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Orientador(es)
Resumo(s)
A acumulação de animais constitui-se como um problema de saúde pública e bem-estar animal
que consiste em manter um elevado número de animais sem que lhes sejam garantidas
condições mínimas de cuidado e salubridade, tornando-se numa situação insustentável tanto
para os animais, quanto para as pessoas que os acumulam e para a comunidade circundante
(e.g., questões sanitárias ou de ruído).
Constata-se que a tendência global prevalente de intervenção nesta área se foca quase, em
exclusivo, na opção reiterada pela remoção dos animais. Esta abordagem adota uma lógica
tendencialmente punitiva, que tende a resultar numa reincidência de quase 100%. A resposta
face às situações de acumulação tem-se pautado por intervenções avulsas, pouco coordenadas,
em resposta a situações mediatizadas e sem o envolvimento ativo da pessoa acumuladora como
agente de mudança e prevenção de novas situações de acumulação.
As boas práticas internacionais indicam a necessidade de uma estratégia abrangente, com a
capacidade de intervir em situações de crise e simultaneamente de delinear intervenções de
natureza preventiva. Torna-se assim relevante estruturar intervenções numa perspetiva a longo
prazo para as situações de acumulação já identificadas.
A construção de parcerias de intervenção especializadas na acumulação de animais requer um
planeamento entre os organismos públicos, privados, não governamentais e movimentos
cívicos, tanto para intervir com as pessoas acumuladoras, quanto para a promoção do bem-estar
animal. Esta rede de parceiros deve estar articulada a nível local, regional e nacional.
A literatura indica de forma consistente que a pessoa acumuladora deve ser um elemento
central na construção da solução, e as estratégias delineadas devem ter em consideração as
características individuais, os recursos de suporte local e o acompanhamento orientado para a
prevenção da reincidência. Partindo desta premissa, torna-se crucial a elaboração de um plano
de intervenção e compromisso em conjunto com a pessoa acumuladora.
A partir da consulta de boas práticas internacionais e das necessidades expressas pela equipa
do ICNF a partir da sua experiência de intervenção direta, propomos um Modelo Lógico de
Intervenção/Prevenção, assente em quatro fases: Deteção, Planeamento, Intervenção e
Prevenção, que se informam e relacionam entre si e que expressam uma lógica de intervenção
que se baseia no equilíbrio entre o bem-estar dos animais e o bem-estar das pessoas.
Descrição
Palavras-chave
Contexto Educativo
Citação
Vargas Moniz, M. J., António, R., Barros, R., & Amarante, N. (2021). Guia de intervenção e prevenção em situações de acumulação de animais. Lisboa;
