Martins, Margarida AlvesReis, Andreia Cristina da Silva2016-04-132016-04-132015http://hdl.handle.net/10400.12/4537Dissertação de Mestrado apresentada ao ISPA - Instituto UniversitárioO presente estudo procura avaliar o impacto, na escrita e leitura de palavras, de dois programas de escritas inventadas, desenvolvidos em pequeno grupo, em que as palavras apresentadas surgem através de materiais presentes no jardim-de-infância, e em que entre os dois programas a sequência de apresentação das várias letras é variável. Participaram 33 crianças do pré-escolar, que não sabiam ler nem escrever, divididas em dois grupos experimentais e um de controlo, equivalentes entre si na idade, desenvolvimento cognitivo, consciência fonológica e conhecimento das letras. Nas fases de pré e pós-teste todas as crianças participaram numa prova de escrita e outra de leitura de palavras. Entre estas duas fases decorreu a aplicação dos dois programas, em que os grupos experimentais participaram em 10 sessões de escrita inventada, em grupos de 4 crianças. Com o grupo de controlo foram explorados os materiais utilizados nos programas, mas sem atividades de escrita. Os resultados evidenciaram, ao nível da escrita, diferenças estatisticamente significativas entre os dois grupos experimentais e o grupo de controlo, tendo os grupos experimentais obtidos melhores resultados na escrita de palavras. Porém, ao nível da leitura não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas, podendo ser justificado pelo facto dos programas trabalharem diretamente a escrita e não a leitura, assim como pelo baixo conhecimento que as crianças, em geral, tinham das letras. Entre os dois programas de intervenção não foram encontradas diferenças, sugerindo que a sequência e o número de letras apresentadas nas sessões não influenciam a eficácia dos programas de escritas inventadas.ABSTRACT: The objective of this study was to assess the impact, in spelling and reading, of two invented spelling programme, conducted in small group, in which contextualized words were presented, and that between the two programs the presentation of the letters is variable. An experimental research was carried with 33 preschool-age children, who were not able to read or write, randomly divided in two experimental groups and a control group. Their age, cognitive abilities, phonological awareness and knowledge of letters were controlled. All children’s spelling and reading were evaluated in a pre- and post-test phases. The implementation of the two programs took place between these two phases, in which the experimental groups participated in 10 sessions of invented spelling, in groups of 4 children. Children in the control group were read the same material as the experimental groups but didn’t participate in the writing activities. The results showed, at the level of spelling, statistically significant differences between the two experimental groups and the control group, with the experimental groups having better results in spelling. However, at the level of reading, no statistically significant differences were found, and that may be justified by the fact that the programs work directly writing and not reading, as well as children’s low knowledge of letters. No differences were found between the two intervention programs, suggesting that the sequence and number of letters presented in the sessions do not influence the effectiveness of invented spelling programs.porProgramas de intervençãoEscritas inventadasLeitura precoceCrianças do pré-escolarInteração em pequeno grupoIntervention programsInvented spellingEarly readingPreschool childrenSmall groups interactionImpacto de dois programas de escritas inventadas, desenvolvidos em pequeno grupo com crianças do pré-escolar, na aprendizagem da escrita e da leituramaster thesis201035839