de dominância entre oponentes, maior é a tendência conciliatória (p<0,01). Assim, a tendência com que as crianças do grupo em estudo se reconciliam depois de uma interacção agonística está relacionada com a relação de dominância existente entre elas. Uma explicação possível para esta relação é uma maior facilidade com que indivíduos de estatutos adjacentes interagem entre si e o possível interesse que possam ter na formação de alianças. As diferenças comportamentais existentes nos estatutos e papéis sociais, para além da dimensão individual, são resultado de uma construção social, cujas varáveis foram ainda pouco consideradas. Para além de outros factores que estão relacionados com a reconciliação em crianças, a dominância parece ser um forte preditor de ocorrência desta estratégia. Dada a complexidade dos sistemas sociais, são necessários estudos que aprofundem esta relação e considerem outras variáveis conjuntamente, nomeadamente a competência social e as relações afiliativas.por
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10400.12/976
dc.language.isoporpor
dc.publisherInstituto Superior de Psicologia Aplicadapor
dc.subjectDesenvolvimento socialpor
dc.subjectPré-escolapor
dc.subjectDesenvolvimentopor
dc.subjectAmizadepor
dc.subjectRelações entre parespor
dc.subjectConflitopor
dc.subjectSocial developmentpor
dc.subjectPreschoolpor
dc.subjectDevelopmentpor
dc.subjectFriendshipspor
dc.subjectPeers relationspor
dc.subjectConflictspor
dc.titleReconciliação pós-conflito e dominância social num grupo de crianças de quatro anos de idade em meio pré-escolarpor
dc.typemaster thesis
dspace.entity.typePublication
oaire.citation.conferencePlaceLisboapor
rcaap.rightsopenAccesspor
rcaap.typemasterThesispor

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