Percorrer por autor "Reis, Ana Rita Silva"
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- Viver com a morte em mente: como os jovens adultos percecionam e lidam com a mortePublication . Reis, Ana Rita SilvaA morte é um fenómeno universal, inevitável e profundamente simbólico, cuja compreensão é essencial para entender como é integrada pelos indivíduos na sua existência. As atitudes face à morte refletem dimensões cognitivas, emocionais e existenciais que influenciam o modo como os indivíduos lidam com a finitude e o sentido da vida, podendo ser moldadas por diferentes fatores. Objetivo: O presente estudo teve como objetivo analisar as atitudes face à morte em jovens adultos, explorando as dimensões de medo, evitamento e aceitação, bem como os significados atribuídos ao fenómeno e estratégias de enfrentamento associadas. Método: Participaram 253 jovens adultos portugueses, com idades compreendidas entre os 18 e os 40 anos, que preencheram a Escala de Avaliação do Perfil de Atitudes Face à Morte (EAPAM), o State-Trait Anxiety Inventory (STAI-Y) e um questionário sociodemográfico, complementados por entrevistas semiestruturadas realizadas a uma subamostra qualitativa. Resultados: Os resultados quantitativos indicaram a predominância da aceitação neutra, revelando uma compreensão racional e serena da finitude. Verificaram-se associações significativas entre a aceitação como aproximação e a religião e espiritualidade, bem como entre a aceitação como escape e experiências de risco de vida. O medo da morte não apresentou preditores significativos, sugerindo uma dimensão mais existencial e intrínseca. A análise qualitativa reforçou a complexidade e ambivalência das atitudes face à morte, revelando coexistência de medo, curiosidade e serenidade. O medo surgiu sobretudo associado à perda de vínculos afetivos, enquanto a aceitação refletiu processos de integração simbólica e procura de sentido. As estratégias identificadas incluíram evitamento, apoio emocional e transcendência simbólica, cuja eficácia percebida variou em função do grau de integração entre razão e emoção. Conclusões: Os resultados evidenciam a importância de promover espaços de reflexão sobre a morte, de modo a favorecer a maturidade existencial e o bem-estar psicológico em jovens adultos.
