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Percorrer Educação por Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) "04:Educação de Qualidade"
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- Competências emocionais em contextos de educação de infânciaPublication . Fernandes, Ana Rita LigeiroA presente investigação teve como principal objetivo a caracterização das crenças e das práticas pedagógicas de Educadoras/es de Infância na promoção das competências emocionais em contexto de educação de infância. Para tal, recorreu-se a uma abordagem metodológica mista, de natureza qualitativa e quantitativa, visando uma compreensão abrangente e complementar da temática. Numa primeira fase, foi conduzido um estudo qualitativo com a participação de dezasseis profissionais, que permitiu identificar as suas crenças e práticas na promoção das competências emocionais das crianças. Com base nestes dados e na revisão da literatura, foram construídos e validados instrumentos estruturados para a avaliação de crenças e práticas, posteriormente aplicados numa amostra alargada no âmbito de uma abordagem quantitativa. Adicionalmente, avaliou-se o nível de competências emocionais das/os profissionais, através da aplicação de duas escalas previamente adaptadas ao contexto nacional. Participaram 852 Educadoras/es de Infância de todo o país, sendo os dados analisados a partir de três enfoques complementares. As análises descritivas evidenciaram que as/os profissionais se percecionavam como globalmente competentes na promoção das competências emocionais das crianças, sobretudo nas dimensões da expressão e do conhecimento emocional, revelando menor confiança na regulação emocional. A formação inicial foi, em geral, considerada insuficiente, sublinhando-se a necessidade de um reforço formativo mais sistemático nesta área. Através da modelação por equações estruturais, verificou-se que as crenças das/os profissionais — nomeadamente a autoeficácia, a perceção de facilidade e a valorização da formação inicial — contribuem significativamente para a explicação das práticas pedagógicas adotadas. A análise comparativa das crenças e práticas consoante os perfis revelou diferenças significativas, sugerindo que estas variam em função do nível de competência emocional das/os profissionais. Os resultados evidenciam a importância de uma abordagem integrada e multidimensional sobre o papel das Educadoras/es de Infância, que contemple as suas competências emocionais, bem como as crenças e práticas pedagógicas associadas à promoção do desenvolvimento emocional das crianças. Realça-se, ainda, a necessidade de investir na formação inicial e contínua, com enfoque no fortalecimento das competências emocionais e das crenças pedagógicas, de modo a sustentar práticas mais eficazes e intencionais neste domínio.
- Organisation of early childhood education environments: Validation of a self-report instrument for assessing quality, pedagogical dynamics and educators’ intentionalityPublication . Pereira, Mónica; Fernandes, Carla; de Nóbrega dos Santos, Natalie; Brito, Ana Teresa; Costa Cabral, Sónia Maria; Mata, LourdesThe primary aim of this study was to validate a self-assessment instrument about the organisation of the Early Childhood Education and Care (ECEC) environment and to investigate how early childhood educators perceive their educational environments, including quality, intentionality (specifically, their anticipatory considerations in planning the ECEC environment) and pedagogical dynamics. The EduIn&Out Organisation of ECEC Environments Questionnaire was completed by 802 Portuguese ECEC educators (children’s ages 3–6) and explored educators’ perceptions of various aspects of the ECEC environment, including the quality of the organisation of the space, materials and equipment (both indoor and outdoor), time management and daily routines, family and child participation, coordination with the educational team and with the centre’s leadership. It also gathers educators’ characterisation of their pedagogical dynamics (routine flow, children’s agency, and the use of indoor and outdoor contexts), associated with the quality of the educational environment, and educators’ intentionality while considering different needs and interests when organising the educational environment. The tool demonstrated good psychometric characteristics. Educators reported higher quality in time and routine organisation, but lower quality in outdoor spaces, family and child participation and coordination with the centre’s leadership. Enhanced quality was associated with more stimulating, child-centred routines that balanced indoor and outdoor activities. Overall, the characteristics of the instrument highlight its potential for supporting educators’ reflection.
