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Entradas recentes

Autoestima, aparência e visualização de conteúdos de beleza nas redes sociais: impacto no comportamento alimentar
Publication . Mendes, Liane Filipa Sequeira
Introdução: A frequente procura pelo corpo ideal é algo bastante presente nos sujeitos que, como consequência, pode resultar no possível desenvolvimento de comportamentos alimentares desajustados. O presente estudo tem como objetivo avaliar o impacto da Autoestima, do Investimento Esquemático da Aparência (Saliência Autoavaliativa e Saliência Motivacional) e da Visualização de Conteúdos de Beleza nas Redes Sociais no Comportamento Alimentar (Descontrolo Alimentar, Restrição Cognitiva e Alimentação Emocional). Método: A amostra deste estudo é composta por 210 participantes entre os 18 e 69 anos de idade (Midade=34,71; DPidade=14,01). Primeiramente responderam a um Questionário Sociodemográfico e, de seguida, à Escala de Autoestima de Rosenberg; ao Inventário de Esquemas sobre a Aparência; ao Internet Addiction Test adaptado à Visualização de Conteúdos de Beleza nas Redes Sociais; e ao Three Factor Eating Questionnaire. Resultados: O modelo preditivo revelou um ajustamento aceitável à amostra (χ² = 1979,739, df = 1196, p < ,001; χ²/df = 1,655; CFI= ,870; TLI= ,861; RMSEA = ,056; SRMR= ,060). O Descontrolo Alimentar é impactado pela Visualização de Conteúdos de Beleza nas Redes Sociais (β= ,207; p= ,007) e pela Saliência Autoavaliativa (β= ,432; p< ,001); a Restrição Cognitiva é impactada pela Visualização de Conteúdos de Beleza nas Redes Sociais (β= ,288; p< ,001), pela Saliência Autoavaliativa (β= -,300; p= ,011) e pela Saliência Motivacional (β= ,509; p< ,001); e a Alimentação Emocional é impactada pela Saliência Autoavaliativa (β= ,497; p< ,001). Discussão: Destaca-se a importância de avaliar a relação das variáveis em estudo, para que exista uma maior compreensão, de modo a realizar uma prevenção e intervenção adequada e atempada no possível desenvolvimento de comportamentos alimentares desajustados.
Histórias que contam: A experiência de vida de adultos com dificuldade intelectual
Publication . Morais, Joana Filipa Pedroso; Ornelas, José Henrique
Enquadramento: Observa-se pouca evidência que sustente a participação de adultos com Dificuldade Intelectual no processo de produção de conhecimento, no que se refere à identificação dos seus desafios, necessidades, defesa dos seus direitos e construção de práticas que promovam a sua inclusão. Assim, surge a necessidade de desenvolver investigações que tenham como princípio a escuta e a construção de respostas mais ajustadas e humanizadas às suas vivências, contribuindo para a compreensão aprofundada e integrada da Dificuldade Intelectual. Objetivo: O objetivo central da presente investigação consiste em refletir sobre a experiência vivida e documentada por adultos diagnosticados com Dificuldade Intelectual, através do contacto com as suas histórias e de modo a compreender as necessidades face aos desafios, perspetivas e sentimentos associados à sua experiência de vida. Método: O presente estudo de natureza qualitativa, contou com a participação de 5 adultos com um diagnóstico de Dificuldade Intelectual, com idades compreendidas entre os 25 e os 61 anos, através da realização de entrevistas abertas para a composição de narrativas como dado para o desenvolvimento de uma análise temática reflexiva. Resultados: A recolha e análise dos dados resultou em quatro relevantes temas, entre eles, os Desafios à Igualdade de Oportunidades de Emprego, a Vida Independente como Expressão de Autodeterminação, o Desenvolvimento de Relacionamentos Interpessoais e a Participação Social e o Voluntariado enquanto Prática Inclusiva. Conclusão: Evidencia-se que a experiência de vida dos participantes é marcada por barreiras que dificultam a sua autodeterminação para atingir uma vida independente com os mesmos direitos e oportunidades de emprego, o desenvolvimento de relacionamentos interpessoais e a participação ativa na sociedade. Como resposta, o foco deve descentrar-se das dificuldades individuais e focar-se na qualidade de interação entre a pessoa e o seu desenvolvimento.
