Percorrer por data de Publicação, começado por "2025-07-30"
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- Conciliação (im)possível? A mediação do conflito trabalhofamília na relação entre o suporte organizacional e familiar e a satisfação com a vidaPublication . Peralta, Tatiana Peneda Requito; Sabino, AnaO presente estudo teve como objetivo perceber se o conflito trabalho-família e o conflito família-trabalho mediavam a relação entre o suporte organizacional e familiar e a satisfação com a vida, bem como analisar as diferenças entre grupos sociodemográficos. Para o realizar, recolheu-se uma amostra por conveniência de 258 participantes a trabalhar atualmente em Portugal. Os resultados obtidos permitiram concluir que tanto o suporte organizacional como o suporte familiar influenciam positivamente a satisfação com a vida, sendo que apenas o conflito trabalho-família medeia a relação entre o suporte organizacional e a satisfação com a vida. Estes resultados sugerem que o suporte organizacional e o conflito trabalho-família têm um impacto mais significativo na satisfação com a vida do que o suporte familiar e o conflito família-trabalho. Mais estudos são necessários para entender melhor esta relação. É de destacar ainda que são os participantes com filhos que apresentam níveis mais elevados de conflito família-trabalho, enquanto os participantes solteiros sentem menores níveis de suporte familiar e de satisfação com a vida. Este estudo revela-se especialmente pertinente para as organizações, ao demonstrar o impacto da perceção de suporte organizacional na satisfação dos colaboradores e na perceção de conflito trabalho-família, contribuindo igualmente para o debate académico e social em torno da conciliação entre vida profissional e pessoal.
- O papel do serviço de outplacement na dignidade no despedimento e nos afetosPublication . Rodrigues, Catarina Santos; Sabino, AnaEste estudo teve como objetivo compreender se a oferta de um serviço de outplacement no momento do despedimento influencia a perceção de dignidade no despedimento, considerando dimensões como respeito, empatia, raiva, reclamações e ações legais, bem como de que forma influencia os afetos (positivos e negativos) sentidos pelos colaboradores despedidos. Para além disso, foram estudadas possíveis diferenças tendo em conta as características sociodemográficas, bem como face a questões relacionadas com o processo de outplacement. Com vista a analisar estas hipóteses, este estudo recorreu a um design quase-experimental através de um questionário online onde os participantes tinham de assistir um vídeo que simulava um processo de despedimento (com ou sem a oferta de outplacement), e de seguida respondiam a questões relativas ao outplacement, à Escala PANAS-VRP (Galinha et al., 2014) e à Escala de Dignidade no Despedimento (Wood & Karau, 2009), onde se colocavam no papel do colaborador despedido. A amostra foi composta por 448 participantes, sendo que os resultados sugerem que a oferta do serviço de outplacement leva ao aumento das perceções de respeito, raiva e ações legais, bem como dos afetos positivos. Recomenda-se que futuras investigações explorem em maior detalhe o impacto da oferta do serviço de outplacement em diferentes emoções, uma vez que este estudo demonstrou uma inconsistência na componente emocional.
- Competências emocionais em contextos de educação de infânciaPublication . Fernandes, Ana Rita LigeiroA presente investigação teve como principal objetivo a caracterização das crenças e das práticas pedagógicas de Educadoras/es de Infância na promoção das competências emocionais em contexto de educação de infância. Para tal, recorreu-se a uma abordagem metodológica mista, de natureza qualitativa e quantitativa, visando uma compreensão abrangente e complementar da temática. Numa primeira fase, foi conduzido um estudo qualitativo com a participação de dezasseis profissionais, que permitiu identificar as suas crenças e práticas na promoção das competências emocionais das crianças. Com base nestes dados e na revisão da literatura, foram construídos e validados instrumentos estruturados para a avaliação de crenças e práticas, posteriormente aplicados numa amostra alargada no âmbito de uma abordagem quantitativa. Adicionalmente, avaliou-se o nível de competências emocionais das/os profissionais, através da aplicação de duas escalas previamente adaptadas ao contexto nacional. Participaram 852 Educadoras/es de Infância de todo o país, sendo os dados analisados a partir de três enfoques complementares. As análises descritivas evidenciaram que as/os profissionais se percecionavam como globalmente competentes na promoção das competências emocionais das crianças, sobretudo nas dimensões da expressão e do conhecimento emocional, revelando menor confiança na regulação emocional. A formação inicial foi, em geral, considerada insuficiente, sublinhando-se a necessidade de um reforço formativo mais sistemático nesta área. Através da modelação por equações estruturais, verificou-se que as crenças das/os profissionais — nomeadamente a autoeficácia, a perceção de facilidade e a valorização da formação inicial — contribuem significativamente para a explicação das práticas pedagógicas adotadas. A análise comparativa das crenças e práticas consoante os perfis revelou diferenças significativas, sugerindo que estas variam em função do nível de competência emocional das/os profissionais. Os resultados evidenciam a importância de uma abordagem integrada e multidimensional sobre o papel das Educadoras/es de Infância, que contemple as suas competências emocionais, bem como as crenças e práticas pedagógicas associadas à promoção do desenvolvimento emocional das crianças. Realça-se, ainda, a necessidade de investir na formação inicial e contínua, com enfoque no fortalecimento das competências emocionais e das crenças pedagógicas, de modo a sustentar práticas mais eficazes e intencionais neste domínio.
