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- Follow the light: Dark e light triad como preditores da progressão na carreiraPublication . Basílio, Leonor Pires; Sabino, AnaEste estudo analisou a influência dos traços de personalidade, especificamente a Dark Triad (maquiavelismo, narcisismo e psicopatia) e a Light Triad (humanismo, fé na humanidade e kantianismo), na progressão na carreira. Apesar da literatura sugerir benefícios de curto prazo para a Dark Triad em ambientes competitivos e vantagens de longo prazo para a Light Triad na criação de uma carreira sustentável, as pesquisas empíricas que comparam as duas continuam escassas. Uma amostra não probabilística por conveniência de 188 adultos trabalhadores preencheu a versão portuguesa validada das escalas: Dirty Dozen (DD); a Light Triad Scale (LTS); e a Career Growth Scale (CGS). Acompanhado por indicadores objetivos de progressão, tais como o número de promoções e o tempo entre elas. Contrariamente às hipóteses, os resultados sugeriram que nenhuma das características dark previa positivamente a progressão na carreira — o traço humanismo da Light Triad apareceu como o único indicador positivo consistente, correlacionando-se com os indicadores objetivos e percetivos de crescimento na carreira. Estes resultados destacam a importância crescente das disposições pró-sociais para o progresso profissional, desafiando as suposições tradicionais de que tendências manipuladoras ou assertivas levam a um sucesso profissional mais rápido.
- Saúde intestinal, stress percebido e bem-estar subjetivoPublication . Almeida, Filipa Alexandra Vieira de; Almeida, FilipaDe há uns anos para cá, o campo da investigação tem vindo a debruçar-se na relação entre o Intestino e o Cérebro, demonstrando o quão íntimos estes realmente são e como a microbiota intestinal desempenha um papel crucial quando nos referimos a perturbações do foro mental. Alterações na microbiota podem levar à disbiose, sendo o Stress, um dos principais contribuintes. O Bem-Estar, é outro componente-chave no que concerne à saúde mental, podendo ser facilmente comprometido, quando o individuo se confronta com stressores de vida diários ou sofre alterações no trato gastrointestinal. Assim, dado o cariz atual da temática e por parecer existir espaço para maior investigação no campo da Psicologia Clínica, tendo como base a literatura existente, o presente estudo teve como principal intuito explorar as possíveis associações entre Stress Percebido, Saúde Intestinal e Bem-Estar Subjetivo, contribuindo para o enriquecimento do tema dentro da área da Psicologia Clínica. Para esta finalidade, recorreu-se a um questionário online, dirigido à população adulta em geral, constituído pelos seguintes instrumentos: Escala de Stress Percebido; Escala de Avaliação de Sintomas Gastrointestinais; Escala de Satisfação com a Vida; Escala de Experiências Positivas e Negativas. De entre os resultados obtidos, observaram-se associações estatisticamente significativas entre todos os principais construtos em estudo, salvo exceção para a Satisfação com a Vida, a qual revelou uma correlação muito fraca e não significativa com os Sintomas Gastrointestinais.
- Cicatrizes invisíveis: Perceção de discriminação e Saúde mental em ex-reclusosPublication . Santos, Telma Filipa Botelho Falcão dos; Basto Pereira, MiguelVários estudos mostram que os ex-reclusos experienciam níveis mais altos de discriminação em diversas áreas, do que a população geral, o que pode originar um impacto significativo na vida dos mesmos. A presente dissertação pretende examinar as diferenças entre um grupo de ex-reclusos e um grupo da população geral com características similares, em relação à discriminação percecionada e a indicadores de sofrimento psicológico. Na segunda parte do estudo serão analisadas as relações entre a discriminação percecionada, o sofrimento psicológico e os comportamentos autolesivos, no grupo de ex-reclusos. A amostra é composta por 34 indivíduos do sexo masculino, distribuídos por dois grupos: 17 ex-reclusos e 17 elementos da comunidade, com idades compreendidas entre os 30 e os 76 anos (M = 49.62; DP = 10,27) e com características etárias e étnicas similares. Os participantes responderam a um questionário sociodemográfico, ao Questionário de Estigmatização e Discriminação sobre Ex-Reclusos, à Escala de Ansiedade, Depressão e Stress (EADS-21) e ao Inventário de Comportamentos Autolesivos (ICAL). Os resultados não indicaram diferenças estatisticamente significativas entre os grupos na discriminação percecionada, contudo nas restantes variáveis, i.e., os comportamentos autolesivos e a sintomatologia psicopatológica, verificou-se diferenças entre os grupos, destacando-se níveis de ansiedade e comportamentos autolesivos superiores no grupo de ex-reclusos. As conclusões deste estudo reforçam a evidência de que a perceção de discriminação constitui um fator de risco relevante para a saúde mental dos ex-reclusos, em particular no aumento dos níveis de ansiedade e na maior prevalência de comportamentos autolesivos. Os resultados estão em linha com os estudos anteriores que apontam a discriminação como um fator de stress que agrava o sofrimento psicológico e conduz frequentemente ao recurso a estratégias de coping desadaptativas.
