Percorrer por data de Publicação, começado por "2025-12-16"
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- Sobrecarga de luto profissional, burnout e necessidades formativas em profissionais de saúdePublication . Gonçalves, Carolina Jorge; Coelho, Manuela Alexandra de MouraDiversos estudos referem que a educação no luto nos profissionais de saúde é limitada apesar de estes estarem diariamente expostos à morte de pacientes e lidarem com familiares enlutados. A formação no luto tem sido considerada fundamental para minimizar as suas consequências e capacitar os profissionais para um melhor desempenho dos cuidados no luto, beneficiando tando os profissionais como as famílias enlutadas. O presente estudo tem como objetivos verificar a relação entre os níveis de sobrecarga de luto profissional, o burnout, as atitudes acerca da morte e as necessidades formativas no luto; e verificar o efeito de um programa de formação no luto na satisfação das necessidades formativas. Os participantes são profissionais de saúde portugueses e foi utilizado um questionário sociodemográfico, a Escala de Sobrecarga de Luto Profissional (SLP), o Inventário de Burnout de Maslach (MBI-HSS), a Escala de Avaliação do Perfil de Atitudes acerca da Morte (EAPAM) e a Escala das Necessidades de Formação no Luto (ENFL). Os resultados demonstram que profissionais com maiores níveis de sobrecarga de luto, burnout e atitudes de medo e evitamento da morte apresentam menos motivação para a formação e menos competências de intervenção no luto. A formação mostrou ser eficaz no aumento das competências no luto e diminuição das necessidades de formação no luto. Considera-se essencial a realização de mais estudos nesta área e a promoção de mais oportunidades de formação no luto.
- Consumo de pornografia online e qualidade relacional em relações amorosasPublication . Cardoso, Ana Patrícia Pimenta Ribeiro; Von Humboldt, SofiaIntrodução: O presente estudo focou-se em compreender o efeito do consumo de pornografia online na qualidade relacional de indivíduos em relações amorosas. Método: Adotou-se um delineamento misto, transversal e correlacional, integrando uma componente quantitativa e uma qualitativa. A amostra quantitativa foi constituída por 67 participantes, que completaram o Cyber Pornography Use Inventory – 9 (CPUI-9), enquanto a amostra qualitativa abrangeu uma análise temática indutiva de seis entrevistas estruturadas. Resultados: Verificaram-se níveis reduzidos de compulsividade percebida, esforços de acesso e perturbação emocional, relacionados com o consumo. A média global aproxima-se dos valores observados no estudo de validação portuguesa do instrumento, revelando um consumo percebido como controlado. Observou-se uma correlação negativa e estatisticamente significativa entre a idade e o consumo problemático de pornografia, propondo um maior envolvimento de participantes mais jovens. Da análise temática emergiram quatro temas: 1) Motivações para o consumo de pornografia; 2) Efeitos percebidos nas relações amorosas; 3) Perceções e atitudes face ao consumo pelo parceiro; 4) Contexto e experiência emocional associada ao consumo. Conclusão: Os resultados reforçam o valor elucidativo do Modelo de Antecedentes, Contexto e Efeitos (ACE), demonstrando que os efeitos do consumo pornográfico provêm da interação entre fatores individuais e relacionais. O estudo fornece uma percepção contextualizada e não patologizante do fenómeno em Portugal, destacando a importância da comunicação e da literacia sexual na preservação da qualidade relacional.
- A Experiência de ser enfermeiro emcuidados paliativosPublication . Cristiano, Beatriz Monteiro; Rodrigues, Vitor AmorimEste estudo teve como objetivo compreender a experiência vivida pelos enfermeiros em Cuidados Paliativos, e o impacto da exposição ao sofrimento do outro. Adotou-se uma Abordagem fenomenológica Interpretativa (IPA), sustentada por Smith et al., (2009), tendo sido realizadas dez entrevistas semiestruturadas a enfermeiros a exercer na área dos Cuidados Paliativos. A análise interpretativa permitiu identificar oito constituintes essenciais da experiência: Vocação e Identidade Profissional; Dimensão Emocional e Regulação do Cuidar; Relação com Doentes e Famílias; Comunicação e Verdade Compassiva; Vivência da Morte e Finitude; Transformação Existencial e Sentido de Vida; Formação, Competência e Desenvolvimento Profissional; e Equipa, Instituições e Estruturas. Os resultados revelam que o cuidar em fim de vida é vivido como uma vocação ética e existencial, marcada pela compaixão, pela autenticidade e pela consciência da finitude. O contacto contínuo com o sofrimento e a morte conduz a processos de maturação pessoal e profissional, nos quais aprender a cuidar é também aprender a ser. Apesar da fragilidade institucional e da predominância biomédica, os enfermeiros encontram reconhecimento e sentido no vínculo com doentes e famílias. Conclui-se que os Cuidados Paliativos constituem um espaço privilegiado de crescimento ético, humano e espiritual, no qual a prática profissional se transforma em experiência de humanidade partilhada, sustentando a dignidade até ao fim da vida.
