Martins, Jorge SimõesTeixeira, Mafalda Mendonça de Jesus de Assis2026-01-282026-01-282025-12-11http://hdl.handle.net/10400.12/13836Dissertação de Mestrado apresentada no ISPA– Instituto Universitário para obtenção de grau de Mestre em Psicologia, na especialidade de Psicologia ClínicaVários estudos sugerem a existência de uma relação entre o nível socioeconómico e a prevalência de dependências químicas e comportamentais. Partindo da premissa de que a classe social é um determinante estruturante da saúde mental e do comportamento aditivo, o presente estudo procedeu a uma análise empírica da prevalência das dependências químicas e comportamentais em função do nível ou estatuto socioeconómico. A amostra foi composta por 207 adultos residentes em Portugal, com idades compreendidas entre os 18 e os 75 anos (M = 29,98; DP = 11,43), recrutados através de plataformas online, nomeadamente redes sociais como Facebook, Instagram e grupos de Whatsapp. Os participantes completaram um questionário online programado no GoogleForms, o qual foi composto por questões sociodemográficas e perguntas formuladas, com base nos critérios de diagnósticos do Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais (DSM-5) para determinar dependências químicas e comportamentais. Os resultados do presente estudo indicam que os indivíduos de nível socioeconómico mais baixo apresentam, em média, uma maior prevalência de dependências químicas e comportamentais, bem como uma maior severidade em alguns casos específicos, como no caso do consumo de tabaco e sedativos, hipnóticos e ansiolíticos (SHA). De destacar que se observam tendências consistentes, embora estatisticamente não significativas, que sugerem uma relação entre vulnerabilidade social e padrões mais severos de dependência. Este estudo suporta o papel crucial que as desigualdades estruturais e a exclusão social podem exercer na iniciação e manutenção das dependências químicas e comportamentais, defendendo assim uma abordagem multidimensional e integrada assente em políticas de saúde públicas e práticas clínicas que tenham em consideração o impacto que a vulnerabilidade socioeconómica pode ter na prevalência das mesmas. Assim, este estudo pretende contribuir para uma compreensão mais ampla da relação entre desigualdades sociais e saúde mental, nomeadamente no contexto de perturbações por consumo de substâncias químicas e outros comportamentos aditivos, oferecendo orientações para programas de intervenção sensíveis ao contexto social e mais adequadas, eficazes e alinhadas com as realidades sociais e económicas dos indivíduos.Several studies suggest a relationship between socioeconomic status and the prevalence of chemical and behavioural dependencies. Assuming that social class is a structural determinant of mental health and addictive behaviour, the present study conducted an empirical analysis of the prevalence of such dependencies in relation to socioeconomic level. The sample consisted of 207 adults residing in Portugal, aged between 18 and 75 years (M = 29.98; SD = 11.43), recruited via online platforms, including social networks such as Facebook, Instagram, and WhatsApp groups. Participants completed an online questionnaire developed through Google Forms, which included sociodemographic questions and items based on the diagnostic criteria of the Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (DSM-5), aimed at identifying chemical and behavioural dependencies. The findings indicate that individuals with lower socioeconomic status show, on average, a higher prevalence and severity of both chemical and behavioural dependencies, particularly in the use of tobacco and Sedatives, Hypnotics, and Anxiolytics (SHA). Although some results were not statistically significant, consistent trends suggest a link between social vulnerability and more severe dependency patterns. This study highlights the critical role that structural inequalities and social exclusion may play in the onset and maintenance of addiction, advocating for a multidimensional and integrated approach in public health policies and clinical practices that account for the impact of socioeconomic vulnerability on dependency prevalence. Thus, the study contributes to a broader understanding of the relationship between social inequality and mental health, particularly in the context of substance use disorders and other addictive behaviours, offering guidance for more socially sensitive and effective intervention strategies.porNível socioeconómicoclasse socialdesigualdades sociaisvulnerabilidade socialdependênciacomportamentos aditivosSocial classchemical dependencebehavioural addictionsocial inequalitymental healthsocioeconomic statusEstatuto Socioeconómico e Prevalência de Dependência: Um Estudo Empírico sobre as Dimensões Sociais das Dependências Químicas e Comportamentais em Portugalmaster thesis204107822