- Estudo de validação da Bateria RBANS na População Portuguesa entre os 18 e os 49 anos e Comparação com Grupo de Idade Superior a 49 anosPublication . Jesus, Tomás Maria Ramos Soares de; Lemos, RaquelA bateria neuropsicológica Repeatable Battery for the Assessment of Neuropsychological Status (RBANS) é amplamente utilizada na avaliação das funções cognitivas, especialmente em populações idosas ou com condições clínicas específicas. Contudo, em Portugal, não existem dados normativos para adultos com idade inferior a 50 anos, o que limita a aplicação do instrumento ao nível clínico e da investigação. O objetivo do presente estudo é avaliar as diferenças de desempenho cognitivo entre adultos jovens (20–49 anos) e adultos mais velhos (50–89 anos) na bateria RBANS. A recolha dos participantes e respetiva entrevista foi realizada através de aplicação individual padronizada de instrumentos de rastreio cognitivo e emocional. Participaram no presente estudo 100 adultos de nacionalidade portuguesa, cognitivamente saudáveis, divididos em dois grupos: 50 participantes com idades entre os 20 e os 49 anos (Grupo 1) e 50 participantes com idades entre os 50 e os 89 anos (Grupo 2), emparelhados de acordo com as variáveis sexo e nível de escolaridade. Foram utilizados os subtestes da RBANS organizados nos domínios de memória imediata, memória diferida, atenção, linguagem e capacidades visuoespaciais. A análise estatística incluiu a comparação de médias entre os dois grupos de idade nos diversos subtestes da RBANS. O Grupo 1 apresentou um desempenho significativamente superior ao Grupo 2 em praticamente todos os subtestes da RBANS, de acordo com o esperado. Diferenças estatisticamente significativas foram observadas nos domínios da memória verbal e visual, atenção, linguagem e capacidade visuoespacial (p<0.05), sendo os maiores contrastes registados nos subtestes de Aprendizagem de Lista de Palavras, Aprendizagem de uma História e na Reprodução da Figura. A bateria RBANS demonstrou ser adequada na deteção de diferenças cognitivas associadas à idade em adultos portugueses, evidenciando a necessidade de desenvolver normas específicas para esta faixa etária, adaptadas ao contexto sociocultural nacional.
- Development of sympathy during childhood: attachment relationships, feelings of guilt and respectPublication . Martins, Mariana Ginja da Costa; Veríssimo, ManuelaThis dissertation centered on children’s socio-emotional and moral development, with an emphasis on the emergence of moral and kind emotions such as sympathy, guilt and respect during childhood. It focused on sympathy as concern for the state and suffering of others, investigating its predictors (namely, attachment relationships), and associated socio-emotional outcomes (such as pro-social behavior). The theoretical framework (Chapter I) was based on fundamental contributions from developmental psychology and moral philosophy, namely Bowlby’s attachment theory, Piaget’s model of moral development and the Kantian perspective on respect for others. The journey began with two systematic literature reviews. The first (Chapter II) looked at the relationship between attachment quality and moral emotions, revealing a scarcity of studies centered specifically on sympathy. The studies found used mostly distinct models and referred interchangeably to the concepts of empathy and sympathy, which prevented a differentiated analysis. Even so, the relevance of secure attachment - characterized by sensitivity, responsiveness and emotional communication - as a facilitator of emotional regulation and the emergence of adaptive moral emotions was highlighted. This effect of secure attachment is evidenced in literature not only in the emotional domain, but also in the behavioral domain, which was explored in greater depth in the following study. The second review (Chapter III) focused on the relationship between attachment and pro-social behavior, showing a slightly larger number of studies and revealing interconnections between emotional and behavioral development. In both reviews, the absence of studies with pre-school children was identified - a relevant limitation, given the recognition of this stage as critical for socio-emotional and moral development. The subsequent empirical study (Chapter IV) sought to fill these gaps by longitudinally examining the influence of attachment on sympathy and guilt, mediated by emotional regulation, in 74 children aged 4. Attachment security explained sympathy (including for oneself and for others) and healthy guilt (both ethical and non-ethical), with significant mediation by emotion regulation in all these domains, except for sympathy for others. These emotions correlated negatively with isolating behaviors, reinforcing the role of attachment and emotional regulation in the development of social skills. These results suggest important clinical implications, particularly in the design of early intervention programs. The final study (Chapter V) delved deeper into the relationship between sympathy and respect, involving interviews with 53 children. Their conceptualizations and reasoning about respect were explored, as well as levels of sympathy (self-reported and parent-reported). The results indicated that sympathy was positively associated with pro-social definitions of respect, while authority-based conceptualizations correlated with lower levels of sympathy. Sociodemographic variables that might influence this relationship were also analyzed. These contributions point to the importance of attachment relationships in the emergence of moral emotions and pro-sociality in childhood, and in the associated relational and individual well-being, influencing social behaviors such as manifestations of respect related to these emotions. Thus, the development of interventions that promote these emotional competences from an early age, pointing to the need for more research with diversified samples and instruments that are even more suitable for pre-school ages.
