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Os traços antissociais e os comportamentos de risco para a saúde em reclusos do sexo masculino

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Resumo(s)

A presente dissertação explora a relação entre os traços antissociais e os comportamentos de risco para a saúde em reclusos do sexo masculino, analisando o impacto destes fatores no ambiente prisional e as suas implicações para a saúde e a reincidência criminal. Partindo da elevada prevalência de Perturbação de Personalidade Antissocial (PPA) nas populações prisionais, o estudo destaca a influência de dimensões como a impulsividade, a irresponsabilidade e a ausência de empatia. Em particular, o estudo avalia a associação entre os traços antissociais e os comportamentos de risco para a saúde. Especificamente, pretende-se caracterizar os diferentes tipos de comportamentos de risco nesta população e avaliar a presença e intensidade dos traços antissociais nos reclusos, utilizando instrumentos adaptados ao contexto prisional. Com uma amostra de 404 reclusos de 16 estabelecimentos prisionais, foram aplicados instrumentos específicos para a avaliação destas variáveis. Os resultados evidenciam que as dimensões de impulsividade/irresponsabilidade e relações interpessoais do Antisocial Spectrum são preditores significativos de comportamentos de risco para a saúde. Estas descobertas sublinham a importância de programas de intervenção integrados que promovam o autocontrolo e a saúde como pilares da reabilitação e da reintegração social. As limitações metodológicas são discutidas, e recomenda-se a realização de estudos futuros com amostras mais amplas e representativas do contexto prisional português.
This dissertation explores the relationship between antisocial traits and health risk behaviors in incarcerated males, analyzing the impact of these factors within the prison environment and their implications for health and criminal recidivism. Starting from the high prevalence of Antisocial Personality Disorder (ASPD) in prison populations, the study highlights the influence of dimensions such as impulsivity, irresponsibility, and lack of empathy. In particular, the study assesses the association between antisocial traits and health risk behaviors. Specifically, it aims to characterize the different types of risk behaviors within this population and to evaluate the presence and intensity of antisocial traits in inmates, using instruments adapted to the prison context. With a sample of 404 inmates from 16 correctional facilities, specific instruments were applied to assess these variables. The results show that the impulsivity/irresponsibility and interpersonal relationship dimensions of the Antisocial Spectrum are significant predictors of health risk behaviors. These findings underscore the importance of integrated intervention programs that promote self-control and health as cornerstones of rehabilitation and social reintegration. Methodological limitations are discussed, and future studies with larger and more representative samples of the Portuguese prison context are recommended.

Descrição

Dissertação de Mestrado apresentada no ISPA – Instituto Universitário para obtenção de grau de Mestre em Psicologia na especialidade de Forense

Palavras-chave

Traços antissociais Comportamentos de Risco para a Saúde População Forense Estabelecimentos Prisionais Antisocial traits Antisocial Behavior Health Risk Behaviors Forensic Sample Jail

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