Percorrer por autor "Santos, Ana Rita Carvalho dos"
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- Conhecimento sobre o Papilomavírus humano (HPV): Percepção, uso do preservativo e ansiedade numa amostra portuguesaPublication . Santos, Ana Rita Carvalho dos; Carvalheira, Ana AlexandraIntrodução: O Papiloma vírus Humano (HPV) é a infeção sexualmente transmissível mais prevalente a nível global e constitui um importante problema de saúde pública, dada a sua associação com lesões benignas, pré-malignas e malignas. Apesar dos avanços científicos e da introdução de vacinas eficazes, o conhecimento da população sobre o HPV continua insuficiente, comprometendo a adesão às medidas de prevenção e rastreio. Objetivo de estudo: Avaliar a influência da perceção, da ansiedade e do uso de preservativo no conhecimento sobre o HPV, considerando diferenças entre género e grupos etários, numa amostra da população portuguesa. Método: Participaram 368 mulheres e 158 homens. Foi realizado um estudo quantitativo, transversal e analítico, recorrendo à aplicação de questionários adaptados: Escala de Conhecimento sobre o HPV, Escala do Modelo de Crenças na Saúde, Inventário de Ansiedade Estado-Traço (STAI) e questionário sobre comportamentos sexuais e preventivos. A análise estatística incluiu regressões lineares múltiplas na amostra de homens e de mulheres. Resultados: No grupo de homens, o modelo de regressão não foi globalmente significativo, embora a ansiedade traço tenha apresentado associação positiva com o conhecimento. No grupo de mulheres, o modelo foi estatisticamente significativo, explicando cerca de 12% da variabilidade do conhecimento; as crenças de benefícios e suscetibilidade associaram-se positivamente, enquanto a perceção de barreiras teve efeito negativo. Verificou-se ainda que participantes mais jovens apresentaram níveis inferiores de conhecimento e menor consistência no uso de preservativo. Discussão: Os resultados confirmam maior conhecimento entre as mulheres, refletindo o enfoque das campanhas de prevenção neste grupo. Contudo, a baixa literacia masculina e a vulnerabilidade dos mais jovens reforçam a necessidade de estratégias educativas inclusivas e adaptadas à idade, fundamentais para reduzir a transmissão do HPV e prevenir doenças associadas
