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Entradas recentes

Prejudice against Bisexual People Scale (eppb): Validation for Portugal and impact on discrimination by mental health care professionals
Publication . Salvado, Sara Guilhoto; Bú, Emerson Araújo Do
Binegativity, a persistent yet understudied form of sexual prejudice, reflects the stereotypes, discrimination, and social exclusion directed toward bisexual individuals. Despite advances in LGBTQIA+ research in Portugal, bisexual prejudice remains largely unexplored, articularly from the perspective of those who hold and enact it. This dissertation aimed to adapt and validate the Escala de Preconceito contra Pessoas Bissexuais (EPPB), a culturally and linguistically appropriate measure assessing prejudice toward bisexual people within the Portuguese context. Drawing on Nery et al. (2023) Brazilian version, the EPPB was reformulated into three gender-specific subscales targeting attitudes toward bisexual women (EPPB-W), bisexual men (EPPB-M), and bisexual people (EPPB-P) more broadly. Across four studies, rigorous psychometric evidence was gathered for the scale’s validity and reliability. Studies 1A (n = 19) and 1B (n = 100) established content validity through expert evaluation and pre-testing with the general population, ensuring theoretical coherence and linguistic clarity. Study 2 (n = 300) identified the (one)factorial structure of the EPPB and demonstrated strong internal consistency and item discrimination. Also, this study provided additional support for convergent and discriminant validity of the instrument. Study 3 (n = 204) confirmed this structure via confirmatory factor analysis and replicated reliability. Study 4 (n = 209 mental-health practitioners) demonstrated criterion validity: higher binegativity predicted gender-differentiated referral wait times (shorter for men than for women). Collectively, these studies provide compelling evidence for the EPPB’s psychometric robustness and theoretical relevance, offering a novel tool to examine how binegativity operates across gender and social contexts in Portugal.
Validação da versão portuguesa da Mini- SEA – estudo preliminar em indivíduos com idade igual ou superior a 50 anos
Publication . Serranheira, Bernardo Boleto Galrote Mendes; Lemos, Raquel
A cognição social é um conceito a que a comunidade científica tem destacado mais recentemente o seu interesse e, por isso, tem sido cada vez mais alvo de estudos. Este conceito é descrito como um conjunto de processos mentais que permitem compreender, interpretar e responder dequadamente aos pensamentos, estados mentais, e intenções dos outros. É possível distingui-lo em 3 dimensões: processamento emocional, teoria da mente, e processamento social. Verifica-se que alterações nesta competência são normalmente observadas em diversas condições neurodegenerativas (tal como a doença de Alzheimer e a demência frontotemporal), bem como noutro tipo de perturbações mentais. O presente estudo teve como principal objetivo a validação da versão portuguesa da Mini Social Cognition and Emotional Assessment (mini-SEA) para a população portuguesa em indivíduos com idade igual ou superior a 50 anos. Este instrumento de avaliação neuropsicológica pretende avaliar de forma rápida e precisa o estado da cognição social. É composta por dois subtestes principais: uma versão reduzida e levemente modificada do Faux Pas Test, para medir a teoria da mente; e uma versão reduzida do Facial Emotion Recognition Test (FERT), composto por 35 emoções expressas em expressões faciais. A amostra de 50 participantes é composta maioritariamente por indivíduos do sexo feminino (68%), sendo que, da amostra total, 62% adquiriu, pelo menos, o ensino secundário. Os resultados apresentam uma boa consistência interna do subteste Faux Pas (α = .907), mas uma fraca fiabilidade do subteste FERT (α = .238) nesta amostra. Adicionalmente, observou-se que nenhuma variável sociodemográfica ou instrumento de avaliação teve impacto nos resultados observados. Estes reforçam a adequação do subteste Faux Pas na avaliação da teoria da mente e apresentam uma necessidade de realização de estudos futuros para compreender a fraca consistência interna do subteste FERT. Não obstante, este estudo preliminar fornece uma base inicial para a validação da versão Portuguesa da Mini-SEA, contribuindo para o aumento de instrumentos de avaliação neuropsicológica que avaliem a cognição social.
Consumo de pornografia online e qualidade relacional em relações amorosas
Publication . Cardoso, Ana Patrícia Pimenta Ribeiro; Von Humboldt, Sofia
Introdução: O presente estudo focou-se em compreender o efeito do consumo de pornografia online na qualidade relacional de indivíduos em relações amorosas. Método: Adotou-se um delineamento misto, transversal e correlacional, integrando uma componente quantitativa e uma qualitativa. A amostra quantitativa foi constituída por 67 participantes, que completaram o Cyber Pornography Use Inventory – 9 (CPUI-9), enquanto a amostra qualitativa abrangeu uma análise temática indutiva de seis entrevistas estruturadas. Resultados: Verificaram-se níveis reduzidos de compulsividade percebida, esforços de acesso e perturbação emocional, relacionados com o consumo. A média global aproxima-se dos valores observados no estudo de validação portuguesa do instrumento, revelando um consumo percebido como controlado. Observou-se uma correlação negativa e estatisticamente significativa entre a idade e o consumo problemático de pornografia, propondo um maior envolvimento de participantes mais jovens. Da análise temática emergiram quatro temas: 1) Motivações para o consumo de pornografia; 2) Efeitos percebidos nas relações amorosas; 3) Perceções e atitudes face ao consumo pelo parceiro; 4) Contexto e experiência emocional associada ao consumo. Conclusão: Os resultados reforçam o valor elucidativo do Modelo de Antecedentes, Contexto e Efeitos (ACE), demonstrando que os efeitos do consumo pornográfico provêm da interação entre fatores individuais e relacionais. O estudo fornece uma percepção contextualizada e não patologizante do fenómeno em Portugal, destacando a importância da comunicação e da literacia sexual na preservação da qualidade relacional.
