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Entradas recentes

Tradução e adaptação do protocolo NICHD – Revisto para a Língua Cabo-verdiana Variante da ilha de Santiago
Publication . Cardoso, Neidy Eunice Mendes; Almeida, Telma de Sousa
Objetivo: O presente estudo teve como objetivo traduzir e adaptar o protocolo revisto do National Institute of Child Health and Human Development (NICHD-R) para a língua cabo verdiana, variante da ilha de Santiago. Método: O processo de tradução e adaptação baseou-se no método de tradução em equipa, TRAPD (Tradução, Revisão, Adjudicação, Pré-teste e Documentação). Posteriormente, foi realizado um pré-teste com 18 crianças cabo-verdianas, dos 6 aos 9 anos, com o propósito de avaliar a adequabilidade linguística, bem como as variáveis completude, tipo de pergunta, quantidade e precisão de detalhes. Resultados: Dos 243 itens, 6 emergiram da Tradução I, 17 da Tradução II e 33 resultaram do processo de reconciliação entre ambas as traduções. As principais adaptações resultaram não apenas da necessidade de manter a equivalência linguística, mas também de considerar as diferenças contextuais e culturais. As crianças responderam com maior riqueza informativa às perguntas abertas e recordaram um número substancial de detalhes precisos. Conclusão: A integração de conhecimento sobre a entrevista investigativa, língua e cultura cabo-verdiana foram benéficas na identificação e resolução das principais perguntas da tradução. Por conseguinte, a tradução demonstrou ser compreensível e culturalmente apropriada. Implicações: Destacam-se a melhoria da qualidade das entrevistas investigativas com crianças, o aperfeiçoamento da formação de entrevistadores (e.g., policiais, psicólogos, magistrados e assistentes sociais) e o incentivo à investigação científica neste domínio
Álcool vs recompensas naturais: Um estudo com diferentes perfis de consumo e dependência
Publication . Rodrigues, Mariana Patrícia Nunes; Martins, Jorge Simões
O presente Relatório Final da Prática de Ensino Supervisionada teve como principal objetivo perceber quais as estratégias de diferenciação pedagógica que existem para implementar numa sala de aula inclusiva, compreender qual é a perceção dos professores em relação a essa abordagem e a sua intencionalidade, assim como as vantagens e os desafios da mesma. Deste modo, foi realizado um estágio em contexto de 1º Ciclo, numa turma de 3º ano constituída por 20 alunos, numa Instituição de cariz público, onde o modelo pedagógico implementado na sala de aula correspondia a uma apropriação do Movimento da Escola Moderna (MEM). A investigação teve um carácter qualitativo, possibilitando a triangulação das observações feitas em sala de aula em contexto de estágio com uma entrevista semiestruturada realizada à professora cooperante, permitindo analisar como é que os objetivos do estudo se concretizam na prática. Assim sendo, os resultados indicam que existem diversas estratégias de diferenciação pedagógica, como a adaptação de atividades, grupos flexíveis, utilização de materiais diversificados, entre outras. Estas são valorizadas pela docente de modo a promover a inclusão e a individualização da aprendizagem. Contudo, apesar de existirem muitas vantagens para esta abordagem, foram indicados desafios, nomeadamente relacionados com a gestão do tempo e a formação dos docentes. Conclui-se que a diferenciação pedagógica constitui uma prática relevante para tornar a sala de aula mais inclusiva, evidenciando a importância do apoio institucional, dos recursos adequados e da formação contínua dos professores para a sua implementação eficaz. A intencionalidade dos professores é um ponto de partida para tornar esta abordagem cada vez mais realista e estruturada nas escolas.
