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- Attachment and alliance: The mediating role of real relationshipPublication . Vicente, Tomás Alexandre Marques; Neto, David DiasApesar de ser consistentemente reconhecida como um dos preditores mais robustos da eficácia terapêutica, a compreensão da relação terapêutica na literatura tem-se mantido limitada, originando diferentes equívocos. Em resposta, têm sido propostos diversos enquadramentos teóricos com o intuito de clarificar esta relação e os seus componentes, destacando-se a relação real, a aliança terapêutica e a vinculação ao terapeuta como elementos fundamentais. O presente estudo procurou aprofundar esta compreensão ao investigar a interação entre estas variáveis através de um modelo de mediação, no qual a relação real medeia a influência da vinculação ao terapeuta na aliança terapêutica. Recorreu-se a um desenho transversal, com uma amostra de 373 adultos que se encontravam atualmente em psicoterapia individual ou que a haviam concluído. Foi realizada uma path analysis para testar o modelo proposto. Os resultados revelaram efeitos indiretos significativos dos três estilos de vinculação — seguro, evitante e preocupado — na aliança terapêutica, mediados pela relação real. Especificamente, a relação real funcionou como mediadora parcial no caso da vinculação segura e como mediadora total nos casos de vinculação evitante e preocupada. Estes resultados sublinham o papel central da relação real na tradução da influência dos estilos de vinculação do cliente na qualidade da aliança terapêutica. Evidenciam ainda a importância de promover uma ligação genuína e autêntica na díade terapêutica e sugerem que diferentes configurações de apego podem depender da relação real em graus distintos na formação da aliança. O estudo reforça a necessidade de modelos teóricos e práticas clínicas mais diferenciadas que considerem a natureza dinâmica do vínculo terapêutico.
- A relação entre a qualidade de sono e a resiliência nos atletas: o efeito mediador das estratégias de copingPublication . Cardoso, Vasco da Cruz Canas; Loureiro, rfilipeO sono tem vindo a ser cada vez mais reconhecido como um fator importante na vida dos atletas, estando associado a maiores níveis de bem-estar e de desempenho. A investigação aponta para uma relação positiva entre a qualidade de sono e a resiliência psicológica, também ela, uma competência essencial para um atleta fazer face às adversidades do contexto desportivo. Nesta relação, aponta-se como potencial mediadoras as estratégias de coping utilizadas por estes indivíduos, pelo que, este estudo se compromete a avaliar esta possibilidade. Desta forma, a dissertação tem como objetivo perceber a relação entre a qualidade de sono e a resiliência em atletas, bem como avaliar o efeito mediador das estratégias de coping. A amostra é constituida por 88 atletas federados, entre os 16 e os 35 anos de idade, a praticar as suas modalidade, pelo menos 3 vezes por semana. Para participar no estudo, preencheram um questionário que englobava o Pittsburgh Sleep Quality Index (PSQI), Brief COPE e a Escala de Resiliência de Connor-Davidson (CD-RISC-10). Os resultados revelaram correlações significativas entre a qualidade de sono e a resiliência e entre algumas estratégias de coping focadas no problema e as outras duas variáveis. No que diz respeito à mediação, pode-se considerar que se encontrou um efeito parcial de algumas estratégias de coping (Coping Ativo e Aceitação) na relação entre dimensões do sono e a resiliência. Os resultados mostram a importância de promover hábitos de sono saudáveis e utilização de estratégias adaptativas para promoção de uma maior resiliência, contribuindo para um maior bem-estar e desempenho desportivo. Palavras-chave: sono, resiliência, coping, atletas, desporto, mediação IV
