Percorrer por autor "Pina, Aleida Sofia Souto Amado de"
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- Atribuições, reações emocionais e práticas disciplinares perante a desobediência das crianças: Uma comparação entre a realidade portuguesa e a realidade cabo-verdianaPublication . Pina, Aleida Sofia Souto Amado de; Guedes, MaryseA punição física continua a ser uma prática disciplinar presente em muitos contextos familiares, apesar da crescente evidência científica que demonstra os seus efeitos negativos no desenvolvimento infantil. Com base no modelo processual-contextual, esta dissertação teve como objetivo comparar as atribuições, reações emocionais e práticas disciplinares de pais portugueses e cabo-verdianos perante comportamentos de desobediência infantil, em função do sexo e da faixa etária das crianças. Participaram no estudo 90 pais e mães portugueses e cabo-verdianos de crianças entre os 3 e os 10 anos, recrutados online, através de amostragem por conveniência. Os participantes de ambos os países preencheram as Vinhetas de Comportamento das Crianças. Os participantes ambos os países consideraram a desobediência física menos grave e menos intencional, relataram maior propensão para reagir com calma e recorrer a práticas não-coercivas em idade pré-escolar do que em idade escolar. Os pais cabo-verdianos percecionaram este tipo de comportamento como mais intencional e relataram menor propensão para recorrer a práticas não-coercivas para o manejar do que os pais portugueses, considerando-o mais grave quando perpetuado por rapazes. Perante comportamentos de desobediência verbal, os participantes de ambos os países mostraram menor prontidão para reagir com raiva, privilegiando práticas não-coercivas em idade pré-escolar do que em idade escolar. Contudo, os pais cabo-verdianos relataram maior prontidão para recorrer a práticas de repreensão leve com os rapazes do que com as raparigas. Estes resultados exploratórios sugerem que a idade da criança se associa à forma como os pais de ambos os países interpretam e reagem aos comportamentos de desobediência. Contudo, os pais portugueses e cabo-verdianos parecem distinguir-se na forma como interpretam e reagem a este tipo de comportamentos, sobretudo quando perpetuados por rapazes. Embora exploratórios, estes resultados reforçam a importância de intervenções psicoeducativas e políticas públicas, promotoras de práticas disciplinares sensíveis à idade, ao género e à cultura.