A diferenciação pedagógica na sala de aula: estratégias, perceção do docente e intencionalidade
Publication . Martins, Mariana Isabel Dias; Gaitas, Sérgio
O presente Relatório Final da Prática de Ensino Supervisionada teve como principal objetivo perceber quais as estratégias de diferenciação pedagógica que existem para implementar numa sala de aula inclusiva, compreender qual é a perceção dos professores em relação a essa abordagem e a sua intencionalidade, assim como as vantagens e os desafios da mesma. Deste modo, foi realizado um estágio em contexto de 1º Ciclo, numa turma de 3º ano constituída por 20 alunos, numa Instituição de cariz público, onde o modelo pedagógico implementado na sala de aula correspondia a uma apropriação do Movimento da Escola Moderna (MEM). A investigação teve um carácter qualitativo, possibilitando a triangulação das observações feitas em sala de aula em contexto de estágio com uma entrevista semiestruturada realizada à professora cooperante, permitindo analisar como é que os objetivos do estudo se concretizam na prática. Assim sendo, os resultados indicam que existem diversas estratégias de diferenciação pedagógica, como a adaptação de atividades, grupos flexíveis, utilização de materiais diversificados, entre outras. Estas são valorizadas pela docente de modo a promover a inclusão e a individualização da aprendizagem. Contudo, apesar de existirem muitas vantagens para esta abordagem, foram indicados desafios, nomeadamente relacionados com a gestão do tempo e a formação dos docentes. Conclui-se que a diferenciação pedagógica constitui uma prática relevante para tornar a sala de aula mais inclusiva, evidenciando a importância do apoio institucional, dos recursos adequados e da formação contínua dos professores para a sua implementação eficaz. A intencionalidade dos professores é um ponto de partida para tornar esta abordagem cada vez mais realista e estruturada nas escolas.
Do antisocial traits influence discriminatory behaviors against sexual minorities? – A systematic review
Publication . Afonso, Catarina de Almeida; Basto-Pereira, Miguel
Discrimination against sexual minorities has mainly been studied as a consequence of situational or circumstantial factors. However, few authors have highlighted the relevance of studying personality traits leading to this type of discrimination. In particular, antisocial traits, which capture the socially undesirable traits of antisocial behavior, may influence the display of discriminatory behaviors against the LGBTQ+ community. Following the PRISMA guidelines, a systematic review studying the relation between antisocial traits and their influence on discriminatory behavior against sexual minorities was conducted. EBSCOhost, Web of Science, PubMed, and Scopus were searched by two independent reviewers from their start until December 2024. Quantitative studies, measuring the relationship between antisocial traits and discriminatory behavior against the LGBTQ+ community were included. Studies with samples composed of individuals younger than 17 years old were excluded. Six articles were considered eligible for inclusion, and six predictors were evaluated. Psychopathy and Low levels of Agreeableness showed consistent significant relations to discriminatory behavior against sexual minorities. Machiavellianism and narcissism were consistent in all but one facet. Conscientiousness showed inconsistent findings, and sadism obtained no significant results. Major differences were found only in Conscientiousness across all studies considered. This work suggests that Dark Tetrad traits, as well as Low levels of Agreeableness, are positively related to higher levels of discriminatory behaviors against sexual minorities. Futures research should focus on attending to the limitations found, as well as recruiting more heterogeneous samples.
A relação entre a autoestima e o consumo de álcool em estudantes universitários: O papel do autocontrolo
Publication . Martins, Cláudia Sofia Coelho
O consumo problemático de álcool é bastante frequente, particularmente em estudantes universitários, e tem diversas consequências negativas. O principal objetivo deste estudo foi o de perceber o papel que a capacidade de autocontrolo desempenha na relação entre a autoestima e o consumo de álcool em estudantes universitários. Mais concretamente, esperava-se que indivíduos com baixa autoestima e baixo autocontrolo iriam apresentar um consumo de álcool mais elevado em comparação com os indivíduos com baixa autoestima e elevado autocontrolo. A amostra é composta por 750 estudantes universitários e os resultados demonstraram, tal como o esperado, que os indivíduos com elevado autocontrolo reportaram um menor consumo de álcool do que os indivíduos com baixo autocontrolo. Por outro lado, e ao contrário do que seria expectável, os indivíduos com elevada autoestima reportaram um maior consumo de álcool do que os indivíduos com baixa autoestima. O efeito da interação entre a autoestima e o autocontrolo demonstrou-se significativo, sendo que quanto mais elevada for a autoestima, também mais elevado é o consumo típico de álcool e o consumo excessivo de álcool. Estas associações são mais fortes para os indivíduos que apresentam menores níveis de autocontrolo em comparação com os que têm altos níveis de autocontrolo. Os resultados obtidos no presente estudo reforçam a importância de considerar a autoestima e o autocontrolo como fatores determinantes na compreensão do consumo de álcool em estudantes universitários, e enfatizam a necessidade de considerar estas variáveis em programas de prevenção focados na redução do consumo de álcool nesta população em específico