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Entradas recentes

Oscilações emocionais na perimenopausa/menopausa tradução, adaptação e validação para a população portuguesa da escala de depressão na perimenopausa (MENO-D)
Publication . Quinta, Helena Isabel Bonacho dos Anjos Antunes; Ornelas, José Henrique
Partindo da premissa de que compreender as crenças, perceções e vivências masculinas é essencial para a prevenção da violência por parceiro íntimo (VPI) contra as mulheres, o presente estudo teve como objetivo analisar de que forma as atitudes e experiências dos homens se relacionam com a legitimação e a prevalência de diferentes formas de violência. Procurou-se igualmente explorar a influência de variáveis sociodemográficas - nomeadamente a idade e a escolaridade - sobre a forma como os homens interpretam e experienciam situações de VPI. Trata-se de um estudo quantitativo de natureza exploratória, desenvolvido através da aplicação de um questionário online composto pelas escalas Attitudes Toward Dating Violence Scale (Price et al., 1999) e Severity of Violence Against Women Scale (Marshall, 1992). Participaram 108 homens portugueses, com idades compreendidas entre os 20 e os 69 anos. Os resultados evidenciaram uma maior legitimação da violência psicológica, comparativamente às formas física e sexual, bem como a predominância de comportamentos de controlo nas experiências relatadas. Observou-se que os participantes de idade mais avançada tendem a apresentar maior tolerância face à violência psicológica e a comportamentos de controlo, sugerindo a persistência de crenças e normas tradicionais de género associadas à dominação masculina. Estes resultados apontam para a relevância de intervenções preventivas centradas na reflexão sobre masculinidade e nas dinâmicas de poder nas relações íntimas. Promover uma educação relacional crítica e equitativa poderá contribuir para desconstruir crenças patriarcais e reduzir a legitimação de comportamentos coercivos, reforçando o compromisso social com a igualdade e a prevenção da violência.
Atitudes e experiências em relação à violência por parceiro íntimo contra as mulheres
Publication . Videira, Ana Carolina dos Anjos; Ornelas, José Henrique
Partindo da premissa de que compreender as crenças, perceções e vivências masculinas é essencial para a prevenção da violência por parceiro íntimo (VPI) contra as mulheres, o presente estudo teve como objetivo analisar de que forma as atitudes e experiências dos homens se relacionam com a legitimação e a prevalência de diferentes formas de violência. Procurou-se igualmente explorar a influência de variáveis sociodemográficas - nomeadamente a idade e a escolaridade - sobre a forma como os homens interpretam e experienciam situações de VPI. Trata-se de um estudo quantitativo de natureza exploratória, desenvolvido através da aplicação de um questionário online composto pelas escalas Attitudes Toward Dating Violence Scale (Price et al., 1999) e Severity of Violence Against Women Scale (Marshall, 1992). Participaram 108 homens portugueses, com idades compreendidas entre os 20 e os 69 anos. Os resultados evidenciaram uma maior legitimação da violência psicológica, comparativamente às formas física e sexual, bem como a predominância de comportamentos de controlo nas experiências relatadas. Observou-se que os participantes de idade mais avançada tendem a apresentar maior tolerância face à violência psicológica e a comportamentos de controlo, sugerindo a persistência de crenças e normas tradicionais de género associadas à dominação masculina. Estes resultados apontam para a relevância de intervenções preventivas centradas na reflexão sobre masculinidade e nas dinâmicas de poder nas relações íntimas. Promover uma educação relacional crítica e equitativa poderá contribuir para desconstruir crenças patriarcais e reduzir a legitimação de comportamentos coercivos, reforçando o compromisso social com a igualdade e a prevenção da violência.
A dor está sempre cá”: Vivências do luto materno na perspetiva de mães enlutadas – uma análise fenomenológica interpretativa
Publication . Silva, Margarida Xavier da; Martins, Ana Cristina
O luto materno constitui uma experiência singular e profunda, que rompe com a ordem natural da vida e provoca um abalo emocional, identitário e relacional. A morte de um filho na idade adulta desafia o sentido de existência da mãe, desestruturando projetos, vínculos e expectativas, ao mesmo tempo que exige um processo complexo de adaptação e reconstrução. Este estudo explora o luto materno pela perda de filhos adultos, uma realidade ainda pouco abordada na literatura, integrando numa perspetiva fenomenológico-existencial as dimensões conjugais, espirituais e de crescimento pós-traumático, mostrando o luto como um processo relacional, dinâmico e transformador de sentido. Recorreu-se a uma abordagem qualitativa de natureza fenomenológica, com base na Análise Fenomenológica Interpretativa (IPA), através da realização de entrevistas individuais em profundidade com oito mães que perderam um filho adulto, de modo a aceder à dimensão subjetiva das suas vivências. A análise revelou que o luto materno é um processo não linear, marcado por dor intensa, sentimentos de vazio, culpa e desorientação, mas também por movimentos de reconstrução e transformação pessoal. Emergiram sete temáticas centrais: (1) Desorganização emocional e existencial no luto materno; (2) Temporalidade, flutuações e processo de luto; (3) Continuidade espiritual e integração da perda; (4) Transformações identitárias e redefinição do sentido de vida; (5) Gestão social da dor e da exposição pública; (6) Relação conjugal; e (7) Reconstrução de valores e crescimento pós-traumático. Os resultados evidenciam o caráter relacional, espiritual e transformador do luto, revelando possibilidades de reconstrução de sentido e de crescimento apesar da dor.