O uso das tecnologias digitais no processo de aprendizagem: benefícios para os alunos e os desafios para os professores
Publication . Ferreira, Ana Sofia Bernardo; Matos, Ana Isabel Rio Tinto de Matos
O presente relatório tem por base a prática pedagógica desenvolvida no âmbito da unidade curricular de Prática de Ensino Supervisionada no 1.º Ciclo do Ensino Básico, no decurso do ano letivo de 2023/2024. O estágio foi realizado numa instituição de natureza jurídico-privada, numa turma do 1.º ano de escolaridade. Atendendo às especificidades do contexto educativo, nomeadamente a integração regular de tecnologias digitais nas práticas letivas da docente cooperante, desenvolveu-se um estudo com o objetivo de compreender de que forma a utilização dessas tecnologias pode atuar como facilitadora e potenciadora das aprendizagens numa sala do 1.º Ciclo do Ensino Básico. Para a concretização deste estudo, adotou-se uma metodologia de investigação qualitativa, considerando a complexidade e a natureza interpretativa do fenómeno em análise. As técnicas e os instrumentos de recolha de dados incluíram a observação participante, entrevista semiestruturada à professora cooperante, análise documental do projeto educativo da instituição, bem como a utilização de instrumentos reflexivos, como o diário de bordo e o portefólio. Os resultados obtidos evidenciam o impacto positivo da integração das tecnologias digitais no processo de ensino-aprendizagem, destacando-se a sua eficácia na promoção da motivação, do envolvimento ativo dos alunos e na consolidação dos conteúdos curriculares. A utilização intencional e pedagógica desses recursos digitais revelou-se um contributo significativo para a diversificação das metodologias e para a melhoria das práticas educativas, promovendo aprendizagens mais significativas e contextualizadas no contexto observado.
Oscilações emocionais na perimenopausa/menopausa tradução, adaptação e validação para a população portuguesa da escala de depressão na perimenopausa (MENO-D)
Publication . Quinta, Helena Isabel Bonacho dos Anjos Antunes; Ornelas, José Henrique
Partindo da premissa de que compreender as crenças, perceções e vivências masculinas é essencial para a prevenção da violência por parceiro íntimo (VPI) contra as mulheres, o presente estudo teve como objetivo analisar de que forma as atitudes e experiências dos homens se relacionam com a legitimação e a prevalência de diferentes formas de violência. Procurou-se igualmente explorar a influência de variáveis sociodemográficas - nomeadamente a idade e a escolaridade - sobre a forma como os homens interpretam e experienciam situações de VPI. Trata-se de um estudo quantitativo de natureza exploratória, desenvolvido através da aplicação de um questionário online composto pelas escalas Attitudes Toward Dating Violence Scale (Price et al., 1999) e Severity of Violence Against Women Scale (Marshall, 1992). Participaram 108 homens portugueses, com idades compreendidas entre os 20 e os 69 anos. Os resultados evidenciaram uma maior legitimação da violência psicológica, comparativamente às formas física e sexual, bem como a predominância de comportamentos de controlo nas experiências relatadas. Observou-se que os participantes de idade mais avançada tendem a apresentar maior tolerância face à violência psicológica e a comportamentos de controlo, sugerindo a persistência de crenças e normas tradicionais de género associadas à dominação masculina. Estes resultados apontam para a relevância de intervenções preventivas centradas na reflexão sobre masculinidade e nas dinâmicas de poder nas relações íntimas. Promover uma educação relacional crítica e equitativa poderá contribuir para desconstruir crenças patriarcais e reduzir a legitimação de comportamentos coercivos, reforçando o compromisso social com a igualdade e a prevenção da violência.
Atitudes e experiências em relação à violência por parceiro íntimo contra as mulheres
Publication . Videira, Ana Carolina dos Anjos; Ornelas, José Henrique
Partindo da premissa de que compreender as crenças, perceções e vivências masculinas é essencial para a prevenção da violência por parceiro íntimo (VPI) contra as mulheres, o presente estudo teve como objetivo analisar de que forma as atitudes e experiências dos homens se relacionam com a legitimação e a prevalência de diferentes formas de violência. Procurou-se igualmente explorar a influência de variáveis sociodemográficas - nomeadamente a idade e a escolaridade - sobre a forma como os homens interpretam e experienciam situações de VPI. Trata-se de um estudo quantitativo de natureza exploratória, desenvolvido através da aplicação de um questionário online composto pelas escalas Attitudes Toward Dating Violence Scale (Price et al., 1999) e Severity of Violence Against Women Scale (Marshall, 1992). Participaram 108 homens portugueses, com idades compreendidas entre os 20 e os 69 anos. Os resultados evidenciaram uma maior legitimação da violência psicológica, comparativamente às formas física e sexual, bem como a predominância de comportamentos de controlo nas experiências relatadas. Observou-se que os participantes de idade mais avançada tendem a apresentar maior tolerância face à violência psicológica e a comportamentos de controlo, sugerindo a persistência de crenças e normas tradicionais de género associadas à dominação masculina. Estes resultados apontam para a relevância de intervenções preventivas centradas na reflexão sobre masculinidade e nas dinâmicas de poder nas relações íntimas. Promover uma educação relacional crítica e equitativa poderá contribuir para desconstruir crenças patriarcais e reduzir a legitimação de comportamentos coercivos, reforçando o compromisso social com a igualdade e a prevenção da violência.