Logo do repositório
 
A carregar...
Miniatura
Publicação

Trabalho de equipa em educação especial: Das equipas de educação especial aos professores dos apoios educativos/ equipas de coordenação: Modelos, dinâmicas de intervenção e satisfação no trabalho

Utilize este identificador para referenciar este registo.
Nome:Descrição:Tamanho:Formato: 
DM CARR-M1.pdf24.81 MBAdobe PDF Ver/Abrir

Orientador(es)

Resumo(s)

Este estudo pretende perspectivar a evolução das respostas multidisciplinares de apoio à educação dos alunos com Necessidades Educativas Especiais, olhando o percurso da Educação Especial, analisando as tendências actuais: paradigmas, conceitos, metodologias, documentos legais, especificando o trabalho em equipa. Foi traçada a trajectória das equipas de educação especial aos professores dos apoios educativos/equipas de coordenação, assinalando as alterações do enquadramento legislativo introduzidas. Foram abordadas as novas praxis e dimensões axiológicas inerentes à "cultura" de uma escola inclusiva, como espaço de socialização em que se ultrapassam os reducionismos disciplinares no sentido da expressão de uma cultura de equipa, "cultura de colaboração", de multiprofissionalismo e concomitante satisfação no trabalho. O presente trabalho é constituído por dois estudos distintos com características simultaneamente de estudo descritivo e comparativo tendo-se realizado cm duas fases. Assim, num 1o estudo (1997) procedeu-se a um levantamento a nível da caracterização das equipas de educação especial da grande Lisboa, agrupando-as posteriormente em dois tipos : equipas constituídas só por professores (equipas uniprofissionais) e equipas que incluem a colaboração de diferentes profissionais (equipas multiprofissionais) relativamente à: • Forma e gestão interna • Valores implícitos no seu funcionamento • Influência pessoal • Controlo percebido no interior da Equipa • Conexão entre profissionais • Modelo de Equipa com que os sujeitos melhor se identificam Relacionado estas variáveis com a satisfação no trabalho, pretendeu-se clarificar, que modelos, dinâmicas de intervenção (tipos de cooperação) estavam subjacentes aos dois tipos de composição de equipa designados e qual o seu grau de satisfação no trabalho. Num segundo estudo (2001), pretendeu-se comparar educadores e professores nas dimensões consideradas no primeiro estudo e avaliar a satisfação destes face às modificações legislativas operadas. Por último, tendo em conta o actual enquadramento dos apoio educativos (despacho conjunto 105/97), em relação às mesmas variáveis pretendeu-se averiguar o que era em 1997 (antes da emergência do citado despacho) e volvidos quatro anos, o que é em 2001, comparando as equipas multiprofissionais de 1997 com as equipas de 2001, nas dimensões avaliadas no questionário aplicado, dando um particular destaque à satisfação no trabalho. O questionário utilizado nos dois estudos, foi construído a partir da adaptação de quatro escalas de observação e diagnóstico (Vala e Col. 1990), designadamente : Escala mecânico/orgânico (Mecor), Escala de controlo percebido sobre a situação de trabalho, Escala de valores organizacionais e Escala de satisfação organizacional. O mesmo integrou ainda outras Escalas : Escala sobre os Modelos de Equipa (adaptada de Wooddruft, & Hanson, C, 1987), Escala relativa à conexão entre profissionais (percepção dos professores relativamente ao trabalho dos Psicólogos e outros técnicos não professores) e Escala relativa à conexão entre os vários profissionais após implementação do Decreto Lei n° 105/97). A nível dos resultados, é importante referir que, se verificou a confirmação da interacção postulada por diversos autores, entre as noções de trabalho cooperado/trabalho de equipa e satisfação no trabalho (Thurler 1994; Hargreaves & Dawe 1990; Valerie E.Lee et al. 1991). Assim, verificámos que a tendência dos professores e educadores que trabalham em equipas multiprofissionais vai no sentido de os mesmos valorizarem o trabalho em equipa a nível de aspectos operativos da intervenção dando mais importância à realização pessoal e profissional, do que os sujeitos que trabalham em equipas uniprofíssionais. O nosso estudo evidenciou também que a conexão entre profissionais é melhor a todos os níveis, nos sujeitos que integram equipas multiprofissionais (nas dimensões avaliadas). No que se refere à satisfação total no trabalho constatámos igualmente no nosso estudo, que há uma tendência para os sujeitos que integram equipas multiprofissionais estarem mais satisfeitos com o trabalho que realizam e mais satisfeitos em relação à organização e funcionamento da equipa onde trabalham, do que os sujeitos que integram equipas uniprofissionais. No entanto há a referir que na prática, a grande maioria das equipas multiprofissionais no âmbito da educação especial/apoios educativos, constituem entre nós respostas ainda não sistemáticas decorrentes da especificidade de casos em atendimento, sendo na sua grande maioria ainda desarticuladas e insuficientes. Assim, não obstante algumas alterações legislativas de fundo, verificou-se que, os objectivos preceituados no corpo legislativo estão ainda longe de ser alcançados. Haverá então que reequacionar as respostas inerentes a um modelo colaborativo de actuação multiprofissional, enquanto pesquisa de novas soluções para a transformação das práticas correntes num contexto escolar em devir, imanente à Escola Inclusiva.

Descrição

Dissertação de Mestrado em Psicologia Educacional

Palavras-chave

Psicologia educacional Professores Educação especial Ensino Satisfação no trabalho Educational psychology Teachers Special education Teaching Job satisfaction

Contexto Educativo

Citação

Projetos de investigação

Unidades organizacionais

Fascículo

Editora

Instituto Superior de Psicologia Aplicada

Licença CC