Este artigo pretende reflectir sobre uma realidade ainda pouco conhecida no contexto nacional – o
stalking – e analisar os factores que concorrem para o sentimento de medo face a esta experiência de
vitimação. O estudo foi conduzido junto de uma amostra de 236 participantes que relataram ter sido
alvo de stalking em algum momento das suas vidas. O sexo e a idade da vítima, assim como ser alvo
de vigilância pelo stalker emergiram como preditores do medo face a este tipo de vitimação. Os
resultados sugerem que os efeitos deste tipo de violência devem ser compreendidos e localizados no
tecido sócio-cultural, sendo necessário um maior investimento ao nível da investigação e das práticas
para fazer face a este fenómeno.