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Entre emoções e propósito: Um estudo intergeracional sobre a relação entre inteligência emocional, orientação para o trabalho e equilíbrio vida-trabalho

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Resumo(s)

A Inteligência Emocional (IE) é considerada um recurso psicológico essencial para a adaptação ao contexto de trabalho, contribuindo para o bem-estar, as relações sociais e a gestão de diferentes exigências profissionais. Simultaneamente, o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional (Work Life Balance, WLB) e a orientação para o trabalho (Work Orientation, WO) são dimensões fundamentais da experiência de trabalho atual, influenciando o envolvimento, a motivação e a realização. Neste estudo pretendeu-se analisar as relações entre inteligência emocional, equilíbrio entre vida pessoal e profissional e orientações para o trabalho, considerando ainda o impacto das diferenças geracionais nestas variáveis. Participaram 246 trabalhadores portugueses, entre os 18 e os 69 anos (M = 40.83, DP = 14.37), que responderam à versão portuguesa da BEIS-16 (Davies et al., 2010), da Work–Life Balance Scale (Brough et al., 2014) e do Work Orientation Questionnaire (Willner et al., 2020). Os resultados indicaram que existe uma associação positiva entre Inteligência Emocional e Equilíbrio entre vida e trabalho, sobretudo através da autoavaliação e regulação emocional. Verificou também que a IE se relaciona positivamente com orientações vocacionais e relacionais para o trabalho (Calling e Social Embeddedness). Enquanto existe uma associação negativa entre as orientações Job e Career e Equilíbrio entre vida e trabalho. A WO revelou mediar parcialmente a relação entre IE e WLB. Foram observadas diferenças entre gerações, as mais velhas apresentaram níveis mais altos de IE e WLB, e as mais novas demonstraram maior orientação para o trabalho. Os resultados reforçam a importância de promover competências emocionais e de políticas organizacionais que valorizem culturas de trabalho equilibradas e ajustadas à diversidade geracional.
Emotional Intelligence (EI) is recognized as a key psychological resource for adapting to the work environment, contributing to well-being, social relationships, and the management of diverse professional demands. At the same time, Work–Life Balance (WLB) and Work Orientation (WO) are fundamental dimensions of contemporary work experience, influencing engagement, motivation, and personal fulfillment. This study aimed to analyse the relationships between emotional intelligence, work–life balance and work orientations, while also considering the impact of generational differences on these variables. A total of 246 Portuguese workers, aged between 18 and 69 years (M = 40.83, DP = 14.37), participated in the study and completed the Portuguese versions of the BEIS-16 (Davies et al., 2010), the Work–Life Balance Scale (Brough et al., 2014), and the Work Orientation Questionnaire (Willner et al., 2020). The results indicated that higher levels of EI are associated with a more positive perception of work life balance, particularly through emotional self-awareness and regulation. EI was also found to be related to vocational and relational work orientations (Calling and Social Embeddedness), whereas orientations focused on Job and Career were associated with lower levels of balance. Additionally, WO was found to partially mediate the relationship between EI and WLB. Generational differences were also observed: older workers reported higher levels of EI and WLB, while younger workers demonstrated a stronger orientation towards work. Overall, these findings highlight the importance of promoting emotional competencies and organizational policies that support balanced work cultures and acknowledge generational diversity.

Descrição

Dissertação de Mestrado, apresentada no Ispa – Instituto Universitário para obtenção de grau de Mestre na especialidade de Psicologia Social e das Organizações

Palavras-chave

Inteligência Emocional Equilíbrio Vida-Trabalho Orientação para o Trabalho Diferenças Geracionais Bem-estar Organizacional

Contexto Educativo

Citação

Projetos de investigação

Unidades organizacionais

Fascículo