Bem-estar docente: uma teia da sua multidimensionalidade
Publication . Nogueira, Rita de Carvalho Cruz; Silva, José Castro
O bem-estar docente necessita de ser mais bem compreendido, não só porque existem diversos desafios nos sistemas de educação atuais, mas também devido ao impacto que tem na qualidade do ensino e, consequentemente, na aprendizagem dos alunos. No entanto, não existe um consenso sobre a sua definição e as dimensões que o compõem. O presente estudo teve como objetivo descrever a multidimensionalidade do bem-estar docente e avaliar a reciprocidade e força das relações entre as variáveis das suas dimensões (bem-estar social, bem-estar físico e mental, bem-estar cognitivo e bemestar subjetivo). Com este intuito, obteve-se a participação voluntária de 1822 docentes portugueses, desde o ensino pré-escolar ao fim do ensino secundário, 81,9% do género feminino e 18,1% do género masculino, que responderam a um questionário de oito escalas relativas às dimensões do bem-estar docente. Os resultados comprovaram que todas as variáveis estavam significativamente correlacionadas e, com recurso à análise de redes, foi possível ilustrar as diversas conexões entre variáveis, o que suportou a estrutura teórica de dimensões do bem-estar docente. Além disso, a variável Envolvimento dos Estudantes destacou-se como sendo uma variável chave na rede do bem-estar, devido à sua elevada centralidade de força, seguida da Relação com o Diretor – também se confirmou que ambas as variáveis eram preditoras significativas do bem estar mental. Em suma, comprovou-se a multidimensionalidade do bem-estar docente, a reciprocidade das relações das suas variáveis e revelaram-se variáveis chave que podem ser relevantes para investigações futuras.
Estatuto Socioeconómico e Prevalência de Dependência: Um Estudo Empírico sobre as Dimensões Sociais das Dependências Químicas e Comportamentais em Portugal
Publication . Teixeira, Mafalda Mendonça de Jesus de Assis; Martins, Jorge Simões
Vários estudos sugerem a existência de uma relação entre o nível socioeconómico e a prevalência de dependências químicas e comportamentais. Partindo da premissa de que a classe social é um determinante estruturante da saúde mental e do comportamento aditivo, o presente estudo procedeu a uma análise empírica da prevalência das dependências químicas e comportamentais em função do nível ou estatuto socioeconómico. A amostra foi composta por 207 adultos residentes em Portugal, com idades compreendidas entre os 18 e os 75 anos (M = 29,98; DP = 11,43), recrutados através de plataformas online, nomeadamente redes sociais como Facebook, Instagram e grupos de Whatsapp. Os participantes completaram um questionário online programado no GoogleForms, o qual foi composto por questões sociodemográficas e perguntas formuladas, com base nos critérios de diagnósticos do Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais (DSM-5) para determinar dependências químicas e comportamentais. Os resultados do presente estudo indicam que os indivíduos de nível socioeconómico mais baixo apresentam, em média, uma maior prevalência de dependências químicas e comportamentais, bem como uma maior severidade em alguns casos específicos, como no caso do consumo de tabaco e sedativos, hipnóticos e ansiolíticos (SHA). De destacar que se observam tendências consistentes, embora estatisticamente não significativas, que sugerem uma relação entre vulnerabilidade social e padrões mais severos de dependência. Este estudo suporta o papel crucial que as desigualdades estruturais e a exclusão social podem exercer na iniciação e manutenção das dependências químicas e comportamentais, defendendo assim uma abordagem multidimensional e integrada assente em políticas de saúde públicas e práticas clínicas que tenham em consideração o impacto que a vulnerabilidade socioeconómica pode ter na prevalência das mesmas. Assim, este estudo pretende contribuir para uma compreensão mais ampla da relação entre desigualdades sociais e saúde mental, nomeadamente no contexto de perturbações por consumo de substâncias químicas e outros comportamentos aditivos, oferecendo orientações para programas de intervenção sensíveis ao contexto social e mais adequadas, eficazes e alinhadas com as realidades sociais e económicas dos indivíduos.