Delgado, Luís Manuel RomanoCerqueira, Mariana Ramos Costa2017-02-202017-02-202014-09-25http://hdl.handle.net/10400.12/5275Dissertação de Mestrado apresentada no ISPA – Instituto Universitário para obtenção de grau de Mestre na especialidade de Psicologia Clínica.Introdução teórica: A existência de uma vida mental pré-natal ou de um psiquismo embriónico é corroborado pelas emoções naturais, várias expressões faciais presentes a partir do 2º semestre de gestação, diferenciação de padrões do discurso emocional e por ter emoções. Objectivo: Pretende-se averiguar a (in)existência de emoções independentes das maternas, a partir das 34 semanas de gestação. Método: Estudo exploratório de delineamento experimental simples de grupos independentes aleatórios, constituído por três grupos experimentais pelos quais 93 participantes foram distribuídos aleatoriamente. Estas têm idades entre 17 e 40 anos, e os seus filhos têm entre 34 a 40 semanas de gestação. Mães e fetos foram expostas a estímulos musicais distintos durante a realização do CTG, após terem preenchido o MHI-5 e o questionário referente a dados demográficos, antecedentes pessoais e familiares. Analisou-se a frequência cardíaca fetal (FCF) e sua variação (VFCF) nos três grupos experimentais. Resultados: Não se observaram diferenças significativas em termos de FCF nos três grupos experimentais, porém constatam-se diferenças significativas ao nível da VFCF. Discussão: Apurou-se que o feto expressa uma independência ligeira da mãe que se poderá dever a uma continuidade mãe-feto veiculada pela placenta e por uma escassa individualidade e autonomia psíquica. Poderão ser usados métodos mais precisos que apreendam a integralidade do comportamento da FCF e da VFCF em estudos futuros. .Theoretical Background: The existence of pre-natal mental life, or an embryonic psyche, is corroborated by: the natural emotions; by the presence in the 2nd half of pregnancy of various facial expressions; by the differentiation of emotional pattern speech; and by fetal emotions. Objective: The aim of this study is to determine the (in) existence of fetal emotion independent of maternal emotions, from 34 weeks of gestation. Method: An exploratory study of 3 randomly assigned independent groups, with a total of 93 subjects. These are aged between 17 and 40 years, and their children are between 34-40 weeks of gestation. Mothers and fetuses were exposed to independant musical stimuli during the performance of a standard CTG reading performed at hospitals. In all three groups the mother listend to a medly of music varying from soft to hard. In one group the fetus had no music, in one the fetus had calm music, and in the third the fetus had the same variable music as the mother. Data was analyzed for heart rate (HR), and heart rate variability (HRV) as an indicator of emotional response, (McCraty studies). Results: The mother's HR and HRV showed no significant difference. The fetus' HRV showed small differences indicating a small degree of variability. Discussion: A slight independence from maternal emotions is found. It may be due to an mother-fetus continuity, where the placenta and an limited psychic individuality and autonomy can have a major role. More accurate mathematical data analysis methods which utilize the raw data files from the CTG machine may be used. .porEmoçõesFetosPsicologia fetalFrequência cardíaca (FC)Frequência Cardíaca (VFC)EmotionsFetusesFetal psychologyHeart rate (HR)Heart rate variability (HRV)Um estudo exploratório sobre a (in)existência de emoções em fetos no terceiro trimestre de gestaçãomaster thesis201130904