Estudo das redes sociais de pessoas com doença mental em contexto de mercado competitivo de trabalho
Publication . Albuquerque, Tatiana Isabel Garrido Medeiros Seabra; Ornelas, José Henrique
O presente estudo teve como objetivo analisar de que modo a integração de pessoas com doença mental em contexto de trabalho competitivo, no âmbito de programas de emprego apoiado, influencia a frequência, a qualidade e a natureza das suas interações sociais. Pretendeu-se compreender se esta integração funciona não apenas como uma estratégia de inserção profissional, mas a um aumento e reforço das redes sociais, como um dispositivo de promoção da participação social, da inclusão comunitária e de recovery. Realizou-se um estudo quantitativo, de natureza transversal, com uma amostra de 31 participantes com diagnóstico psiquiátrico, inseridos em emprego competitivo através de um projeto de emprego apoiado. Recolheram-se dados sociodemográficos, clínicos e profissionais, bem como informações relativas à perceção de disponibilidade e adequação das relações sociais e ao nível de participação em interações informais com colegas de trabalho e ao afeto positivo associado a essas interações. Os resultados apresentaram uma perceção globalmente positiva da sua rede social, com níveis elevados de acesso a relações sociais e de satisfação com o apoio emocional disponível. Verificou-se também que, embora o nível de participação em interações sociais informais no local de trabalho tenha sido moderado, o afeto associado a essas interações foi elevado, sugerindo que as ocasiões de contacto informal no trabalho são vividas como experiências emocionais positivas e potencialmente integradoras. Constatou-se, adicionalmente, a existência de associações positivas e estatisticamente significativas entre a perceção de suporte social, sobretudo no domínio emocional, e o envolvimento em interações informais no trabalho, o que indica que redes sociais mais sólidas tendem a associar-se a maior participação social em contexto laboral. De forma geral, os resultados obtidos sustentam a relevância do emprego apoiado enquanto contexto de inclusão social, ao evidenciar que o trabalho competitivo, pode contribuir para o reforço das redes suporte, para o aumento das oportunidades de contacto social significativo e, consequentemente, para a promoção do bem-estar e da integração comunitária de pessoas com doença mental.
Autoestima, aparência e visualização de conteúdos de beleza nas redes sociais: impacto no comportamento alimentar
Publication . Mendes, Liane Filipa Sequeira
Introdução: A frequente procura pelo corpo ideal é algo bastante presente nos sujeitos que, como consequência, pode resultar no possível desenvolvimento de comportamentos alimentares desajustados. O presente estudo tem como objetivo avaliar o impacto da Autoestima, do Investimento Esquemático da Aparência (Saliência Autoavaliativa e Saliência Motivacional) e da Visualização de Conteúdos de Beleza nas Redes Sociais no Comportamento Alimentar (Descontrolo Alimentar, Restrição Cognitiva e Alimentação Emocional). Método: A amostra deste estudo é composta por 210 participantes entre os 18 e 69 anos de idade (Midade=34,71; DPidade=14,01). Primeiramente responderam a um Questionário Sociodemográfico e, de seguida, à Escala de Autoestima de Rosenberg; ao Inventário de Esquemas sobre a Aparência; ao Internet Addiction Test adaptado à Visualização de Conteúdos de Beleza nas Redes Sociais; e ao Three Factor Eating Questionnaire. Resultados: O modelo preditivo revelou um ajustamento aceitável à amostra (χ² = 1979,739, df = 1196, p < ,001; χ²/df = 1,655; CFI= ,870; TLI= ,861; RMSEA = ,056; SRMR= ,060). O Descontrolo Alimentar é impactado pela Visualização de Conteúdos de Beleza nas Redes Sociais (β= ,207; p= ,007) e pela Saliência Autoavaliativa (β= ,432; p< ,001); a Restrição Cognitiva é impactada pela Visualização de Conteúdos de Beleza nas Redes Sociais (β= ,288; p< ,001), pela Saliência Autoavaliativa (β= -,300; p= ,011) e pela Saliência Motivacional (β= ,509; p< ,001); e a Alimentação Emocional é impactada pela Saliência Autoavaliativa (β= ,497; p< ,001). Discussão: Destaca-se a importância de avaliar a relação das variáveis em estudo, para que exista uma maior compreensão, de modo a realizar uma prevenção e intervenção adequada e atempada no possível desenvolvimento de comportamentos alimentares desajustados.