Duarte, EvaGrazina, Raquel dos Santos2026-01-092026-01-092025-12-02http://hdl.handle.net/10400.12/13761Dissertação de Mestrado apresentada no ISPA – Instituto Universitário para obtenção de grau de Mestre na especialidade de Psicologia Clínica.A população queer apresenta taxas mais elevadas de autolesão não-suicida do que a população heteronormativa devido aos desafios específicos que enfrentam, nomeadamente stressores minoritários como a homofobia internalizada e o outness, que contribuem para um maior sofrimento psicológico. Assim, este estudo tinha como principal objetivo compreender como a homofobia internalizada e o outness podem estar associados à história de autolesão não-suicida em indivíduos queer. Paralelamente, pretendeu-se explorar a relação entre estas variáveis e diferentes orientações sexuais. Neste estudo a amostra foi constituída por 383 participantes com idades compreendidas entre os 18 e os 69 anos, onde 124 tinham história de autolesão não-suicida, dos quais 83 eram queer e 41 heterossexuais. Os dados foram recolhidos através de um questionário que foi partilhado online. Os resultados obtidos revelaram que os participantes queer apresentaram mais história de autolesão não-suicida, com maior frequência. Não foram verificadas diferenças entre os participantes homossexuais e plurissexuais relativamente à história de autolesão não-suicida e níveis de homofobia internalizada, contudo, foram encontradas diferenças nos níveis de outness. Observou-se ainda que o outness e a autolesão não-suicida estavam associados entre si, mas não com a homofobia internalizada. Estes resultados destacaram a importância de compreender as problemáticas específicas desta população no domínio da saúde mental de forma a encontrar estratégias de intervenção mais eficazes e inclusivas.Queer population presents higher rates of non-suicidal self-injury than the heteronormative population due to the specific challenges they face, namely minority stressors such as internalized homophobia and outness, which contribute to greater psychological distress. Thus, the main objective of this study was to understand how internalized homophobia and outness may be associated with a history of non-suicidal self-injury. At the same time, it aimed to explore the relationship between these variables and different sexual orientations. In this study, the sample consisted of 383 participants aged between 18 and 69 years, of whom 124 reported a history of non-suicidal self-injury, with 83 identifying as queer and 41 as heterosexual. Data were collected through a questionnaire shared online. The results revealed that queer participants reported more history of non-suicidal self-injury, with higher frequency of behaviors. No differences were found between homosexual and plurisexual participants regarding history of non-suicidal self-injury and levels of internalized homophobia; however, differences were observed in levels of outness. It was also found that outness and non-suicidal self-injury were associated with each other, but not with internalized homophobia.These findings highlight the importance of understanding the specific issues faced by this population in the field of mental health in order to develop more effective and inclusive intervention strategies.porHomofobia internalizadaOutnessQueerAutolesão não suicidaLGBTQIA+Internalized homophobiaOutnessQueerLGBTIQA+NSSIAutolesão não-suicida em indivíduos queer: O papel da homofobia internalizada e do outnessmaster thesis204094402