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Attention, imagination and sexual function

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Resumo(s)

Sexual functioning is a complex phenomenon shaped by dynamic interactions between cognitive, attentional, emotional, and relational processes. Attentional mechanisms and erotic mental imagery play key roles in sustaining sexual engagement, but their combined and independent contributions remain insufficiently understood. This thesis aimed to examine: 1) how general inattention, intrusive worries during sexual activity (sexual worries), problematic smartphone use (a common cause of distraction), and the vividness of partner-focused imagery (an index of internally directed attention) independently shape sexual function, pleasure, distress; 2) whether an intervention to stimulate sexual fantasy enhances sexual desire, sexual pleasure, and partner-focused mental imagery vividness, and reduces sexual distress and sexual worries. A multi-phase, quantitative design was employed. Study 1, a cross-sectional survey with 559 heterosexual adults, explored associations between these attentional factors and sexual outcomes. Study 2, a longitudinal study with 134 women, assessed whether these predictors explained changes in sexual functioning, pleasure, and distress over one month. Study 3, a randomized controlled trial with 60 participants, evaluated the effects of a four-week sexual fantasy intervention against a positively valenced nonsexual imagery task. In Study 1, better sexual function was independently by more vivid partner-focused imagination in women and men, and by fewer sexual worries in women only; greater sexual distress was independently predicted by less vivid partner-focused imagination and more sexual worries in women and men, and by problematic smartphone use in women only; 3) greater sexual pleasure was independently predicted by fewer sexual worries in women and by less problematic smartphone use in men. In Study 2, better sexual function was longitudinally predicted by less problematic smartphone use; sexual distress was longitudinally predicted by less vivid partner-focused imagination; and sexual pleasure was longitudinally predicted by both less problematic smartphone use and more vivid partner-focused imagination. All these results in Studies 1 and 2 were obtained independently of age and dysphoric feelings (a composite measure of depression, anxiety, and stress). In Study 1 only, dysphoric feelings additionally predicted poorer sexual function in men and women, and greater sexual distress and lesser sexual pleasure in women. Although general inattention was correlated with poorer sexual function and greater sexual distress for men and women in Study 1, it was never a significant predictor in multiple regressions. Study 3, with its experimental design, showed that guided fantasy practice increased sexual desire and pleasure, reduced intrusive sexual worries, and improved partner focused imagery vividness over four weeks. These findings offer new insights for cognitive affective models of sexual response, highlighting attention and imagination as dynamic, modifiable processes central to sexual well-being. Practically, they highlight opportunities for integrating attentional training and guided imagination exercises into clinical and educational contexts, offering innovative, low-cost approaches to enhancing erotic connection, reducing sexual distress, and fostering sexual health.
O funcionamento sexual é um fenómeno complexo moldado por interações dinâmicas entre processos cognitivos, atencionais, emocionais e relacionais. Os mecanismos atencionais e a imagética mental erótica desempenham papéis centrais na manutenção do envolvimento sexual, mas os seus contributos combinados e independentes permanecem insuficientemente compreendidos. Esta tese procurou examinar: 1) de que forma a desatenção geral, as preocupações intrusivas durante a atividade sexual (preocupações sexuais), o uso problemático de smartphone (causa comum de distração) e a nitidez da imagética focada no parceiro (índice de atenção interna) moldam de forma independente o funcionamento sexual, o prazer e o distress; 2) se uma intervenção para estimular a fantasia sexual aumenta o desejo, o prazer e a nitidez da imagética focada no parceiro, e reduz o distress e as preocupações sexuais. Foi adotado um delineamento quantitativo multifásico. O Estudo 1, um inquérito transversal com 559 adultos heterossexuais, explorou associações entre estes fatores e resultados sexuais. O Estudo 2, longitudinal, com 134 mulheres, avaliou se estes preditores explicavam alterações no funcionamento sexual, no prazer e no distress ao longo de um mês. O Estudo 3, um ensaio clínico aleatorizado com 60 participantes, avaliou os efeitos de uma intervenção de fantasia sexual de quatro semanas, comparada com uma tarefa de imagética não sexual com valência positiva. No Estudo 1, melhor funcionamento sexual foi predito por imaginação mais nítida focada no parceiro em homens e mulheres e por menos preocupações sexuais apenas em mulheres. Maior distress sexual foi predito por menor nitidez da imagética, mais preocupações sexuais em ambos os sexos e por uso problemático de smartphone apenas em mulheres. Maior prazer sexual foi predito por menos preocupações sexuais em mulheres e por menor uso problemático de smartphone em homens. No Estudo 2, melhor funcionamento sexual foi longitudinalmente predito por menor uso problemático de smartphone; o distress por menor nitidez da imagética focada no parceiro; e o prazer por menor uso problemático de smartphone e maior nitidez da imagética. Todos estes resultados nos Estudos 1 e 2 foram independentes da idade e de sentimentos disfóricos (medida composta de depressão, ansiedade e stress). No Estudo 1 apenas, sentimentos disfóricos previram pior funcionamento sexual em ambos os sexos, bem como maior distress e menor prazer em mulheres. Embora a desatenção geral se correlacionasse com pior funcionamento sexual e maior distress em homens e mulheres, nunca foi preditor significativo nas regressões múltiplas. O Estudo 3 mostrou que a prática de fantasia guiada aumentou desejo e prazer sexuais, reduziu preocupações sexuais intrusivas e melhorou a nitidez da imagética focada no parceiro ao longo de quatro semanas. Estes resultados oferecem novos contributos para os modelos cognitivo-afetivos da resposta sexual, salientando atenção e imaginação como processos dinâmicos e modificáveis, centrais para o bem-estar sexual. Na prática, destacam oportunidades para integrar treino atencional e imaginação guiada em contextos clínicos e educativos, oferecendo abordagens inovadoras e de baixo custo para fortalecer a ligação erótica, reduzir o distress e promover a saúde sexual.

Descrição

Dissertation presented to ISPA – Instituto Universitário,submitted in partial fulfilment of the requirements for degree of Doctor in Philosophy, specialty in Health Psychology,

Palavras-chave

Attention Sexual Fantasy Sexual Desire Mental imagery vividness Atenção Fantasias Sexuais Desejo Sexual Nitidez das imagens mentais

Contexto Educativo

Citação

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